Bring Me To Life
19 Capítulo Dezoito
Notas iniciais
Gente atrasou um pouco a atualização... minha beta estava com problemas pessoais mais agora está tudo bem acho que até o fim dessa semana eu postarei mais uma atualização nova...
Tenho ótimas noticias.... eu já estou fazendo o Edward e Bella praticamente se entenderem depois da " fase negra" vem muitas emoções pela frente e muito ódio vindo da parte da Bella, por ele... Mais isso é surpresa até o fim da história..
Beijos e boa leitura.
Quatro dias depois.
— Srta. Swan, Carlisle a aguarda na sala dele — avisou Ângela pelo telefone. Eu resmunguei.
— Tudo bem. — Me levantei e fui para a sala do meu chefe. Ao andar até lá notei que algumas mulheres me encaravam. Eu estava prestes a bater na porta quando Edward apareceu.
— Oi, anjo — falou ela. Eu mordi a boca.
— Oi, bonitão — falei e ele deu um sorriso.
— Eu te vejo depois — falou ele com um sorriso malicioso.
— Sem duvidas — respondi. Ele saiu andando e eu respirei fundo, em seguida dei duas batidas na porta. Ouvi um “Entra” e abri a porta. Avistei Carlisle sentada na sua mesa com a testa apoiada sobre a mão. Suspirei fechando a porta.
— Ângela mencionou que queria falar comigo — coloquei os braços para trás. Ele deu um sorriso ao me ver.
— Sim, sente-se querida — falou ele. Andei até a cadeira a frente da mesa dele e me sentei.
— Então? — perguntei.
— Bella, eu sei que não é da minha conta mas é só para que eu conste – começou. Ele eu respirei fundo. — Você e meu filho estão tendo alguma coisa? — perguntou ele, arqueando a sobrancelha. Os olhos azuis provocantes. “É Edward herdou isso do pai, bonitão dele”, pensei.
— Carlisle — eu não sabia como responder. Estava totalmente envergonhada.
— Querida, eu só quero saber — falou ele.
— Eu e ele estamos nos envolvendo, sim — respondi. Ele piscou algumas vezes dando um sorriso amigável.
— Bella, e seu noivado? — perguntou ele.
— Eu pedi um tempo até a viagem de Dubai. Quero estar solteira. Eu já previa que eu ia cair na tentação, mesmo que eu estivesse com um anel no dedo por isso eu pedi um tempo antes de oficializar o noivado — aleguei.
— Fico feliz que Edward tenha se envolvido com uma pessoa como você, Bella — falou. Eu dei um meio sorriso.
— Eu não quero que pense que eu estou com ele por dinheiro, Carlisle — ele me olhou e estendeu a mão.
— Bella, eu jamais a julgaria tão baixo — mencionou me fitando. Eu peguei sua mão, retribuindo o gesto. — Quando você entrou aqui e eu te fiz aquela entrevista e pouco tempo depois você e Edward brigaram no elevador por conta do que ele havia dito, eu vi que você não era baixa, Bella. Você era alguém que eu sempre procurei para um dos meus filhos. Porque com Alice eu não tive dor de cabeça em relação a relacionamentos, já meus filhos... eles são campeões de se envolver com pessoas erradas — falou ele. — Não sei o que vocês dois tem e pouco me interessa, mas eu fico satisfeito em ver que Edward escolheu a pessoa que eu sempre pedi para aparecer na vida de um dos dois — eu dei um meio sorriso tímido.
— Obrigada, Carlisle. Pela consideração. Eu realmente pensei que você iria me demitir por me envolver com Edward — falei e ele deu um sorriso.
— Você é talentosa, Bella. Não a demitiria por questões pessoais — falou ele, encarando-me. Eu dei um meio sorriso.
— Era só isso? — perguntei o fitando.
— Não — respondeu. — Seu passaporte e sua passagem para Dubai — falou entregando-os a mim. Eu dei um sorriso. — Vocês embarcam esse final de semana e voltam daqui há vinte dias — eu respirei fundo.
— Vinte dias? — perguntei.
