Bring me to life
15 É Uma História Longa...
Notas iniciais
Acordei deitada na minha cama, com os olhos azuis de Rebekah ao meu lado, a olharem-me com expectativa.
–Hey finalmente acordou!- murmurou vindo em direção a minha cama e sentando na beirada. Parece que se lembrou de algo e foi até a porta gritando por todos.
– Klaus, Elijah, meninas.- gritou da porta do quarto.- Ela finalmente acordou!
Gemi de dor ao tentar me levantar, minha cabeça ainda doía por causa da pancada que o infeliz do... Alaric! Flashes do acontecimento anterior invadiram minha mente, passavam por minha cabeça como um filme, só que real.
"- Não se preocupe Amy, você não é meu alvo, é apenas um atalho para chegar até os Mikaelson."
...
"Sim Amy, é de vampiros que estamos falando e sim eles existem, assim como bruxas, lobisomens e híbridos."
....
"Os Mikaelson tem tudo a ver com isso, eles são os primeiros vampiros criados Amy, os Originais e o seu queridinho Klaus, é um híbrido, metade lobo, metade vampiro. — "
...
"...Até os seus pais Amy, protegiam essa cidade com as próprias vidas, ainda é capaz de ficar ao lado dos vampiros Amy?"
– Hey Amy, graças a Deus você acordou, não sabe como ficamos preocupados!- disse Callie vindo em minha direção me abraçando, forcei um sorriso, mas no mínimo só saiu uma careta de dor.
– Como está se sentindo?- perguntou Klaus.
Klaus!
Arg!
Só de vê-lo dá vontade de enchê-lo de perguntas, quero respostas e detalhes e também quero uma explicação por ter me deixado plantada no baile. Olho pra Lea e Callie, elas parecem compreender meu olhar e fazem um sinal de " depois a gente resolve isso". Inconformada, assinto com a cabeça confirmando, olho para Klaus que ainda esperava uma resposta.
– Sim, estou bem.
– Precisa de algo?- Rebekah me pergunta.
– Sim, de água e de um prato enorme de comida.- Ela sai mas antes chama Elijah,
Kol e as meninas para saírem do quarto me deixando a sós com Klaus.
Mal fecharam a porta e eu comecei a bombardeá-lo de perguntas.
–Por que me abandonou no baile? Quem é Esther? Por que não me contou que é um híbrido original? Por que Nik?
–Calma garota! Uma pergunta de cada vez... -suspirou cansado e me fitou por um tempo.-Desculpa Amy. Eu sinto muito mesmo por ter te deixado lá, só apareceram imprevistos.- responde com o olhar sincero.
– Tudo bem, mas não fiquei com raiva de você ter me deixado lá, eu só fiquei chateada por você ter sumido sem mais nem menos.- suspiro.- Eu quero explicações Nik.
– Que explicações Amy?
– Eu escutei a conversa entre você, os Salvatore e a Bennett.- digo e ele me olha receoso, fiquei com medo dele brigar por eu escutar a conversa como se eu fosse uma fofoqueira, mas não. Ele só suspirou derrotado e tomou fôlego, como se preparasse para contar algo.
– É melhor prestar bem atenção, pois a história é longa e... tente não dormir, ok?
– Ok!
–Eu nasci há mil anos atrás, assim como os meus irmãos, Kol, Elizabeth, Finn, Rebekah, Niklaus e Henrik. Os meus pais eram Esther e Mikael. Vivíamos todos em Inglaterra. Naquela altura, as pessoas morriam de doenças que ninguém sabia cuidar nem sabiam qual era a fonte. Então um dia, Elizabeth morreu e os meus pais ficaram despedaçados.
Os seus olhos atingiram uma tristeza eu nunca tinha visto em ninguém, e isso fez-me querer confortá-lo.
–A minha mãe pediu a Ayanna, antepassada da Bennett, para pesquisar um local onde não existisse doenças e todos vivessem felizes. Os espíritos falaram e mencionaram uma terra prometida, para lá do Oceano. Viemos para cá, para este local preciso. Porém, havia outras espécies, lobisomens, como chamam hoje. Vivíamos todos em comunhão e todas as luas cheias, refugiávamo-nos nos túneis que existem bem por baixo de nós. Contudo, eu e Henrik decidimos ir um dia ver a transformação dos lobisomens e… Henrik não sobreviveu. Uma luta começou entre nós e os lobisomens.
– Mas por quê?
