British Brother

6 Irmão e... Vai lá!


Notas iniciais
Gyh: eu vou morrer?
Carol ¬¬ : já já vamos saber
Gyh: estou com medo.
Carol ¬¬ : é bom que esteja

POV: Gyh

Já tinha se passado um tempão desde que vi a Carol e o Harry pela última vez. Pelo que eu escutei, entre um murmúrio e outro tinha acontecido uma discussão gigantesca. E no final duas levaram tapa. E um menino bateu em uma menina. E um esquilo saiu correndo.

Essa última parte não faz sentido algum. Mas foi o que eu ouvi, ou pensei ouvir, na verdade, foi o que eu entendi.

Os convidados estavam conversando uns com os outros. Eu saí para procurar aqueles dois que tinham sumido.

- Mãe! Você viu o Harry ou a Carol?! — perguntei

- Estão no quarto de hospedes.

Quarto de hospedes?! Por que? Deixa pra lá. Subi correndo as escadas, ouvi a vozes vindo do quarto, me aproximei e abria porta.

- Carol? ! Sua maluca! Onde você estava?

Ops. Eles estavam bem próximos... O Harry se afastou dela. Eu acho que interrompi alguma coisa. Não acho, tenho certeza. Os dois estavam me olhando de um jeito... Maligno, até assassino. Me aproximei da Carol e sentei do seu lado na cama. Vi o curativo no canto da boca dela.

- Garota, como você arrumou isso?!

- Pergunte à jibóia. Ou para uma das cobras de estimação dela. — Carol disse desviando o olhar.

- Dois tapas do mesmo lugar. — Harry falou de cabeça baixa, e resmungando alguma coisa depois.

- Podem me explicar direito? — pedi.

Harry começou a explicar. Quando chegou na parte em que a monstra bateu na Carol ele parou de falar e ficou olhando para a mesma. Olhei para ela. Ela estava chorando... De novo. Harry sentou do lado dela e a abraçou. Ela colocou a cabeça no ombro dele. É... Vou pedir para ser madrinha. Ele terminou a 'história' e eu sorri abertamente quando ele falou que deu um tapa na... Cobra.

- Bom, tudo acaba bem no final. — falei.

- Não acabou. — a Carol falou — Eu saí correndo e...

- Ah! Foi você! Pelos convidados eu entendi que foi um esquilo.

Ela arregalou os olhos chocada.

- Quer dizer que agora eu sou um esquilo?! Magoei. Na minha lápide agora estaria: Esquilo, nascido em dois junho de 1995, morta em 1º de novembro de 2009. Que coisa. — comecei a rir, mas logo parei quando entendi a informação.

- Como assim?! Morta?! Lápide?! HOJE!? Pode me explicar? — falei

- Foi você que me interrompeu com o esquilo. — ela falou revirando os olhos. — Eu saí correndo. Fui atravessar uma rua não olhei para os lados e um carro passou.

Arregalei os olhos.

- VOCÊ É UM FANTASMA!?

Harry estava jogado na cama de tanto dar risada. E Carol teve um ataque de risos também.

- Não... O... Super-homem, Homem-Aranha, Robin... Chegou na hora. — ela disse tombando para trás de tantas risadas.

- E você não trouxe um autógrafo?! Você sabe que eu adoro o Super-homem! — se possível ela riu ainda mais.

- Meu Deus, Gyh. Você quer me matar, só pode.

- Mas que herói que te salvou?

Ela cochichou alguma coisa no ouvido do Harry, e ele respondeu também cochichando.

- O Homem-gato. — ela falou sorrindo.

Harry balançou a cabeça perplexo, de olhos arregalados e caiu na gargalhada.

- Homem-gato? Que herói é esse? — perguntei confusa, já tinha entendido, mas estava engraçado.

- Um herói de cachinhos, olhos verdes de gato, bem lindos. E charmoso igual um gatinho.

- Obrigada pelos elogios — Harry falou olhando para ela.

- Ah! Esqueci, e cara de bebê!

- Cara de bebê? Magoou... — ele falou fazendo uma carinha triste.

- Mas bebês são fofos, bonitinhos e dá vontade de abraçar... Você não é assim?

Ele sorriu.

- Sou, se você diz.

- Giovanna! Carol e Harry! Está na hora de descer! Os convidados já estão indo! -minha mãe gritou.

Revirei os olhos e saí do quarto, com os dois me seguindo.

- Que bonito... Você me chama pelo nome completo e não chama a Carol... Mãe, que coisa triste.

- Desculpe, é costume não chamar as visitas pelo nome completo.

- Quero virar visita então. — falei fazendo uma cara magoada.

