Broken!

2 Capítulo 2


Assim que Pedro viu o teste um sorriso abriu sem a permissão. Ele sacou seu celular do bolso e discou o número que nunca sairia da sua cabeça.
- Desligado ou fora da área de serviço. Tente mais tarde! — era o que se ouvia.
- droga! — ele disse irritado. — Ela não pode ter ido muito longe. — ele disse enquanto colocava uma blusa e calçava seu tênis ao mesmo tempo. Colocou uma touca na cabeça e foi discando todos os números que sabia que ela poderia ter pedido ajuda para ir embora. Quando finalmente chegou ao seu carro sua lista de contatos não havia acabado, mas não havia mais nenhum que a Split possá confiar para se esconder.
- Letícia! — ele disse desesperado. — ela fugiu. Está grávida. Preciso de ajuda! — ele disse enquanto deixava suas lágrimas descerem.
- calma Pêe. Ela não pode ter ido muito longe. Só saber onde procurar. — ela disse.
- eu já liguei pra todo mundo. Porquê ela fez isso? — ele disse parando o carro no acostamento, não enxergava nada pelas lágrimas que desciam e enchiam sua visão.
- ela pode ter ido pra casa da ex vocalista da sweet! — ela deu um berro.
- ex vocalista? — ele disse confuso.
- a sweet já existe a um bom tempo. Uma das primeiras vocalistas foi a prima dela. Evelyn, deve ter fotos antigas da Split que ela está junto. — ela disse pensativa.
- já ouvi falar dela. Mas a Split nunca me disse tanto sobre ela.
- certo. Eu sei que você não comeu nada até agora. Vai em casa come alguma coisa que a noite agente tem que ir lá no Rio. — ela disse simples.
- como assim? Estamos em São Paulo, e porque o Rio? — ele disse.
- Evelyn ajudaria Elisa e guardaria segredo. E pensa ela é a única que você não conhece que é tão próxima dela. — ela riu.
- é. Mas tarde eu to na sua casa. Obrigado Letícia — disse e Pedro a ouviu rir.
Pedro assentiu e jogou seu celular no banco do lado. Voltou para casa e tentou comer algo.

Assim que Pedro terminou de comer, passou um tempo pensando em como seria ter dois ou três filhos correndo pela casa o chamando de pai, e até brigando uns com os outros.

- Pedro, abra a porta! — era a voz da mãe de Pedro. Pedro se levantou e abriu a porta com um meio sorriso. E a viu com algumas sacolas na mão e uma expressão de cansaço.

- oi — ele disse pegando as sacolas. — o que faz aqui? — ele disse a olhando.

- como assim? não posso mais visitar meu filho e a namorada dele que até hoje não teve um filho? — ela respondeu irritada.

- é a Split não está aqui. — ele disse colocando as sacolas da mãe em um canto.

- e onde ela está?

- eu não sei onde ela está. Ela fugiu daqui durante a noite. — ele suspirou, ao lembrar que não percebeu que sua namorada se enjoava ao vê-lo colocar perfume, ou até sentir o cheiro de uma lasanha que era um de seus pratos favoritos.

- o que? Como deixou sua namorada sair da sua cama do seu lado sem você perceber que ela havia saido. — ela disse seca. — de todas as suas namoradas, essa era a única que não tinha um jeito de puta que já deu pra todo mundo. — ela disse num tom de revolta.

- putas? — Pedro disse um pouco seco.

- sim putas. Quando pretende ir atrás dela?

- hoje a noite, vou com a Bomb para o rio. — ele respondeu seco enquanto ia até seu quarto. A ouviu bufar, Quando chegou ao quarto ouvia sua mãe falar com alguém no telefone, mas não importava quem era. Ele pegou uma pequena mochila e arrumou para passar alguns dias no Rio.

