Broken

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Preparem os corações ! ♥ Galera, a música que ela canta na cena do lago é a abertura em francês. Procurem a versão lenta desta música no youtube e ouçam enquanto estão lendo. Vai melhorar a experiência de leitura em 30%, garanto ! Aproveitem ♥

O dia havia chegado. Um dia para o dia dos namorados e eu definitivamente iria contar a ela que eu a amava. Mas eu precisava fazer isso sem Plagg. Me arrumei e fui para a escola, fiquei na escadaria esperando-a.

Ela se atrasou e o máximo que pude pedir foi que ela me encontrasse depois das aulas, atrás da escola. Eu me senti nervoso a aula inteira, e quando o sinal bateu, fui ao seu encontro.

— Marinette?

— O- oi Adrien... Ela estava toda ruborizada, suas bochechas e orelhas estavam rosadas.

— Vamos? Ofereci minha mão a ela e a segurei, estava gelada. Um sentimento divertido veio à minha cabeça, ela era realmente adorável.

Fomos para atrás do colégio e me posicionei em sua frente. Estávamos em baixo de uma árvore e o sol batia em pequenas partes de seu cabelo negro-azulado.

— Adrien? S- sobre o que você quer falar comigo? Ela juntou as mãos na frente do corpo, meu desejo de abraçá-la era imenso.

— Mari, eu sei. Meu coração estava acelerado, e meu peito começava a esquentar.

— S- sabe? Seus olhos abriram notavelmente e sua expressão ficou pasmada.

Tomei suas mãos entre as minhas e beijei o dorso de sua mão.

— Eu sei que você é Ladybug.

Ela puxou sua mão e se afastou alguns centímetros, ela estava com um rosto apavorado. Eu a puxei e a abracei. Enfiei meu rosto em seu pescoço.

— Por favor, eu nunca contaria a ninguém... Marinette, estou para te falar isso à algum tempo. Meu desejo era nunca mais soltá-la.

— A- adrien...

— Mari... Lady... Eu te amo. Amo sua personalidade, seu jeito. Suas brincadeiras. Sua voz, seu cheiro, seus olhos. Seu sentimento, o seu amor por todos. Você é perfeita. Você é minha Bugboo.

Ela ficou ali, parada. Me afastei um pouco dela, deixando minhas mãos sobre seus ombros. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Senti uma pontada em meu peito.

— O que foi, Marinette? Ela limpou as lágrimas e sorriu, olhando para o chão.

— Eu realmente esperei por isto Adrien... Minha felicidade estava quase explodindo. — Mas... Ela me encarou e eu vi a tristeza em seus olhos, meu coração se partiu. — Eu achei que... eu queria que, realmente queria que suas palavras fossem direcionadas para mim, para Marinette, não para Ladybug.

Não, não era verdade. Eu já havia a notado antes de saber sobre tal coisa. Mas, de certo, com honestidade, eu avia notado somente sua aparência, não seus sentimentos. Somente que ela era adorável e que eu queria muito ter ela para mim.

— Mari, não entenda errado. Segurei seus ombros mais firmemente. — Eu te amo, por favor não ache que eu...

— Adrien... Seus olhos estavam na minha direção, mas parecia que ela não estava me vendo. — Por favor, me deixe pensar. Meu estômago revirou-se, eu realmente tinha estragado o momento da minha confissão?

— Ladybug, por favor, não me rejeite. Segurei suas mãos e meus olhos encheram-se de lágrimas.

— Adrien... não me chame assim... eu.. preciso ir. Preciso pensar sobre tudo isso, por favor. É muito para minha cabeça. Ela se desvencilhou de mim e saiu andando, levando meu coração em pedaços, consigo.

Eu estava em ruínas. Minhas ruínas. Do meu coração. Voltei para casa, e senti que todos perceberam minha angústia. Natalie tentou conversar comigo, mas, me recusei.

Um desastre. Esse foi meu dia dos namorados. Não fui à escola, e nem a qualquer outro lugar. Eu consegui ser rejeitado duas vezes, pela mesma garota, como duas pessoas diferentes.

Tentei conversar com Plagg mas ele se mostrou muito mais interessado em comer do que conversar comigo.

Alimentei-o e me tornei Chat Noir. Eu iria visitá-la. Tinha que conversar com ela e quem sabe até dizer a ela que eu era Adrien.

Sim, eu iria visitá-la. Eu... eu deveria. Saltei entre os prédios e logo estava em frente ao seu quarto. Entrei como uma sombra e me aproximei dela, que estava fazendo alguma tarefa. Cobri seus olhos com as mãos.

