Bring Me To Life
5 Capítulo Quatro
Notas iniciais
Quero agradecer aos 21 comentários dados, na história ainda é pouco mais eu vejo a cada comentário emoções diferentes...
Próximos capítulos vai tudo começar a pegar fogo entre a - Bella e o Edward- principalmente porque ele vai mostrar que ele não é tão "ruim" como ele se diz ser, o capitulo da proposta vai ser postado assim que vier o do fim do noivado por tanto prepara-se para ficarem furiosas com o jeito cafajeste de Edward ao se referir a Carlisle de Bella...
Também preparem gelo, ao lado do computador os capítulos e cenas HOT entre Bella e Edward, vão só piorar drasticamente e vão fazer vocês terem orgasmos múltiplos...
Se preparem porque só está começando a ação!
Beijos volto na quinta, e posto capítulos novos assim que recebe-los.... Beijo para quem lê e comentam... Beijos e Beijos e Bom Feriado.
—Quero apresentar a nova arquiteta que foi efetivada na nossa equipe. Alguns de vocês ainda não puderam conhecê-la por conta da mudança dela. — falou a voz de Carlisle. — Quero apresentar a Srta. Isabella Swan.
Mal sabe ele que em breve eu vou ter mais um sobrenome.
O pessoal me aplaudiu e eu olhei em volta. Vi Edward sentado próximo ao pai dele, ele me encarava com um meio sorriso.
— Finalmente uma mulher na nossa equipe— disse um deles, um homem de cabelos pretos e olhos penetrantes.
— Jacob, menos!— falou Edward olhando para ele.
— Edward diz isso porque ele que faz os projetos junto com arquitetos, agora tem uma para ser a diversão dele— falou dando de ombros.
— Menos— retrucou ele novamente.
Nós falamos sobre algumas coisas e então eu sai para ir para a minha sala.
— Hey, posso falar com você?— uma voz masculina me fez virar. Era Edward, ele estava sem terno e sem gravata também.
— O que quer?—perguntei secamente.
— Hey, calma— falou ele.
— Tá o que quer?—perguntei.
— Podemos ir até a sua sala pelo menos?—perguntou ele me olhando.
— Tudo bem— resmunguei abrindo a porta da minha sala. Ele entrou e me olhou— Vai dizer o que quer ou não?—perguntei.
— Quer ir almoçar comigo hoje?—perguntou ele.
— Não posso—respondi.
— E porque não?—perguntou.
— Tenho que resolver uma coisa com meu noivo— ele fez careta.
— Noivo?—perguntou— Quantos anos você tem, para estar noiva?
— Primeiro que não se pergunta a idade para uma mulher— retruquei— E segundo, não é da sua conta.
— Aí que você se engana— afirmou ele me olhando.
— Hãn?—perguntei.
— Não sabia que você era noiva. A proposito cadê sua aliança de noivado?—perguntou ele.
— Bem, eu não falo da minha vida íntima para quem não conheço bem— falei. Ele me olhou interrogativo. Aquela camisa branca despojada no corpo dele estava me deixando confusa— E outra, não é oficial ainda, vou oficializar em duas semanas — comentei.
— Vai me chamar para seu noivado?—perguntou ele.
— Hãn, sim? Acho— disse meio que um sussurro.
— Como é nome do seu noivo?—perguntou ele.
— Demetri — respondi.
— Demetri...?—perguntou ele.
— Volturi— respondi.
— Hm, filhos dos famosos advogados ingleses? — perguntou ele se sentando no sofá da minha sala.
“Ele conhece Demetri? Putaquepario”.
— E se for, o que você tem a ver a com isso?—perguntei.
— Já tive um lance com a irmã dele — respondeu dando de ombros.
— Com Jane?—perguntei meio surpresa.
— Há muito tempo, antes dela se casar com aquele Lucas — falou ele dando novamente de ombros, mas com um sorriso prepotente nos lábios.
— Hãn— falei. Ele deu um meio sorriso e se levantou vindo à minha direção.
— Era só isso?—perguntei.
— Não — respondeu.— Eu vim aqui determinado a te chamar para almoçar comigo, e depois você seria minha sobremesa, mas ao que parece deu alguma coisa errada— comentou ele dando de ombros.
