Broken

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Yay, galerinha do bem, aproveitem a leitura ♥

Tudo que sei a partir daquele momento até o momento em que acordei no hospital, foi o que Plagg me contou.

Eu vi você ali na minha frente, e tudo passou em câmera lenta. O grito alto da Ladybug quase me ensurdeceu, mas assim, pude ver os seus sentimentos. Ela estava rápida demais para poder parar. Mesmo aquela zumbi ordenando que parasse, é contra as leis da física. Ela também gritou e meus ouvidos zumbiram. Adrien, eu nunca senti tanta aflição em toda minha vida, garoto.

Eu tinha certeza que ela estava mirando em seu coração, mas no último instante ela atingiu seu ombro.

NUNCA MAIS FAÇA ISSO GAROTO, NUNCA MAIS ME MANDE SAIR ENQUANTO VOCÊ ESTÁ EM PERIGO ! Eu.... Eu achei que você ia morrer Adrien.... Achei que ia ficar sozinho novamente. Não faça isso comigo nunca mais!”

“Me desculpe Plagg, eu realmente não sei porque fiz isso. Mas achoque se não tivesse feito, estaríamos mortos.”

Plagg me contou que não sabe como Ladybug conseguiu purificar aquele akuma, ou como ela se livrou do controle. De certa forma eu compreendo que ele não tenha prestado atenção na batalha, comigo ali, com aquele ferro cravado em meu ombro e provavelmente sangrando bastante.

Eu recebi a visita da garota que havia me sequestrado, dessa vez, sem sinal de akumatização. Ela me pediu perdão e ficou repetindo várias vezes até chegar a nem parecer mais uma palavra. Ela me levou flores e alguns doces. Mas meus pensamentos não saíram de Marinette.

Fiquei sabendo que ela estava ali também, em algum quarto. Ela havia tido ferimentos na cabeça e uma perna quebrada. Meu coração apertou ao pensar como ela deve ser se machucado. Provavelmente depois de minha queda proposital. Eu ainda estava meio zonzo e decidi ir procurá-la. De certo ela estava sim em outro quarto. De certo ela estava com a cabeça enfaixada pelos ferimentos mas, o que ninguém de contou é: em coma. Logo que eu entrei no quarto, seus pais me abraçaram. Me contaram o que sabiam sobre sua saúde. Logo, me deixaram a sós com ela.

Tikki logo se revelou a mim e me pediu que cuidasse de Marinette. E assim eu o fiz. Logo eu recebi alta, depois de meu ombro estar recuperado. Mas não deixei de vê-la. Todos os dias, todos os dias eu ia lá. E minha relação com seus pais ia ficando cada vez mais próxima. Plagg e Tikki sempre ficaram conversando, já que era um pouco solitário para ela ficar ali sozinha sem poder se comunicar com os pais de Marinette.

Alguns meses se passaram e assim, eu já estava familiarizado com aquele ambiente.

I. Ainda era estranho para mim, e meu ombro ainda estava com alguns problemas. Fiquei afastado da proteção da cidade nesse tempo.

II. Estava difícil para mim lhe dar com os akumas sozinho, meu ombro ainda não estava totalmente recuperado e Tikki ofereceu-se para ficar junto a mim, mas, era melhor que ela ficasse ali quando Marinette acordasse. E eu descobri uma forma de purificá-los.

III. Tranquilidade se resume a esses dias. Porém Tikki estava se mostrando muito preocupada comigo.

IV. Alguns ataques, mas nada tão difícil. Meu Cataclism estava cada vez mais poderoso. Tikki estava começando a encher meu saco.

V. Comecei a pensar que talvez Marinette nem acordasse mais.

Mas ela acordou. Eu fui ao hospital no segundo dia, e na porta de seu quarto haviam até bastante pessoas. Pessoas da nossa sala e alguns parentes dela. Esperei um pouco até sua mãe aparecer. Ela logo me levou para dentro do quarto. Devido a ela ter acordado nesse instante, ela só poderia ver algumas pessoas autorizadas. E por sorte, eu era uma delas.

— Marinette, Adrien está aqui querida.

— A...Adrien...

Me aproximei de sua cama e ela ainda estava um pouco abatida. Sua aparência estava magra, mas seus olhos ainda me fascinavam. Sentei-me ao seu lado e segurei sua mão.

— Querida, ele veio todos os dias ao seu encontro. Todos os dias ele estava aqui, cuidando de você e de nós.

Seus olhos se encheram de lágrimas. Eu envolvi sua mão com mais delicadeza, como pude, e toquei sua bochecha. Seus pais me deixaram sozinho com ela e ela logo foi se apressando a tentar falar. Sua voz estava bastante rouca e falha.

— Adrien... me perd... perdoe... Sua respiração estava instável e seus batimentos agora estavam mais acelerados.

— Mari, por favor, não se esforce. Fique tranquila eu não te culpo. A culpa não foi sua e sim da pessoa que controlava aquela garota. Levei sua mão até meu rosto e sua pele continuava macia como me lembrava. — Senti tanto a sua falta.

— A-Adrien... Sua bochechas coraram e não pude conter meu riso. Me aproximei dela e a abracei. Meu coração estava muito feliz.