— Boa noite, princesa.

— O -oi Chat. Ela tomou minhas mãos e levantou-se. Ficou me encarando, parada. — P – por que não veio ontem?

— Me desculpe, princesa, tive um imprevisto. Tentei disfarçar minha angústia e sentei-me em sua cama, com as pernas na frente do corpo. ( N/A: famosa pose ♥ )

— Eu realmente queria que você estivesse aqui comigo ontem. Ela suspirou e sentou-se de frente para mim. Segurei uma de suas mãos e beijei seu dorso.

— Estou aqui agora. Quer conversar?

— Sim.

Ela me contou sobre o ocorrido com “Adrien” mas claro, não me disse que ela era Bugboo. Ela se mostrou bem carente, e aproveitei para deixá-la em meus braços praticamente todo o tempo. Me sentei encostado à cabeceira de sua cama e abracei-a. Ouvi tudo o que tinha a me dizer, e que como era frustante para ela, o fato de que Adrien do nada, começou a amá-la e me disse que parecia que ele só estava interessado no status dela. Se fosse outro rapaz em meu lugar, não entenderia esta questão de status. Acho que ela percebeu isso e tentou explicar com alguma desculpa esfarrapada sobre o grêmio da escola. Eu também fingi compreender seu motivo falso.

Plagg começou a dar sinais de que estava exausto. Ela estava quase adormecendo. Empurrei-a com cuidado, pelo menos o máximo que consegui. Levantei-me e quando fui dar o primeiro passo na direção da janela, ela segurou minha mão. Um frio percorreu minha espinha e olhei para seu rosto sonolento.

— Por favor Chat, fique comigo esta noite. Seus dedos apertaram minha mão.

— Não posso princesa, meu Kwami já está cansado. Sorri e beijei sua bochecha. Ela lançou seus braços em volta do meu pescoço.

— Fique comigo até que eu durma. Sua voz estava abafada, devido o tecido de minha roupa.

Mordi o lábio e olhei em volta. A qualquer momento, meu anel começaria a me avisar que minha transformação ia chegar ao fim. Olhei-a, estávamos tão próximos que eu poderia beijá-la,

— Se você tiver um pedaço de queijo por aí, eu ficarei.

— Queijo? Ela parecia confusa.

— Sim, para alimentar meu Plagg.

— Acho que na cozinha deve ter algo, você pode descer lá quando seu anel estiver apitando. Eu não te seguirei, prometo.

— Como sabe sobre meu anel? Fiz minha melhor cara de dúvida, eu tinha que continuar com meu disfarce.

— E- eu li no blog da Alya. Por trás do sono, seus olhos estavam um pouco assustados. Eu me deitei novamente ao seu lado e beijei sua testa.

— Bons sonhos, princesa.

— Você é a melhor coisa que poderia me acontecer hoje, Chat. Ela fechou seus olhos e não sei quanto tempo fiquei ali, a observando.

Plagg já estava me dando o terceiro sinal e me levantei apressadamente. Fui até as escadas e desci, vasculhei sua geladeira. Plagg se desvinculou de mim e tentei fazer o mínimo de barulho possível.

— Que bonitinho, os pombinhos querem dormir abraçadinhos.

— Não tem graça, Plagg... Olha, achei.

— Hmm.. Ele cheirou o pedaço de queijo e lambeu seus bigodes. — Me dê, rápido estou com fome.

— Seu guloso. Joguei para ele, que ficou dando mordidas pequenas. Bom, até que, apesar de arrogante, ele era bem fofo às vezes.

— Chat? A voz de Marinette arrepiou os cabelos de minha nuca. — Posso descer? Sua voz era quase um sussurro.

— A- ainda não, princesa, espere um minuto. Me escondi em baixo da mesa e olhei assustado para Plagg. — Come isso logo!

— Não quero ter uma indigestão, Adrien!

— Não fala meu nome Plagg, ela pode ouvir... Olhei para ela, que estava no alto da escada. Eu somente podia ver seus joelhos e pés.

— Tudo bem, estarei te esperando então. Ela voltou ao seu quarto e ouvi a porta se fechando. Meu coração estava tão acelerado que eu poderia ter um infarto ali mesmo.

Finalmente aquele projeto de Kwami terminou sua refeição e pude voltar a ser Chat Noir. Mas, quando eu subi novamente, Marinette já estava dormindo. Me sentei ao seu lado. Beijei o dorso de sua mão e me encostei novamente ali. Ela, usou minhas pernas como um travesseiro. Não sei quando, mas adormeci também.

