Broken Heart.
19 Dormindo com o inimigo.
Notas iniciais
Neal narrando.
Eu precisava descobrir onde Emma deixava Henry, ela trabalhava na delegacia e não levava o moleque pra lá, então deixava com alguém. E eu precisava descobrir com quem ela deixava.
— Oi, você é novo aqui? — perguntou um cara baixo e gordo, com uma barba estranha
— Ah, eu sou amigo da Emma. — sorri — Eu queria saber onde ela trabalha.
— Ela trabalha na delegacia, como é seu nome?
— Bealfire. — falei forçando um sorriso — Mas ela trabalha na delegacia o dia inteiro e onde ela deixa o Henry?
— O filho dela?
— Sim. Ela não o leva pra delegacia, não é?
— Não, ela deixa com a Belle, na biblioteca daqui.
— Ah sim, entendi. — otário, caiu direitinho
— Já tem onde ficar aqui? Porque se não tiver, a vovó tem uns quartos pra alugar. Lá no Granny's Diner.
— Obrigada pela dica. — agradeci, não pela informação do quarto, mas por dizer onde Henry ficava todos os dias.
Esperei o homem se afastar e fui até a biblioteca.
— Boa tarde, posso ajudar? — perguntou a jovem, que provavelmente seria a Belle.
— Ah, eu queria o livro...
— O livro?
— Alice no País das Maravilhas. — falei — Você tem?
— Claro, por aqui...
Segui ela que me levou até a sessão de livros infantis e me deu o exemplar.
— Esse mesmo. — falei
— Não está muito grandinho pra ler esse? — brincou
— É pro meu filho. — respondi
— Quantos anos ele tem?
— Sete. — menti — Sete anos.
Fomos até o caixa e Henry estava lá. O moleque era bonito, parecia a Emma.
— É seu filho?
— Não, eu cuido dele.
— Que graça. — falei
— Como é seu nome?
— Baelfire.
— Só Baelfire?
— Baelfire Stiltiskin. Como é o nome dele?
— Henry. — respondeu rápido
Entreguei uma nota de cem para ela, só para ter certeza de que ela precisaria sair para buscar o resto do troco.
— Eu não tenho troco, você espera um minuto para que eu possa ir lá na sala buscar?
— Claro.
Ela foi, mas deixou o bebê. Emma realmente confiava nela? Essa garota era uma piada.
Fui até o outro lado do balcão e peguei Henry a bolsa que estava no carrinho. Sai antes que ela voltasse e fui até o Granny's, entrei pelos fundos, onde nunca ficava ninguém e fui direto pro meu quarto.
Henry estava chorando um pouco, mas logo o acalmei. E então o moleque dormiu. Era questão de minutos para Emma ficar sabendo e vir atrás de mim.
Emma narrando.
Meu celular tocou, era Belle. Ela nunca me ligava, provavelmente iria levar Henry em algum lugar.
— Oi Belle.
— Emma, um cara esteve aqui e levou o Henry.
— Como é que é?
— Ele disse que seu nome era Baelfire.
— Tudo bem, fica calma, eu sei onde ele está.
— Como assim Emma?
— Foi o Neal. Belle, você deixou ele sozinho?
— Eu vim até a minha sala para buscar o troco e como a porta é de vidro achei que poderia vê-lo, mas não!
— Droga!
— Desculpe Emma.
— Esta tudo bem. — não, não estava bem
— O que aconteceu? — perguntou Killian
— Neal pegou Henry.
— Desgraçado! — falou David
— Vamos atrás dele. Eu não vou deixar ele...
— Killian, eu vou atrás dele. Ele é meu filho, chega de brincar de família feliz, é esta a realidade, eu resolvo isso sozinha!
— Swan...
— Tchau, e não vão atrás deles, porque se não Neal machucara meu filho!
Sabia que estava sendo grossa demais com Killian, mas era a verdade, eu precisava salvar meu filho, tira-lo daquele homem.
— Neal, eu sei que está com Henry!
— Que bom que sabe que eu conheci meu filho, ele é a sua cara loirinha. — riu
— Vá pro inferno! Eu vou fazer o que você disse, mas não machuque ele.
— Eu não vou machuca-lo, o moleque tá dormindo!
— Onde você está?
— No meu quarto, no Granny's.
— Estou chegando ai, não faça nada com ele, por favor.
Meu coração estava destroçado por dois motivos, Neal estava com Henry e eu tinha magoada Killian. O que eu podia fazer? Deixar Killian resolver tudo? Ele já tem problemas demais e a verdade é que nós não podemos ficar brincando, Neal é perigoso e seria capaz de fazer de tudo com o Henry.
— Oi loirinha.
— Não me chame de loirinha.
— Tá bom, me diz, já deu o fora naquele mala do xerife?
— Não mexe com ele, por favor.
— Ta apaixonadinha pelo xerife?
— Não! Cade meu filho?
— Nosso! Nosso filho.
— Ele não é seu filho.
— Claro que não, o xerife é pai dele né? — debochou — Emma, não seja tola! Ele não pode crescer sem pai.
— Ele não estava crescendo sem pai.
— Foda-se, não me importo com o moleque. Por mim voltava só eu e você pra Nova Yorque e deixava o moleque com o 'pai' dele.
— Vá se catar.
Entrei no quarto e peguei Henry da cama, ia para a porta, mas ele a fechou.
— A partir de agora, você volta a ser minha namorada, entendeu?
— Neal...
— Sem Neal, sou seu homem agora e você irá comunicar a seus amigos e o seu 'ex', está entendido?
— Por favor...
— Emma, você irá trabalhar e em um mês e meio iremos embora daqui!
— Não pre...
— Não precisa, mas vai ser. Chega de conversa! Você vai jantar comigo essa noite aqui no Granny's, onde todos vem e irá entrar comigo no quarto e ai, só ai eu vejo que será de nós. Na verdade eu já sei!
Eu engoli a seco e fiquei quieta. Sabia que ele falava aquilo com toda segurança, porque se eu não o fizesse, ele machucaria Henry e só Deus sabe quem mais, o que mais ele seria capaz.
A única coisa que eu torcia agora era para que Killian viesse atrás de nós.
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