Eu vi Tikki e Plagg conversando e parecia que estavam discutindo. Não dei muita bola e dei toda minha a tenção à Marinette. Continuei visitando-a por alguns dias e não mencionei nada sobre o acidente que passamos juntos. Mas, nesse dia, houve um ataque de Akuma e eu tive que deixá-la. Lhe dei uma desculpa qualquer e saí dali.

Entrei em casa como um raio pela minha janela. Fui até o banheiro e Plagg começava a falar sobre algum assunto qualquer. Comecei a tomar meu banho e ele não parava de falar. Somente fingi estar escutando, até certo ponto.

— Adrien, ela não lembra de você.

— O que, Plagg? Quem não lembra de mim? Abri meus olhos e olhei na direção dele. Era impossível.

— Marinette...

— Hã? Como assim? Ela falou comigo, ela tem falado comigo todo esse tempo.

— Não como Adrien. Mas ela não tem nenhuma lembrança de Chat Noir. Tikki esteve me contando sobre isso. E o pior de tudo, todas as lembranças de vocês juntos foram substituídas, por lembranças novas. Não sei como ou quem fez isso. Mas eu te garanto que tem um dedo do Hawk Moth nisso tudo.

— Isso não é possível. Como ela iria esquecer assim de mim? Esfreguei meu cabelo com shampoo.

— Nada é impossível Adrien. Tudo o que ela lembra de você é só como Adrien. Nada de Chat Noir. Ela nem sabe quem é. A Alya foi visitar ela e ficou falando sobre Ladybug e adivinha? Ela não fazia ideia de quem era Chat Noir.

— Isso não pode estar acontecendo.

— E eu preciso que você pare de consumir os Akumas, Adrien.

— Consumir? Do que você está falando Plagg? Levantei-me e fui até a porta.

— Você! Seu moleque. Está consumindo os Akumas. Isso não é trabalho seu, e sim da Ladybug. Você acha que isso faz bem pra você? Ou pra mim?

— Nunca me senti melhor, e, seus poderes também aumentaram, não foi ?

— Adrien... Ele veio ate mim e segurou minhas bochechas como pode. — Você, fazendo isso, está se envenenando, e me envenenando também. Tem vezes que eu sinto que você perde sua consciência e tem um animal junto comigo. Certo que eu sou um gato, mas isso já está passando dos limites!

Eu o afastei do meu rosto. Eu não estava perdendo nenhum controle. Eu só estava ficando mais forte. Mais forte para poder proteger a minha Lady. Eu suspirei e deitei-me em minha cama.

— Prometo me controlar mais Plagg, se isso te deixar mais tranquilo.

— Você tem é que parar Adrien!

— Tá tá... Fechei meus olhos e caí no sono.

Alguns meses mais se passaram e eu estava sentindo cada vez menos vontade de visitá-la. Não entendo porque disto. Eu não estava interessado em nenhuma garota ou algo assim, mas minha admiração havia diminuído drasticamente.

Um akumatizado estava atacando a cidade e clamei por Plagg. Algumas pessoas já sabiam que eu era Chat Noir, pois eu nem me importava mais em esconder quem eu era. Mas não eram muitas pessoas. Alya era uma dessas pessoas que sabiam de tal coisa. Saltei entre os prédios e logo encontrei meu alvo. Eu estava sentindo uma enorme vontade de destruir aquele Akuma.

Mas então eu a vi. Ladybug havia voltado finalmente. É certo que ela já havia se recuperado. Mas ela não estava em sincronia nenhuma comigo. Demorou um pouco mais de 15 minutos para que eu me enfurecesse e destruísse o artefato akumatizado. A pequena borboleta logo saiu voando. Meu corpo se eletrizou.

— Cataclism.

Rapidamente tomei-a em minhas mãos. Eu estava ansioso. Faminto. Apertei minha mão direita e a pequena borboleta desfez-se. A sensação de poder era incrível. Pude ver Ladybug me olhar com terror, mas qual motivo desse olhar?

— Como pode fazer isso?

— Com as mãos.

— Você entende o que você acabou de fazer? O que você anda fazendo?

— Não vai fazer nenhuma falta na coleção de Hawk Moth. E outra, por que você se importa comigo? Ou será que você ao menos sabe quem eu sou? De tudo que passamos juntos?

— Você não está purificando-as! Você está matando elas! Você não entende? Ah... Eu li isso no LadyBlog. Você, anda se alimentando delas, você acha que isso é uma boa coisa? O seu poder não é purificação, é destruição !

— Isso me faz mais forte. Mais forte até que você.

— Posso não lembrar de você, mas eu sei que um dia já fomos parceiros.

— Um dia? Não somos mais parceiros?

— Eu não quero um parceiro como você. Você não está fazendo isso pelo bem das pessoas. Você está somente fazendo isso por você! Pela sua... fome.

Eu a olhei cuidadosamente. Talvez eu já não a amasse mais. Mas, em algum canto, bem dentro de minha alma, senti tristeza.

Só pensei em sair dali e não ouvir mais baboseiras.

Notas finais
Galerinha, estou me recuperando bem :3 logo postarei a continuação ♥.