— Não, eu não sou esse tipo— falei me afastando— Porque não procura sua secretária, ela deve estar disponível para esse tipo de serviço — comentei em um tom de malicia.
— Sim, mas estou enjoado dela — afirmou ele.
— Mas não deveria — afirmei.
—Desde que eu te vi no primeiro andar, eu só penso em te foder— disse ele me olhando. Eu tremi e senti meu abdômen contrair ao máximo. Merda de excitação. O encarei.
— Procure prostitutas. Agora sai da minha sala, tenho que fazer alguns desenhos — disse a ele.
— Ah, Isabella não brinque com o fogo— falou ele.
— E nem você cutuque onça com vara curta, agora sai da minha sala— falei. Ele deu um risinho e se aproximou de mim, segurou minha cintura e aproximou o rosto do meu.
— O que vai fazer?—perguntei o olhando.
— Só faço o que eu quiser com você quando você me procurar— disse ele. Eu revirei os olhos.
Bateram na porta e ele se afastou, me virei para a janela de vidro.
— Entre — falou ele. Eu bufei encarando a porta.
— Srta. Swan chegou isso aqui para você— falou Ângela com um enorme buque de rosas vermelhas.
— Oh, obrigada— falei o pegando.
— Com licença Srta. Swan e Sr. Cullen— falou ela saindo.
— Ah, o noivinho manda flores?—perguntou com desdém.
— Ele sabe tratar uma mulher como ela merece— retruquei pegando o cartão.
“ Espero que tenha começado seu primeiro dia bem, estou ansioso para saber de tudo no nosso almoço. te amo, Demetri Volturi “
— Eu também sei tratar mulher como ela merece— retrucou ele.
— Não parece— resmunguei.
— Se deixasse eu te mostrar— falou ele. eu revirei os olhos.
— Edward, entenda que é não!— falei o olhando— Tenho noivo, estou prestes a me casar e você não vai ser o cara chato que vai atrapalhar meus planos!— Ele deu um sorrisinho malicioso.
— Sinceramente, se eu tiver que atrapalhar um pouco, pode apostar que eu não vou hesitar— afirmou.
Ele me fitou profundamente e deu um sorrisinho malicioso.
— Espero que esteja apenas brincando Edward— retruquei ao seu comentário. Ele deu sorriso.
— Amanhã, reserve seu tempo do almoço a mim. Iremos almoçar em um ótimo restaurante francês – disse ele insistindo.
— E se eu não quiser?—perguntei.
— Vai aceitar, eu posso te mostrar algumas coisas— comentou ele mexendo nos cabelos.
— E quem disse que eu quero ver?—perguntei. Ele deu um sorriso.
— Não me desafie— retrucou.
— E porque não?—questionei.
— Eu gosto de dificuldade Isabella, cuidado com o modo que você dificulta— alegou ele encarando-me.
Ele saiu e eu fiquei sozinha na sala. Pisquei algumas vezes e minha respiração estava ofegante.
Fui até o mini bar da minha sala e coloquei água e gelo num copo e o bebi. Respirei fundo. “Merda! Porque ele é tão envolvente assim? Porque ele é tão sexy? Aff. Tenho que ter cuidado com ele, ele sabe jogar, e eu também sei mas eu vou ter que ter cuidado” eu fui à minha mesa e me sentei nela. vi algumas fotos minhas com Demetri, espalhadas em pequenos portas retratos. Peguei um deles e suspirei “Ah, meu Deus, espero mesmo que ele não fique no meu pé, pelo bem do meu relacionamento com Demetri”desejei profundamente.
Bateram na porta e eu suspirei.
— Entra!— falei olhando para a minha frente. Vi Ângela entrar com uma garota pálida, de cabelos chocolates, olhos castanhos e um corpo desenhado. Ela usava uma calça social e uma camisa de botões. Olhei para ela.
— Srta. Swan o Sr. Cullen mandou eu vim chama-la para a reunião que ele vai ter com o outro filho dele— disse ela.
— Quem é ela?—perguntei olhando para a garota.
— Sua secretária— eu a encarei. Ela tinha aparência bonita, “Quem nessa merda não é atraente?”.
— Minha secretária?—perguntei olhando para Ângela.
— Ela vai se tornar. Está em treinamento ainda— alegou ela. — Eu vim apresenta-la.
