Bring Me To Life

83 Capítulo Oitenta e Um.


Nós de fato entramos no escritório eu me mantive em silêncio durante o caminho, era uma conversa particular e eu depois tentaria falar com Edward era melhor conversarmos hoje mesmo assim eu tiraria os três da minha vida de vez por todas.

Quando chegamos no escritório, eu fechei a porta.

— Quer beber alguma coisa?— perguntou ele, olhando-me dando referência a algo alcoolico.

— Não obrigada— eu me sentei ele apanhou wiskky e gelo e me olhou.

— Estou supreso por vê-la aqui— comentou ele, fitando-me.

— Eu queria vir falar com você.

— Eu sou todo ouvidos— engoli a seco o olhando.

— Eu só quero saber, porque você fez isso comigo ? O que eu fiz Carlisle para ser tão enganada?— eu notei que ele bebeu o liquido e me olhou de forma séria.

— Bella, eu não te escolhi para sofrer nunca foi minha intensão.

— Ah, não?

— Não.— respondeu— Eu queria que meu filho se apaixonasse por uma mulher boa Bella, sabe porque eu te coloquei na empresa?

— Porque eu sou uma ótima arquiteta?

— Sim, você é mas eu recebi muitas recomendações dos seus professores em Yale— eu fiquei o olhando— Eu mandei investigar sua vida, eu já sabia antes mesmo de você expôr todo seu passado com seu ex- padrastro eu sabia de tudo e eu queria que meu filho se apaixonasse por uma boa e forte nunca foi minha intensão ferir você eu queria te dar um sobrenome e uma família sólida— eu engoli a seco olhando para ás minhas mãos.

—Você me deu uma família, mas me deu a maior magoa da minha vida.

— Nunca foi intensão ferir nenhum dos dois, eu queria que Edward se casasse com uma boa mulher você passou por tantas coisas na vida e se tornou alguém forte que correu atrás de um bom futuro — alegou eu respirei fundo.

— Carlisle, você não tinha o direito de fazer isso comigo.

— Bella, quando tiver seus filhos— engoli a seco.— Você vai entender.

— Eu nunca submeteria meu filho a um casamento sem amor, por dinheiro!

— Não nego que o convencimento aconteceu por conta da empresa, mas agora eu olho nos olhos do meu filho e vejo que ele ama uma mulher maravilhosa que ele está sofrendo.

— Por que eu Carlisle?

— Porque você é honesta, verdadeira, amorosa e principalmente talentosa tem muito a oferecer ao mundo.— respirei fundo.

— Essa Bella, morreu junto com todo o teatro que seu filho fez comigo.

— Ele nunca fez nada, ele nem ao menos queria.— falou— Eu o pressionei, a se casar logo eu queria me aposentar da empresa queria deixar alguém de minha confiança e Edward é um engenheiro talentoso sempre foi esforçado ele seria o presidente das empresas mesmo que eu não tivesse feito isso.— eu respirei fundo o fitando.

— Então porque?

— Eu não podia entrar meu sobrenome a uma vagabunda Bella, eu queria alguém com um passado bom com uma vida que valorizasse o que tem e você na época tinha um noivo largou Demetri e caiu nos braços de Edward.— eu respirei fundo.

— Me arrependo profundamente.— ele bebeu a bebida dele— Eu fico pensando o que teria acontecido se eu não tivesse me entregado ao seu filho, se eu não tivesse rompido um relacionamento de quatro anos e um casamento que tinha tudo para ser o casamento do século nada disso teria acontecido.

— Você não o ama mais?

— Eu amo ele ainda, mas isso não é o suficiente para perdoar tudo o que ele está me fazendo passar e sentir.

— Bella, eu sei que eu não sou a pessoa mas indicada para qualquer coisa.— começou ele— Mas se eu puder ajuda-la em alguma coisa futuramente eu me disponho a fazer qualquer coisa.

— Carlisle eu não quero nada vindo de você e muito menos de Edward— ele engoliu a seco.— Não é orgulho, eu apenas só quero o que é meu por direito seu filho não quis se divórciar de forma amigável por isso mandei congelar os bens dele, eu quero receber tudo que eu tenho direito por todos os danos que ele me causou principalmente pelo constrangimento— ele nada disse.

— Quantos por cento você quer da empresa.

—Sessenta.— respondi— Quero metade das propriedades, ações, e a furtuna — ele arregalou os olhos.

— Bella.

— Eu sei, mudei não? Sim eu mudei porque ás magoas me fizeram me tornar isso e eu quero o que eu puder arrancar de vocês todos eu não me tornei uma pessoa gananciosa mas eu quero uma vida melhor longe de vocês todos.

—Você tem todo direito— disse ele, olhando-me.— Eu espero que arrancar tudo isso de Edwardd a faça feliz, e que te de uma vida melhor Bella porque você merece.— eu respirei fundo apenas me mantendo calada.

—Eu espero que Deus, te perdoe Carlisle por tudo que fez não somente a mim mas a sua família principalmente ao seu filho— falei ele me olhou.

— Me perdoe Bella.

— Como eu disse, que Deus te perdoe eu não sou Deus Carlisle para perdoa-lo— falei engoliu a seco.

— Você vai embora mesmo?

— Sim, eu vou embora no final do mês de Nova York— ele respirou fundo. Eu me levantei apanhando a minha bolsa eu sai do escritório. Eu conseguia ouvir o piano, eu senti um nó na minha garganta eu caminhei até onde vinha o som e quando eu cheguei na sala do piano, eu vi Edward na frente dele, ele cantarolava.

