Notas iniciais
Oi oi gente...
cinco comentários apenas #mimi estou chateada esperava por mais, mas tudo bem comente, critique desde que seja com respeito.... espero receber mais comentários, os poucos que recebi eu pude responder espero que chegue mais e mais...
Beijoos e Boa Leitura.

Capitulo Um.

“Hoje você vai entrar naquela empresa, vai conseguir aquele emprego e você vai se dar bem!” eu pensava inúmeras vezes enquanto eu terminava de pentear meus cabelos rebeldes e teimosos. “Nunca mais dormir de cabelos molhados”, resmunguei comigo mesma.



Terminei de pentear meus cabelos e olhei para a minha imagem refletida no espelho. Eu vestia uma saia justa preta que ia até a altura da minha cintura, uma blusa branca de alças finas e na saia um pequeno cinto com detalhe prata.



Peguei um lápis de olho e passei-o na parte inferior dos meus olhos, passei uma mascara para cílios preta à prova da água e um pouco de pó no rosto, apenas para encobrir minhas olheiras. Suspirei. “Espero que seja o suficiente para conseguir esse emprego”, pensei.



Peguei meu perfume costumeiro — 212 sexy Carolina Herrera — e passei atrás da orelha e nos pulsos, encarei novamente meu reflexo no espelho.



Sai do banheiro e fui até meu quarto parando em frente à cama, e olhei os sapatos de salto imenso que estavam em cima do baú. Era um Scarpin preto envernizado com um salto de no mínimo 15 centímetros. Ao olhar aqueles sapatos tremi. “Ah, meu Deus, que eu não caia com isso na frente do meu futuro chefe, por favor,”, supliquei calçando os sapatos.



Peguei meu sobretudo creme com grandes botões pretos e o vesti, o amarrando na cintura, formando um laço. Não estava frio, mas também não estava calor; era um típico dia de outono em Nova York. Nada que um bom casaco para nos fazer se sentir confortável e apresentável. Peguei minha bolsa e respirei fundo, indo para a sala de estar onde encontrei Rosalie sentada no balcão da cozinha com um pote de yogurt em mãos assistindo a algum programa na mini televisão que ficava em cima da bancada.
— Bom dia Rose — cumprimentei. Ela apenas me encarou e suspirou.
— Como consegue estar tão animada em uma segunda feira? — resmungou olhando nos meus olhos.
— Bem, eu tenho uma entrevista de emprego hoje e provavelmente eu consiga um bom emprego — falei animada.
— Por isso mesmo, porque está tão animada? — repetiu. — Trabalhar em Nova York é um stress — reclamou ela.
— Ninguém mandou se mudar para a cidade-centro do mundo — disse indo até a geladeira, abri a porta e peguei um pouco de suco e ovos e os coloquei no balcão.
— Ah, mais eu não fui a única a adorar Nova York nas primeiras semanas — comentou ela encarando-me.
— Bem, eu gosto de Nova York. Nasci aqui, sou geneticamente programada a não gostar de nenhum lugar do mundo que não seja Manhattan, portanto sinto muito — disse dando de ombros.



Peguei uma pequena frigideira, coloquei um pouco de aceite e levei ao fogão para esquentar. Abri novamente a geladeira e peguei um pedaço gordo de bacon e o cortei.
— Tem razão — comentou ela me olhando, seus olhos azuis brilhavam.
— Eu já disse pra você, que se eu fosse você eu só andaria nua não trabalharia, não comeria, não faria nada, só andaria nua — falei. Ela deu risada negando.



Rosalie é uma daquelas mulheres que chamam a atenção de qualquer homem e mulher do mundo. Cabelos loiros e compridos até o final das costas, lisos e perfeitos, pele pálida, vestia uma jaqueta e uma calça social preta com sapatos de salto, assim como os meus, rosto arredondado, sobrancelhas perfeitamente desenhadas, olhos pequenos em um tom de azul, lábios avermelhados e nariz pequeno.
– Ah, por favor, Bella — ela negou sem graça levando a colher a boca.