— Sim, algum problema querida?— perguntou ele, me fitando. “Muito tempo, Rosalie sozinha, minha mãe e Phill por aqui. Vinte dias só com Edward em um lugar bem longe de Nova York, longe de tudo, longe desse cretino do tal irmão de Nathan”
—Não, Carlisle. Nenhum problema — respondi.
— Bella, o que você tem? — perguntou ele.
— É complicado — murmurrei.
— Diga — pediu. Eu respirei fundo.
— Promete que não vai mencionar a ninguém? — pedi. Ele me olhou, se levantou e foi até porta. Fechou-a e voltou a se sentar.
— Diga, querida — pediu ele. Eu respirei fundo olhando seus olhos azuis.
— Quando eu tinha treze anos, minha mãe conheceu um homem. Ele se chamava Nathan Scott, tinha vinte e nove anos na época e minha mãe tinha quase trinta e cinco. Eles começaram a namorar e ela se casou no civil com ele. Ele a enchia de amor e tudo mais — contei. — Só que os dois eram muito juntos, e ele enchia minha mãe de estabilidade. Eu tinha doze anos, na época quando ele começou a morar na nossa casa. Eu ia para o colégio pela manhã e como ele trabalhava como segurança em um restaurante eu ficava sozinha com ele em casa. No primeiro ano ele não me fez nada, ele era bacana comigo, cuidava bem de mim — comecei a sentir um nó se formar em minha garganta.
— E o que mais querida? — pediu Carlisle com aqueles olhos compreensíveis.
— Mas quando eu completei treze anos, eu comecei a menstruar o que para minha mãe foi um momento de euforia porque eu havia me tornado uma “mocinha” – disse, explicando tudo com detalhes. — depois disso minha relação com ele começou a mudar. Quando minha mãe trabalhava em um hotel na cidade, eu ficava com ele em casa quando voltava da escola e ele começava a me olhar malicioso quando eu passava perto dele, ele se – eu senti minha voz falhar.
— Ele se...? — incentivou Carlisle.
— Ele se masturbava, quer dizer, ele colocava a mão dele no membro dele — falei o olhando. Eu sentia uma vontade de chorar. — Eu não entendia muito bem essas coisas, era o típico de garota nerd. Desde sempre eu fui muito fechada, acho que foi o divorcio dos meus pais que havia me traumatizado. Mesmo eu sendo um bebê eu tinha perdido uma referencia do que era ter homens em casa — mencionei o olhando. — Eu comecei a ganhar pouco de corpo. Eu era magra, mas comecei a ganhar formas. Ele entrou uma vez no meu quarto, eu estava deitada dormindo. Ele se deitou ao meu lado e passou a mão no meu corpo, eu tentei relutar mas ele disse que seria bom. Eu não entendia isso e acabei meio que deixando — mencionei.
— O que mais ele fez a você, Bella? — perguntou ele pegando minha mão. Eu tive a estranha sensação que ele era meu pai, ali ele era carinhoso comigo e eu me senti bem. Me senti como uma filha.
— Ele começava a passar a mão em mim e aos poucos ele começou a me tocar intimamente — falei . — Só que a minha mãe no mesmo ano começou a trabalhar a noite, no hotel, como gerente noturna e ele perdeu o emprego. Quando eu chegava em casa minha mãe não estava mais lá e ele se aproveitava de mim — respondi. — Ele me amordaçava para eu não gritar e fazia com que eu fizesse sexo com ele, ele me obrigava a fazer sexo oral e ele me tocava. Ele me... – eu senti meu olho marejar e abaixei a cabeça. — Desculpa — falei chorando. Ele me olhou.
— Está pedindo desculpas por chorar, Bella? — perguntou ele passando a mão no meu cabelo. Segurou meu rosto e me fez olha-lo.
— É que é tão constrangedor — falei. Ele me acariciou meu rosto e me olhou.
— Bella, você é uma linda mulher que coisas ruins aconteceram quando você era uma criança apenas uma criança indefesa — falou me olhando. Eu sentia as lagrimas caírem do meu rosto. — Não tem que se envergonhar do que aconteceu a você, porque em momento nenhum você teve culpa do que esse verme tenha feito. Você não fez nada, você era pura e jovem. Jamais se sinta culpada — falou. Eu pisquei algumas vezes.
