Broken Destination: The Story of a Devil Slayer
20 Raindrops Keep Falling on my Head
Notas iniciais
Naruto levantou uma sobrancelha para a informação que havia acabado de receber.
— Então… Quer dizer que tudo isso é culpa do pai de Lucy? — Ele perguntou, com um olhar sério observando o grupo ao seu redor.
A garota citada se encolheu.
— Me desculpe, galera. — Ela pediu desculpas, completamente envergonhada.
Naruto apertou os olhos.
— Não se desculpa, não é culpa sua. — Ele falou, com um olhar sério. — Mas ainda estou surpreso de você ter sido sequestrada.
Erza acenou com um olhar sério.
— Verdade, se não fosse por Natsu que lhe salvou a gente poderia ter percebido tarde demais isso. — Ela disse, enquanto olhando para o rosado, que comia distraído ali perto.
— Mas ainda não acabou, eles ainda querem Lucy. — Gray falou.
— Só por cima do meu cadáver que irão levá-la! — Natsu gritou se levantando.
— Isso é o que me preocupa. Não vai parar só com isso… — Naruto comentou.
Lucy se encolheu novamente.
— Me desculpe… — Ela pretendia continuar falando, mas Naruto interrompeu.
— Lucy, cala a boca. — O olhar dele foi tão sério que a garota sentiu seu rosto queimar. — Não é sua culpa, coloque isso na sua cabeça. Sua questão foi apenas o motivo que eles queriam para nos atacar.
— Hmrum, concordo com Naruto. — Erza comentou calmamente.
— Isso quer dizer que eles vão voltar com os ataques? Como iremos nos defender sem o mestre? — Cana falou preocupada.
— Bem, suponho eu que eles não irão fazer um ataque de grande escala… — Naruto ia comentando, até ouvir um forte som.
BUM.
A água dentro dos copos tremeu, junto de tudo.
— O que foi isso? — Lucy perguntou, preocupada.
BUM.
— Vem lá de fora… — Gray comentou antes de correr com todos ao seu redor para fora da Guilda, apenas para serem agraciados com uma visão no mínimo assustadora.
Algo enorme rumava em direção da cidade de Magnólia, uma construção assustadora com pernas metálicas grandes os suficientes para caminhar por cima do mar. E pior: A Construção era o Castelo base da Guilda Phantom Lord.
Os olhos de Naruto se escureceram.
— Sério? Tenho certeza que eles fizeram isso somente para me contrariar nessa merda. — Ele disse, com um olhar muito sério e muito puto.
Erza soltou um bufo frio.
— Certo, a suposição de Naruto estava errada. Temos o que nos preocupar agora! — Ela disse, saindo para fora do prédio com o loiro do seu lado.
— Qual o plano?
— Defender a Fairy Tail e Mágnolia. — Erza falou com um olhar sério. — Mestre esta sendo cuidado por Poryluscka e duvido que recupere seu poder a tempo, temos que nos virar com o que temos.
— Certo… Mas como iremos lidar com aquilo? — Naruto perguntou apontando para o Castelo, que parado de se mover no meio do mar, de repente começou a se abrir ao meio e um enorme cano de um canhão desceu para fora, secção por secção, até todo seu comprimento esta a mostra.
E então… O ar ao redor do canhão começou a escurecer enquanto a magia no ar parecia ser sugara para alimentar aquela arma de destruição em massa.
O rosto da ruiva afundou em uma carranca.
— Certo! Merda! — Ela xingou. — MIRA, CANA E PESSOAL! PEGUEM TODOS E FUJAM! — Ela disse, pouco antes de convocar sua magia e todo seu corpo passar por uma transformação.
No lugar de sua roupa leve e armadura comum estavam uma armadura prateada de corpo completo, onde no lugar de luvas estavam dois enormes escudos prateados. Era uma verdadeira armadura feita para defesa.
— Erza! Nem mesmo a armadura de adamantina vai segurar isto! É loucura! — Naruto gritou.
— É o único jeito! Agora pegue todos e se afaste! — Ela gritou em resposta.
Naruto observou a magia sendo alimentada pelo canhão. Era algo tão poderoso e monstruoso que era possível ouvir o ar rugindo ao ser sugado por aquilo.
Ele mordeu o lábio, perguntando-se o que podia fazer. Um Black Hole não absorveria tudo, não… Diminuiria o poder, mas ele morreria se tentasse, afinal… Diminuir o poder não seria o suficiente.
“A menos que...” — Naruto observou o escudo de Erza e teve uma ideia.
— Erza! Levante o escudo! — Ele gritou em tom de ordem.
A ruiva não entendeu o porque, mas assentiu.