Cortei o bacon em tiras e coloquei no azeite deixando-o fritar.
— Falo sério, se eu tivesse esse corpo que você tem não fritaria tanto meu cérebro como fritei na Yale — disse. Ela negou novamente voltando a comer um pouco mais do yourgut.
— Para vai, não é para tanto — falou ela encarando-me. Dei um meio sorriso.
— Se diz — resmunguei dando de ombros.
— Então é hoje a tal entrevista com o Cullen, não é? — perguntou ela, me olhando curiosa.
— Sim — respondi comendo meu café da manhã.
— Ansiosa? — perguntou.
— Bastante — mexi nos cabelos em sinal de nervosismo.
— Você vai se dar bem, não conheço ninguém com a inteligência que você possui. — comentou ela.
— Espero que isso seja o suficiente — disse. Ela deu um meio sorriso.
— Acredite vai ser. — comentou. Ela se levantou e lavou os talheres que usou. — Use o meu carro, eu vou com o seu para o trabalho, você precisa chegar nessa empresa dirigindo um bom carro. — comentou ela. Dei um meio sorriso.
— Ok — disse.



Ela foi para o quarto e eu terminei meu café da manhã sozinha. Depois fui para o meu quarto também, escovei os dentes e me olhei uma ultima vez no espelho, checando novamente meu visual e então nós duas descemos juntas.
— Te vejo a noite, gata — falou em um tom zombeteiro.
— Acho uma ótima ideia — comentei. Ela deu um sorriso.
— E mais uma coisa, Bella — falou ela enquanto eu entrava no carro.
— O quê?
— Boa sorte. — desejou.
— Obrigada — disse dando um sorriso.



Dei a partida no Mercedes Benz de Rosalie e fui em direção ao centro, mais precisamente para a Time Square. Enquanto dirigia olhei ao redor para turistas que caminhavam calmamente pelas calçadas e para os apáticos nova-iorquinos que não se importavam com o fluxo de carro e muito menos com o trânsito insuportável.



Taxis. Buzinas. Correria. Nova York parece nunca descansar, é o tempo inteiro assim. Enquanto esperava que o sinal abrisse, fiquei ali alienada.“Qual é vamos, eu não tenho o dia inteiro!” Pensei comigo mesma.



Era confortável usar o carro de Rosalie, o banco era macio e o cheiro do couro era excitante e um tanto quanto sensual.



Quando parei na frente do prédio fiquei alguns segundos apenas olhando aquele local, era lindo, tinha enormes janelas de vidro com detalhes dourados. Respirei fundo e abri com cuidado a porta do carro. Desci, ativei o alarme do carro e entrei no prédio. Por dentro o lugar era grande e amplo, tinha uma vista ótima das janelas para a cidade. O piso era de um granito refinado, lustres luxuosos e sofisticados decoravam o teto do ambiente.