Logo Letícia telefonou com um pouco de irritação na voz avisando para Pedro passar na casa dela. Eles iriam até o Rio de carro já que onde moravam era um pouco perto da fronteir dos dois estados.
- porque está assim pequena? — Pedro disse dando um beijo na testa da pequena irritada.
- apenas o Way. — ela respondeu virando os olhos. — Não quer que eu te ajude a achar a Liss, porque ele acha que eu não devo me meter nas brigas dos dois. Sou a melhor amiga dela desde que ela começou a estragar todos os meus planos maléficos contra os outros. Não vou deixar ela fazer a babaquice de um aborto. — ela disse cruzando os braços.
- acha mesmo que ela seria capaz disso? — ele perguntou a olhando.
- não muito. As vezes não sei o que ela tem na cabeça. — ela respondeu rindo abafado. — podemos ir antes que o Gerard chegue e me obrigue a ficar aqui e te deixar ir sozinho. — ela disse ajeitando seu casaco um pouco largo. Pedro assentiu abrindo a porta para a mesma. Assim que ela entrou Pedro deu a volta e lembrou da primeira vez que fez isso para a Split. Aquela forá uma das piores noites da vida dele e uma das melhores. Ela havia saido correndo assim que ele entrou no carro, estava bêbada e não se lembrava de nada. Pensava que todos iriam matá-la e que o mundo estava acabando. Ele saiu do carro e foi correndo atrás dela sem se importar com os fotográfos atrás dos dois. Ele se divertia como nunca quando ela insistia em beber e achar que tudo é mal.

A viajem foi completamente silênciosa, pelo fato de que Bomb não parava de pensar no modo em que Gerard havia dito para ela que era problema do Pedro. Mas ela não iria deixar sua amiga assim, ainda mas a deixando com um filho e com intenções más pensadas. E por Pedro que ele realmente sentia falta da pequena que te faz rir com besteiras e idiotices. As únicas coisas que interrompiam o silêncio era quando os dois insistiam em repetir a mesma música.
- i miss you, i miss you! — eles cantarolavam baixo. Cada um tinha um certo motivo para se encaixar com essa música. Logo a música havia parado de tocar. Pedro se concentrava na estrada e Bomb dormia calma com a cabeça encostada no vidro. Pedro cutucou a mesma quando viu uma enorme placa anunciando que haviam chegado ao Rio de Janeiro.
- claro. Ainda da para dirigir mais? Precisamos ir a São Gonçalo!
- a Split está lá? — ele disse com um pouco de animação no tom doa voz.
- certamente se Evelyn não se mudou. — ela respondeu. Pedro aumentou a velocidade, sabia exatamente o caminho.

Quando finalmente chegaram a uma área que Pedro não sabia ao certo de localizar Bomb o ajudou a chegar a uma área nobre.

— aqui. — ela disse. E olhou no relógio. — são quatro e meia. Não vamos bater ali essa hora, amanhã agente mais tarde agente vem. — ela suspirou. Pedro pensou em bater na porta até que acordasse todos que estavam ali e ir atrás de Split. Mas concordou com a Bomb. Pararam o carro do outro lado da rua e esperaram alguma movimentação na casa. Assim que o relógio marcou cinco e meia viram Evelyn saindo e Split na janela. Assim que viu o carro de Pedro fechou as janelas rápido.
- que ideia. Vamos parar do outro lado da rua, ela nunca vai pensar que eu vim atrás dela! — Pedro imitou a voz de Bomb.
- era pra isso que ela servia. Pra ser obvia e me ajudar a melhorar tudo isso! — Bomb disse. — ela pode confundir o carro e...
- não. Ela sabe que esse carro é meu, não iria confundi-lo nem que esteja sem óculos. — ele bufou.

