Broken Heart.
33 Mais sua que minha. OutlawQueen
Notas iniciais
Regina narrando.
Sai de casa o mais rápido que pude, se não o fizesse agora, seria dificil ter outra oportunidade, sei que posso me arrepender, mas não tenho escolha, ele é o amor da minha vida e parte de mim diz que ele falou a verdade quando disse que me amava e que não queria me matar mesmo...
Killian já estava na delegacia, Emma tinha saído e David estava ocupado com a papelada.
— Regina, o que faz aqui tão cedo? — perguntou David surpreso
— Eu... na verdade... — suspirei — Quero conversar com o Robin, posso?
— Pode, claro, fique a vontade. — disse Killian
— Não, a sós. Podemos conversar na sala de depoimentos?
— Tudo bem então. Mas ele vai algemado.
Killian abriu a cela e Robin sorriu, então seguimos para a sala de depoimentos.
— A que devo a honra? — perguntou ele com um imenso sorriso no rosto
— Eu quero que me escute, só isso, depois você pode falar o que quiser. — suspirei — Robin, eu sei que posso me arrepender com essa decisão, sei que Marian pode sair da cadeia e vir atrás de nós, mas eu preciso fazer isso agora, se não o fizer, nunca mais poderei...
— O que?
— Vou retirar minha queixa, conversar com o juiz do caso e com o Killian, não posso deixar que você vá preso, porque eu te amo e eu acredito em você, porque eu não vou conseguir encontrar outra pessoa que me faça tão bem quanto você me fez e sei que aquilo tudo não foi apenas enganação, foi verdadeiro.
— Eu nunca tentei te matar, tudo o que fiz foi protege-la, preciso que acredite nisso Regina, no começo eu estava cego, mas você me curou e tudo o que eu fiz depois disso, foi protege-la de todas as formas de Marian, porque eu te amo.
— Robin, eu tenho medo...
— Você não precisa fazer isso.
— Não posso te perder. — sussurrei e uma lágrima rolou pelo meu rosto — Eu fui uma tola, eu sou uma tola, Deus, como sou tola... amo o cara que um dia tentou me matar, mas então... eu...
— Eu nunca tentei te matar. — disparou — Eu juro pela minha alma, por tudo, eu juro pra você, eu nunca tentei te matar Regina.
— Eu sou mais sua que minha, por isso vou fazer isso, pelo nosso amor.
Ele não falou nada, apenas sorriu e se levantou, segurou minhas mãos com uma certa dificuldade por causa das algemas e então me fitou.
— O que foi? — perguntei
— Eu te amo. — respondeu — Sou grato por acreditar em minha palavra.
— É tudo o que temos, nossa palavra, se desonrarmos ela, não temos mais honra alguma.
Ele deu um beijo em minha testa e então saímos da sala. Killian me encarou confuso e então eu sorri para Robin, enquanto ele voltava para a cela.
— Killian, eu quero retirar minha quixa.
— Como é que é?
— Eu quero retirar minha queixa... Robin não pode ir preso!
— Regina, ele tentou te matar, ele é meu amigo, mas não posso deixar de fazer meu papel.
— Papel de Xerife, o qual você desempenha muito bem, e como faz seu trabalho certo, vai retirar minha queixa, vamos conversar com o juiz do caso e então Robin será solto.
— Isso é loucura, não posso fazer, não sem um habeas corpus.
— Preciso de um advogado né?
— Claro!
— Eu tenho um, já faz uns dias que estou atrás disso, ele é bom... vamos agora mesmo falar com o juiz.
— Continua sendo loucura.
— Eu sei o que faço da minha vida e minhas decisões eu tomo depois de pensar muito no assunto. É isso que eu quero, vou confiar nele, assim como você deve confiar em mim, entendido? — ele não respondeu — Entendido? — perguntei novamente
— Tudo bem Sra. Prefeita! — respondeu
— Vamos.
Fomos até o gabinete do juiz, no fórum de Storybrooke, Sr. Gold já nos esperava lá.
— Você está de acordo com isso Sr. Gold? — perguntou Killian indignado
— Sim, minha cliente sabe o que faz.
— O que aconteceu com todo mundo hoje?
— Killian, você só precisa fazer seu trabalho, não se meta nisso. — falei
Assim que entrei na sala do juiz, contei a ele sobre o caso, expliquei que queria retirar a queixa e então Killian começou a dizer que apesar de ser contra, se fosse da vontade do juiz, ele teria que fazer seu trabalho. Minha influencia como prefeita ajudou com o caso, não foi difícil convence-lo assinar o habeas corpus, que na hora do almoço estava na mesa do Killian.
— Está livre Robin. — disse David, animado
— Eu estou de olho em você, não esquece. — falou Killian — Se tentar...
— Já entendi Killian. — cortei-o — Já entendi! Agora se não consegue confiar mais em Robin, confie em mim.
Levei Robin para minha casa e então ele tomou um banho enquanto eu preparava o almoço, que estava bem atrasado.
— Não me diga que...
— Sim, torta de maça. — sorri
— Regina, por que fez isso por mim? — perguntou ele
— Já falei, eu te amo e eu quero te dar essa segunda chance.
— Eu não consigo entender... apesar de tudo, você ainda...
— Eu sei, mas eu sei também que você não consegue mentir, percebi assim que te conheci, suas mãos suavam e seus olhos ficavam com a pupila dilatada. Os primeiros meses, você mentia muito, mas talvez fosse por causa do plano, mas então, isso parou de acontecer, e quando você disse que me amava, eu vi que era verdade. Quando me disse que nunca tinha tentado me matar e que me amava, eu soube que era verdade, porque você não ficou com as mãos suadas e nem com a pupila dilatada. Te estudei muito Robin, conheço cada fraqueza sua, cada sinal, cada detalhe...
— Por isso eu te amo. — sorriu e então me beijou
— Não tente me enganar.
— Não vou, prometo.
— Eu te amo. — sussurrei abraçando-o
— Eu te amo. — sussurrou em resposta
Nos sentamos a mesa para almoçar. Passaria esta tarde com ele e voltaria para a prefeitura amanha, ainda havia muito para se explicar e eu precisava ouvir cada palavra.
— Robin, quero que me conte cada parte dessa historia de Marian, desde o porque ela me odiava, até a parte em que você confessou tudo.
— Ela já planejava isso. Eu não sei o motivo do ódio dela por você, mas ela buscava 'vingança'. Quando ela me chamou para isso, eu não aceitei, mas eu precisava de dinheiro e ela me ofereceu uma grana alta por isso, então eu aceitei. Mas eu não tinha a intenção de mata-la, queria apenas o dinheiro, meu plano era enganar Marian e então pegar o dinheiro e fugir. Assim que não consegui mais enganar ela, que foi quando eu te disse que te amava, ela veio atrás de mim e disse que se eu tentasse qualquer coisa contra o plano, ela mataria você e colocaria a culpa em mim. Não podia te perder e nem ir preso e então eu montei um plano e contei a ela, claro que era mentira, mas o fiz, te pedi em casamento e tentava te proteger dela.
Ele me contou tudo o que sabia e eu ouvia atentamente cada palavra, aquela mulher era uma louca e eu percebi que ele tinha medo dela, ainda tinha algo mais naquela historia, esse era meu próximo desafio, descobrir o que era.
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