Olhei para cima e suspirei. É realmente eu tinha encontrado um “bom lugar” para começar minha vida profissional. Andei até o balcão da recepção, onde se encontravam duas mulheres, uma ruiva e outra morena de olhos castanhos escuros, ambas donas de belezas diferentes porém distintas.
— No que posso ajuda-la? — perguntou a morena de cabelos compridos e pele levemente bronzeada usando um terninho cinza.
— Eu vim para uma entrevista na Cullen Costrutora — falei. Ela me olhou atentamente, parecia me analisar, ver se eu tinha alguma espécie de pavor interior algo do gênero.
— Seu nome, por favor? — perguntou ela.
— Isabella Swan — respondi.
— Espere só um minuto — disse ela pegando o telefone. Olhou-me novamente e falou com alguém no telefone. Eu esperava impaciente. — Pode subir Srta. Swan — falou ela. Eu dei um meio sorriso e ela me entregou um cartão para que eu passasse pela catraca. Enquanto me dirigia até lá uma mulher derrubou algumas moedas no chão e eu me abaixei para ajudar à pega-las.
— Oh, obrigada eu sou muito desastrada. — agradeceu ela me olhando com um sorriso simpático.
— Não tem de que, acontece. — falei. Ela deu um meio sorriso. Virei o rosto e dei de cara com um par de sapatos masculinos à minha frente. Levantei os olhos e avistei um terno preto bem passado. Olhei para o dono, cabelos cobres, olhos azuis profundos, nariz pontiagudo, pele pálida, lábios avermelhados, usava gravata preta e uma blusa branca que caiam harmonicamente no corpo dele. Fiquei encarando-o por algum tempo e nesse momento eu sentia minha garganta secar, tremi. “Meu Deus quem será esse homem?”
— Quer uma ajuda? — perguntou ele me olhando. Eu pisquei algumas vezes tentando compreender se ele falava comigo ou se ele falava com a outra garota.
— Seria bom— falei. Ele me estendeu a mão e eu a peguei. Quando nossa pele entrou em contato, uma estranha energia passou pelo meu corpo e eu tremi olhando para ele, ele me ajudou a levantar e nós dois ficamos nos encarando — Obrigada — sussurrei.
— Não tem de que — falou ele dando um sorriso que mostrava todos os seus dentes brancos e perfeitamente alinhados. Mordi o lábio inferior —Tenha um bom dia — desejou ele com um sorriso e passou pela catraca. Pisquei algumas vezes e passei o meu cartão na catraca e apertei o botão. Notei que ele estava com a mão no bolso.
— Trabalha aqui? — perguntou ele. Voltei meus olhos para ele e dei um meio sorriso.
— Talvez, em breve eu começarei a trabalhar— respondi no mesmo tom, sendo simpática e serena.
— Hm... — murmurou — Posso saber em qual empresa? — perguntou ele. Eu dei um meio sorriso.
— Tenho uma entrevista na Cullen Costrutora — respondi. Ele deu um sorriso amigável. Parecia um pouco, excitante.
— Seremos colegas de trabalho então — comentou ele olhando-me. Eu o encarei.
— Ah, entendi — resmunguei. A porta do elevador se abriu e algumas pessoas saíram. Eu entrei juntamente com o bonitão. Ele apertou o botão e me encarou novamente.
— Posso saber seu nome? — perguntou ele olhando-me.
— Isabella, e o seu? — perguntei cruzando os braços.
— Edward — ele estendeu a mão.
— Prazer em conhece-lo — falei apertando sua mão. Ele sorriu.
— O prazer, é todo meu pode apostar — falou ele. Eu mordi os lábios e ele me encarou.
— Você é o que? — perguntou.
— Arquiteta — respondi com franqueza.
— Oh, sim — falou ele. — Meu pai mencionou que viria uma garota, de Yale não é? Fazer uma entrevista.
— Sim eu sou de Yale — respondi a ele.



O elevador parou e a porta se abriu. Nós dois descemos e ele me encarou com um sorriso malicioso, cheio de duplas intenções.
— Boa sorte Isabella — falou. Dei um sorriso, meio sem graça. Meu coração parecia a bateria de uma torcida, o meu batimento cardíaco não parava de aumentar a cada segundo.
— Obrigada, Edward — disse. Então fez um sinal para a secretária dele, que foi em seu encalço. Ela era loira, de pele pálida, não consegui ver a cor dos seus olhos, usava uma saia curta com um terno. Olhei para ela e suspirei balançando a cabeça. Caminhei até a recepção.
— Você deve ser Isabella Swan, a arquiteta com uma entrevista marcada com o Sr. Cullen? — perguntou uma mulher morena de olhos castanhos claros, uma pele pálida e usava óculos finos e delicados.
— Sim — respondi a olhando — Eu mesma — dei um sorriso.
— Só se sentar ali, eu já anunciarei para o Sr. Carlisle que você está aqui — falou ela.



Dei um meio sorriso eu me sentei na poltrona de couro preta que ela havia apontado. Olhei ao meu redor, havia um piso preto, uma recepção de madeira com um desenho atrás, uma espécie de brasão. Olhei para o elevador com uma parede também de madeira só que mais clara, um tom de marfim, uma parede de vidro grande com uma ampla vista para cidade, um vaso de orquídeas brancas a minha esquerda, um tapete felpudo na frente dos sofás de couro.



Cruzei minhas pernas, começando a ficar impaciente, notei que não tinha muitas pessoas, e as que tinham pareciam trabalhar fervorosamente.



Eu fiquei sentada ali, esperando me chamarem. Sentia-me inquieta e também impaciente, não gosto de esperar muito. Olhei meu relógio, cinco minutos haviam se passado. Respirei fundo.



— Isabella? — chamou a mesma voz fermina, voltei meus olhos para ela — O Sr. Cullen a aguarda na sala dele, é só seguir reto pelo corredor, a ultima sala — falou ela.



Eu apenas concordei com a cabeça e me levantei. Peguei minha bolsa e segui para onde ele estaria. Sentia minhas pernas pesarem ao para em frente da porta, respirei fundo tomando fôlego e bati.
— Pode entrar — falou uma voz masculina. “Nada de cair, nada de ser estupida. Seja natural. Você estudou muito na faculdade, está formada e está na hora de começar a vida adulta”.