— Como se chama?—perguntei olhando para ela.
— Jessica Stanley— respondeu ela.
— Ângela diga a Carlisle que estarei em alguns minutos na sala dele, diga que eu vou conversar com a minha secretária— disse. Ela deu um meio sorriso.
— Sim claro, com licença— falou ela saindo.
— Pode se sentar— falei. Jessica deu um sorriso.— Então, você é formada em quê?—perguntei.
— Eu faço administração—respondeu ela. Sua voz era doce e ela parecia ser tímida.
— Onde?—perguntei.
— Columbia— respondeu.
— Bolsista?
— Não respondeu. — Quer dizer, eu tenho um bônus estudantil por conta do colegial. Eu era líder de torcida e também e jogadora do time de vôlei.
— Hm, entendi. Você sabe que vai ser meu braço direito aqui dentro não sabe?—perguntei.
— Sim—respondeu.
— Todos os meus compromissos vão estar sob sua responsabilidade. Anote tudo, telefonemas, recados, compromissos, viagens, tudo tem que ser anotado— falei.— Eu estou noiva, então significa que você vai ter trabalho extra. Eu vou ter que fazer algumas coisas fora da empresa, assim que se tornar oficial, provavelmente eu fique um tempo fora. Seu almoço pode ser feito fora da empresa desde que tenha um telefone no qual eu consiga falar com você se necessário. Meu noivo não vai ligar aqui, ele só liga no meu numero pessoal, mas ele vir aqui me buscar mande ele imediatamente para a minha sala, sem pestejar. Ele não tem problemas de entrar e sair da minha sala— falei. Ela me olhava assustada.
— Eu estou certa que iremos nos dar bem Srta. Swan— falou ela.
— Pode me chamar de Bella— falei a ela.— Odeio meu nome, poucos aqui sabem disso por tanto seja discreta. Meu noivado não foi anunciado, namoro um cara importante de Nova York e a mídia não sabe do anuncio do meu casamento. Quem cuida disso é a secretária do meu noivo— comentei a ela olhando nos seus olhos.— Quero descrição sob meu casamento.
— Pode deixar, Bella— falou ela.
— Seja bem vinda— falei. Ela deu um sorriso em seguida se retirou. Eu fui para a sala de Carlisle.
— Entra!— falou ele.
Eu respirei fundo abrindo a porta. Vi um homem sentado à frente dele, cabelos curtos, costas musculosas eram notáveis por conta da camisa social bem marcada.
“Porque todos os homens daqui gostam de ser bonitos?”
— Mandou me chamar, Carlisle?—perguntei. Ele deu um sorriso amigável.
— Entre, Isabella— falou ele. Eu entrei e fechei a porta— Quero te apresentar, meu filho mais velho Emmett.
— Oh, é um prazer conhece-lo— falei. Ele deu um sorriso amigável pegando minha mão.
Seu rosto era anguloso, olhos azuis claros iguais os de Edward, muito mais forte que ele. Eu fiquei olhando para ele um tempo. Um sorriso amigável apareceu nos lábios dele.
— O prazer é todo meu, meu pai e meu irmão falaram muito de você ontem— comentou ele olhando para mim.
— Espero que tenha sido coisas boas— falei. Carlisle deu um sorriso.
— E porque seria coisas ruins?—perguntou ele.
— É tem razão— dei de ombros.
— Então você é de Nova York?—perguntou ele puxando assunto.
— Sim, eu nasci aqui. Fui para Yale e voltei faz três meses— falei.
Ele parecia ser aqueles caras geniais e amorosos ao mesmo tempo.
— Emmett, é o advogado da empresa— falou Carlisle— Qualquer problema procure por ele. Ele vai saber como resolver as questões mas complicadas— comentou Carlisle.
— Oh, claro— falei. Ele deu um sorriso apenas.
— Queria chama-la para almoçar comigo hoje— disse Carlisle— ou melhor não só comigo, mas com meus dois filhos. Quero conhecer você assim como ambos devem estar querendo— falou ele dando de ombros.
— Ah, é que hoje eu já tenho um almoço marcado— falei o olhando meio sem graça.
— Posso saber com quem?—perguntou Emmett.
— Meu noivo—“ Merda eu não queria expor isso”.
— Noivo?—perguntou os dois juntos.