— Ele me obrigava a ceder. Ele fazia de tudo comigo, eu não sabia dizer não porque ele ameaçava. Se algo fosse dito a minha mãe ele a mataria e sumiria comigo – falei o olhando. — Ele me obrigava a gozar, para que ele soubesse que foi bom. Eu me sentia usada e nojenta. Quando tudo terminava ele se trocava e olhava para mim. Tinha vezes que ele fazia isso a noite inteira — falei.
— Como sua mãe descobriu? — perguntou ele.
— Uma professora começou a ver que eu tinha medo de garotos, que eu não gostava do jeito que qualquer garoto ficasse perto de mim que eu ficava encolhida e assustada — falei. — Ela me perguntou se algo estava acontecendo e eu falei para ela, que comunicou a policia e depois chamou minha mãe. Eu fui submetida a tantos exames de todos os tipos. Eu tinha doenças na boca, no ânus. Eu tinha muitos problemas de saúde e fiquei internada, entrei em depressão e minha mãe se afundou em culpa, achando que ela tinha sido a responsável pelo o que havia me acontecido — expliquei.
— E Phill? — perguntou ele.
— Ele e minha mãe se conheceram no fim daquele ano, ela evitou me apresentar a ele por medo da história acontecer novamente, mas ao contrario de tudo — falei o olhando. — Phill é ainda incrível comigo. Ele é como se fosse meu segundo pai e eu o amo como tal. Ele pagou uma cirurgia de hímenoplastia para me transformar em virgem. Ele pagou terapeutas para mim, me ajudou com tratamento clinico sobre isso, ele me ajudou muito na minha vida — mencionei.
— E o que aconteceu com aquele desgraçado? — perguntou ele.
— Ele foi condenado a pena de morte, e agora o irmão dele está tentando vigar a sua morte. Só que eu não tinha conhecimento disso. Ele tinha vídeos meus dos estupros – respondi o olhando. — Ele está me ameaçando, ameaçando minha mãe e meu padrasto. Eu temo pela minha companheira de apartamento. Esse tempo longe vai me deixar longe do tiro mas eu temo pelas pessoas que eu amo, Carlisle — falei. Ele acariciou meu rosto, limpando minhas lágrimas.
— Nada vai acontecer a ninguém, Bella. Eu posso assegura-la – disse me olhando. Eu respirei fundo. — Edward já tinha me contado por cima sua história eu já mexi meus pauzinhos e falei com uns amigos do FBI e da CIA. Eles estão investigando, esse irmão do seu padrasto, Emmett já correu na justiça para mandar prende-lo por ameaça e chantagem — falou ele. Eu respirei fundo fitando os seus olhos azuis. — Garanto que nada vai acontecer a ninguém que você ame, Bella. Eu prometo — eu o olhei.
— Eu mal entrei aqui e estou dando tantos problemas a vocês — falei envergonhada.
— Bella, nós fazemos o possivel para defender alguém tão boa como você — falou ele com um sorriso nos lábios.
— Obrigada, de verdade. Eu não sei como te agradecer por isso, Carlisle — agradeci e ele me deu um abraço, apenas.
— Só não chore mais, Bella — falou ele. — Apenas isso — pediu ele me abraçando. Eu ainda me sentia tensa, mas ao mesmo tempo em uma paz de espirito.
— Obrigada novamente — falei. Ele apenas beijou o topo da minha cabeça.
— Se você fosse minha filha, eu mataria esse cretino — disse ele segurando meu rosto. — Eu mataria, porque a nenhum filho meu ninguem faz mal — disse ele eu respirei fundo.
— Carlisle, novamente, obrigada — falei. Ele deu um sorriso me olhando.
— Não tem de que, querida. Sua família está segura — falou ele. Eu dei um ultimo sorriso e sai da sala com o passaporte nas mãos.
— O que será que aconteceu? — perguntou Tanya olhando para mim e depois lançando a pergunta a Ângela.
