Notas iniciais
Primeira história.........:)
Espero que gostem e comentem capítulos postados assim que eu receber com a minha editora, beijos!

2009, Nova York, Manhattan.


Enquanto se aproximava da casa onde ela vivia com seu marido, Isabella sentia a sensação de que algo estava para acontecer, não se sentia assim desde que sua mãe tinha adoecido.


Sentada no banco traseiro do carro, ela colocou a mão na cabeça mexendo nos cabelos compridos cor de mogno e deu um longo suspiro, enquanto seu motorista a encaminhava com segurança para casa.

O ciúme e o jeito super protetor que Edward tem com ela a incomoda, mas o que ela chama de “exagero” é apenas cuidado e “amor”.

Assim que o carro parou na frente da casa branca estilo vitoriano, o motorista abriu a porta do passageiro para que ela pudesse sair. Suspirou ao olhar para a casa com portas de madeira rústica e algumas partes de vidro que deixavam a casa com ar sofisticado e moderno.

Ela deu um longo suspiro olhando para o jardim da mansão. Era lindo, grama bem aparada, com muitas flores, protegida por um imenso portão de metal preto com detalhes dourados. Parecia uma casa que acabara de ser feita por um desenhista da Walt Disney.

Era desnecessária uma casa daquele tamanho para apenas duas pessoas que mal ficam em casa. Ela tentou convencer Edward a morar em um bom apartamento em Manhattan, mas foi inútil, ele simplesmente não aceitou nenhuma de suas sugestões. “Quero espaço, para podermos ter muitos filhos e eles terem onde brincar e correr, não quero que eles vivam em um apartamento próximo ao Central Park onde tem tanta gente perigosa”, dizia ele. Ela tentou relutar, mas como de costume Edward sempre conseguia o que queria, até mesmo quando ela estava furiosa com ele.
— Sra. Cullen vai precisar do carro mais tarde? — perguntou o motorista a fazendo voltar para a realidade. Ela deu um suspiro voltando os olhos para ele.
— Não será necessário — resmungou. — Pode guarda-lo. Eu tenho algumas coisas para serem feitas da faculdade — comentou dando de ombros.
— Oh, tudo bem então — disse ele. Ela deu um meio sorriso.
— Tenha um bom dia Billy — falou ela de forma educada, subindo as escadas e entrando na casa.

Era como entrar em uma revista de moda. Era impressionante o requinte que tinha aquele local, móveis de madeira rústica em tom tabaco, que contrastavam com o piso de granito, na parte superior um imenso lustre de cristal que devia valer muito mais do que a própria casa, apenas pelo tamanho.

Ela começou a andar, os saltos fazendo barulho a cada passo.

Adentrou a sala de estar que possuía sofás azul petróleo, uma parede vermelha, com uma televisão de plasma e uma imensa estante de CDS, abaixo da TV havia um DVD e um Home Teather. Um tapete grande e felpudo cobria o chão e uma imensa lareira com detalhes em granito estava acesa. Mesinhas atrás do sofá eram encimadas com abajures e porta retratos com fotos do casamento de ambos. A cortina branca que ia até o chão cobria a janela imensa que dava para a parte de trás da casa.

Ela caminhou até o imenso piano de cauda preto e passou os dedos por cima das teclas, criando uma melodia desafinada.
—Sra. Cullen precisa de algo? — perguntou a voz doce e amorosa da empregada.

Ela se virou para encarar a empregada loira com cabelos presos em um rabo de cavalo. Ela usava uma roupa rosa clara, tênis all star e maquiagem leve.
— Meu marido foi para o escritório? — perguntou ela.
— Não, ele está no escritório daqui mesmo. Disse que não ia trabalhar. — informou a empregada.
— Ele não foi trabalhar na empresa? — perguntou ela querendo se certificar.
— Não, falou que não estava disposto para trabalhar lá hoje e optou por ficar por aqui — falou novamente sendo mais especifica.
— Oh, tudo bem eu vou ver ele.
— Sra. Cullen? — falou enquanto Isabella se dirigia ao escritório do marido. Ela parou e se virou para ela.
— O que? — perguntou ela encarando a empregada.
— Ele falou que não queria ser interrompido. — informou ela.
— Por vocês serviçais, eu sou a esposa dele — falou de forma ríspida.

Foi para o escritório e bateu na porta. Ninguém respondeu, portanto tomou a liberdade de abrir a porta ela mesma. Avistou-o sentado na cadeira de couro atrás da mesa de madeira sofisticada, com a mão na cabeça. Parecia concentrado. Ela fechou a porta e se aproximou da mesa.
— Eu disse que não queria ser interrompido — falou ele, nem se dando ao trabalho de olhar para a esposa.
— Mas eu acho que por mim você gosta — disse ela.