— É, eu estou noiva— respondi. eles dois se olharam.
— Oh, porque não me disse antes?—perguntou Carlisle.
— Bem não é bem oficial ainda, nós vamos oficializar em breve— falei. Ele deu um sorriso amigável, mas no fundo ele parecia preocupado.
— Não imaginava que você estaria noiva, você é jovem demais— comentou Carlisle. “Seu filho também achou”.
— Sim— concordei mexendo nos cabelos— Eu não queria contar, não agora, eu ia deixar para contar próximo da data da festa de noivado— falei ele deu um sorriso.
— Bem podemos, almoçar na quarta o que acha?—perguntou Emmett sugerindo.
— Sim, sim—falei meio sem graça.
— E como chama—se seu noivo?—perguntou ele.
— Demetri Volturi—respondi ambos me olharam.
— Demetri?— perguntou Emmett — Como você o conheceu?
— Ele estava em Yale, nós dois nos conhecemos no terceiro semestre e estamos juntos desde então — falei. Eles deram um sorriso amigável.
— Demetri Volturi, é filho de advogados poderosos no Reino Unido— falou Emmett. Ele é advogado por isso que sabe tanto — Eu tive a honra de ver algumas defesas de Aro e realmente ele é muito talentoso mas espero que Demetri seja igual ao pai dentro e fora dos tribunais.
Tá o que ele quer dizer com isso? Eu não falei nada apenas o olhei
— Porque não marcamos um jantar, assim você pode apresenta-lo para nós Isabella — falou Carlisle.
— Jantar? — perguntei.
— Se preferir um almoço, também será ótimo — falou ele.
— Melhor um jantar — falei mexendo nos cabelos.
— Ótimo, se tiver alguma amiga pode levar viu! — falou Emmett. Eu dei um sorriso “Se Rosalie visse ele, ela ia pirar”
— Emmett, no momento não, o foco é o noivo dela depois vocês se resolvam sobre amigas — resmungou Carlisle revirando os olhos.
— Era só isso Carlisle? — perguntei.
— Sim, é só isso. Vou deixar agendado para quarta o jantar, diga ao seu noivo que eu quero que conhece-lo — disse ele novamente, mas seguro ainda. Ótimo mais um querendo ver meu noivo.
— Te vejo depois então — falei olhando para ambos. Virei-me de costas e quando eu sai consegui ouvir um comentário de Emmett
— Ela é uma gata, mas vai ser mais difícil do que presumi.
Não entendi o “mais difícil do que presumi”. Fui em direção a minha sala e a porta da sala de Edward estava entreaberta.
— Não gato, podemos almoçar fora, passarmos no hotel costumeiro e voltamos a tempo — comentou alguém. Era a voz de secretária dele, eu mordi minha boca olhando para a porta.
— Não, Tayna eu tenho muitas coisas a fazer e eu vou almoçar sozinho — sua voz era de protesto.
— Ah, qual é Edward você nunca trocou sexo por nada— comentou ela.
— Tayna, nem tudo é como você quer— falou ele, ríspido.
Entrei na minha sala e suspirei. Peguei meu celular, estava quase na hora do almoço e tinha uma mensagem.
“ Estou indo apanha-la. vá descendo, sabe que eu odeio esperar muito... Te amo Demetri “
Eu peguei minha bolsa e meu casaco e sai da minha sala.
— Eu vou almoçar Jessica— comentei.
— Tenha um bom almoço— falou ela, eu dei um sorriso, apertei o botão do elevador e suspirei.
— Já está indo almoçar?—perguntou uma voz masculina. Eu me virei e vi Emmett.
— Sim, meu noivo vem me pegar— falei. ele deu um sorriso.
— Posso descer com você?—perguntou ele.
— Claro, porque não?—perguntei o encarando.
— Ah, não sei uma pessoa comprometida evita homens solteiros, e charmosos como eu — eu dei risada negando.
— Não tem problema — falei. Ele deu um sorriso.
— Sabe, eu fiquei frustrado em saber que você tem noivo— comentou ele. A porta se abriu e nós dois entramos — Eu achava que você era solteira, porque é tão jovem.
— Não, eu tenho vinte e quatro já está na hora de casar— respondi. Ele negou.
— Imagina, você é uma gata não precisa se casar tão jovem— comentou ele olhando meus olhos.
