Bring Me To Life
5 A Gente Têm que Seriamente Parar de Trombar num e no Outro.
Notas iniciais
P.O.V. Nina Green
– Hein? O que ele queria? — Katie repetiu a pergunta já impaciente.
Eu me sentei na minha cama. E abaixei a cabeça.
– Ma... Ma... — eu gaguejei. — Ma...
Katie pegou uma muda de roupa.
– Quer saber? Eu não quero saber.
Quando foi entrar no banheiro simplesmente se virou para mim e disse:
– Nina, — falou suavemente — não confie nele, não quero ver nenhum coração partido. — E entrou no banheiro.
Eu fiquei bem confusa, obviamente Katie achou que eu estava saindo com Nico di Angelo. O que não era verdade. E se era para o meu coração ser partido, eu já teria sofrido coisa pior... E, por favor, já estava num triângulo amoroso; eu, o luto e os livros.
Pensei em pegar pra ler A CULPA É DAS ESTRELAS, mas não, eu queria mesmo era fazer meu esporte favorito... dormi.
Fiz o que sempre fazia, peguei Divergente, abracei e cai no sono.
Meu pesadelo começou assim; eu estava sentada nos campos de morangos, mas não era como eu me lembrava, os morangos estavam escurecendo, ficando podres e as raízes dele me prendiam no chão. Eu gritava alto, mas ninguém me ouvia. A voz de Gaia voltou para minha cabeça me fazendo sofrer, lentamente o meu grito não era mais nada, era a voz de Gaia.
Então a cena mudou, eu estava novamente lutando contra o exército de Gaia... Reconheci aquela cena foi quando ele morreu.
– Mason! Mason! — gritei me virando, então um corpo caiu nos meus pés.
– Nina! — Connor Stoll gritou. — Fique calma.
Abaixei a cabeça lentamente para ver quem era.
– Mason? — disse eu entre lágrimas.
Me abaixei para verificar o rosto, mesmo sabendo que não poderia o salvar.
– Mason!- exclamei já sabendo que era ele.
Acordei com uma mão no meu ombro e eu gritei.
– Nina. — Era Katie. — Calma, só foi um sonho.
Eu a abracei.
– Só foi um sonho. — repetiu me abraçando.
Saí do abraço tremendo, mesmo tendo esse toda vez, ainda me dava calafrios.
Ela sorriu e disse:
– Hoje tem captura a bandeira noturno, Quíron disse que esse é obrigatório.
Assenti, eu precisava fazer alguma coisa fora do chalé, mesmo sendo captura a bandeira.
Tomei um banho e coloquei uma camiseta do acampamento e uma calça jeans amarrotada.
Saí sozinha do chalé, vi alguns campistas saindo dos chalés, poucos.
Olhei pro lado e vi Nico que olhou para mim com um sorriso meio forçado mas desviei o olhar rápido.
***
– O.K. — Connor falou. — Time vermelho, esse é o plano, chalé de Apolo, Afrodite, Deméter e de Hermes ficam na defesa e o resto ataca, O.K.?
Ele continuou falando mas eu já sabia o que eu ia fazer. Defesa, nada.
O jogo começou e eu só ouvia gritos, que me faziam acordar, por eu ainda estar sonolenta demais. Comecei a ouvir passos de alguém se aproximando.
Fiquei extremamente acordada. Então uma névoa negra caiu em cima de mim.
Com a as a luz pouca que tinha dos chalés que deixaram a luz ligada eu identifiquei o rosto. Era Nico.
Ele riu e disse:
– A gente têm que seriamente parar de trombar num e no outro.
Seu rosto estava centímetros do meu. Eu fiquei olhando os olhos de Nico meio assustada mas ri.
Ele se levantou e ofereceu a mão, aceitei.
– Eu devia lutar contra você? — perguntei.
– É assim que funciona. — Deu de ombros. — Mas acho que eu ganho.
– Vamos vê essa, di Angelo.
– É uma aposta, Green?
– Pode apostar que é!
Ele saiu correndo e eu atrás dele. Não contia, eu comecei a rir e ele também.
Cheguei lá e ele estava com a bandeira na mão.
– Quem ganhou a aposta? — perguntou.
– Não é justo. — murmurei.
– A vida não é justa. — Sorriu.
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