Ele tirou os olhos dos papéis a sua frente e olhou para ela dos pés a cabeça e então deu um sorriso.

Os olhos azuis penetrantes de Edward a fitaram e seu coração começou a acelerar. Ela ficou olhando para ele com a mão na cintura.
— Oh, eu pensei que fosse uma das empregadas — resmungou ele. Ela deu um meio sorriso — Vem aqui, princesa.

Ela caminhou até ele e se sentou no seu colo. Segurou seu rosto com a mão e deu um beijo sutil nos lábios enquanto ele a envolvia nos braços, inalando seu perfume. “Morangos” pensou ele. Ela se aconchegou nos braços dele.
— Não foi pra empresa por quê? — questionou ela.
— Eu estava meio indisposto e optei por ficar por aqui — falou ele acariciando as costas dela.
— Hm, isso é bom — comentou ela.
— Ah, é? — perguntou.
— Sim — respondeu.
— Posso saber por quê? — perguntou ele.
— Bem, já que você ficou em casa, nós poderíamos ir para cama. — sugeriu ela. Ele resmungou e ela deu um sorriso.
— Eu estou trabalhando, Bella — falou ele.

Ela deu um sorriso malicioso e provocante, um sorriso perigoso que ela costuma dar quando quer algo.
— Você não foi para empresa, só considero seu horário de trabalho quando você está na empresa, portanto, você é só meu no momento. — comentou ela.

Ele segurou seu rosto e beijou seus lábios. Sua língua encostou-se à dele, deixando o beijo mais intenso. Ela segurou seus cabelos e ele a puxou mais forte para o colo dele deixando ela rente ao seu corpo, suas mãos desceram da nuca e foram para as pernas dela e a apertaram. Ela grunhiu baixinho, ele pareceu gostar, ela mordiscou a boca dele e parou o beijo o olhando.
— Isso parece tentador, minha princesa, mas eu realmente preciso trabalhar. — disse ele.
— Você não está bem — falou ela o fitando. — Recusar sexo, para você é novidade.

Ele encostou novamente seus lábios nos dela, dando-lhe um beijo.
— Para de ser mimada — falou ele encarando os olhos verdes cristalinos dela.
— Eu odeio quando você fala que eu sou mimada! — resmungou ela irritada.
— Então para de agir como se fosse. Eu tenho que trabalhar, quando eu terminar eu vou para o quarto com você. Agora eu tenho realmente que trabalhar — falou ele de forma severa. Ela o encarou.
— Ah, mas que droga Edward nós dois precisamos transar! — protestou ela. Ele sorriu.
— Nós transamos o tempo inteiro quando estamos juntos — falou ele acariciando seu rosto.
— Por isso mesmo, você está nesse escritório e eu vou estar no quarto de lingerie. Você que sabe. O que você prefere? — disse dando um beijo nos lábios dele e se levantando.
— Isso vai ter volta! — ameaçou ele, enquanto ela andava para fora do escritório.

Ela subiu as escadas e se encaminhou para o quarto, abriu a porta e entrou. Tirou os sapatos de salto e colocou-os próximo a cama, em cima de uma espécie de baú.

Suspirou indo para o banheiro onde tirou a camisa social de botões e a saia que usava.

Entrou no chuveiro e tomou um banho refrescante. Saiu enrolada na toalha e foi até o closet imenso, maior do que uma loja de departamento. Ela pegou uma lingerie: um sutiã de bojo azul marinho e uma calcinha fio dental. Vestiu as peças e colocou um hobby azul escuro por cima.

Deitou-se na cama com roupas de cama branca e almofadas grandes. Ficou ali esperando Edward aparecer.

Logo ele apareceu na porta e encostou a cabeça no batente, olhando para ela.
— Sabia que você é o demônio? — perguntou ele, ela deu um sorriso.
— Ah, você costuma me chamar de anjo, agora eu sou demônio? — perguntou ela fazendo biquinho.

Ele fechou a porta do quarto, trancando-a.
— É que você é tão meiga e amorosa e de repente se mostra o demônio quando o assunto é sexo! — falou ele tirando a camisa.
— Vem aqui — falou ela chamando-o com o dedo indicador. Ele caminhou até a cama e se deitou sobre ela.
— Precisava usar azul? — perguntou ele na orelha dela.
— Você ainda não viu o que eu tenho de baixo do hobby — comentou ela dando de ombros.

