Notas iniciais
Boa Leitura!

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Prólogo

Pov. Bella


Olhei para o teto, esperando o tempo passar mais rápido... Meu pai ainda não tinha chegado do trabalho, desde meus cinco anos, quando minha mãe morreu em um grave acidente de carro, eu me tornei a 'Mulher da casa' agora com apenas treze anos, todos os dias eu fazia comida, lavava e passava as roupas, as coisas que toda dona de casa fazia só parava para ir á escola e depois voltava á mesma rotina.

Estava preocupada com meu pai... Ele acha que só porque eu sou 'criança' não sei o que se passa, mas percebo muito bem que todos os dias depois de sair do trabalho ele bebe muito. Desde que minha mãe morreu era assim.

Sempre tentava o esperar acordada, mas não conseguia o sono sempre me vencia e acabava dormindo antes dele chegar.

Acabei dormindo sem nem mesmo perceber.


[...]


Acordei com fortes batidas na porta e meu nome sendo gritado alto.

Sentei-me na cama coçando os olhos, ainda estava com muito sono, olhei para o pequeno relógio que tinha ali no meu quarto e ainda era de madrugada. Saí dos meus pensamentos com mais batidas mais fortes na porta. Levantei-me cambaleante e abri a porta, meu pai estava na minha frente, os cabelos desarrumados, as roupas rasgadas e sujas, os olhos vermelhos e furiosos, as veias de seu pescoço estavam saltadas, era evidente que ele estava furioso. Mas não entendi o porquê disso. Eu tinha feito algo de errado?

– Pai? Está tudo bem? — Estava muito preocupada, minha infância foi perdida para que eu pudesse cuidar de meu pai, não reclamava, gostava de cuidar dele, no final das contas ele era minha única família.

– COMO ASSIM ''ESTÁ TUDO BEM?'' FICOU MALUCA ISABELLA? PORQUE ESTÁ DORMINDO Á ESSA HORA? É PARA VOCÊ ESTAR ME ESPERANDO! — Ele disse aos gritos o que me assustou, por mais bêbado que estivesse ele nunca falou assim comigo. Antes mesmo de poder falar alguma coisa, ou apenas me explicar meu pai me pegou pelo braço e foi me arrastando para a cozinha.

O local que ele apertava doía pela força que ele fazia, até que uma hora escutei um pequeno estalo e senti uma dor muito forte, tinha quase certeza que meu braço deveria estar quebrado. Meu pai não parecia se importar com isso.

– FAÇA ALGUMA COISA QUE PRESTE SUA INÚTIL! ESQUENTE A COMIDA PARA MIM AGORA! — Ele mandou aos berros e soltou meu braço com força, fazendo-o doer ainda mais. Sentia lágrimas correndo pelo meu rosto.

– M-mas pai... E-eu já fiz a c-comida! — Consegui falar entre soluços causados pelo começo do choro e pela primeira vez desde que minha mãe morreu estava ficando com medo de meu pai.

– NÃO ME IMPORTA ESQUENTA ESSA MERDA AGORA! ANDA EU ESTOU MANDANDO! — Ele falou se aproximando de mim e automaticamente dei alguns passos para trás.

– M-Ma e-eu estou com s-sono pai! — Praticamente estava implorando para voltar á meu quarto.

– PORRA NÃO ME IMPORTA SE ESTÁ COM SONO OU NÃO! EU QUERO QUE VOCÊ ESQUENTE ESSA COMIDA PARA MIM AGORA! ANDA ESTOU ESPERANDO! — Ele gritou ainda mais alto o que fez com que eu ficasse paralisada de medo. Percebendo isso ele se aproximou de mim tão rápido que nem consegui pensar ou desviar sua mão pesada, bateu em meu rosto com força o que fez com que eu caísse no chão pelo impacto e ali eu chorei.

Levantei-me com um pouco de dificuldade, comecei a fazer o que ele me pediu. Agora não era apenas meu braço era meu corpo todo que doía e tinha quase certeza que meu rosto estava com a marca de seus dedos.

E ali pela primeira vez eu pedi a deus que eu nunca tivesse nascido. Mas o que eu nem sabia que aquilo mal tinha começado.

Notas finais
Bem meninas esse é apenas o prólogo!
Espero que tenham gostado! :)