— E você quantos anos tem?—perguntei.
— Eu estou com quase trinta e dois— respondeu mexendo nos cabelos— Eu que tenho que tomar jeito e casar logo.
— Ah, não é tão velho.
— O bom é não é tão velho que você disse — falou me olhando. Eu dei uma mordida nos lábios. — Aquilo que eu falei na sala do meu pai, sobre levar amiga pode levar viu. Eu deixo porque eu realmente preciso namorar alguém fora da minha área, fora dessa empresa.
— Ah, ótimo! — comentei – Eu já sei quem te apresentar.
— Ah, garota você é das minhas! — falou ele. Eu dei um sorriso.
— Pode deixar, eu já tenho quem te apresentar e creio que vai gostar — comentei o olhando. Ele deu um sorriso levantando as mãos.
— Se você diz, eu confio!— comentou ele. O elevador parou e nós dois descemos. Vi Demetri de costas para nós.
— Te vejo depois?— perguntei.
— Claro — respondeu ele.
Fui até onde estava meu noivo e o abracei por trás.
— Posso saber o que meu gatão, está aprontando para mim hoje? —perguntei na orelha dele. Ele se virou e segurou minha cintura.
— Bem eu vou te levar para almoçar, depois vamos passar em uma cafeteria comer algumas porcarias e dar uma voltinha no Central Park – falou ele. Eu dei um sorriso o olhando.
— Tenho uma hora só de almoço, não se esqueça disso— falei. Ele suspirou.
— Por isso que eu acho que você deveria ter feito direito— eu dei um beijo nos seus lábios.
— Vamos logo— falei. Ele pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. Fomos para o restaurante.
— E como foi seu dia? — perguntou ele — Ou melhor como está sendo seu primeiro dia? — perguntou reformulando as perguntas.
— Por enquanto está indo tudo bem. Mas meu chefe marcou um jantar, para conhece-lo — comentei. Ele me olhou.
— Me conhecer?—perguntou ele.
— É ele quer conhece-lo — falei. Ele deu um meio sorriso.
— Isso é bom ou ruim? — perguntou ele.
— Isso é bom eu acho — falei o olhando — Carlisle é um cara maravilhoso pelo menos gostei dele e dos filhos dele — comentei. Ele deu um sorriso.
— Ele é casado? — perguntou.
— Sim— respondi.
— Menos mal — falou dando de ombros.
— Ah, ele tem idade para ser meu pai — falei beijando seu lábios.
— Mesmo assim, esses caras velhos gostam de menininhas novinhas e indefesas que nem você — comentou me beijando. Eu dei um sorriso.
Entramos no carro e fomos para o restaurante Crown — um restaurante que fica no centro da cidade perto do museu. Um delicioso restaurante italiano com uma massa divina. Nós dois nos sentamos.
— O que desejam? — perguntou uma garçonete.
— Um cálice de vinho, e duas doses de tequila — respondi. Ela anotou no bloco de pedidos.
— E O Senhor? — perguntou ela dirigindo-se a Demetri.
— O mesmo que o dela, só que eu vou beber com ela a tequila.
— E para comer? — perguntou a moça.
— Um Capellette recheado com molho fugi— disse a ela.
— E o senhor? — perguntou.
— Uma lasanha bolonhesa – falou ele.
— Alguma entrada?—perguntou ela.
— Alguns pães italianos com algumas pastas— respondi por Demetri.
— Eu já trago o pedido de vocês — falou ela se retirando. Eu o encarei.
— Então agora, me conte sobre esse negocio de jantar.
— Podemos jantar todos juntos e vai ter um dia que vamos sair só com Emmett que é o filho mais velho de Carlisle — falei mexendo nos cabelos— Só que Rosalie, vai conosco ele pediu para que eu apresente uma amiga para ele — comentei.
— Hm, menos mal— comentou ele.— Quantos filhos esse tal Carlisle tem? — perguntou.
— Acho que dois só — respondi.
— Ah— falou ele olhando-me.
— Está com ciúmes? — perguntei.
— Um pouco — respondeu — Muitos homens te rodeando minha princesa, muitos homens querendo sua inteligência e seu corpo — falou ele. Eu revirei os olhos.
— Não estamos na faculdade amor, onde qualquer homem é um risco para o nosso relacionamento.