Ele se deitou sobre ela que enroscou suas pernas no quadril dele e o encarou.
— Eu posso apostar que está usando algum conjunto de suborno — falou ele. Ela deu risada e o empurrou, ficando por cima dele e desamarrou o hobby.
— Hey, pode ficando deitado — falou ela quando ele tentou mudar suas posições.

Ela desamarrou o hobby e o tirou deixando a mostra o que usava por baixo. Ele colocou a mão na cintura dela.
— Você é o demônio! — falou ele novamente. Ela deu um sorriso.
— Eu tenho que estar sempre gostosa, cheirosa, e com muito fogo para poder te satisfazer Edward — resmungou ela.

Ele deu um sorriso malicioso se sentando na cama. Ele a beijou na boca, sua língua imediatamente aceitou um contato mais próximo, suas mãos exploraram sua nuca descendo até as costas dela. Parou de beijar sua boca e desceu os lábios para o pescoço.
— Tem que estar deliciosa o tempo inteiro e pronta só para mim! — disse ele segurando seu cabelo fortemente. Ela gemeu baixo.



[...]

— Não tem como conseguir a anulação disso? — perguntou Edward a James Pilott, o advogado que cuidou de tudo antes do casamento.
— Edward, você sabe que se Bella desconfiar disso ela não vai pensar duas vezes em acabar com a sua vida profissional, não sabe? — perguntou James.
— James, tem que ter alguma brecha, ela nunca vai saber disso, nunca!
— Meu caro, antes de se casar com separação de bens você deveria ter pensado nisso — falou ele encarando Edward — Você também deveria ter pensado muitas vezes antes de se envolver com alguém como Bella. O pai dela vai acabar com você se desconfiar que se casou com ela por conta de um contrato estupido que seu pai fez você assinar — falou ele sendo sincero.
— Eu amo a Bella. Eu a amo, sei que antes eu não a amava, eu não sentia nada por ela. Achava ela mimada e estupida, mas depois que eu conheci ela, eu realmente vi que eu era apaixonado por ela. E quando nós dois brigávamos eu me sentia mal por fazer ela infeliz. Agora eu me arrependo muito de ter aceitado a droga da aposta, eu me arrependo porque eu sei que a Bella nunca vai me perdoar se descobrir — disse Edward passando as mãos nos cabelos.
— Edward, porque depois que vocês dois se acertaram você não contou a verdade para ela? - perguntou James.



— Não podia. Ela tinha me perdoado, eu não podia pedir mais nada para ela, eu não tinha esse direito — alegou ele. — Agora tudo que eu mais quero é cancelar esse acordo. Eu quero viver com a minha mulher sem ter problemas, sem ter medo de meu pai abrir a boca ou meus parentes —falou ele encarando James.
— Edward eu não vou conseguir encontrar uma deixa. Diga a verdade para Bella. É o único jeito do seu casamento não acabar por conta de uma mentira.

Edward respirou fundo. Alice já havia dito isso tantas vezes que ele quase enlouqueceu.

Isabella acordou no seu quarto e resmungou se remexendo e tateando a cama procurando por Edward, mas encontrou apenas um bilhete sobre o travesseiro dele. Ela o pegou e suspirou.


“Estou no escritório com James você dormiu depois do clímax e eu tinha que trabalhar. Estou com ele no escritório se quiser ir lá pode ir, mas, por favor, vá vestida e nada de roupas curtas e nem com a minha camisa e de calcinha... Edward “

— Ah que ótimo! — comentou ela irritada.


Saiu da cama e foi para o banheiro, tomou um banho quente e rápido e nem se deu ao trabalho de se maquiar. Colocou um shorts jeans e uma camisa branca regata e desceu as escadas.
— Sra. Cullen precisa de algo? — perguntou uma das empregadas.
— Só que arrumem meu quarto — falou ela.

Caminhou até o escritório e bateu na porta.
— Entra! — falou Edward.
Ela abriu a porta e Edward deu um sorriso.

— Oh, oi James! — falou Bella animada.
— Oi Bella — cumprimentou sorrindo.
— E Victória? —perguntou ela.
— Ela está no escritório — respondeu — Ela tem dito para marcarmos uma viajem todos juntos, até comentei com Edward.
— Oh, sim seria muito legal — comentou ela indo em direção a Edward.
— Precisamos só de uma data. — disse James.
— Sim, temos que combinar uma data — comentou Edward.

Bella o abraçou pela cintura e ele enlaçou seus braços ao redor da cintura dela, que deu um beijo nele.
— Está linda — sussurrou ele.
— Obrigada — agradeceu ela.