Notas iniciais
Heyy, como falei, fanfic chegando ao fim, vamos a mais um dos últimos capítulos e eu estou sentindo falta dos comentários heiiiiin? Comentem, mas comentem mesmo, besos de fuego.

Lá pelas três da tarde a campainha tocou, eu não estava esperando ninguém e Emma estava na delegacia. Coloquei minha xícara de chá em cima da mesa e corri até a porta.

— O que você está fazendo aqui?

— Posso conversar com você?

— Seja breve, logo a Emma vai chegar e não quero que ela te encontre aqui!

Fui com ela até a cozinha e ofereci uma xícara de chá, ela parecia apreensiva.

— O que quer?

— Eu, queria te contar exatamente o que aconteceu, e quero que escute cada palavra.

E então ela começou, falou tudo, cada detalhe daquele dia, cada falcatrua, falou exatamente o que eu precisava saber para entender a causa da morte de Liam.

Eu sentia vontade de mata-la, exatamente como ela fez com Liam, para que ela sentisse o que ele sentiu, o desespero. Levou uma hora para que ela contasse tudo, eram quatro e meia quando ela finalizou sua confissão. Emma chegaria a qualquer momento e eu não queria que Ariel estivesse lá, não queria ter de dizer a Emma tudo o que eu fiz e tudo o que aquela vadia havia feito também.

— Fala alguma coisa.

— Vai embora da minha casa.

— Não vai fazer nada? — perguntou ela enxugando as falsas lágrimas

— Quero você fora da minha casa, antes que eu faça e ai você vai se arrepender.

— Posso pelo menos me recompor no banheiro?

— Não, vá embora.

— Por favor, já fui muito humilhada naquele dia do Granny's.

— Rápido!

Ela subiu as escadas correndo e entrou no banheiro, batendo a porta com força.

Passaram-se alguns minutos e nada dela, comecei a desconfiar de sua demora, subi até lá e não a encontrei no banheiro. Abri as portas dos quartos e não a encontrei, corri para meu quarto, que estava com a porta entreaberta. Lá estava ela. Semi-nua, com o cabeço bagunçado, deitada na minha cama.

Ouvi o barulho do carro da Emma estacionando a frente da garagem.

— O que está fazendo? — perguntei me aproximando e pegando as roupas dela do chão

— Você nunca me rejeitou, quero apenas matar a saudade. — sorriu maliciosamente — Aproveite o momento, tire a camisa.

Ela veio para cima de mim, segurei seu braços e a afastei.

— Killian? — chamou Emma

— Vista sua roupa e fora da minha casa.

— Não. — respondeu rindo — Temos um tempinho... uma rapidinha, como nos velhos tempo, que tal?

— Vadiazinha, se você não sair daqui agora...

— Vai fazer o que?

— Killian, está em casa? — gritou Emma lá de baixo — Henry está dormindo, preciso que me ajude com as coisas.

Ariel se atirou para cima de mim e eu a afastei novamente, joguei suas roupas para ela.

— Por que essa carinha apreensiva?

— Você é uma louca, pervertida.

— Melhorei muito daquele tempo, mas você não quer provar...

— Vista-se logo e vá embora.

Ouvi Emma abrir a porta do quarto do lado e me assustei, Ariel aproveitou e me jogou na cama, deitou-se por cima de mim e começou a beijar meu pescoço e levantar minha camiseta. Levantei mas ela me empurrou, apesar de ser menor que eu, ela sempre teve uma força anormal.

— O que está acontecendo aqui?

— Pronto, estragou. — resmungou Ariel

Eu tirei Ariel de cima de mim e me levantei.

— Vá embora sua maluca.

— Killian, o que ela tá fazendo aqui?

— Eu já te explico, juro que sim.

— Ele vai explicar a tarde maravilhosa que tivemos e vai te deixar com inveja...

— Cala a sua boca! — gritou Emma indo para cima de Ariel, eu a segurei — Me solta Killian Jones, eu vou quebrar a cara dessa...