— Eu sei — ele pegou minha mão. — Mas sinto muito ciúmes.
Os pedidos finalmente chegaram. Ele pegou um copo de tequila e colocou o sal no limão, eu fiz o mesmo.
— Ao nosso casamento — falei. Nós brindamos e viramos o copo na boca. Logo o gosto amargo da bebida desceu como uma luva na minha garganta.
— Minha mãe já agendou a viagem para cá — comentou ele.
A garçonete trouxe as pastas e os pães italianos. Coloquei um pouco de pasta de atum em um pãozinho.
— Oh, e quando eles vem para cá? — perguntei mordiscando-o.
— Bem nós dois vamos oficializar nosso noivado em duas semanas — respondeu ele bebericando o vinho. — Eles vem na semana do nosso noivado, creio que na quarta feira no máximo. Minha mãe vai cuidar de tudo principalmente da mídia.
— Hm— falei bebendo o vinho— Você conhece algum cara, chamado Edward Cullen? — perguntei o olhando.
— Sim — respondeu. — Ele teve um namoro com a minha irmã, mas faz alguns anos.
— Ah, ele comentou isso comigo — falei dando de ombros. — Jane vem?—perguntei.
— Claro — respondeu. — Ela é minha irmã, e vem ela e o marido dela.
Eu suspirei.
— Espero que tudo saia perfeitamente bem, amor— murmurei.
— Pode deixar, meu amor— falou beijando minha mão— Eu vou cuidar para que o nosso casamento seja de conto de fadas— alegou ele. Eu dei um sorriso.
Nós almoçamos juntos e depois fomos comer algumas porcarias em uma doceira. Comemos bolo de chocolate daqueles bem doce regados de calorias e fomos para a empresa. Quando ele parou o carro na frente da empresa eu suspirei o olhando.
— O que foi que está com essa carinha? — perguntou olhando para mim.
— Nada, amor. Apenas queria ficar mais um tempinho com você — choraminguei. Ele deu um sorriso e acariciou a maça do meu rosto. Fechei os olhos com o contato quente dele.
— Eu também minha princesa, mas a noite nós dois podemos — falou ele. Eu suspirei.
— À noite? — perguntei.
— Sim. Eu vou para o seu apartamento, o que acha?
— Pode ser. Vai dormir comigo?
— Eu posso ficar com você até você dormir — disse ele me olhando.
— Menos mal — resmunguei— Eu tenho que ir.
— Te amo. — Ele me deu um beijo nos lábios.
— Eu também te amo— falei. Ele deu um suspiro e eu sai do carro.
Quando eu entrei na empresa eu vi Edward de costas em frente do elevador. Maravilha. Parei ao lado dele.
— Espero que tenha comido bem— comentou ele. Eu o olhei.
— Por quê? — questionei.
— Porque eu vou precisar da sua energia para o projeto do hotel — respondeu ele na sua voz rouca e máscula enlouquecedora.
— Ah — falei. Ele me encarou.
O elevador abriu e nós dois entramos. Estava vazio, ele apertou o botão da empresa. Eu suspirei olhando para o chão. Ele colocou uma chave no elevador o fazendo parar.
— Mais o que você fez? — perguntei o encarando.
Ele deu um sorriso e me olhou, se aproximou de mim e segurou meu braço em cima da minha cabeça.
— Me solta!— falei.
Seu rosto estava perto do meu.
— Não — respondeu. — Eu só quero te falar que eu não vou deixar você quieta até você me procurar, eu quero estar dentro de você, eu quero te fazer gritar, eu quero te fazer gozar — falou. Eu fiquei o olhando por um tempo. Meu abdômen contraiu. “Mas que merda é essa?”
— Nem nos seus sonhos pornográficos seu tarado!— eu dobrei meu joelho e atingi seu membro o fazendo gemer de dor.
— Desgraçada! — falou ele se contorcendo. Fui até a chave e a virei. O encarei.
— NUNCA MAIS DIRIGA-SE A MIM DESSA FORMA, EU NÃO SOU UMA VADIA COMO SUA SECRETÁRIA! — gritei. Eu estava com ódio.
Me virei e vi que Carlisle me olhava de olhos arregalados e parecia espantado. Edward ainda se contorcia no chão. Minha respiração estava fora do comum.
