Broken Heart.
17 Planos.
Notas iniciais
Tinha combinado de jantar com Neal, então resolvi ficar até mais tarde trabalhando.
— Boa noite pra vocês. — falou David saindo
— Boa noite. — respondi
— Vamos Swan?
— Eu... vou terminar umas coisas que eu preciso fazer.
— Emma, tem um jogo de cartas que chama 'mentira', a pessoa diz um conjunto de cartas que tem e você diz se é verdade ou mentira, e eu sou o melhor nesse jogo.
— E por que está me falando isso?
— Porque você está mentindo! Você tá com medo de ir a esse jantar, estou certo? — perguntou
— Não, você está coberto de razão, eu só não queria ter de vê-lo de novo.
— Eu sei que não, mas é preciso, se não ele pode machucar você ou Henry.
— Eu... não sei mais o que fazer!
— Você só precisa ir lá hoje e conversar. Se precisar de mim, me ligue!
— Eu quero, te mostrar uma coisa.
Ele fez uma expressão confusa mas se aproximou.
— O que?
— Eu tenho na verdade que te dizer uma coisa.
— Pode dizer.
Eu não queria dizer, não era o momento certo.
— Eu, queria que ficasse com Henry por essa noite. Acho perigoso se... ele descobrir. — menti
— Era isso? Tudo bem, eu fico sim! Será um prazer.
Eu sorri e ele me envolveu em seus fortes braços.
— O que é isso?
— O que? — perguntei
— Essa caixa.
— Ah, é um caixa onde eu guardo as coisas que fazem parte do meu passado. — respondi
— Posso dar uma olhada?
— Claro. — sorri
Ele pegou a caixa e sentou-se. Dentro da caixa havia varias coisas que realmente faziam parte do meu passado.
— Olha, fica bom em mim? — perguntou colocando meus óculos de grau — Oi, eu sou a Emma Swan e sofro com problemas de visão. — zombou
— Engraçadinho. — ri
Ele pegou um colar, um anel e por baixo de algumas outras coisinhas havia uma foto. Eu e Neal.
Ele olhou para a foto e eu o encarei, ele me fitou e sorriu, fez um sinal negativo com a cabeça mas não disse nada, apenas colocou a foto de volta na caixa.
Ele olhou para a hora no relogio na parede e se levantou, colocando a caixa sobre a mesa.
— Eu preciso ir. — falou
— E eu preciso de uma carona até o Granny's. — ri
— Eu te levo.
Passamos para pegar Henry e ele me deixou no Granny's, Neal não estava lá, mas logo apareceu.
— Olá loirinha. — sorriu ao me ver
Eu revirei os olhos e bufei.
— Não dá mais oi para o seu amor?
— Você não é meu amor!
— Quem era aquele bebê que o xerife pegou na biblioteca? — perguntou direto
— Ele... — engoli a seco — é o filho dele. — respondi
— Ele não é casado.
— A esposa dele morreu durante o parto. Pode perguntar pra qualquer um!
— E por que ele te trouxe?
— Porque eu pedi uma carona, fui de a pé hoje para o trabalho.
— Vocês estão juntos?
— Se estivermos, qual é o problema?
— Não quero aquele cara perto do nosso filho.
— Meu filho. — corrigi — Meu!
— Falando nele, cade ele?
— Neal, você só irá vê-lo quando eu quiser, e se eu quiser.
— Aquele xerifezinho de merda está te envenenando. Eu vou quebrar a cara daquele sujeito.
— Você não seria tão louco a ponto de tentar arrumar briga com Killian.
— Por acaso ele é algum chefe de tráfico ou algo assim?
— Ele não é igual a você! Na verdade, ele é bem melhor que você.
— Fala sério, se contenta com muito pouco mesmo né Emma?
— Claro, olha pra você! É algo menor que um lixo.
— Não fala assim comigo. — falou pegando em meu pulso e apertando com força — Já te falei, não fale assim comigo! Me respeite e nada acontecerá a Henry!
— Me solta. — falei dura
Ele soltou meu pulso e suspirou.
— Me responda Neal, o que seria capaz de fazer com Henry?
— Se não cooperar comigo, qualquer coisa.
— O que você quer?
— Que você vá para Nova Yorque comigo!
— Como é que é?
— Sinto sua falta amor, você nunca mais me procurou. Precisamos retomar nossa vida!
— Eu não vou com você nem até a esquina!
— Tem certeza disso?
— Droga, Neal, o que quer de mim?
— Não quero dinheiro, não quero o pirralho, esse pode deixar aqui mesmo... eu só quero o seu amor!
— Você nunca terá Henry, nunca me terá de volta! Não pode simplesmente me deixar em paz?
— Não e eu quero almoçar com você amanha, e jantar depois de amanha e você sabe o que acontece depois do jantar.
— Não, eu não vou jantar com você, nem almoçar, nem nada! Chega Neal!
— O que vai fazer? Ligar pro xerifinho e dizer 'ah, oh meu Deus, ele quer meu amor de volta se não ele é capaz de fazer tudo com meu filho!', Emma, seja mais inteligente. — debochou — Você e eu vamos ficar aqui por mais um mês e meio, depois irá dizer que o amor que sentia por mim reascendeu e vamos ir pra Nova Yorque com Henry.
— Você é um filho da...
— Não Emma, não baixe o nivel. Eu vou dormir! Já está tarde, é bom ir pra casa meu amor.
Ele se levantou ficou na minha frente, sorriu e me beijou. Eu o afastei e limpei meus lábios.
— Não seja tão dura consigo mesma meu amor.
— Seu...
— Boa noite.
Ele foi para o quarto dele e eu fui para o banheiro, lavei minha boca, meu rosto e quase explodi de raiva, mas Ruby conseguiu me acalmar.
— Se o Killian ficar sabendo disso...
— Ele não pode saber Ruby.
— Mas Emma!
— Eu vou contar, mas não agora. Eu vou pra casa!
— Quer que eu te leve?
— Não, eu pego um taxi, obrigada Ruby! — sorri
Dei o endereço de Killian para o taxista que me deixou lá. Toquei a campainha e Killian atendeu rapidamente.
— Meu amor, achei que estava no Granny's ainda.
— A conversa foi rápida. — sorri
Ele me beijou e fomos para a sala.
— O Henry está dormindo.
— Tudo bem, eu posso dormir aqui essa noite? Vou me sentir mais segura.
— Claro que pode. — sorriu e me abraçou — O que ele queria?
— Não quero falar nisso agora, amanha podemos conversar sobre isso, tudo bem?
— Tá, como quiser.
Tomei um banho e coloquei uma camisa de Killian, Henry estava dormindo então não me preocupei tanto com ele, estava cansada e me deitei.
— O que é isso? — perguntou Killian pegando meu braço
— Não é nada.
— O desgraçado te machucou!
— Killian, está tudo bem.
— Não, não está. Olha seu pulso Emma.
— Está tudo bem meu amor, ele não me machucou. — falei dando um beijo nele — Está tudo bem, vamos dormir ok?
— Tem certeza que não quer que eu e David dê uma lição nele?
— Não, Killian, não! — respondi
— O desgraçado te machucou e eu não posso fazer nada?
— Pode. Claro que pode. Pode me abraçar e me deixar dormir.
— Tudo bem, mas amanha que saber o que conversaram.
— Ok.
Ele me beijou e apagou a luz. Deu uma última olhada em Henry que dormia no quarto ao lado — que era o quarto que seria de seu filho com Milah — e voltou.
— Boa noite meu amor.
— Boa noite Killian.
Ele me abraçou e logo eu cai no sono.
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