– Orgulho. Eles eram mais fortes que nós e estávamos indefesos. O meu pai não gostou disso e convenceu a minha mãe a falar com os espíritos, pedir-lhes para fazerem algo inimaginável.
– Então sua mãe era uma...
– Bruxa. Sim, ela era.
– Uou!
–A minha mãe ainda tentou convencer Ayanna a fazer o feitiço, mas ela recusou. Então, uma noite, depois de bebermos vinho, o nosso pai enfiou-nos uma faca no estômago.- O seu olhar endureceu e o seu rosto tornou-se tenso.–Quando acordamos, matamos humanos. Cada um de nós. E foi então que a minha verdadeira identidade se revelou: eu não era um vampiro normal, pelo menos da parte do pai. A minha mãe tinha tido um caso com um dos lobisomens. E assim, acionei a maldição. Porém, um híbrido vai para além de tudo o que existe de balanço no Mundo, então a minha mãe colocou um feitiço que tornou o meu gene de lobisomem adormecido durante 1000 anos.
– Mas... Alaric me disse que você já era um híbrido.
–Sim, eu acionei à poucos meses.
– Como se aciona?
– A única maneira de acionar a maldição seria com a selenita, mais conhecida como a pedra da lua, um vampiro, um lobisomem e a duplicata Petrova sendo sacrificados no mesmo lugar onde a primeira duplicata nascera.
– Duplicata Petrova?
– Sim. Na época, eu era apaixonado pela mulher mais bela da tribo em que vivia, ela tinha os cabelos castanhos um pouco cacheados na altura da cintura, sua pele era macia e bronzeada, os olhos eram avelãs. Ela era uma deusa. Não é atoa que Elijah também se apaixonou.
"Não precisava de tantos detalhes"
–O nome dela era Tatia Petrova, ela foi o sacrifício para manter meu lado lobisomem adormecido. Há 500 anos atrás, eu iria usar a segunda duplicata, ela se chamava Katerina Petrova, se apaixonou por mim, até que descobriu minhas verdadeiras intenções. Fugiu com ajuda de um servo meu, depois tomou sangue de vampiro e se matou. Ainda hoje vive se escondendo de mim, mas agora ela não me serve de nada, mudou até de nome, Katherine Pierce.- Continuou. Era muita informação pra digerir, nem preciso falar que fiquei com ciúmes dele com essa Tatia né? Fingi nem ligar e continuei escutando.
– Mas, então... Você despertou seu lado lobo, quem era a duplicata?- Pergunto com bastante curiosidade. Será que eu conhecia?
– É a Elena Gilbert.-
– O quê?- grito esganiçada.- Mas... como? Ela ainda tá viva!
– Ela conseguiu sobreviver à partir de um feitiço.
– Mas, tem que ser uma Petrova... ela é uma Gilbert!
– Ela é adotada, na verdade ela é filha de Jhon Gilbert, o "tio" dela, junto com Isobel que é da família Petrova.
– Então, ela continua sendo uma Gilbert?!
– Parece que sim!
– Mas... e depois?
– Depois eu despertei Rebekah, que estava em um caixão com uma adaga no peito que mantém nós, os originais, adormecidos. Eu pensava que Elena tinha morrido, tentei transformar novos híbridos, mas não davam certo. Depois voltei para a cidade e descobrir que a Gilbert estava viva, pensei até que esse fosse o motivo de eu não conseguir criar híbridos, até que eu...- Ele parou me olhando com receio.
– Até que você...?- Incentivei-o.
– Até que eu dei meu sangue ao Tyler ,ele era só um lobisomem , depois o matei, os ameacei se não descobrissem o motivo de eu não conseguir criar os híbridos a Elena morreria.- meus olhos se arregalam e minha boca está em um perfeito "O"- Até que eu descobri que pra completar a transição de meus híbridos, tenho que alimentá-los com o sangue da duplicata, ou seja Elena não pode morrer, ou está tudo arruinado.
– Então quer dizer que...- suspiro pesado já com medo da resposta.- q-que Tyler é um híbrido?- termino e ele assente.Engulo em seco. –E a tua mãe? O que aconteceu com ela? Ela também é vampira?
–Não. Eu fiquei furioso por ela ter matado Tatia e acabei matando-a, mas Ayanna preservou o corpo dela e a linhagem Bennett abriu o caixão onde ela estava. Ela tentou nos juntar de novo, com um papo de querer recomeçar, mas no final ela só queria nos matar. E se um Original morrer, toda a sua linhagem também morre, ou seja, se todos nós morrermos, a raça dos vampiros não existirá.