Abri a porta e avistei um homem loiro, de pele pálida, com algumas marcas de expressão na região dos olhos, mas mesmo assim aparentava ser jovem. “Cinquenta anos mais do que isso não possui”, pensei comigo mesma. Usava uma camisa azul, e uma gravata preta.
— Srta. Swan? — disse ele fechando uma espécie de pasta.



Observei seu escritório, uma parede de vidro tinha vista para o centro da cidade, estantes abarrotadas com livros cobriam uma das paredes. Ele estava atrás de uma mesa grande com contorno de L, um notebook moderno se encontrava a sua frente. Numa outra parede havia outra mesa com um projeto aberto, dois sofás de couro pretos com almofadas, um pequeno bar, e alguns quadros pequenos pendurados na parede.
— Sim — respondi depois de um tempo. Ele me encarou, seus olhos eram azuis iguais os do... “Olhos iguais aos dos bonitão” “Bonitão? qual é não fique impressionada com o bonitão”. Briguei com meus pensamentos. Ele me analisou por um tempo.
— Sente-se — pediu apontando para uma cadeira de couro a frente da mesa dele. Eu me dirigi tomando cuidado com aqueles sapatos perigosos. Sentei-me e coloquei minha bolsa na outra poltrona e o olhei.
— Me chamo Carlisle Cullen, é um prazer conhece-la — falou ele estendendo a mão.
— Oh, o meu também — falei meio nervosa e ansiosa enquanto apertava sua mão.
— Está gelada — notou ele — Está nervosa? — perguntou ele.
— Sim — admiti. — Bem eu nunca fiz uma entrevista de emprego na vida, é a primeira vez. — Ele deu um sorriso amigável.
— Foi indicada por um professor da universidade, não sei se tem conhecimento sobre isso — ele começou a abordar o assunto — Ele não poupou elogios vindos de sua parte, e falou sobre seu talento, esse é o motivo de você estar aqui. Eu trabalho com construção civil há mais de trinta anos, e nunca na minha vida eu recebi uma carta de referencia sobre uma aluna de Yale com tantos elogios. Fiquei impressionado e pedi suas notas, e realmente você é bem inteligente — falou ele, encarando-me com seus olhos azuis claros semelhantes ao céu azul de um dia ensolarado de Los Angeles.
— Eu realmente não sabia disso — falei. — Eu nem ao menos, sabia que eu tinha sido recomendada para vir trabalhar aqui, mas isso é bom ou ruim, digo essas notas? —perguntei.
— Isso é ótimo! Você entrou em Yale como bolsista e isso é raro por aqui. Eu não tenho ninguém na empresa que estudou em uma universidade cara como bolsista. Gostaria de saber se você era alguma coisa no colegial para ter entrado como bolsista? — perguntou ele olhando-me interessado.
— Eu fazia parte de um grupo de química e física — respondi — Participava do teatro do colégio e dava aulas de matemática como tutora e isso fez com que eu ganhasse uma bolsa.



Ele deu um sorriso amigável novamente. Encostou o cotovelo na mesa e me encarou.
— Tutora? — perguntou.
— Sim — respondi.
— Conheci minha esposa assim — comentou olhando-me.
— Oh, sério? — perguntei e ele deu um sorriso.
— Sim — respondeu— Ela era péssima em matemática, e eu dei algumas aulas para ela antes da faculdade. Ela e eu namoramos por todo o ultimo ano e depois começamos a pensar pra que faculdade iriamos e optamos por Harvard. Ela cursou medicina e eu cursei engenharia civil — disse me olhando com um tom despojado e tranquilo.
— Linda história — comentei. Ele deu um sorriso.
— Esme gostaria de você — comentou ele, olhando-me.
— Gostaria? — perguntei.
— Quer dizer gostará de você — corrigiu-se.
— Eu espero que você também goste — falei. Ele deu um sorriso.
— Por isso que eu já mandei preparar seus documentos, quero te contratar — disse.
— Está falando sério? — perguntei.
— Estou — respondeu — O contrato já está feito. Você tem que saber que se pintar um bom cliente estrangeiro, você precisará viajar — disse.
— Por mim sem problemas — falei. Ele deu um sorriso.
— Mas uma coisa, eu vou disponibilizar um bom apartamento para você em Manhattan quero que more o mais próximo possível.
— Eu já tenho onde viver, Carlisle — falei. Ele deu um meio sorriso — Não é longe daqui. Eu pego no máximo quinze minutos de trânsito — falei.