— Mas o que está acontecendo aqui? — perguntou ele olhando para nós.
— Pergunte ao seu filho, Carlisle — respondi de forma séria — Com licença — resmunguei saindo.
— Srta. Swan, está tudo bem? — perguntou Ângela se levantando.
— Faz um favor Ângela, desce e compra um enorme pedaço de bolo de chocolate com milhões de calorias para mim. Eu to realmente precisando — falei. Ela concordou com a cabeça.
Fui para a minha sala furiosa, entrei e respirei fundo. Peguei um copo de água e bebi sem hesitar, me sentei na minha cadeira. “Calma Bella, calma” pensei comigo mesma. “Esse babaca do Edward, ele pensa que eu sou o quê? que eu sou alguma vadia? Que eu sou igual à secretária dele que não pensa duas vezes antes de abrir as pernas para ele? Eu não sou esse tipo, eu nunca vou ser esse tipo. ele pode ser lindo, inteligente e perfeito mas eu não vou nunca ser dele, NUNCA”me convenci disso.
Bateram na porta.
— Entra— resmunguei. vi Ângela, ela estava com uma embalagem na mão e uma espécie de lata com um copo de vidro por cima.
— Eu não sabia se queria um suco ou algo, então trouxe um suco de maracujá — falou ela. — Eu comprei o pedaço de bolo de chocolate que pediu, pedi para colocarem até um pouco mais de cobertura.
— Obrigada Ângela – agradeci. Ela deu um meio sorriso.
— Eu sei que o Senhor Sonhos te fez algo— falou ela. — Você não parece o tipo de pessoa que se da mal com as outras.
— Não quero falar nisso — falei.— E obrigada, a única coisa que me acalma é chocolate.
— O Sr. Carlisle falou que quando voltar do almoço ele vai conversar com você — disse ela. — Eu o ouvi falar absurdos para o filho dele, e creio que ele vai se desculpar pelo mesmo.
— Ah, ótimo estou demitida— falei. Ela me olhou.
— Creio que não — resmungou ela. — Bem vou ir almoçar. Jéssica já voltou, disse a ela para não interromper.
— Novamente obrigada — falei. Ela apenas sorriu e se foi.
Abri a embalagem e comi um pedaço de bolo, eu suspirei. O gosto do sabor doce estava delicioso realmente.
Comecei a desenhar uma parte de um projeto de um restaurante até que bateram na porta.
— Entre— falei voltando meus olhos ao desenho.
— Posso? — perguntou é uma voz masculina. Eu olhei para a porta, era Carlisle.
— Claro, entra— falei. Ele deu um sorriso.
— Eu vim me desculpar pelo o que meu filho fez Isabella ele não tinha o direito de agir daquela forma com você. – falou. Ele se sentou na cadeira próxima a minha mesa.
— Não se preocupe Carlisle— falei.
— Isabella você é gentil, mas não é obrigada a ser tratada como uma vadia— comentou ele me encarando— Não escolhi você por ser bonita, escolhi você pela sua inteligência e Edward é patético ao não reconhecer o quanto inteligente e perfeita você é.
— Carlisle já disse, esquece isso — falei.
— Mesmo assim, mandei ele se desculpar com você pessoalmente.
— Não, precisa.
— Mesmo assim, me sentiria melhor.
— Se diz.
— Bem eu vou deixa-la desenhar, te vejo depois — falou se levantando.
— Carlisle? — chamei.
— O que? — perguntou.
— Não precisa me chamar de Isabella — falei o encarando.
— E como eu vou te chamar?— perguntou ele.
— Bella— falei. — Não sou muito amiga do meu nome, na verdade gosto pouco, por favor me chame apenas de Bella.— pedi. Ele deu um sorriso.
— Tudo bem, Bella— falou ele.
Logo depois de Carlisle sair bateram na minha porta novamente.
— Quem é?—perguntei. Não queria ver o babaca do Edward.
—Edward — falou. eu bufei.
— Vai embora!— mandei. Ele abriu a porta e me olhou.
— Não. Quero falar com você, será que eu posso ?— perguntou ele.
— Fazer o que — falei dando de ombros. Ele entrou e fechou a porta.
— Me desculpa tá legal? Eu foi um idiota, agi como um menino mimado que não aceita tomar um fora da líder de torcida. — disse ele.