Suas duas mãos se juntaram e com ela o escudo. Um som de poder foi ouvido enquanto as paredes que eram aquele escudo brilharam com um poder prateado que poderia com toda certeza defender um homem de um exército.
Naruto então avançou e com ambas as mãos tocou o escudo para em seguida emanar sua magia das sombras que pareceu incorporar o escudo.
Antes prateado, agora… Sombras.
Erza não entendeu o que aconteceu, mas também não houve tempo.
Uma enorme bola de energia roxa foi solto do canhão com o poder que fazia o ar tremer e a existência vim a baixo!
Naruto correu para longe… Correu pela sua vida enquanto deixou Erza para segurar o ataque.
A Esfera de energia completamente roxa se chocou contra o escudo agora sombrio de Erza e um confronto ocorreu.
Erza se segurava no lugar, o escudo não se movia um centímetro de onde estava… Mas o poder do canhão era de outro mundo! Ele empurrava tão forte quanto Erza segurava… Foi quando esse poder começou a sumir… A encolher…
Até que vendo uma oportunidade a ruiva decidiu contra-atacar ao invés de somente se defender.
— Aaaaargh! — Com um grito de poder, Erza empurrou o escudo para a frente e com uma explosão o poder descontrolado do canhão explodiu em energia roxa que desapareceu no ar.
O Escudo sombrio de Erza havia retornado ao prata, enquanto a esfera de poder do canhão havia sumido.
Houve um silêncio durante alguns segundos, até que o escudo sumiu completamente junto da armadura, enquanto a portadora, com dificuldade, se manteve de pé por tempo suficiente apenas para apontar em direção da Phantom Lord, antes de seus olhos rolarem para trás de sua cabeça e ela cair no chão, desmaiada.
Naruto correu até ela junto de alguns outros membros, verificando sua saúde.
— Ela está bem e viva. Foi somente um desmaio. — Naruto respondeu a pergunta que todos se faziam na sua mente. — Cacau, leve-a para dentro e trate de cuidar dela. Temos outros problemas agora.
Foi nesse momento que uma grande nuvem de morcegos feitos puramente de escuridão estourou de fora do prédio da Phantom Lord, antes de se juntarem na forma de um homem: Jose Porla, o mestre da Phantom Lord.
— Hoho! Fairy Tail! — Ele riu, de braços cruzados olhando arrogantemente para as Fadas. — Parece que sobreviveram ao primeiro disparo de Júpiter. Mas não tem problema, em 15 minutos iremos disparar novamente, mas até lá… Vocês tem todo o tempo do mundo (15 minutos), para me entregar a garota Heartfillia e então ficamos tudo bem até lá. Hehe.
Seu sorriso arrogante enjoou Naruto, que revirou os olhos enquanto se virava para todos os membros da Fairy Tail, que pareciam desamparados. Era desesperador.
E então, em mais uma novem de morcegos feitos de sombras, o mestre da Phantom Lord retornou para seu covil.
Naruto bateu as mãos forte, chamando a atenção para si.
— Certo! Laxus não está aqui! Nem Mistogan, nem Mestre e nem Erza, sei a situação é ruim. — Ele deu uma olhada em direção de todos os membros da Fairy Tail, que procuravam amparo em suas palavras. — Mas eu estou queimando de ódio e irei chutar algumas bundas aqui! Alguém uma vez me disse que a melhor defesa é um bom ataque, então… Eu quero que em 14 minutos aquele castelo esteja afundado no mar! Estamos entendidos?
Um rugido de guerra foi sua resposta.
— Pois bem! Vão lá e quebrem tudo! — Naruto falou, antes de se virar para Natsu. — Você!
— Eu? — Happy perguntou, aparecendo na frente de Natsu.
O loiro deu de ombros.
— Serve, pegue seu amigo e leve ele até aquele castelo! Destrua tudo Happy! — Naruto falou com um olhar sério.
— Aye, Sir! — O pequeno gatinho azul voador disse, antes de pegar o rosado pelas mãos e sair voando.- Ainda bem que é Natsu, se fosse Lucy, eu não conseguiria voar.
Naruto não pode evitar de rir da afirmação do gatinho, antes de dá de ombros.
— Certo! Estou aqui, Naruto-kun! O que precisa de mim? — Mirajane apareceu ali perto, com o mesmo sorriso gentil de sempre.
O loiro da mesma forma que riu da piada de Happy, não conseguiu evitar de sorrir para ela. O sorriso dela era tão contagiante.
— Mira! Preciso de 2 coisas suas: Coloque você e todos os que não podem lutar em segurança, inlcuindo a Lucy! — Ele disse, vendo a garota loira se aproximar correndo.
