Broken Inside
1 Prólogo
Notas iniciais
O shipp é James/Mione mesmo e se você não gosta, não leia :) (sim, eu amo shipps estranhos)
Espero que vocês gostem e se tiver alguns erros, me desculpem ♥
Após o fim da guerra quase tudo voltara ao normal: Harry, Ron e eu, junto de alguns aurores e membros da Ordem passamos o verão inteiro atrás de comensais da morte que conseguiram escapar após a derrota de Voldemort, ajudamos a recrutar bruxos para a reconstrução de Hogwarts e todos aqueles com a marca negra tatuada no braço (com exceção dos Malfoy, que de certa forma tiveram uma pequena participação na vitória de Harry) foram condenados à prisão perpétua em Azkaban.
Durante o verão, Ron me acompanhou na busca pelos meus pais na Austrália e felizmente consegui reverte o feitiço Obliviate que lancei neles. Ele aproveitou o clima da viagem e me pediu em namoro – finalmente né, depois de anos sofrendo por esse energúmeno que eu tanto amo.
Agora estávamos quase todos os Grifinórios do salão comunal, afinal, era 1º de setembro e todos queriam botar o papo em dia. A profª McGonagall, que agora é diretora, resolveu “repetir” todos de ano, devido ao péssimo ano que se passou, e por tanto estão todos de volta. E não posso deixar de lado, claro, as obrigações de uma setimanista-monitora-chefe, como estudar pros N.I.E.M.S. e ainda ter energia e paciência para monitorar o castelo com Draco Malfoy, meu “parceiro de monitoria” – que pelo jeito, mesmo depois de dois anos servindo Você-Sabe-Quem, continua com boas notas.
Ajeitei-me no pequeno sofá que dividia com Ron, que não parava de reclamar da cena à nossa frente: Harry e Gina se beijando – acho que “se engolindo” seria o melhor pra descrever o que víamos.
- Esquece os dois, Ronald – virei seu rosto para que me olhasse
- Não tem como, Mione! Esses “smack smack” estão me irritando!
- Se os “smack smack” – imitei sua voz – fossem nossos aposto que não ficaria assim – sorri de lado e o beijei.
Mesmo Ron sendo um legume insensível durante a maior parte do tempo, eu nunca consegui esquecê-lo. Depois de anos apaixonada por ele, eu finalmente o tinha para mim e não tinha como eu estar mais feliz por isso.
- Sabe o que eu estava pensando? Podíamos dividir os conteúdos das matérias, assim ninguém fica sobrecarregado nos estudos e... – ele me calou com outro beijo
- Não sei nem que pijama vou usar hoje e você já está se preocupando com estudos, Mione! – ele riu e eu bufei fingindo irritação
- Melhor eu ir. – estava levantando quando Ron segurou meu braço – Monitoria, Ron. Já está quase no horário – me inclinei e lhe dei um selinho
Saí do salão comunal e segui para a sala de McGonagall, para receber as orientações da monitoria.
- Bom, Sr. Malfoy e Srta. Granger, suponho que já sabem como tudo funciona. Não há muito que dizer, só espero que, como monitores-chefes, saibam ser justos e responsáveis. Vocês podem se dividir como quiserem e qualquer coisa é só voltar aqui.
- Eu fico com o quarto andar pra cima e você fica com o resto. Tudo bem assim, Malfoy?
- Tanto faz, Granger. Só quero acabar logo com isso – bufei sem paciência e segui para o quarto andar.
Depois de achar um casal de quintanistas da Lufa-Lufa se pegando em uma das salas, e um garotinho do primeiro ano chorando num canto escuro, terminei a monitoria e fui seguindo para o meu salão comunal.
No caminho, vi algo brilhando no chão, refletindo a luz da Lua e, como sou só um pouco curiosa, peguei o pequeno objeto que era idêntico a um vira-tempo, exceto pela sua cor, chumbo.
- Ai! – era quente, muito quente.
Antes que pudesse pensar em algum jeito de tirar o objeto dali, sua corrente se enrolou pelo meu braço e fechou, como se tivesse vida própria.
- Mas o que diabos é isso?! – analisava toda a extensão do meu braço.
Fui para o salão comunal a fim de mostrar o meu mais novo “acessório” para Harry e Ron. Estava tarde e não queria incomodar a professora McGonagall.
- Harry! Ah, que bom que ainda está aqui! – falei assim que entrei no lugar. Só havia ele ali.
- Estou sem sono. Resolvi te esperar. – sorriu pra mim — Mione, o que é isso no seu braço? – Harry observou de longe
- Era exatamente sobre isso que eu queria falar – me sentei no sofá, ainda analisando o colar. Expliquei o que aconteceu para ele.
- Que estranho... – ele fez menção de tocar na ampulheta, mas intervi.
- Não toque! Ele queima.
- E isso não está te incomodando? – olhou para meu braço – Hermione, seu braço! Está cheio de queimaduras!
- Sim, eu sei. Mas a corrente não é tão quente quanto a ampulheta.
- Só um minuto, vou chamar o Ron.
Esperei ali, ainda escarando meu próprio braço.
- Argh, Harry! Qual a necessidade de me acordar a essa hora? – ouvi Ron reclamando
Eles vieram até mim e quando o ruivo viu meu braço vermelho envolto pela corrente logo sentou ao meu lado. Tive de reexplicar o que aconteceu e Ron sugeriu algo que eu não tinha pensado
- Já tentou abrir o fecho? – movimentei a cabeça negativamente. Me virei um pouco pro lado e Ron tentou abrir a corrente com magia, tentou abrir com a mão, com a boca e nada. – Acho que temos um problema aqui...
Comecei a levantar hipóteses com Harry sobre esse misterioso vira-tempo e depois, tudo foi muito rápido. Escutei Ron praguejando após tocar na ampulheta quente, e pude ver que ela agora girava rapidamente.
- Ronald, o que você fez? – gritei. Eu estava assustada
- Eu não fiz nada! Só toquei e ela começou a girar! – gritou de volta, mas logo abaixou o tom – Na verdade, eu talvez possa ter esbarrado sem querer no pininho e...
Tudo começou a girar, eu estava tonta. Pude escutar Ron e Harry gritando meu nome, estava tudo abafado... E tudo virou uma imensa escuridão.
~*~
Abri meus olhos e observei o lugar ao meu redor. Eu ainda estava no salão comunal da Grifinória. Ron e Harry não estavam mais ao meu lado; na verdade, eu estava sozinha. Olhei pela janela. Ainda estava escuro.
A passagem pelo quadro da Mulher Gorda se abriu e um garoto moreno, de cabelos desgrenhados e usando óculos redondos entrou.
- Harry! O que acontec... – Observei melhor o garoto perto da entrada –
- Harry? Hm, não conheço nenhum Harry, Srta....
- Granger. Ahn, me desculpa – me levantei do sofá e olhei novamente o lugar. Sim, eu estava no salão comunal da Grifinória – Quem é você?
- Sou James. James Potter – caí sentada no sofá
Merlin, eu estou ferrada!
Notas finais
até o proximo!
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