É que eu não queria me mudar por conta de Rosalie. Ela precisa de alguém perto dela, cuidando das coisas. Ela não sabe viver sozinha. Nós duas moramos juntas desde o primeiro ano de faculdade. Vivi durante seis meses na fraternidade, mas vi que eu não conseguiria ser feliz e viver estudando. Ela procurava alguém para dividir um apartamento e nós duas nos tornamos amigas e começamos a morar juntas. Não posso deixa-la sozinha em Nova York. Ela é frágil demais para fazer merda sozinha.
— Mesmo assim — falou olhando-me — A empresa disponibiliza apartamentos nos seus arredores, e creio que ficara melhor para todos sua mudança para um desses apartamentos — disse ele encarando-me.
— É que eu moro com uma amiga, aqui em Nova York ela não é daqui e ainda está se acostumando — falei.
— Quanto a sua amiga, creio que ela seja maior de idade, ela vai se adaptar a viver sozinha. Eu preciso que meus funcionários morem nos arredores— falou ele. — Se está preocupada com gastos enormes, despesas algo desse gênero.
— Bem o apartamento que eu moro com essa minha amiga, nós duas dividimos o aluguel – falei o olhando — Quer dizer enquanto eu não tinha emprego Rosalie estava pagando tudo sozinha não posso deixa-la sozinha — falei. Ele deu um sorriso.
— A empresa arcará com seus gastos, como supermercado, farmácia, seguro de vida e também o aluguel do apartamento, luz, água, decoração tudo vai ser bancado pela empresa— disse. Eu respirei fundo. — Aceite, nenhuma empresa vai dar tudo isso para você, estou negociando algo grande porque seu contrato vai ser de cinco anos.



— Cinco anos? — perguntei exaltada.
— Sim — respondeu. — Mas isso pode mudar você pode ficar por mais tempo. O que acha? — perguntou ele.
— Acho que vai ser ótimo — falei animada. — Eu aceito.



Ele abriu um sorriso.
— Isso é ótimo! — falou estendendo a mão. — Futura funcionaria.
— Futuro chefe — disse apertando sua mão. Ele deu risada e suspirou.
— Seja bem vinda à equipe. Vou chamar minha secretaria, ela irá lhe mostrar a sua sala. Ela está vazia por enquanto. Minha secretária vai te dar um portfólio para que escolha móveis, tudo que gosta do seu jeito para montar sua sala e quando estiver pronta você já começará a trabalhar conosco— disse ele.
— Tudo bem — disse o olhando nos olhos. Ele pegou o telefone e discou alguns números.
— Ângela, eu preciso que você mostre para minha nova arquiteta a sala dela e entregue o portfólio dos moveis para que ela escolha como quer montar o escritório. — falou ele e desligou.
— Bem, minha secretária mostrará tudo para você. Espero que goste do trabalho.



— Pode apostar que eu vou — falei.



Ele se levantou e nós dois saímos da sala. Vi a secretária dele, a mesma que me atendeu. Olhos castanhos, pele pálida, cabelos compridos e óculos.
— Isabella, essa é Ângela. Ela é minha secretária e meu braço direito na empresa. Se precisar de qualquer coisa peça a ela. Tayna, a secretária do meu filho, ela só atende a ele — falou ele.



Isso é estranho.
— Tudo bem — falei.
— Espero que ela te atenda muito bem. Vejo você dentro de alguns dias para sua apresentação. Até lá. — disse. Em seguida entrou na sua sala e eu me virei para encarar Ângela.
— Pode vir comigo, eu te mostro tudo — falou ela.
— Você chama-se Isabella não é? — perguntou.
— Sim, mas pode me chamar de Bella. Eu não curto muito o meu nome — comentei. Ela deu um sorriso.
— Tudo bem.



Caminhamos até uma porta. Ângela a abriu.



— Essa aqui vai ser sua sala — falou assim que passamos pela porta.



O cômodo estava completamente vazio. As paredes eram brancas, exceto por uma parede de madeira com detalhes pretos do lado esquerdo.



