Bring Me To Life

11 Os Fogos - Parte 1


Notas iniciais
OII, demorei, eu sei. Mas fiz ele grandinho! Espero que gostem! Amei escrever esse!

P.O.V. Nico di Angelo

Quatro de julho, ó lindo quatro de julho! Sim, claro, eu fui sarcástico! Não que eu não goste do quatro de julho no acampamento, eu não amo, eu gosto, mas não amo... espera, já disse isso, ah! Que se dane!

Naquele dia eu fingia que estava dormindo, eu não queria sair do chalé da de cara com Annabeth ou Nina, porque, Annabeth ia me obrigar a ir ao chalé de Nina na hora, e, Nina, eu teria que convidá-la, mas, claro, alguém entrou no meu chalé.

– DI ANGELOOOOO!!!!! — gritou alguém, Leo para ser exato, no meu ouvido. – ACORDAAAAAA!!!!

– O que foi? – resmunguei.

– É QUATRO DE JULHOOOO!!!!

– Eu sei, e daí? – Me sentei na minha cama e Leo no chão.

– E daí... Que é quatro de julho, preciso explicar?

– Na verdade... sim.

Ele revirou os olhos e bufou.

– E daí, que tem os fogos, as pessoas se declarando, eu tenho a Calypso... – Ele ficou com uma cara de sonhador. – Enfim, é simplesmente uma perfeição.

– Pra você.

– Nico.

– Eu.

– Posso te perguntar uma coisa?

– Isso já foi uma pergunta.

Ele me encarou.

– Por que você está assim? – Ele estava sério, eu percebi isso.

– Nada. – menti. Eu fiquei olhando para os lados.

Ele revirou os olhos de novo.

– Tem alguma coisa nesse ‘nada’, Di Angelo, eu sei que tem. Fala, por favor!

Ele ficou me insistindo falando várias vezes ‘ por favor, por favor, por favor!’

– Jura que não conta – falei e ele assentiu como uma criançinha querendo guardar um segredo. – Ontem à noite, Annabeth me insistiu para eu... Para eu...

– Para você...

– Para eu convidar Nina Green.

Ele deu um sorriso malicioso e riu.

– O que foi?!

– Calypso me deve trinta dracmas.

– Você também apostou?

– Pode crer, shippamos vocês. – Ele riu mais ainda. Cara, nada de ir com a mesma camiseta, calça jeans e casaco, vá um gato, entendeu?

– Não.

– Vá com outra roupa, sem ser a de sempre, O.K.?

Eu assenti e fui tomar o meu banho, sério, como todos já sabiam o que eu sentia por Nina? Será que Hazel sabia também? Bom... eu tentei entender isso tudo no banho, mas eu não conseguia de jeito algum.

Eu sai do banheiro já vestido. E Leo estava ainda no meu quarto, no mesmo lugar, com o mesmo sorriso.

– Leo, você ainda está aqui? – perguntei.

– Ahã.

– Sai.

– O.K.

E ele saiu.

A próxima coisa que soube era que outra pessoa entrou no meu chalé, o que esse povo têm na cabeça?

– O que eu faço? O que eu faço? – Era Alasca. – O que eu FAÇO? Roupa legal a sua. O QUE EU FAÇO?!

– Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei. Obrigado. EU NÃO SEI!

– Tipo, é só falar na cara, não é? – ela perguntava, e eu ainda não sabia o que estava acontecendo com Alasca.

– Alasca. – falei suavemente, e, ela parou de correr em círculos e se sentou na minha cama, e eu no chão. – Agora, fale o que está acontecendo, o.k.?

Ela respirou fundo e desabafou:

– Eu gosto do Cornnor. Eu. Quero. Convidar. Ele Pro. Quatro. De. Julho.

Eu estava de queixo caído, eu não sabia mesmo disso, eu acho que eu estava quase mais lerdo do que Percy naquela época.

– O que foi?! Eu desabafei, Nico.

– Então convide ele, Alasca.

– Mas, tipo, como?

– Pergunta para ele, o pior é receber um não, mas ele vai dizer sim, tenho certeza, não se preocupe, ele gosta de você.

– Então convide Nina. – Ela cruzou os braços e fez um biquinho.

– Por Hades! Todos falam isso! E eu vou!

– Cara, obrigada.