— Não sei — respondeu ela. Eu fui para a minha sala e ao chegar lá, avistei Edward.
— Oi, linda — falou assim que eu entrei. Fechei a porta e andei até ele, o abraçando.
— Oi, garotão — falei me pendurando no seu pescoço. Ele me beijou no pescoço.
— Meu pai conversou com você? — perguntou. Eu enterrei meu rosto no seu pescoço.
— Sim — respondi. — Ele já me entregou meu passaporte e nos viajamos no sábado.
— Precisa fazer compras? — perguntou ele.
— Vou ter que comprar algumas roupas, mas nada de muito urgente — falei. Ele segurou minha cintura, subindo as mãos na minhas costas e me beijando na boca, demoradamente. Sua língua brigava com a minha e eu não me importei com o mundo lá fora. Resmunguei ao ouvir o toque do meu celular.
— Não, não atende — falou ele beijando meu pescoço.
— Edward, deixa eu ver quem é — murmurei. Edward resmungou na minha orelha.
— Não. Nós dois podemos ir ao Pierre, fazemos um sexo quente e selvagem porque merecemos comemorar nossos vinte dias em Dubai em um hotel cinco estrelas. Te levo para às compras e depois te deixo na sua casa — falou. Eu neguei, tentando ignorar o toque insistente do meu celular.
— Tentador e delicioso, mas não vai acontecer metade disso se não me deixar atender o celular — falei. Ele me beijou no pescoço.
— Ah, tudo bem — resmungou. Eu peguei meu celular na bolsa e vi que era minha mãe que me ligava. Apertei o botão de “atender chamada” e aproximei o aparelho da orelha.
— Oi, mãe — falei enquanto Edward me abraçava por trás e pressionava o membro dele nas minhas nadegas.
— Oi amor, tudo bem? — perguntou ela, carinhosa.
— Tudo. E com você e Phill? — perguntei.
— Estamos bem, querida — falou ela. — Queria almoçar com você para falarmos do seu noivado, Bella — falou ela. Eu respirei fundo.
— Mãe, eu estou trabalhando — falei dando uma justificativa.
— Querida, apenas um almoço, e outra Phill foi resolver o contrato e eu fiquei aqui no hotel sozinha, podemos almoçar no Crown – falou ela.
— Tudo bem, mãe. Eu preciso mesmo falar com você — disse olhando para Edward.
— Tudo bem. Nos vemos ao meio dia, no Crown — falou ela. Nos despedimos e eu desliguei.
— O que foi, gostosa? — perguntou Edward.
— Vou almoçar com a minha mãe, bonitão — falei. Ele resmungou me beijando na nuca.
— Não tem como desmarcar isso? — perguntou na minha pele. — Não transamos há quatro dias e eu tive você pelo fim de semana inteiro só na minha cama gemendo e bêbada — falou. Eu dei risada.
—Edward, não vou desmarcar. Ela quer falar do meu noivado e eu quero contar logo que eu não estou mais noiva — falei me virando para ficar de frente para ele.
— Tem certeza, anjo? — perguntou.
— Absoluta — respondi o olhando. — Quero deixar as coisas em panos quentes — ele fez uma careta e eu dei um sorriso.
— Ah, tudo bem — falou ele, me olhando. — Mas só porque está me olhando essa carinha bonitinha — disse. Eu aproximei meus lábios dos dele.
— Eu prometo que eu te compenso à noite — sussurrei por sobre os lábios dele. — Garotão — murmurei e ele me beijou. Um beijo cálido.
— Na minha casa hoje e nada de enrolar — disse ele, eu resmunguei.
— Edward, estou evitando deixar Rosalie sozinha — falei. Ele me encarou com cara de poucos amigos.
— Não vem me enrolando — murmurou furioso.
— Dorme lá em casa — falei o olhando.
— Demetri tem as chaves do seu apartamento, não tem? — perguntou, duvidoso.
— Tem — respondi. — Mas não tem a chave do meu quarto — falei. Ele deu um beijo nos meus lábios.
— Você é terrível! — falou segurando meu rosto.