— Está vazio porque decoramos de acordo com o gosto o arquiteto ou engenheiro — falou ela — E eu vou lhe mostrar o portfólio para que possa escolher a mobília.
— É tão grande. Como vou arrumar moveis para tudo isso aqui? — perguntei.
— Tem bastantes móveis no portfólio. Tem algumas mesinhas de desenhos legais que acho que você vai gostar — comentou.
— Vamos ver esse portfólio então. Eu quero começar a trabalhar o mais rápido possível.



Ela me levou até a sala de reuniões. E ao chegarmos vimos que já estava sendo ocupada.
— Oh, Sr. Cullen eu não sabia que estava usando a sala. — falou para o “bonitão”.



Ele me encarou.
— Não tem problema, eu só estou estudando alguns desenhos aqui. Pode usar a sala se quiser — falou me encarando intensamente.
— Não tem problema mesmo? — perguntou.
— Não — respondeu.
— Eu vou buscar os portfólios, me aguarde aqui — pediu.



Eu apenas concordei com a cabeça e tirei meu sobretudo, pendurando-o no encosto de uma cadeira. Ele me encarou.
— Então? — começou.
— Então o que? — perguntei. Ele deu um meio sorriso.
— Conseguiu o emprego?
— Sim — respondi.
— Bem vinda à equipe — falou.
— Obrigada — falei.



Caminhei até onde ele estava sentado, observando uma imensa planta esticada na mesa de reunião.



— Posso? — perguntei.
— Você é arquiteta, eu sou engenheiro, claro — falou.



Sentei-me ao seu lado e olhei para a planilha. Parecia algo grandioso.
— Que projeto esse? — perguntei.
— Um hotel.
— Onde?
— Los Angeles — respondeu.
— E como serão os detalhes internos? — perguntei. Ele me olhou.
— Ainda não planejei, só estou montando a planta — falou.
— Já apresentou o projeto? — perguntei.
— Não — respondeu.
— Como são os pedidos?
— Bem, eles não deram uma visão. Eles querem uma apresentação bacana sobre o projeto.
— Mude isso aqui — falei apontando para a planta. Era uma parede. — Não da pra compreender. Muito bem, se me permite você quer fazer uma recepção grande, mas para isso precisa tirar essa parede — falei.



Ele me encarou.
— Sabia que você está me deixando sem palavras agora? — perguntou.
— Não.



Ele deu um sorriso.
— Srta. Swan eu trouxe os portfólios — falou a Ângela aparecendo à porta com grossas pastas nos braços.
— Ângela deixe isso ai em qualquer lugar. Vá até minha sala e pegue a planta e o projeto de Los Angeles. A Srta. Swan está me ajudando com o projeto.
— Mas não é Tayna que faz isso para o Senhor? — perguntou ela.
— Ela está fazendo outras coisas para mim. Ande, faça esse favor para mim. — disse ele para ela. Sua voz era sensual e deliciosa.
— Ela já pode ajuda-lo?
— Ela é arquiteta. Foi contratada hoje pelo meu pai, quero que ela me auxilie. Ela deu até algumas ideias já — respondeu ele dando de ombros.
— Hãn. Eu vou providenciar o que o Senhor pediu, ou melhor, falarei para sua secretária — disse ela e em seguida saiu.
— Isso vai me causar dores de cabeça— falou passando a mão pelos cabelos.
— Eu não quero causar problemas — falei.
— Não é você meu problema. Acredite bem que seria legal você ser um problema para mim, mas aparentemente não é — comentou ele. Senti minhas bochechas corarem com o comentário sem graça e um pouco audacioso da parte dele.
— Ah, qual é nos conhecemos hoje vamos trabalhar juntos — falei. Ele deu um meio sorriso.
— E o que isso tem a ver? — perguntou. Sua voz rouca estava me dando arrepios.
— Nós dois, oras.
— O que tem nós dois?
— Eu não quero problemas. Você é filho do meu chefe — falei passando as mãos nos meus cabelos.
— E sou o engenheiro assim como ele, e você é arquiteta e está me orientando — falou me olhando intensamente eu o encarei.
— Mas isso, não pode acontecer — falei.
— Acontecer o que? — perguntou ele arqueando a sobrancelha me olhando intensamente.

— Nada — respondi.
— Isso vai ser divertido — falou me olhando malicioso.