Acordei com Marinette me balançando, abri os olhos e pisquei algumas vezes, ela falava algo ao longe, sua voz estava distante.

“Chat! Seu anel! Acorde por favor!”

Levantei em um pulo, mas não antes de lhe dar um beijo na bochecha.

— Até mais, princesa. Adorei sua companhia neste dia tão especial. Saltei pela sua janela e voei para minha casa.

Fui à escola, mas evitei qualquer tipo de contato visual com ela. Eu sei, eu ontem estava dormindo com ela abraçada em mim, mas não era realmente eu. Eu finalmente entendi seus sentimentos e eu já os havia aceitado. Porém, ela não queria aceitar os meus.

Ela tentou falar comigo no fim da aula, mas eu a evitei. Inventei qualquer desculpa sobre meu pai, e lhe disse um “depois conversamos”.

Eu não conseguia encará-la como eu mesmo. Tinha medo da sua resposta, tinha medo de ser rejeitado novamente por esta garota. Tinha medo de contá-la que eu era Chat Noir. Eu tinha medo de tudo sobre ela. Não queria perdê-la.

Passei o resto da tarde de folga das minhas atividades. Meu celular tocou e era uma mensagem da minha Lady.

Adrien, me desculpe. Eu não sei se posso aguentar tudo isso. É demais para mim. Eu estou muito confusa com tudo isso, sobre meus sentimentos. Eu sempre te amei, mas você me dizer que amava Ladybug, em primeiro lugar. E não a mim. E me amar por eu ser ela, isso me magoa. Me desculpe se estou sendo inconveniente neste momento.”

Mari, realmente, no começo eu não havia entendido seus sentimentos em relação a mim.”

“Eu pensava que fossemos somente amigos. Mas, quando comecei a te conhecer melhor, eu percebi seus sentimentos. Eu, aceito seus sentimentos Mari. Só espero que possa aceitar os meus.”

“Não me importo quem você é. Eu gosto de você. Por que você não muda quando está com a máscara. Você continua sendo você. Espero que me entenda. Também estou sofrendo.”

Eu estava muito nervoso. Pensei em dar uma volta pela cidade, para pensar sobre tudo isso. Minha cabeça estava superlotada de pensamentos.

Me transformei em meu alter ego. Pensei em ir à sua casa, mas eu não poderia. A noite caía sobre minha cabeça e saí a procura de mim mesmo. Saltei pela cidade, indo aos lugares que eu conhecia, atrás de algum local silencioso e perfeito para alguém que queria estar solitário.

A noite estava deserta, surpreendentemente. Me dirigi até um lago que havia perto dos limites da cidade. Fiquei em cima de uma árvore, sentado. Deixei meus pés penderem e me apoiei em um galho comodamente na forma de um encosto. Foi aí que ouvi sua voz. Um arrepio correu pelo meu corpo inteiro. Sua voz estava triste. Como quase um choro.

Borboleta Negra. Mistério de Paris,

Essa é minha história, um pouco estranha...”

Sentei-me mais estrategicamente, escondendo-me nas sombras.

A magia negra, me desespera,

E aquele Chat Noir, não é nenhum anjo...”

Saltei para uma árvore mais próxima de onde minha Lady estava sentada. Seus pés estavam dentro da água, e ela desenhava algo no chão, com a ponta dos dedos.

“ Ah, ah ah. Um amor que me faz dar várias voltas,

Ah, ah ah. Meu coração pertence a Adrien...”

Fui para o chão e me escondi atrás de uma árvore, neste momento meu coração já batia tão forte quanto o sino Big Ben.

“ Ah, ah ah, Mas ele só parece me amar quando eu me torno...”

Meu estômago gelou. Ela levou uma das mãos até o peito, eu tinha quase certeza que ela estava chorando.

“ A Ladybug, um amuleto da sorte. Lady magia e Lady da moda,

A Ladybug, Lady do coração,

É uma heroína em casos de emergência...”

Seu olhar foi em direção da lua, e o meu acompanhou-o.

Miraculous”

Meus joelhos falharam e eu já estava em lágrimas, junto com ela. Mas não deixei-me ser percebido. Ela continuou cantarolando baixinho e eu fiquei ali, escondido, dividindo o sofrimento junto com ela, sem mesmo ela saber.

Notas finais
ain ♥ Comentem sua opiniões e críticas! Joguem pedras, elogiem, mandem ameaças e declarações, mas se comuniquem comigo >< ♥ please