- vamos lá. Ela não vai conseguir voltar a dormir, ou ta saindo agora. — Bomb disse num berro e abriu a porta do carro. Pedro olhou para o lado de fora e a viu caminhando apressada. Usava um vestido florido, cabelo preso em um rabo de cavalo mostrando a parte de baixo dele verde, usava um all star verde. Pedro saiu do carro o mais rápido que podia e alcançou facilmente a Bomb que tinha dificuldades para correr com seus saltos.
- Elisa! — Bomb gritava e fazia a mesma correr mais rápido. Logo a Bomb parou e olhou para ele. — Vai atrás dela. Não da muito certo eu correr com salto. — Bomb berrou. Pedrou riu correu mais rápido até a Split que já se cansava mesmo não ter chegado na esquina.
- ei, ei, ei! — Pedro disse a segurando pela cintura.
- Pedro me solta por favor. — ela disse sem olhar para ele. Sabia que se renderia só em ver a expressão de preocupação dele.
- não até você dizer que vai voltar comigo e repensar o que vai fazer.
- eu pensei em tudo isso durante dois meses inteiros. Não tem outra saída! não quero ter essa criança. — ela disse ainda não o olhando. — já tenho quem vai adotá-la.
- você faria isso com um filho nosso? — ele disse. — eu tinha que ter o direito de saber disso. Eu te ajudaria a pensar. — ele suspirou.
- só me convenceria a ficar com essa criança. Sabe que quando insistem que eu faça algo eu acabo sedendo! — ela disse.
- pelo menos pensa no que vai fazer. Tem um ser dentro de você que precisa de você pra ver como é o mundo do lado de fora. — ele sorriu.
- não. — ela choramingou. — eu sei como é o lado de fora e não é tão bom. — ela respondeu. — sou nova demais pra ser mãe, não vou fazer o que é certo. Só tenho dezoito anos.
- e eu vinte quatro. Acha que planejei isso tão cedo? — ele sorriu.
- desculpa Pedro. Não tem mais nada comigo, vou escolher sozinha! — ela disse seca. Pedro a soltou, não acreditava no ela havia dito. Como poderia ser tão seca?
- Elisa. Você ouviu o que você disse? — ele suspirou.

- desista por favor. Nada vai me fazer voltar atrás. — ela respondeu se virando para Pedro. Não usava lentes e nem maquiagem pesada que era o que sempre usava.
- Liss, — Bomb vinha. — o que acha que vão pensar se te verem assim. Onde estão suas lentes e ... Na verdade nem vão te reconhecer.
- é pra não me reconhecer mesmo. — ela sorriu.
- deixa de palhaçada. Vamos voltar pra são Paulo, esperar meu sobrinho nascer e ficar tudo bem! — Bomb disse alegre. A única coisa que Split fez foi entortar os lábios.
- vou fazer faculdade. Acho que a sweet não vai ajudar. — ela respondeu. — Agora eu preciso ir, — ela disse recuando.
- ELISA EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO. A SWEET SEU SONHO. — ela berrou.
- não grita. — Pedro disse baixo. Split continuou recuando e continuou seu caminho. — ela só está confusa!
- ela já aguentou coisa pior. Pode acreditar! — Bomb disse irritada e foi atrás. — eu vou me resolver com ela. Acha um hotel e faz as duas reservas pra agente. — ela disse e foi andando enquanto batia os pés no chão e murmurava coisas sem sentido.
- o que eu fiz da minha vida?
Pedro disse baixo. Foi até o carro e foi procurando algum hotel, o mais próximo dali. Mas o única que tinha mais perto dali era no máximo a dois quilômetros.
- ela é uma idiota! EU VOU MATÁ-LA PEDRO! — Bomb berrava pelo telefone.
- aonde você está? — Pedro disse indo até seu carro.
- em um hospital. O casal que iria ficar com o filho dela resolveu o problema deles e ela resolveu piorar a situação querendo matar o feto. Não acredito que ela vai ser capaz disso. — ela dizia descontrolada. — fala com ela. Não deixa ela fazer isso com a sua filha. Ela sempre disse para mim que se ela tivesse uma filha o nome seria Desater.