“Ah, meu Deus divertido? Ele deve tá me achando uma idiota, uma covarde. Aff, cadê a Isabella determinada, inteligente e talentosa da faculdade?”
— Divertido — resmunguei.



Ele deu risada. Logo uma mulher loira entrou na sala. Usava calça social, e uma blusa branca de botões com alguns desabotoados. Ela nos encarou.
— Ângela disse que precisava disso aqui — falou ela voltando seus olhos para mim.
— Sim — respondeu ele, sem dar importância para ela — Pode deixar aqui em cima e se retirar — falou ele, a olhando ela me olhou com cara de poucos amigos.
— Quem é ela? — perguntou.
— A nova arquiteta da empresa.
— E , já estão amiguinhos assim? — perguntou.
— Não — respondeu ele — Ela está dando um suporte com o projeto de Los Angeles.
— Ah. Depois conversamos sobre isso — falou deixando tudo em cima da mesa e saindo da sala. Voltei meus olhos para ele.
— Vocês dois têm caso? — perguntei.
— Shiii! Ninguém pode saber disso! — disse.
— E porque não? — perguntei cruzando minhas pernas. Ele se levantou foi até onde estavam as coisas, esticou a nova planilha e pegou o contrato colocando em cima da mesa perto de mim.
— Aqui nenhum funcionário do nosso porte pode se envolver com pessoas abaixo de nós — falou.
— Isso é ruim não é? — perguntei o encarando.
— Não, é um pouco complicado porque ninguém pode saber disse. Se não ela vai ter que ser demitida e acredite Tayna é bem ciumenta nesse aspecto.
— Vocês dois estão juntos há quanto tempo? — perguntei.
— Seis meses — respondeu.
— Você gosta dela?
— Não.
— E porque está com ela?
— Sexo.
— Sexo? — perguntei.
— Sim — respondeu — Ela é boa de cama, e enquanto ela for útil nesse sentido eu vou me aproveitando. Quando eu cansar dela, bem eu a despeço.



Encarei-o chocada. “Prepotente!” resmunguei comigo mesma.
— Ah, então mulheres são ótimas enquanto forem úteis para você? — perguntei.
— Sim — respondeu— As inferiores a mim, a você — falou me olhando.
— Ah, então eu sou superior do que ela? — perguntei.
— Sim — respondeu novamente com franqueza.
— E por quê? — perguntou ele deu um sorriso.
— Inteligente, ótimas notas em Yale não pense que eu não soube de você antes de te encontrar lá no térreo . Meu pai ficou impressionado com as suas referencias com os elogios dos seus mentores na faculdade é por isso que está aqui — falou me olhando intensamente.
— E isso me faz superior a ela? — perguntei.
— Sim.



Eu me levantei.
— Você não sabe de nada. — falei.



Ele não pode me achar superior, ele não sabe de nada sobre mim. Peguei um dos portfólios e abri. Ele ficou me olhando.
— Posso saber por que, está falando assim? — perguntou me encarando.
— Você não sabe de nada da minha vida. Não sabe por que eu vim parar aqui, não foi pelas notas, não foi pelos elogios não foi por nada disso —disse. Voltei meus olhos para o portfólio tinha cada móvel mais lindo que outro.
— Então eu quero saber — falou.
— Ah, mas você não vai — falei o olhando — Não o tipo de pessoa que confia na outra pessoa sem conhecê-la — disse. Ele deu um sorriso, um sorriso intimidador e sexy ao mesmo tempo.
— Como eu disse isso vai ser muito divertido.



Eu voltei meus olhos para o portfólio ignorando aqueles olhos azuis. Escolhi uma mesa de vidro em formato de L, alguns portas retratos, um MC book, uma estante de livros para ficar abaixo da janela, um conjunto de sofás brancos com um tapete preto felpudo, e algumas almofadas douradas.
— Você parece aquelas crianças que olham os catálogos da Disney e não sabe o que escolher — falou.



Voltei meus olhos para ele, que desenhava algo na planilha.
— E você parece indeciso sobre seu projeto — resmunguei. Ele deu um sorriso desafiador.
— Uma ajudinha de uma ótima arquiteta seria uma boa — comentou ele.
— Mais a ótima arquiteta não vai ajudar — disse a ele — Você só tem que fechar os olhos e se inspirar em algo que te faça bem que sai um bom projeto — resmunguei dando uma dica.
— Costuma fazer isso? — perguntou ele.
— Nos meus trabalhos da faculdade eu fazia — resmunguei.
— Entendi.