— Não vale a pena... ela já tem esse titulo na cidade, é humilhação o suficiente.

Ariel finalmente foi embora e agora eu precisava explicar a Emma a situação.

Bati a porta da entrada e me virei, Emma estava em minha frente e me deu um tapa tão forte, que senti minha bochecha queimar.

— Posso explicar?

— Estou esperando.

— Essa louca veio me explicar o que ela fez com meu irmão, você não vai acreditar...

— Continua! — ordenou

— Tudo bem, ela veio fazer isso, levou uma hora para falar tudo, ela fez tudo de caso pensado, é obvio. Ela subiu até o banheiro e quando eu vi que ela tava demorando, entrei no nosso quarto e ela estava lá, semi-nua, na cama, com o cabelo embaraçado.

— Você espera que eu acredite nisso?

— Sim, porque é a verdade e você sabe disso!

— A única coisa que eu sei é que eu peguei você na cama com ela...

— Emma, confia em mim.

— Perguntei a David o que ela queria aquele dia e ele me disse que o único que pode me contar é você, o que está me escondendo?

— Emma, por favor...

— Por que ficou todo mundo tão alterado quando ela apareceu? Principalmente você Killian, o que ela fez, e porque você não quer me contar?

— Digamos que não foi apenas ela que fez...

— Comece a me contar agora, ou...

— Tudo bem, senta ali no sofá, eu vou te contar.

— Não quero sentar, quero olhar no fundo de seus olhos...

— Ok, ok, se acalme.

— Eu estou calma.

Contei a ela tudo, extremamente tudo. Ela não falou nada, não me interrompeu, não esboçou nenhuma reação.

— E foi isso...

— Eu não sei o que dizer.

No andar de cima, ouvimos o choro do Henry.

— Eu pego ele...

— Não, eu pego! — falou ela — Eu pego.

Ela descruzou os braços e suspirou, correu até o quarto do Henry e o trouxe para baixo.

— Emma...

— Killian, eu realmente não sei o que pensar, nem no que acreditar, eu to... eu não sei, simplesmente.

— Acredite em mim, eu não quis...

— Você quis, porque você sabia desde o começo que os dois estavam juntos.

— Mas eu era um... um... 'garoto' fútil, idiota! Entenda meu lado também.

— Desculpa, mas não dá.

Ela pegou a bolsa, a chave do carro e abriu a porta.

— Emma... — chamei

— Eu preciso digerir essa historia.

— Me perdoa...

— Não começa a fazer seu jogo, me deixe pensar... até lá, não me procure!

Ela bateu a porta e saiu, eu fiquei ali, parado, sem saber se ela estava mais brava comigo por não ter contato isso antes ou pelo modo como ela me encontrou hoje.

Já era tarde, Emma não tinha voltado, estava preocupado. Liguei para David, ele disse que não sabia da Emma e que era pra perguntar para Ruby ou Regina e foi o que eu fiz, Ruby não sabia dela, mas Regina sabia e ela não queria me contar.

— Por favor...

— Ela está muito brava com você agora, de um tempo a ela, eu te mantenho informado. — e desligou

Liguei para David e fui encontra-lo no Granny's.

— Encontrou Emma?

— Sim, ela está com Regina.

— O que aconteceu? — perguntou David

— Tivemos uma discussão...

— Querem alguma coisa pra beber?

— Um refrigerante. — falou David

— Um suco pra mim, de qualquer sabor...

— Como foi isso?

— Ela, eu nunca, eu... — suspirei — nunca a vi tão brava.

Contei a ele o que aconteceu com Ariel e como foi a reação de Emma quando contei como a Ariel fazia parte do meu passado.

— Isso é mal!

— Péssimo.

— Vá atrás dela.

— Regina disse que ela está muito brava comigo, que é pra mim esperar.

— Então faça o que Regina manda.

Notas finais
Comentem, Besos de fuego.