Ela se levantou, me deu um beijo na bochecha e saiu correndo.

– Onde você vai?! – gritei.

– Para o chalé de Hermes! – ela gritou de volta se virando, mas continuava correndo.

P.O.V. Jane Mercerde

Eu corri até o chalé de Hermes, estava sem fôlego, bati umas três vezes na porta e Travis atendeu ela.

– O. Connor. Está? – eu falava com as mãos nos joelhos.

– Connor! – Travis virou e gritou. Nenhuma resposta. – Ele deve está na praia.

– Obrigada. – falei voltando a correr, eu não parava de sorrir, e pela primeira vez continuava feliz, sem mudanças de humor.

Cheguei na praia gritando o nome de Connor, então eu tropecei no pé de alguém e cai em seus braços. Pela a minha sorte era Connor.

– Puta que pariu, Alasca. – ele falou.

– Connor! Que bom que eu tropecei em você!

– O que foi? Por que está sorrindo?

– Nada. Quer ir –

– Sim.

– Mas você não sabe o que eu vou falar.

– Sei sim. E a resposta é sim.

– Só... Como amigos, então...

– Pode ser. – Tenho certeza que ele daria de ombros naquela hora.

Eu não consegui conter, eu o abracei, mas não era porque ele disse sim, era porque, eu sabia, que finalmente eu tinha alguém que me conhecia.

– Obrigada.

– Por o quê? Eu devia te agradecer, por você existir.

Uma lágrima escorreu de meu rosto, ela era de felicidade.

Sai do abraço e comecei a correr, oras, onde eu iria? Acertou, eu iria para o chalé de Afrodite.

P.O.V. Lacey

O.k., meninas! – eu anunciei , vendo que mais uma campista entrou no chalé10 . – Esse na será diferente dos outros, esse não tivemos nenhuma guerra! O que significa? Significa, que esse ano será o mais festivo, entenderam? – Todas deram um gritinho, e eu sorri. – Vamos impressiona, até vocês filhas de Hefesto, podem se sentir ofendidas. Piper, tome conta dos cabelos, Drew tome conta das roupas, principalmente das de Hefesto, e, eu tomo conta da maquiagem. Vai! Vai! Vai! Não temos o dia todo!

Maquiagem, sapatos, sutiãs, tudo voava pelo o chalé, era uma de cada vez, mas éramos boas e ágeis com as coisas, quando acabamos de fazer as campistas TODAS, nos arrumamos em dez minutos, e estávamos impecáveis, até as filhas de Hefesto, ta bom, parei.

P.O.V. Narradora

Todos estavam impecáveis naquele dia, estava tudo perfeito, Connor estava sentado esperando os amigos, quando apareceu primeiro Nico. O filho de Hades estava com uma camiseta... da Soserina? Uma calça jeans larga, e seus cabelos estavam como sempre bagunçados.

– Soserina? – Connor segurava a risada.

– Eu também sou Potterhead, o.k?

Connor começou a rir.

– O.k.

O acampamento todo estava lindo, as mesas estavam decoradas com bandeirinhas da America e do Acampamento Meio-Sangue e do Acampamento Júpiter, que iria para o acampamento grego para comemorar junto, isso era uma coisa boa.

A segunda a chegar foi Alasca, ela devia ter passado no chalé de Afrodite, porque seus cabelos estavam azuis, ou ela fez alguma magia... Mas ela estava linda, e, juro, Connor estava de queixo caído.

– Alasca? — perguntou o imbecil.

A menina assentiu, naquela hora os romanos já tinham chegado e os filhos de Apolo/Febos estavam tocando "I Write Sins Not Tragedies" do Panic! At The Disco.

Ela sentou perto dos meninos, eles conversavam sobre a decoração, sobre os romanos, falavam com alguns romanos, falaram com um chamado Dakota, ele era legal.

– Cadê a Nina? — perguntou Nico.

– Convidou ela? — perguntou Alasca. — Eu vi ela pela última vez no chalé 10, depois não vi mais... Ela disse que ia pra um lugar depois voltava...

– Eu não convidei ela, vou agora. — falou Nico s levantando e começou a correr.

– Você sabe onde ela tá?! — gritou Connor.

– Bem... Estou procurando Nina Green!

E o filho de Hades desapareceu na multidão.

Notas finais
Espero que tenham gostado :D