Notas iniciais
Gente, esse capitulo tem muito CS, ~le autora spoiler kk~ preparem seus corações para a fofura de Killian e o lado frágil da Swan. Besos de fuego e comentemmmmm.

Killian narrando.

Enquanto eu arrumava o berço de Henry, Swan dava um banho nele. O telefonema que Emma receberá havia deixado-a triste, angustiada, um misto de sentimentos confusos... ela estava magoada, com o olhar que tinha quando eu a conheci.

— Obrigada Killian, vou só faze-lo dormir e você pode esperar na sala? Ainda quero conversar. — sorriu

— Claro, boa noite Henry. — disse dando-lhe um beijo na testa

Me sentei no sofá da sala e esperei uns 10 minutos e então ela apareceu, tinha trocado de roupa também e soltado o cabelo.

— Killian, eu... eu to com medo. — disse sentando-se a minha frente

— Por que? Quem era no telefone?

— Neal, o pai do Henry. Ele disse que precisava conversar comigo.

— E o que ele queria?

— Eu não sei. Eu estou com medo dele ter descoberto sobre Henry e querer conhece-lo, ele não iria me procurar se não fosse isso. — confessou deixando suas lágrimas rolarem por seu rosto ainda maquiado.

— Ele não vai conhece-lo se você não quiser. E nem pode, você não pode deixar ele ficar perto de Henry, muito menos de você, porque o que ele fez com você não se faz com ninguém.

— Eu sei, mas ele não deixa de ser o pai do Henry.

— Esquece quem ele é. Se ele te faz mal, não deixe-o aproximar-se.

— Killian, eu... eu tenho medo dele pegar meu filho.

— Eu não vou deixar!

Ela me abraçou, me abraçou forte e aconchegou-se em meus braços. Senti que podia protege-la, mas ao mesmo tempo que ela ainda sentia medo.

— Emma, o que pretende fazer se ele te ligar de novo?

— Eu não sei. — suspirou — Eu... na verdade, eu nem vou atender.

Eu encostei no sofá e ela em meu peito, ainda sentia que seu coração estava apertado e que ainda chorava, então comecei a fazer cafuné em seus lindos cabelos loiros.

Desde Milah que eu não ficava tão preocupado com uma mulher, na verdade desde Milah eu não me envolvia tanto com uma mulher, Swan era a primeira. Eu era seu melhor amigo e ela a minha, apesar de saber disso, meu coração pedia mais. E no fundo, eu também.

Esses últimos meses eu fui tão feliz com Emma e Henry, que esse babaca do Neal não podia estragar isso, ela me pedirá ajuda uma vez, mas não conseguimos esconder o número de seu celular, apenas seu endereço.

Enquanto viajava em meus pensamentos, nem vi a hora passar e que Emma adormecerá em meus braços. Seus olhos estavam inchados e a ponta de seu nariz estava vermelha. Senti vontade de dormir ali também, sem acorda-la, mas eu precisava ir para casa.

A peguei no colo e coloquei-a na cama, o seu quarto estava frio então a cobri. Dei uma última olhada para ela e sorri, desliguei o abajur e fui até o quarto de Henry ver se estava tudo bem com ele. E estava. Peguei minha jaqueta e fui para casa, com o coração apertado por não poder ajuda-la de uma maneira adequada.

Tudo o que eu queria era poder protege-los e eu iria fazer isso, de um jeito ou de outro. Eu tinha prometido a ela e era isso que eu iria fazer.

Cheguei cedo na delegacia, David já estava lá, Emma ainda não havia chego.

— E ai cara, descobriu quem ligou pra Emma e deixou ela daquele jeito? — perguntou Nolan assim que me viu

— Aham, era o Neal, aquela cara que...

— Eu sei. Nossa, o que esse cara queria?

— Conversar com ela, ela disse que desligou e que não quis nem saber o que ele queria com ela.

— E ela acha que é o que?

— Que ele descobriu sobre Henry e quer conhece-lo. — suspirei — Ela disse que não quer que Neal conheça Henry, que tem medo dele se aproximar.

— E o que vai fazer a respeito?

— Protege-los.

— Cuidado Killian, o cara pode ser perigoso.

— Cara eu ainda sou um Xerife, sei me cuidar. — brinquei

Ele riu e então apontou para Leroy dormindo na cela.

— E quanto a ele?

— Ficará ai pelo resto da semana. To com uma raiva desse cara!

— Toda semana ele apronta, nunca vai aprender a se comportar será?

— Não sei, só sei que ele e os irmãos nunca estão quietos.

Emma chegou com uma sacola em cada mão e três copos de café.