Terminei de escolher o que queria e então peguei meu sobretudo e o vesti.
— Aonde vai? — perguntou.
— Embora — respondi — Eu já escolhi o que eu preciso na minha sala, depois que ela estiver montada eu trabalho — afirmei ele deu um meio sorriso.
— Até seu primeiro dia, então — falou ele.
— Até.



Peguei minha bolsa e as anotações e saí. Fui para fora da sala e respirei fundo.
— Ele é intenso não é? — perguntou uma voz feminina. Tayna.
— Não é isso — respondi.
— Não precisa mentir, quando eu conheci ele eu também achei ele intenso. Desculpe-me, fui ridícula lá dentro, eu sei que vocês dois vão trabalhar juntos e eu terei que me acostumar com isso — disse ela.
— Não tem problema. Você fez o que qualquer mulher que namora um homem como ele faria — disse. Ela deu um meio sorriso.
— Mesmo assim, me desculpe — disse ela.
— Já disse não se preocupe. Tenha um bom dia. — disse enquanto andava até a recepção.
— Eu já escolhi os moveis, você sabe mais ou menos em quantos dias que eles chegam? — perguntei a Ângela.
— Em torno de quinze dias — respondeu — Eu ligo para você para avisa-la.
— Obrigada — falei sorrindo.
— Você começou bem aqui, se tornando amiga do Senhor Sonhos — falou ela. Dei um risinho.
— Senhor sonhos? — perguntei com curiosidade.
— Edward. Nós o chamamos assim — comentou ela. Eu dei um meio sorriso.
— Ah — resmunguei.
— Bella.
— O que? — perguntei.
— Tenha um bom começo aqui.
— Obrigada. — agradeci.



Apertei o botão do elevador e esperei, assim que as portas se abriram entrei e apertei o térreo. As portas se fecharam e eu peguei o meu celular.



“Pode comprar champanhe gata, vamos comemorar meu novo emprego, minha nova vida e minhas novas novidades que eu tenho a te contar Rose”




Guardei o celular na bolsa e peguei a chave e o cartão da catraca. Enquanto descíamos encostei a cabeça na parede gelada do elevador. “Edward é um homem perigoso e prepotente e eu não vou transar com ninguém. Eu não posso. Demetri está longe de mim, eu não posso namorar ninguém, simplesmente não vou namorar ninguém enquanto ele estiver em Londres passando um tempo com a família. Eu não vou abrir minhas pernas. Ele é meu chefe, quer dizer filho do meu chefe e isso não rola, não no meu mundo. Demetri, porque não volta longo para essa droga de cidade?”



As portas do elevador se abriram e eu sai. Entreguei o cartão e fui para o meu carro. Entrei e suspirei. Ouvi o alarme de mensagens do meu celular, o peguei na minha bolsa. Um nova mensagem de Rosalie, dizia o visor.
Ah, gata vamos beber muita champanhe... Finalmente ui, gatos muitos gatos na empresa? quero saber de tudo.”
Liguei o carro e dei partida indo para longe da Cullen Costrutora.



Demetri é meu namorado, nós dois nos conhecemos no terceiro de faculdade e estamos juntos desde então. Rosalie diz que nós dois temos “Tudo tão a ver, que nós dois vamos nos casar, e ter filhos perfeitos”, mas eu acho que ela exagera demais em relação a isso.



Guardei o carro na garagem e subi para o meu apartamento. Vou sentir falta disso aqui. Não sei como contar a Rosalie sobre o novo apartamento, não sei se ela vai ficar feliz ou triste de morar sozinha. Nós duas fazemos companhia uma para a outra, somos amigas, confidentes. Não sei isso vai ser bom.



Assim que o elevador parou no meu andar, fui até meu apartamento, abri a porta e acendi as luzes. Eu tirei meus sapatos desconfortáveis e andei pelo piso de madeira cor de chocolate indo até o meu quarto, me deitei na cama e bufei.

“ Não posso deixar Rosalie sozinha aqui ela vai ficar, como? Ela vai ficar perdida eu amo ela, eu não posso deixa-la sozinha!” pensei comigo mesma. Tirei meu sobretudo e o guardei no closet. Tomei um banho coloquei uma camisa masculina de Demetri e uma calcinha e fui para a cozinha preparar um sanduiche.