Broken Angel

2 Reformatório


Reconheci o quarto do hospital, meu ombro doía um pouco, mas reparei que estava enfaixado, olhei para todos os lados, estava sozinha, me lembrei de Travis... meu irmão...morto, o sangue dele em mim, por que isso aconteceu ?

Uma lágrima solitária escorreu quando uma médico entrou no quarto, ele me fez algumas perguntas sobre o que eu estava sentido, só reclamei do ombro, ele disse que estava tudo bem então e que ficaria em observação por dois dias até terem certeza que tudo estava bem e saiu antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa.

Mais tarde uma mulher entrou no quarto com uma pasta em mãos, puxou uma cadeira e se sentou do lado da minha cama:

— Alycia Aurora Belikov ? — confirmei — Meu nome é Devina, eu estou cuidando do seu caso

— Meu caso ?

— Seu irmão mais velho está morto, e como ele era o seu tutor eu estou responsável por você e também por te dizer como vai ser sua vida a partir de agora.

— Mas e as minhas aulas ? Eu tinha ganhado um intercâmbio e..

— Estamos sabendo das suas aulas e, infelizmente, foram canceladas já que a a senhorita vai pra um reformatório.

— O QUE ? POR QUE ? — Grite assustada.

— Fique calma por favor, isso vai acontecer porque quando os policias encontraram o veículo a senhorita estava com uma arma em mãos.

— Vocês estão insinuando que eu matei meu próprio irmão e fui burra o suficiente pra me dar um tiro ? — ela fez uma cara do tipo "sim quase isso".

— Não estou dizendo nada, mas, enquanto não achamos mais provas, vai ficar nu reformatório no Sul do Canada, você vai se acostumar, é quase como se fosse uma escola, mas você não pode sair — ela deu uma risadinha como se achasse isso engraçado de alguma forma, olhei incrédula pra ela que se calou no mesmo instante, enquanto anotava algumas coisas — Vou fazer algumas perguntas.

— Ok

— Toma algum remédio ?

— Não.

— Tem filhos ?

— Ta de brincadeira ?

— Desculpe, tem alergia a alguma medicação ?

— Não que eu saiba. — ela fechou a pasta e se levantou — Só isso ?

— Os policiais viram busca-la quando for liberada, nos vemos no reformatório.

E saiu sem dar mais explicações. Aqueles dois dias passaram voando, estava com medo de ir pra um lugar desse, podia se ouvir as piores histórias, eu não tinha matado meu irmão, isso não era nem um pouco justo. Na recepção do hospital haviam dois policias, um deles se aproximou e me algemou, me assustei com aquilo, eu não tinha feito nada, me colocaram dentro de uma vã e disseram que chegaríamos ao nosso destino dentro de algumas horas e fecharam a porta, encontrei minha mala ali também, o que me restava era sentar e esperar.

Algumas horas depois a porta foi aberta, me vi em uma ilha, um dos policiais pegou minha mala e pediu para que eu o acompanhasse:

— Eu achei que o reformatório fosse no sul e não em uma ilha.

— Devina achou que você se adaptaria melhor a esse até que ela investigasse o seu caso. — ele respondeu continuando caminhando pro meio da mata.

Meia hora depois de caminhada me vi em frente a um tipo de castelo antigo, com grades cobrindo a entrada e com o letreiro que dizia Fallen Mansion, nossa que original, combinada bastante com a decoração do locar, bem sombria e parecia que ninguém se preocupava com isso. O policial acenou para outro que vinha em nossa direção, ele veio e abriu o portão me puxando pra dentro pegando minha mala e se despediu do outro. Me levou pra dentro da Mansão sem dizer uma palavra, os corredores em escuros, iluminados por lamparinas fracas e havia sensores de movimento junto com algumas câmeras, esse lugar realmente me dava calafrios, como se tudo aqui me vigiasse, cada passo, e um que eu desse errado ele iria me matar.