- Filha... Para com isso. — ela falou me abraçando.

- Bom... Sinto interromper, mas o primeiro é o último a sair, e já está tarde. E todo mundo já foi. Tchau, garotas! — falou o Harry saindo pela porta.

- Tchau, Harry! — dissemos.

Carol suspirou e foi correndo para cima.

- Quem chegar por último é a mulher do padre!

- Carolina! Isso não é justo! E eu estou de salto!

Quando cheguei no quarto ela estava jogada na cama morrendo de rir.

- Eu sabia!

- Engraçadinha! — falei e pulei em cima dela

- Sai de cima de mim giganta! — ela gritou

- Eu sou giganta? Magoou...

- MENINA VOCÊ É QUATRO CENTÍMETROS MAIS ALTA! AGORA SAÍ! NÃO TO CONSEGUINDO RESPIRAR!

- Tá bom! Eu saio. Mas para de gritar.

Me levantei.

- AR! AH! BOM AR PURO! BOM DEUS! COMO FAZIA TEMPO QUE EU NÃO RESPIRAVA!

- Que garota dramática você, hein?

- Drama é o meu sobrenome. Carol é o meu codinome!

- E qual é o seu nome?

- Uma agente secreta em missão nunca revela seu verdadeiro nome! — ela disse, e eu dei sonoras gargalhadas.

- Você é louca!

- E com muito orgulho!

Continuamos rindo por um tempo e minha mãe falou para Carol dormir lá em casa, já que estava um pouco tarde, e que ela ligaria para sua mãe avisando. Fomos tomar banho e colocamos nossos pijamas, ela pegou um meu porque não havia levado nenhuma roupa.Dormimos.

-x-

Fomos acordadas às 5:30 da matina com meu irmão pulando na nossa cabeça.

- Acordem suas lerdas!!!- Ele gritou vindo para cima da minha cama.

- Sai daqui pirralho!! – Joguei um travesseiro nele que saiu voando do quarto escada abaixo.

-Que jeito perfeito de sermos acordadas hein? – Carol falou se espreguiçando.

- Nem me fale... Que horas são? – Perguntei indo ao banheiro para lavar meu rosto.

- 5:30!! – Carol falou indignada.

- O QUE?! – Eu sai correndo do banheiro e olhei o relógio na parede. – Aquele... – Nem continuei a frase só corri para fora do quarto e fui em direção ao quarto do baixinho.

- Por que nos acordou tão cedo?! – Perguntei arrombando a porta.

- Por causa disso... – Ele falou e entregou um bilhete a Carol.

Eu achei estranho aquilo, ainda mais quando ela leu, pois seus olhos brilharam.

- Carol? – Perguntei tirando-a do transe.

- Vamos pro seu quarto. – Ela me puxou pelo braço e fomos.

Quando chegamos lá ela fechou a porta cuidadosamente e me mostrou o papel.

“Oi Carol, será que você não quer tomar café comigo hoje? Se sim me manda uma mensagem dizendo que vem e é só chegar, aqui a rua da minha casa: ~ le endereço ~ . Me fala antes das 6:30? kkkkk. Espero que venha Xx Harry”

- Hmmm Carol... – Ela deu um leve tapa na minha bochecha e corou. – Você vai né?

- Não sei...

- Como assim não sabe?? Você tem que ir!!

- Ta bom, ta bom, calma! Mas me ajuda a escolher uma roupa?

- Claro! – puxei ela para perto do guarda roupa e ficamos lá, por um bom tempo, tentando acha uma roupa.

Já eram 6:00 e havíamos encontrado uma, ajudei ela com o cabelo e maquiagem e logo estava pronta, ela mandou uma mensagem pra ele dizendo que ia, logo me arrumei com uma roupa simples, porque iríamos a escola depois, e fui levá-la até lá.

Demorou um pouco para acharmos o local, pois não sabíamos onde era, mas chegamos. Batemos na porta e ele atendeu.

- Carol, Gyh, oiii – Ele disse dando um beijo na bochecha de cada uma.

- Oii Harry. – Carol falou animada.

- Oii, bom só vim deixar ela aqui, beijos pra vocês, e juízo hein. – Rimos litros com aquilo, eu estava parecendo minha mãe, mas é claro que estava brincando.

- Tchau Gyh. – Eles disseram e adentraram na casa.

Voltei pra casa, tomei café e fiquei no computador.

Notas finais
Gyh: vocês dois...
Carol O_O
Gyh: sozinhos...
Carol O_O : não pense bobagens
Gyh: por que acha que estou pensando isso? talvez uns beijos... já que não vou estar para atrapalhar..
Carol: FICA QUIETA GURIA!