Broken Heart.
25 Enfermeira particular.
Notas iniciais
Killian estava bem, passou a noite inteira dando leves risos comigo, porque ele não podia rir muito, doía a cada vez que ele fazia um movimento brusco.
— Hoje, o que você falou mais cedo...
— O que? — perguntei confusa
— Na hora em que Neal correu e cai no chão... que você me amava, era verdade?
— Sim, eu... você sabe, depois que o Neal apareceu, me dei conta de que estava completamente apaixonada por você, porque eu me sentia tão sozinha e você apareceu!
— Eu te amo também, Swan. E ainda bem que você apareceu!
Dei um beijo nele e sorri, ficamos nos encarando por um tempo, até a enfermeira chegar e trocar os remédios dele.
— Eu queria ver o Henry. — resmungou
— Amanha eu irei traze-lo aqui por cinco minutos.
— Só isso?
— Claro, aqui é um hospital esqueceu? Não é bom deixar crianças aqui.
— Verdade. — riu — Então, lembra a nossa 'pausa' na delegacia no outro dia? Que o David nos interrompeu?
— Lembro.
— Podimos...
— Killian, não, tá louco? Levou dua facadas e quase fraturou as costelas, dói a cada vez que se mexe...
— Posso estar nesse estado, mas o resto permanece intacto. — falou e deu um breve sorriso — Mas eu sou capaz de esperar.
— Por que você é assim?
— Assim como? Diabolicamente lindo, maravilhoso, cheiroso, charmoso...
— Ah pronto, o Killian Jones que todos conhecem acordou de seu sono profundo. — zombei
— Só falei verdades.
— Seus olhos azuis não o deixam mentir.
— Viu? Até você concorda.
— Amanha o Sr. Gold e a Belle vão vir lhe fazer uma visita.
— Contou pra ele? Ele deve estar louco da vida.
— Contei, mas expliquei que já estava tudo bem e ele não ficou louco da vida.
— Tá ok. Vou levar uma bronca daquelas...
— Qual a relação de vocês?
— Os três mosqueteiros e o rei, o príncipe e a rainha. Foi assim que eu cresci, ele era o Duque, eu era um dos mosqueteiros, David e Graham os outros, meus pais eram os reis e ele era o Duque, cresci brincando com ele. Ele na verdade é quase um pai pra mim.
— Que lindo isso. — sorri
— E você? Nunca me falou dos seus pais.
— Nunca tive, eu acho... quando eu era recém-nascida eles me deram para um lar de adoção, nunca me adotaram, o máximo de tempo que fiquei com uma família foi dois meses, eles eram legais, mas não gostaram de mim.
— Desculpe, eu não sabia disso.
— Tudo bem, eu não tenho problemas com isso, pelo menos não mais. Quando eu estava presa, pensei em abandonar Henry, mas eu me lembrei tudo o que eu passei nos orfanatos e não queria o mesmo destino para meu filho. Não já bastava o pai dele.
— Hey, o pai dele sou eu, lembra?
— Eu sei, mas eu to dizendo, na época, eu pensava assim.
Ele apertou minha mão e sorriu.
— Quando eu melhorar, vou te apresentar para minha mãe.
— Sua mãe?
— Sim, ela mora numa fazenda, é uns trinta quilômetros de StoryBrooke, quando meu pai se foi, ela quis ir pra lá.
— Ela deve ser uma pessoa muito boa...
— E é, vai gostar dela. Vamos velejar!
— Sim senhor, Capitão. — ri
— Ela adora velejar, eu também, isso é coisa de família, apesar do que aconteceu com o Liam.
Ele acabou adormecendo pouco tempo depois com os antibióticos e eu aproveitei e dormi também, estava cansada com tudo o que tinha acontecido hoje.
Minha vontade era de matar o Neal, mas eu sabia que isso só iria aumentar meu nojo por ele então tentei não me lembrar dele.
Lá pelas três da manhã, Killian acordou reclamando de dor. Chamei a enfermeira que logo chamou o médico, eu não estava entendendo o que estava acontecendo, ninguém parava para me explicar, então levaram Killian do quarto.
— Moça, o que diabos está acontecendo?
— Ele está tendo uma complicação, o doutor vai precisar refazer os pontos, porque dois deles estouraram...
— E o que...
— Ele vai precisar de sangue, sabe alguém que tenha o mesmo tipo sanguíneo dele?
— Qual é o tipo sanguíneo dele?
Ela me explicou que não era fácil achar doadores com aquele tipo sanguíneo, principalmente em Storybrooke. Mas por sorte, ele tinha o mesmo tipo sanguíneo que eu.
Ela me levou para a sala de doação de sangue e uma outra enfermeira me ajudou.
Killian estava no efeito da anestesia ainda, mas colocaram-no para tomar sangue. A enfermeira explicou que ele dormiria até de manha e se eu percebesse algo errado, era pra chama-la imediatamente, porque o caso dele era grave.
A cada hora que passava, aquela situação me deixava mais apreensiva, até que dormi.
— Swan... — chamou ele com a voz rouca — Swan...
— Oi, oi, to aqui, tá tudo bem? Tá sentindo alguma coisa?
— Eu... to bem, só queria saber se ainda estava aqui.
— Eu não sai daqui um minuto sequer. Você me deixou preocupada.
— Desculpe, eu não sei o que aconteceu.
— Tá tudo bem.
— Eu quero ir para a casa.
— Depois do que aconteceu essa noite, vai demorar.
— Droga. — resmungou
— Não faça assim, não posso fazer nada.
— Eu sei, eu só quero ir pra casa e matar aquele desgraçado.
— Não, não pense nele. — passei a mão por seus cabelos e limpei uma lágrima que rolava em seu rosto — Vamos esquecer dele, ok? Eu te amo. — sussurrei
— Eu te amo também. — sorriu
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