Bring Me To Life
4 Quem é você, Nina Green?
Notas iniciais
– Droga. — falei em voz baixa quando acordei. Lembrei-me que naquele dia eu tinha que falar com Nina Green. Eu não queria mesmo falar com ninguém, mesmo assim eu prometi.
Me levantei meio The Walking Dead e fui para o banheiro. Entrei na água e enquanto ela escorria pelo o meu rosto eu pensava como iria cumprimentar Nina. "Olá, sou Nico di Angelo. Nina Green, não? Então, ontem á noite seu irmão ameaçou a me assombrar se eu não virasse seu amigo e fizesse você esquecer dele." Não. "Sou Nico. Você Nina." Não, vou parecer o Tarzan. " Oi, meu nome é Nico di Angelo. Vejo que é Potterhead. Seu nome é lindo e sexy, como você." De onde isso veio?! "Quer ir nos fogos de 4 de julho comigo?" Mesmo que estivesse perto e é divertido... Não. Era melhor saber o que saia quando a visse.
***
Parei na frente da porta do chalé de Deméter. Respirei profundamente e bati nela e logo Nina abriu com os olhos fechados protestando:
– Katie, eu já disse que... — Ela abriu os olhos e se calou.
Olhei para ela e falei entre um sorriso amarelo:
– Nina Green.
– Nico di Angelo. — Ela retribuiu o sorriso amarelo e bateu a porta na minha cara.
Revirei os olhos bufando.
– Garota difícil. — sussurrei.
– Sou mesmo! — ouvi ela gritar de volta.
E escuta bem, mas essa eu guardei comigo mesmo.
Bati na porta mais uma vez. Nada. Outra vez. Ela me ignorou novamente. Mais uma vez... Ela abriu impacientemente a porta.
– O que você quer? — ela falou irritada.
– Eu preciso falar com você. — disse eu.
– E eu não preciso falar com você.- retrucou cruzando os braços.
Olhei pra cima.
– Por Zeus, Nina. Eu quero te ajudar!
– Eu não vejo motivo.
– Eu vejo.
Ela me encarou me estudando.
– Qual é o motivo, gênio?
– Mason Green.
No momento que eu disse o nome de seu irmão ela fico imóvel.
– O... O quê... O quê? Como... o conhece? Como você me conhece? — Seus olhos se arregalara.
– Você sabe que sou filho de Hades, não é?
– Sei. Prossiga. — ela disse, ainda olhando em meus olhos.
Olhei para baixo para olhar em seus olhos, enormes azuis, inchados de tanto chorar, arregalados. Eu a contei sobre a visita de Mason. O que eu sabia sobre ela.
– Nico, entendo que queira ajudar. — Ela desviou o olhar. — Mas, estou bem. Sério.
Ela foi fechar a porta, mas, coloquei a mão para impedir Nina.
– Eu sei o que está sentindo, perdi minha irmã mais velha também, eu quero te ajudar.
– Mas você não sabe nada sobre mim. — ela disse, girando o anel, que adivinha? Sim, era da Lufa-Lufa!
– Isso que é ser amigos, saber as coisas de um e do outro. Quem é você, Nina Green?
Ela revirou os olhos.
– Não me refira com a Alasca.
– Você também leu? — perguntei.
– Sim, Gordo.
– Por que Gordo? Não o Takumi ou Coronel?
– É que você é magro e alto como o Miles, dã.
Eu ri.
Ela me convidou para entrar. E o chalé de Deméter é lindo! Tipo, tem vida, comparado com o de Hades. Olhei para a esquerda e vi, presumi que era, a cama de Nina. Havia livros empilhados contra a parede. Organizados por sequência e edição.
– Uh... Você lê Divergente? — É minha série de livros favorita.
– Não... — Ela abaixou a cara. — Era dele.
Eu sabia que ela estava falando de Mason. Tentei mudar de assunto. Passei a mão por Cidades de Papel.
– Você gosta de John Green, não? — Levantei as duas sobrancelhas.
– E você é bem xereta, não? — Percebi que ela abriu um sorriso depressa.
– Ei! Eu nunca disse que eu era perfeito!
A porta se abriu e a irmã de Nina, Katie Gardner, franziu a testa quando me viu.
– É melhor eu ir. — fale e Nina assentiu depressa. — Oi, Katie.
Então saí do chalé 4.
P.O.V. Nina Green.
Ferrou, a primeira coisa que pensei.
– Você e... O quê... O que aconteceu? Exatamente? — Katie perguntou.
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