— O que é isso? — perguntou David

— Isso é uma coisa que eu comprei pro Henry. — disse levantando uma das sacolas — Isso é café para nós. — disse entregando-me os copos — E isso é um... negocio. — sorriu

— Rosquinha. — falei rindo

Entreguei um copo de café para David e outro para Emma quando ela finalmente se sentou e abriu sua caixa de rosquinhas.

— Essa mulher não engorda de ruim, porque o que ela come de rosquinha.

— Olha só, rosquinhas não engordam! — brincou — E o que posso fazer se elas são boas?

— Isso mesmo Emma, coma rosquinhas o quanto quiser, porque se você não engorda... — zombei — To brincando loirinha.

— Engraçadinho. Vocês querem? — perguntou oferecendo

Eu e David nos entreolhamos.

— Emma, o que você tem? — perguntou David

— É a segunda vez que oferece suas rosquinhas para nós. — falei pasmo

— Olha só, vocês querem ou não?

Pegamos uma rosquinha e nos sentamos em nossas respectivas mesas. Então Leroy acordou.

— Quero uma rosquinha. — resmungou

— Pena que nem tudo o que a gente quer, a gente pode ter. — respondeu Emma

David caiu na gargalhada e eu apenas ri, estava meio ocupado preenchendo uma papelada.

— Olá pessoal. — disse Regina — Eu preciso daquela papelada Emma.

— Está com o Xerife, ele deve ter preenchido.

— Qual delas? — perguntei

— Dessa. — disse Regina aproximando-se e pegando de minha mão — Xerife, eu queria pesquisar sobre uma moradora daqui, ela tem passagem aqui, tem os papeis?

— Tenho, qual o nome dela?

— Marian.

Me levantei e fui até o arquivo. Peguei a pasta com o nome dela e entreguei a Regina.

— O que ela fez agora? — perguntou David

— Ela estava rondando minha casa ontem a noite.

— Podemos dar uma olhada nela, se quiser. — ofereci

— Não será necessário. — sorriu — Obrigada, no almoço eu devolvo. — ela deu as costas e ia saindo — Leroy, você por aqui?

— Oi pra você também senhora prefeita.

— Oi. — sorriu e saiu

— Eu conheço essa Marian. — resmungou Leroy — Parece que ela é apaixonada pelo tal do noivo da prefeita e ela até tinha planos para matar Regina, mas nunca mais ouvi nada dela.

— Como é que é? — perguntei me levantando e indo até a cela dele — Conta essa historia direito. — pedi

— Eu estava andando com ela a uns tempos atrás e ela me chamou para ajuda-la em um assassinato. Eu fiquei meio assim, porque sabe como é...

— Continua. — falei impaciente

— Tá, calma. E ai ela me explicou o plano dela. Disse que precisava de ajuda para invadir a casa da prefeita e mata-la, eu disse que não iria ajuda-la porque eu não mato nem uma mosca imagina ajuda-la a matar a prefeita. Quando ela me explicou o que ela planejara ela disse que precisaria de ajuda, que ficaria rondando a casa dela.

— Tá, mas isso faz quando tempo? — perguntei

— Acho que faz uns quatro meses. Ela disse que se matasse Regina ela finalmente poderia ter Robin e disse também que ela faria as coisas de um modo que a policia nunca descobriria quem foi que matou a prefeita.

— Minha nossa. — disse David

Eu me virei e peguei a copia da ficha de Marian.

— Graham já tinha prendido ela por tentativa de homicídio, mas o caso não deu em nada e nem provou nada então ele teve que solta-la. — disse

— Quem é Graham? — perguntou Emma

— O antigo Xerife. Ele descobriu o que a Marian tinha feito e ia procurar provas... — disse David

— Mas ai ele morreu. — completei — E ele foi assassinado, e quem matou ele fez de uma forma como se fosse suicídio. Mas na arma que tinha em sua casa, havia digitais de outra pessoa.

— E de quem eram as digitais? — perguntou Emma

— A gente não conseguiu identificar, porque estava meio apagada e cheia de sangue. — respondeu David

— Leroy, você ainda fala com essa Marian? — perguntei

— As vezes, senhor.

— Ela falou pra você alguma coisa sobre a morte do Xerife Graham?

— Não, ela apenas comentou de passagem 'nossa, o xerife foi assassinado'.

— Como ela disse assassinado se nós mantemos esse fato das digitais escondido? A morte de Graham foi dada como suicídio. — disse David

— Na época, a Regina estava com o Graham, eles estavam juntos. — falei — E agora ela quer matar Regina. — conclui — Ela quer matar Regina não para ficar com Robin, mas para se livrar da prefeita.

— O Xerife, posso pedir uma coisa? Não conta pra ninguém que foi eu que disse isso.

— Tudo bem, mas com uma condição. — respondi

— Qual?

— Vai ajudar a gente nessa investigação!