— Bem, está aberto o convite — falei e ele me beijou.
— Prefiro você no meu apartamento, assim eu posso maltrata-la — comentou. Eu dei risada.
— Ou me embebedar — falei. Ele deu um beijo nos meus lábios.
— Amanhã — disse segurando meu rosto. — No almoço e na hora de irmos embora, traga roupas — pediu. Eu o beijei nos lábios.
— Bem, agora eu vou ir almoçar com minha mãe — falei colocando a mão no seu peito.
— Eu te deixo no restaurante e a apanho para pelo menos comermos a sobremesa juntos — falou e eu o fitei.
— Não, amanhã, Edward — falei o beijando. Peguei minha bolsa e saí da sala.
Ao caminho do Crown eu sentia-me um pouco tensa sobre o que minha mãe iria falar em relação a Demetri? Eu dirigi até o Crown e quando cheguei lá vi algumas pessoas almoçando de forma harmônica, outros conversando enquanto esperavam seus pedidos. Eu entrei e logo avistei minha mãe sentada bebendo vinho.
— Finalmente chegou, Bella — falou ela, com voz repreensiva usando uma jaqueta vermelha com botões pretos.
—Transito, mãe — justifiquei me sentando ao lado dela.
— Vamos fazer nossos pedidos, quero falar seriamente com você — disse. Ela parecia brava e furiosa comigo. Nós pedimos Capelletti de frango ao molho branco e Frantutini de carne com queijo e molho bolonhesa. E claro mais uma garrafa de vinho.
— Então? — perguntei.
— Querida, que história é essa de você dar um tempo com seu noivo? — perguntou sendo direta.
— Depois fala que eu sou direta demais — mencionei a fitando.
— Bella, eu quero que me explique — falou ela.
— Mãe, eu e Demetri estamos brigando muito por qualquer coisa — falei a olhando. — Nós dois estamos discutindo sempre, sempre falando atrocidades um para o outro. Não sei se quero me unir a alguém instável — comentei. Ela me encarou, me analisando.
— Bella, você tem quatro anos de namoro com ele. Ficou noiva muito cedo — disse tentando entender o assunto. — E do nada você se desencanta pelo cara — mencionou desconfiada.
— Mãe, nós dois andamos brigando — justifiquei novamente. Não era a verdade, mas era uma meia verdade que fazia com que eu me sentisse menos mal com isso.
— Bella, tem um outro homem na história? — perguntou ela me olhando. Seus olhos verdes compreensíveis e amorosos. — Pode confiar em mim, querida. Sou sua mãe — pediu ela. Eu respirei fundo.
— Quer mesmo saber? — perguntei hesitante.
— Sim — respondeu.
— Tem mãe — respondi. Ela me olhou.
— Bella, por Deus quem é esse homem? — perguntou ela.
— Antes que você me pergunte se não é um infeliz trabalhador que se mata para ter dinheiro — falei a olhando. — Não. Não é.
— Quem é o homem? — perguntou novamente.
— Edward Masen Cullen — respondi. — Ele é filho do meu chefe — ela arregalou os olhos.
— O que? — perguntou ela. — Está tendo um caso com o filho do seu chefe a custo de que? De mais dinheiro na sua conta? — perguntou. Eu senti uma magoa imensa dentro de mim.
— Mãe, assim você me magoa — falei a olhando.
— Quer que eu pense o que, Bella? — perguntou me olhando. — Você está noiva de um cara há um ano e quando finalmente começa a trabalhar começa a se envolver com o filho do seu chefe, como quer que eu pense? — interrogou ela.
— Mãe, eu não estou afim do dinheiro dele — justifiquei. — Ele é um ótimo cara, nós dois nos entendemos. Claro que brigamos algumas vezes, porque ele é o engenheiro e ele é meio mandão, mas depois nos acertamos. Ele nunca me ofereceu dinheiro a mais por eu ter um caso com ele — me defendi. Ela me encarou.
— Bella.
— Não, mãe. Eu não estou afim do dinheiro dele — disse novamente, convicta. — Edward é um homem incrível, você não o conhece — falei. Ela me olhava atentamente.
