Bring Me To Life
25 Life
Notas iniciais
O.V. Narradora
Nina tentou responder Nico, o que foi difícil, os dois já estavam sentados constrangidos de um e o outro, até podia ter dado uma vontade de rir e dizer que de onde Nico tirou a ideia maluca que ama ela... Era meio esquisito. Ou não era? Sim, é um sentimento normal, muito normal. Todo mundo tem. Bem, ela amava o pai dela antes dele se matar, mas, isso era completamente diferente, certo?
Ela abria e fechava a boca, parecendo muda, o que ela não era e nunca foi. Ela sempre soube o que falar, obviamente nem sempre na hora certa. Talvez seja por que não falava tanto... Falava apenas com Katie, Nico e Jane... Nem tanto com Jane.
– É... – ela começou. – é... eu...
O que ela tinha que falar “eu te amo” de volta? Sim, sim, claro que ela o amava, só que as palavras as palavras estavam na ponta da língua. Apenas precisava falar na cara, certo? Tipo... “idem”?
Ela que começou, falando do beijo, era exatamente isso que ela queria ouvir dele, certo? Bem, ela que o beijou, não o contrário, tem que ter um motivo para uma pessoa beijar o outro.
O que ela quis ter falado.
– Eu te amo. – De um jeito rápido e único, como a K-19 de O Teorema Kathreine, só que o seu nome nem era Kathreine, e aquilo não seria nem um pouco original, até podia ser considerado plágio, e todos nós sabemos que plágio é crime. Nina não era nenhuma criminosa.
Mas ela acabou falando de um jeito rápido, ele poderia não ter entendido nada o que ela tinha falado, mas Nico entendeu tudo o que ela falou.
E isso que Nina Green falou em sua resposta:
– é... eu realmente não sei o que falar, eu não sei mesmo. Sim, eu te amo. Eu te amo, euteamo, eu devo está parecendo uma lunática, eu sei que eu estou parecendo que sai de um hospício, mas eu não sei o que falar.
Nico, olhou para ela de um jeito meio que assustado, seus olhos estavam arregalados, as sobrancelhas inexpressíveis.
Mas desta vez, foi ele que a beijou.
Era de um jeito desesperado, como se ele estivesse com um desejo, como se soubesse que isso ia acontecer, e como isso fosse programado.
Só parecia está certo. Muito certo. E estava muito certo. Era tudo muito certo. Pena que nem tudo dura para sempre.
– “So kiss me, like you wanna be loved, you wanna be loved”. — Então a voz que cantava a música simplesmente parou e começou a rir.
Todos sabiam de quem era risada, a que nenhum, ninguém esqueceria, de um jeito era uma voz embriagada, como se tivesse bebido a noite inteira, e ainda estivesse bêbado?
.. algo diferente em seus pensamentos, de todos eles, aquilo fez os dois pararem de fazer o que estavam fazendo, Nina se contorceu no chão.
Ela estava tampando os ouvidos, lágrimas escorriam de seus olhos, lentamente. Algo falava em sua mente. E aquilo parecia uma faca atravessando o seu crânio. Uma flecha de cada vez.
As mão da garota foi para a cabeça que latejava, por apenas a voz.
Suas mãos foram devagar até ela enxergar com os olhos, ela estava sangrando.
Ela ia gritar, mas ela não conseguia, com tanta dor que nem tinha força para gritar, como quando se quebra um braço, você não consegue gritar só chorar.
Aquilo era pior que um braço quebrado.
*
***
– Isaac? – Era Autumn.
Era sábado, e então quis ir para a colina, apenas para encontrar alguém para conversar, seria legal, as pessoas do chalé de Autumn não eram muito legais, eram coloridas demais. Muito cheias de vida demais.
– O que você quer, Autumn? – questionou Isaac, com rispidez em sua voz, ela nunca ouviu Isaac falando assim.
– O que aconteceu, Isaac? Parece bravo. – Ela imitou a voz dele, de um jeito para irritá-lo.
Ela deitou do seu lado, olhando para as nuvens, como ele.
– Não é da sua conta. – ele fez uma longa pausa. – Você não entenderia.
Ela riu.
– Desculpa, eu não sabia que você estava no seu TPM.... Você é muito hilário.
Ele exclamou de frustação da garota.
– Meus deuses, Autumn, você é realmente burra.
Ela não se ofendeu.
– Não sou filha de Atena. Você também não é tão esperto assim, sabia disso, não é?... Exibido. Mas é meio que verdade, eu meio que sei fatos esquisitos com, existi mais galinhas no mundo do que humanos. – E ela continuou rindo de si mesma, parecia que aquilo era o seu passa tempo predileto, rir.
Isaac se levantou frustrado com a garota, e começou a correr para fora da colina.
– O que eu não entenderia?! – exclamou a mesma, correndo atrás dele.
Pela primeira vez em muito tempo, Autumn parecia preocupada com alguma coisa, e ela iria atrás de Isaac como se não tivesse um amanhã, o que era bem provável não ter.
Ela o alcançou e agarrou o seu braço.
– Você vai simplesmente fugir? Se é isso, por quê? Também demorei muito tempo para saber que Ísis é a minha mãe. Muito tempo sem ter um amigo ou alguém para conversar. Já pensei em fugir? É óbvio que sim! Quem não? Nico já fugiu quando Bianca morreu! Jane fugiu no segundo dia dela aqui!
Ele se encurvou para ficar na altura de Autumn e disse:
– Você só quer alguém com quem você possa passar o seu tempo. Você é uma lunática, vá achar outros lunáticos em outo lugar. Porque eu nunca vou ser igual a você. Agora posso ir?
Ela assentiu lentamente. Ele nunca chamara Autumn de lunática, o que ele tinha na cabeça? Era algo de errado, isso Autumn sabia disso. Isaac não era nada a mais de uma pessoa legal de ser conversar e de ficar olhando para o céu todos os sábados na colina. Ele era uma pessoa boa. Ninguém podia mudar o Isaac que ela sempre teria na mente.
O que ela sempre terá em sua mente.
E ele apenas olhou para ela enquanto atravessava a barreira. E ela apenas ficava olhando enquanto o seu melhor amigo desaparecia para sempre.
*
***
Jane corria como louca procurando Nina e Nico ou qualquer um que quisesse a escutar.
Ela também ouvira a voz. Mas o que ela precisa contar era muito maior do que qualquer voz besta. Ela sabia que aquela voz não era real, podia ter sido uma brincadeira de mau gosto. Ao mesmo tempo Jane estava certa e errada.
Finalmente encontrou Nico e Nina na praia, Nina estava tremendo e os dois estavam tremendos, como se tivessem entrado na água fria mesmo, o que eles nunca fariam, porque a água estava congelando.
– Nina! Nico! – ela corria para a direção dos dois e acabou caindo do lado deles.
Nina parecia mais assustada ao ver a amiga do que antes, ao ouvir a voz, ela parecia ter visto um fantasma.
– O que aconteceu, Alasca? – questionou a amiga, ela usara o apelido que ela nunca mais ouvira em muito tempo, desde que Connor faleceu.
Jane parecia ter perdido o ar, ela começou a respirar profundamente.
– Jane. – Nico falou, abraçando a amiga.
– É ele.
Ela respirou mais fundo.
– É Isaac.
(LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR!!!)
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