My pride, my ego

My needs and my selfish ways

Caused a good strong woman like you

To walk out my life

Now I never, never get to clean up

The mess I made

And it haunts me every time I close my eyes

It all just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh

Essa música era de um cantor que eu gostava. Mas porque ele cantava ela justamente agora? Porque ele estava fazendo isso? Eu senti um nó se formar na minha garganta e então ele parou e me olhou.

— O que faz aqui? — perguntou ele, eu engoli meu choro eu notei sua voz abafada e algumas lágrimas caindo dos seus olhos.

— Eu já terminei, de falar com seu pai—ele me olhava apenas seus olhos vermelhos.

— O que estamos fazendo com nós mesmos?— perguntou ele me olhando— Estamos nos destruindo, com esse amor que sentimos nos convertendo á ódio!

—Você fez isso sozinho— falei ele respirou fundo segurando minha mão.

— Não tem a menor chance, de um dia você esquecer isso e voltar para o meu mundo?— perguntou ele me olhando nos olhos.

— Não, é só de amor que um relacionamento perdura eu te perdoei por tudo que fez no passado mas isso não consigo— falei o olhando.

— Eu espero que um dia me perdoe, porque agora eu entendo o quanto eu errei no passado— eu fechei os olhos tentando me controlar.

— Eu vim me despedir de você — ele me olhou.

—O que?

— Eu vou me mudar, para Seattle no fim do mês estou preparando tudo para ir embora de vez — respirei fundo.

— Bella, por favor não vai!— ele me abraçou pela cintura eu respirei fundo me mantendo rigida eu fechei os olhos e ás primeiras lágrimas cairam do meu rosto.

— Não posso— falei me afastando dele.

— Bella, por favor.

— Não, eu não posso Edward— eu o fitei eu limpei meus olhos e o encarei.— Acabou, toda aquela história linda de conto de fadas acabou tudo até mesmo o amor.— falei andando eu parei perto da porta e o olhei.

— Adeus— eu sai da sala do piano e foi embora de vez essa era a última vez que eu veria Edward Cullen.

(**)

Eu corri até meu carro eu entrei. E acelerei o carro eu estava com pressa de sumir para sempre eu foi embora, daquele lugar para nunca mais voltar eu foi para o flat quando eu cheguei eu tomei um banho quente, e eu vi que chovia em Nova York caia uma tempestade horrivel eu olhei para a janela e respirei fundo.

A chuva era tudo que eu carregava dentro do meu coração eu coloquei a mão a na minha barriga e acariciei ela.

— Eu espero que um dia você me entenda filho, ou filha eu estou me sacrificando por você unicamente por você— eu respirei fundo deixando toda aquela dor me dominar. Eu me sentei na cama chorando tudo que eu tinha direito de chorar quando eu finalmente parei de chorar eu acabei entrando em sono profundo. Eu acordei com uma caricia na testa.

— Hey.

— Oi.— falou Demetri.— Está tudo bem?

— Está—respondi segurando a mão dele.

— Bella, está ardendo em febre eu vou levar você no médico— eu respirei fundo eu não podia reclamar como uma menina mimada, agora eu tinha um ser dentro de mim que merecia minha responsabilidade eu apenas me troquei colocando uma roupa quente como um moletom e ele me levou para o hospital.

— E então como foi a conversa com os Cullens? — perguntou enquanto dirigia.

— Tranquila— falei.

— E Edward?— eu engoli a seco.

— Eu encontrei com ele, está tudo acabado Demetri para sempre— ele respirou fundo atentamente.

— Por isso está assim adoentada— afirmou ele.— Está doente emocionalmente não é fisico mas apenas emocional — alegou ele.

—Então cure meu coração, porque ainda ele está sangrando.— ele engoliu a seco olhando-me ele estendeu a mão e eu segurei ela.

— Eu vou cuidar desse coração mas primeiro, vamos ver essa febre que está alta ok?— falou eu concordei prontamente fazer o que.

Nós chegamos no hospital, e depois eu foi atendida rapidamente.

Era exatamente que Demetri havia dito eu estava com alguma, expecie de dor emocional mas á médica me receitou apenas um analgésico para aliviar pelo menos a febre. Eu acabei tomando uma medicação na veia.

— Está melhor?

— Estou sim— falei o olhando — Apenas um pouco drogada mas eu estou me sentindo bem melhor.

— Nós podemos passar em um drive, compramos alguns big mac e irmos para o flat vermos um filme o que acha?— eu dei um meio sorriso.

— Sério?

— Eu vou permitir, que coma algumas porcarias— eu dei um meio sorrisso.— Só por hoje — ele beijou meus lábios.

— E posso saber porque?

— Por que não vai querer cozinhar, e também para te dar um pouquinho de alegria depois de um dia ruim o que acha?— eu apenas segurei a mão dele e ele beijou ela.

— Acho que eu preciso de muitos big macs— ele deu risada e colocou a mão na minha barriga.

— Podemos comprar o Mc Donalds inteiro se esse bebê desejar— ele deu um beijo na minha testa.

Depois que eu recebi alta Demetri de fato me levou ao Mc Donalds. Compramos dois big macs e também compramos refrigerantes fritas. Como ele não é muito fã de Mc Donalds ele acabou comendo um de frango eu acabei comendo big macs.

— Um big mac para você e outro para ele?— perguntou de forma divertida nós chegamos ao apartamento e ele apanhou uma pequena mala.

— Sim, ele também gosta de Mc porcarias— eu respirei fundo o fitando.

— Igual a mãe, espero que ele não goste tanto de cafeína como você — eu acabei rindo.

—Tem razão!