–Por isso Alaric queria os matar?
– Sim.
– Como se mata um vampiro?- perguntei.
– Com uma estaca no coração, mas eu e meus irmãos só adormecemos por uns minutos com a estaca normal.
– Então como se mata um Orginal?
– Não está pensando em nos matar né?- perguntou divertido. Não resisti e gargalhei.
– Não, pode ficar tranquilo.
– Um Original se mata com uma estaca de carvalho branco, mas nós queimamos a árvore. A última estaca que eu vi, foi a que usei para matar Mikael. Alaric também tinha uma, mas não se preocupe, ele não vai conseguir nos matar.
– Mas, então... você disse que manteve Rebekah adormecida em um caixão, como assim?
– É... no século 20 conhecemos o Stefan, ele era um estripador tinha desligado os sentimentos, essa é mais uma das habilidades de ser vampiro, ele deixava suas vítimas sem uma gota de sangue, Rebekah se apaixonou por ele e ele por ela, éramos bastante amigos, até que Mikael apareceu e tivemos que fugir, apaguei a memória do Stefan. Rebekah quis ficar com ele, mas no momento tínhamos que fugir, então eu enterrei uma adaga com as cinzas do carvalho branco em seu peito, isso mantem um Original adormecido até a adaga ser removida.
–Nossa! E o teu pai?
–Morreu. Também o matei há pouco tempo atrás quando Mikael tentava fazer o mesmo conosco, nos perseguiu durante anos até que a mãe de Bonnie o prendeu em um caixão, mas Katherine o libertou e depois eu acabei o matando.
– Quanta informação!
– Não tem medo de mim não é Amy?- pergunta me fazendo olhá-lo. Na verdade nem eu sei se tenho medo dele. Pela história pode se perceber que ele viveu e sofreu bastante. Mas que também fez muitas pessoas sofrerem. Klaus pode ser egoísta, mas fez tudo o que fez para garantir nunca ficar sozinho pela sua eternidade, e acredite, ficar sozinho é a pior maldição que existe. Ele ama os irmãos, dá para se notar. Às vezes aparenta ser um homem frio, mas é apenas solitário, precisa de carinho e amor, precisa de luz em seu coração escuro. Ele pode ter feito tudo o que fez, mas as pessoas mudam, certo?
Assim como as estações, as pessoas têm a habilidade de mudar. Não acontece com freqüência, mas quando acontece, é sempre para o bem. Algumas vezes leva o quebrado a se tornar inteiro de novo. Às vezes é preciso abrir as portas para novas pessoas e deixá-las entrar. Na maioria das vezes, é preciso apenas uma pessoa que tenha pavor de demonstrar o que sente para conseguir o que jamais achou possível. Klaus pode ter mudado, algo pode ter trazido essa luz que ele tanto precisa. Ele é minha família agora, e sinto que assim como ele precisa de mim, eu também preciso dele. Nunca abandonaria as pessoas que me acolheram em sua casa, depois de descobrir seu passado sombrio.
Eles agora são importantes pra mim, preencheram um lugar em meu coração e eu os amo.
– Você fez muitas coisas erradas Nik, matou inocentes... Não sei se devo confiar em você, mas agora... você é minha família, assim como Rebekah, Kol e Elijah. São tudo o que tenho, estiveram comigo no momento mais difícil da minha vida e só o que posso fazer é agradecer. Eu amo muito vocês! — Falo com os olhos marejados, não quero chorar, mas não posso evitar. Klaus me abraça e retribuo.
– Nós também amamos você, pequena.
Passamos um tempo abraçados, escondi meu rosto na curva de seu pescoço. No momento me esqueci de tudo, de que ele era um híbrido com um passado um tanto sombrio, esqueci de tudo ao meu redor, esqueci como se respira... Poderia ficar ali para sempre. Sentido o prazer dominar meu corpo. Sim, eu sentia prazer em só abraçá-lo. Gostaria de dizer que o amo, que o amo como homem. Mas, tenho medo de ser rejeita, de acabar levando um fora ou algo do tipo.
Resolvo que já era hora de apartar o abraço, o olho nos olhos e sorrimos um para o outro. Até que minha barriga reclama, e agora lembro que estou morrendo de fome.
– Então... Cadê Rebekah e meu prato de comida?! — resmungo fazendo Klaus rir.
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