Eu bufei o olhando.
— Olha, eu só vou te desculpar pelo o seu pai— falei deixando claro— Ele estava envergonhado pela sua conduta comigo por tanto, só está perdoado por ele e não por merecer — falei. Ele suspirou me encarando.
— Almoce comigo amanhã e eu te mostro que não sou um idiota — falou. Eu mordi minha boca e encarei os olhos dele.
— Edward, eu não quero nada com você — falei o olhando.— Eu já tenho um relacionamento, eu estou noiva não quero nada com nenhum outro homem eu amo meu noivo e eu não vou trai-lo.
— Apenas um almoço. Como amigos— disse ele novamente.
— Amigos, acho que você não quer minha amizade Edward— falei de forma grosseira.
— Um almoço, posso te mostrar que eu não sou tão idiota quanto você acha — comentou ele. Eu mordi minha boca.
— Melhor não — respondi.
— Ah, qual é Bella— falou ele.
— Não me chama assim. Você só pode se dirigir a mim como Isabella— falei. Ele deu um suspiro.
— Mesmo assim, vamos vai— falou ele me encarando.
— Já disse com você eu não vou a lugar algum— falei. Ele mexeu nos cabelos e me encarou.
— Tudo bem— falou. Ele fitou os pés e me encarou— Não tem problema eu mereço, mas eu prometo que eu não faria nada demais— comentou ele.
— Mesmo assim não. Obrigada.— disse voltando meus olhos para o desenho.
Ele saiu da sala e eu bufei. “Porque ele me deixa desconcertada? Porque ele é tão, misterioso e intrigante”?”“ Pare de pensar nisso e volte a trabalhar”. meu cérebro estava confuso, meus pensamentos desconcertados. Continuei a desenhar, mas meu foco não estava no desenho.
Quando chegou meu horário eu dei graças a Deus mentalmente. Peguei meu casaco e minha bolsa e me dirigi ao elevador. Percebi que maioria já tinha ido embora, menos Ângela.
— Tenha uma boa noite, Srta. Swan— falou ela. Eu dei um suspiro.
— Pra você também— disse apertando o botão do elevador.
Eu entrei no elevador e quando ele estava quase fechando uma mão pálida, com dedos compridos e finos interrompeu o fechamento da porta.
— Posso?—perguntou ele, era Edward. Mas que merda, ele insiste em pegar elevadores comigo.
— Fazer o que—resmunguei olhando para minha unha. Ele entrou e a porta se fechou.
—Eu terminei o desenho do hotel— falou ele. Eu mordi os lábios.
Estávamos chegando ao decimo quinto andar. Eu olhava só para o painel do elevador.
— Queria sua opinião— falou ele. Eu estava ignorando-o.
— Ah, deixe na minha mesa amanhã e eu olho— falei por fim. Ele suspirou encostando-se à parede de metal do elevador e me encarando.
— Vai me ignorar até quando?—perguntou ele.
— Acho que merece, não merece?—perguntei. Ele deu um suspiro.
— Eu sei que eu mereço sua ignorância, mas eu já me redimi, o que eu nunca faço — comentou ele encarando meus olhos intensamente.
— Não adianta ir me pedir desculpa, você não está nenhum pouco arrependido. E mesmo que diga que está eu vejo nos seus olhos que não está. Apenas fique longe de mim, é melhor para todos, principalmente para mim. Eu preciso desse emprego, eu estudei como condenada na faculdade para ter um bom emprego e eu não vou sair daqui por sua causa, Edward. Eu nunca tive uma vida fácil e não vai ser você quem vai atrapalhar meus planos — falei.
— Me dê uma chance de te conhecer, Bella — falou ele novamente, insistindo.
— Eu já disse que você tem que me chamar de Isabella — falei irritada. Ele deu um meio sorriso.
— Gosto de te ver meio zangada — comentou ele.
— Não começa — falei olhando para os números do elevador, faltavam só dois andares.
— Almoce comigo amanhã. Posso te mostrar que eu não sou tão ruim como pareço — falou ele.
A porta do elevador abriu e eu não disse nada apenas sai andando pela garagem. Entrei no meu carro e dei a partida, indo embora dali antes que eu fizesse a besteira de aceitar qualquer convite dele.
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