— Querida, quando isso começou? — perguntou ela.
— Faz pouco mais de uma semana — respondi levando o garfo a boca.
— Vocês dois já transaram? — perguntou ela.
—Sim — respondi.
— Bella.
— Eu não vou mentir, mãe — falei bebendo o vinho. — Eu já transei com ele e realmente ele é bem melhor na cama que Demetri — falei sincera.
— Filha — falou ela, me olhando.
— Mãe, eu não posso fazer nada se o cara é bom de cama — comentei a olhando. — Edward me dá na cama o que Demetri nesses quatro anos de namoro não me deu em momento nenhum — falei. Ela estava atônica comigo.
— O que vocês dois tem? — perguntou ela.
— Nós dois somos amigos e também transamos — falei a olhando. — Amizade com benefícios — mencionei. Ela me fitou como se fosse um ser de outro planeta.
— Bella, tem certeza do que está fazendo? — perguntou ela.
— Mãe, eu não amo mais Demetri — confessei. — Não vou falar que eu sou apaixonada por Edward porque não sou, nós dois temos um lance físico e químico inexplicável mas não sou apaixonada por ele, também estamos apenas aproveitando os momentos — falei. Ela ainda me olhava atônica.
—São quatro anos de namoro, Bella. Por Deus, você estava prestes a construir uma família com ele — comentou ela, tentando argumentar e defender Demetri.
— Mãe eu não posso fazer nada se o amor não é mais o suficiente — falei a encarando.
— Demetri mencionou que você vai viajar — comentou ela, dando de ombros.
— Eu vou — respondi. — Viajo sábado para Dubai com Edward a trabalho — a informei.
— Bella.
— Não pense só besteiras de mim, mãe — falei a olhando. — Nós dois vamos a trabalho — expliquei.
— Quantos dias? — perguntou ela.
— Vinte — respondi. Ela respirou fundo. — Esse tempo vai fazer com que eu volte com a minha cabeça arejada e pensamentos mais tranquilos, e se for mesmo para ser o fim eu vou acabar com Demetri assim que colocar meus pés em Nova York — contei meu plano a ela.
— Só quero que tenha certeza disso — falou. Eu bufei.
— Eu tenho — respondi a olhando.
— E como fica a oficialização do noivado? — perguntou. Eu bebi um gole do vinho antes de responder.
— Quando eu retornar, eu vou ser sincera com Demetri apenas isso. Eu vou falar que acabou, que não da mais. Se for para ser, será e ele também eu não duvido nada que ele tenha um caso com a secretaria dele — insinuei.
— Você acha? — perguntou.
— Com certeza — respondi.
— Bella, eu não quero que se arrependa — falou. Eu fechei os olhos me sentindo estranhamente culpada por isso. Ela sonhou mais com meu casamento do que eu mesma.
— Não vou — falei baixo a olhando. Terminamos o nosso almoço enquanto conversávamos sobre banalidades. Depois voltei ao escritório e quando cheguei lá segui para a minha sala. Avistei um imenso buque de rosas vermelhas em cima da minha mesa.
— Chegou assim que você saiu — falou Tanya atrás de mim. Eu me virei e encontrei-a apoiada ao batente da porta.
— Sabe quem mandou? — perguntei a olhando.
— Não — respondeu ela. Ela saiu da minha sala e eu fechei a porta. Fui até a minha mesa de desenhos e peguei um cartão pequeno que estava preso ao buque. Abri-o e o que estava escrito numa caligrafia impecável.
“Mesmo com o nosso tempo eu continuo a te amar e te esperar... Eu sei que essa crise vai acabar e nós dois vamos construir o nosso sonho juntos. Eu te amo sempre vou ama-la — Demetri”
— Nossa, de quem ganhou essas rosas? — perguntou Edward. Eu me virei para ele que estava encostado a minha mesa de desenhos.
— Demetri — respondi.
— Ah — murmurou.
— Como foi o almoço? — perguntou ele.
— Eu contei a verdade a minha mãe, disse que estou tendo — falei baixo. — um caso — sussurrei. — Com você — falei normal.
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