— Espere, Naruto… Eu quero lutar! Não preciso ser protegida! Deixe-me ajudar! — Ela disse com um olhar de esperança.
— Não. — Ele respondeu seco. — Se você for capturada, há a possibilidade deles recuarem… — Um sorriso doentio surgiu no rosto de Naruto. — Ai eu não vou ter a chance de quebrar uns ossos daquele maldito lá dentro…
— Eh…. EH!? É esse seu motivo?! — A loira gritou assustada.
— E qual era a segunda coisa? — Mira perguntou, segurando a manga da camisa de Naruto, que parecia já se preparar para sair.
— Ah, é mesmo… Tinha esquecido. — Ele sorriu. — Essa vai ser fácil para você, Mira: Me espere voltar com esse mesmo sorriso lindo.
Dizer que a mulher ficou surpresa era eufemismo, ela piscou sem reação por um segundo, suas bochechas se avermelhando pouco a pouco.
E com isso, Naruto flexionou seus joelhos e sumiu com um pulo único em direção do enorme Castelo que se locomovia, não querendo dizer que ele se movia agora. Na verdade, ele estava bem parado esperando os 15 minutos.
Mirajane olhou Naruto voando em direção da Phantom Lord com um olhar complicado no rosto, antes de apertar as mãos no peito junto. Não era uma oração e nem nada parecido, era somente ela tentando controlar seu coração e pensamentos.
(…)
O salto de Naruto não somente o colocou no prédio, atravessando metade do porto juntamente do mar, como também o colocou no mais alto da construção. O objetivo era simples: A princesa sempre ficava na torre mais alta. O mesmo era para vilões e em alguns casos fugitivos, não que este último se qualificasse para essa comparação.
Ao pousar sem destruir nada, o loiro estralou o pescoço e os braços, antes de olhar para o céu.
— Estranho… Podia jurar que estava fazendo sol hoje. — Ele disse, ao ver pequenas gotículas de água começando a cair sobre ele.
Sua mão se afastou de seu corpo, deixando algumas caírem sobre sua palma. Ele queria ter a certeza de que estava chovendo mesmo.
— Sol e Juvia, são duas coisas opostas. Não há sol onde Juvia esta, e Juvia não pode estar em lugar onde tem sol. — Uma voz feminina se fez presente juntamente da dona dela.
— Isso é algo meio arrogante de se dizer. — O loiro disse, antes de se virar para encarar a pessoa que acabará de chegar (ou seria ele quem tinha chegando e ela já estava ali?): Era uma mulher de cabelos azuis enrolados ao lado da cabeça em um penteado muito diferente e na opinião dele próprio, fofo. Suas roupas eram inteiramente de frio, casacos azuis de tecido pesado acompanhado de um guarda-chuva da mesma cor.
Naruto piscou surpreso… Ele nunca imaginou que pudesse haver alguém que gostasse tanto de azul.
— Uzumaki Naruto-san, Juvia será seu oponente. — Ela disse, se pondo entre ele e a entrada real para o castelo. — O nome de Juvia é…
— Juvia, já sei. — O loiro falou com uma pequena risada, era óbvio, não é mesmo?
—Mas Juvia não pensava assim… Ela abriu um pouco os olhos, surpresa por ele saber seu nome.
— Como sabe o nome de Juvia?
Naruto se perguntou se isso aqui não era algum tipo de piada.
— Bem, você está falando seu nome a todo momento, se não percebe. — Ele disse, com uma pequena risada e um olhar estranho.
Juvia piscou, corando antes de levar seu dedo até a boca.
— Juvia esquece que Juvia fala assim… — Ela murmurou para ela mesma, até notar que o loiro se segurava para não gargalhar. Seus olhos se viraram para ele cheios de ódio. — P-Pare de rir de Juvia! Juvia fará você pagar por humilhá-la desta forma!
— Humilhando? Não estou humilhando ninguém, só achei engraçado, só isso! — Ele disse, fazendo o simbolo de levantar as mãos.
— Juvia não acredita em você! Você é inimigo de Juvia e Juvia irá se livrar de você! — Ela disse, antes de se colocar em uma pose de batalha.
Naruto sorriu.
— É mesmo, já tinha até me esquecido que você era minha inimiga… Então… — Ele estalou o pescoço. — Me entretenha, Juvia-chan!
Os olhos de Juvia se afiaram, antes dela acenar com a mão e um torrente de água se dirigir com força em direção a Naruto, que desviou habilmente… Apenas para o torrente fazer uma curva no meio do ar e voar em direção do loiro de volta.
— Black Hole! — Naruto disse calmamente, enquanto as sombras apareceram em frente de seu corpo como um real Buraco Negro que sugou toda a magia do ataque de Juvia.
A garota apertou a sobrancelha.
— Juvia supõe que esta será uma dura batalha para Juvia. — Ela disse, antes de Naruto aparecer na sua frente.
— Acredito eu que não. — Ele sorriu. — Já vai acabar.
Um chute circular acertou a barriga da garota, com uma força o suficiente para jogá-la para trás… Mas para surpresa de Naruto… Ele simplesmente atravessou o corpo dela que se desfez em água, antes de se reorganizar.
— Certo… — Naruto balançou a cabeça, depois de se afastar da mulher que tentou lhe acertar com um grande chicote d’água. — Parece que isso não vai ser fácil mesmo… Então só irei evitar você, já que não tenho tempo a perder.
Dizendo isso o loiro se tornou uma sombra que atravessou o telhado rapidamente em direção da saída mais próxima, apenas para se encontrar de frente para Juvia. O corpo dela havia se desfeito em puramente água que se tornou como um muro d’água que cobria a porta.
— Juvia não vai deixar você passar. — Ela disse séria.
Naruto a encarou por um segundo, antes de dar uma pequena risadinha.
— Então não me culpe por não pegar leve… — Ele disse antes de suas tatuagens se encherem de poder. Sombras e Luz brilharam em seu corpo, antes de em uma respiração fria o ar parecer congelar ao seu redor.
Juvia sentiu o poder crescente que Naruto emanava e não pode evitar temer.
Ela sabia que não conseguiria impedir ele, mas… Ela não precisava nem impedir e nem vencer, só ganhar tempo era o suficiente.
— Juvia… Você não parece uma pessoa ruim, então vou lhe dar uma única chance: Se afaste e me deixe passar. — Naruto pediu.
Não, ele não achava que passar por aquela porta seria necessário ou algo parecido, não… Ele podia simplesmente ir demolindo tudo até achar Jose Porla e quebrar a cara dele. Porém, Juvia parecia uma pessoa de decisão firme ela provavelmente o seguiria. Ele também não esperava que ela saísse da frente, mas… Melhor tentar do que não tentar.
Juvia se manteve firme do que jeito que ele esperava.
— Juvia não sairá da frente, Juvia tem um trabalho a fazer!
Naruto franziu a festa. De verdade, ele Juvia era uma pessoa que ele havia acabado de conhecer, mas tinha certeza de que ela não era uma pessoa ruim.
— Juvia, você não me parece uma pessoa ruim e sabe o que sua guilda esta fazendo é ruim, então… Porque continuar apoiando isto? Toda essa luta… Toda essa briga pode ser evitada. Não estou a fim de lutar contra uma pessoa tão boa como você. — Naruto expressou sua boa vontade, mesmo que sua aura não tivesse diminuído.
Juvia lhe deu um olhar triste… Seus cabelos molhados pela chuva, seu guarda-chuva a muito levado pelo vento não estava lá para a cobrir.
— Você não entenderia… Juvia não é uma pessoa boa, Juvia é uma pessoa amaldiçoada. — Ela disse, antes de olhar pros céus. — Todos sempre evitaram Juvia… Mas a Phantom Lord não fez isso, eles aceitaram a Juvia… E por isso… Juvia não recuará! Você terá que desculpar Juvia, Naruto-san… Mas daqui você não passa! — Os olhos dela se afiaram.
Naruto a encarou e sorriu.
— Determinação que chama? Pois bem… — Ele sorriu e então fez um movimento.
…
…
…
Ao sentir seu corpo não querer se levantar mais, Juvia teve a certeza de sua derrota. Ela só pode observar o loiro se adiantando até a saida do telhado que se encontravam.
— Eu compreendo sua força de vontade Juvia, senti sua alma e sei o que é achar um lugar a qual pertence… Mas quando isto acabar, provavelmente a Phantom Lord será dissolvida… Se não tiver um lugar para ir, venha até mim… Adoraria tomar um café quente em um dia chuvoso com você! — Ele se virou e sorriu para a garota deitada no chão. Gotículas de água continuava caindo no chão e no seu corpo.
Quando Naruto saiu da visão de Juvia, ela deixou seu rosto se virar para o céu… Algumas pequenas gotas de chuva caíram em seu rosto, mas ela não se importou…
Alguns segundos se passaram antes das nuvens se abrirem e um raio de sol sair das mesmas e iluminar seu rosto molhado. Os olhos de Juvia brilharam com uma nova luz.
— É assim que é o amanhecer? — Ela perguntou para si mesma, não evitando que as lágrimas caíssem.
Para alguém que havia passado toda a vida na escuridão da chuva, aquele certamente era um amanhecer.
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