Bring Me Back To Reality.

6 Capítulo 6: Feliz Dia dos Namorados.


Notas iniciais
Hey. Então, essa capítulo era para ter sido postado no Dia de São Valentim, mas não deu, mas mesmo assim está legal, ok? Eswpero que vocês gostem. P.S.: Cadê vocês?! estou me sentindo péssima sem a opinião de vocês.

Levantei-me prontamente e apertei a mão do homem.

– Prazer.

– Prazer. – ele respondeu, me julgando mentalmente.

– Por que seu pescoço está vermelho? – a mãe de Oliver perguntou.

– É... É que... – gaguejei.

– Um inseto. – Oliver disse.

– Isso. Um inseto me chupou, digo, picou. – me enrolei. Podia sentir o rubor quente em minha face.

– Ah, sim. – a mãe de Oliver disse. – Bem, nós voltamos de viagem e decidimos ver como você estava, ver se precisava de algo.

– Vocês me emanciparam justamente para não terem mais que cuidar de mim. Que diabos vocês querem com esse teatro?

– Nós queremos saber como você está. Quando ficamos sabendo do que te aconteceu...

– Vocês se arrependeram por terem me abandonado e viram a merda que deu, é isso?

– Sim, querido... – a mulher levou a mão até o rosto de Oliver, que a segurou na metade do caminho.

– Não deu merda. Se eu não tivesse feito isso ninguém nem ao menos saberia quem é esse cara e vidas foram salvas por causa disso. Pelo menos por certo tempo. Agora, por favor, saiam da nossa casa. – ele passou o braço pelo meu quadril.

Eles se deram por vencidos e deram meia-volta, saindo. Oliver bateu a porta atrás deles.

– Você foi muito duro com eles, amor. – eu disse.

– Não vou ser simpático com quem me abandonou e me bateu.

– Você guarda muito rancor deles, não é?

– É tudo que eu tenho. Não possuo lembranças felizes com eles.

O abracei, afagando seu cabelo.

Ele se afastou e sorriu.

– Vem cá, que papo era aquele que um inseto te chupou?

– Ah, aquilo foi completamente vergonhoso! Nunca fiquei tão constrangida e vermelha.

Ele riu.

– Acho que você terá que passar maquiagem nesse pescoço para ir à escola amanhã, não é?

– Ah! Eu queria faltar aula e dizer que estava doente!

– Ah! E eu teria de me ferrar lá sozinho?

– Eu não disse que você iria à escola. – sorri perversa.

Ele sorriu e me apertou contra seu corpo, mordendo minha bochecha e depois meu lábio inferior. Coloquei minhas mãos por baixo de sua camiseta e o senti arrepiar, já que minhas mãos estavam frias, mesmo que antes eu estivesse usando luvas.

Ele me deitou no sofá e acariciou minhas cochas enquanto eu arfava e apertava seus ombros.

– Ei, fizemos isso há algumas horas atrás, lembra?

Ele suspirou.

– Tudo bem. Mais tarde.

– Obrigada.

Ele se sentou.

– E depois você diz que não é pervertido. – murmurei.

– O que? – perguntou.

– Nada, querido. – dei um selinho nele, que me deu um olhar desconfiado.

Sorri torto e liguei a TV. Estava passando O Resgate Do Soldado Ryan e decidi assistir.

– Você gosta de filmes de guerra? – Oliver perguntou.

– É claro que gosto. Quem não gosta de um assistir um pouco de violência ficcional?

Ele riu.

– Não sei. Há pessoas com estômago fraco, esqueceu?

– Não tenho esse problema. Por falar nisso, estou com fome.

Ele sorriu e me beijou.

– Vou fazer o almoço.

Quando o filme estava acabando ele me chamou da cozinha. Cheguei lá e havia carne de soja e alguns vegetais cozidos sobre a mesa.

– Lembranças da Jordan? – perguntei.

– Sim. – sorriu.

– Tenho saudades de lá, mesmo com tudo aquilo. – sorri fraco.

– Eu também tenho.

– Aquilo deve estar uma bagunça... – pensei.

– Com certeza. Enfim, quer almoçar?

– E ainda pergunta?

Ele afastou a cadeira para que eu me sentasse e se sentou à minha frente.

Depois que terminamos coloquei seu vinil do Robert Johnson e fui ajudá-lo a lavar a louça.

– Onde você achou esse vinil?

– Atrás das almofadas do sofá, por quê?

– Eu estava procurando ele faz um mês mais ou menos. Obrigado por achar.

– Existe algo chamado faxina, amor.

– Você acha mesmo que eu vou fazer faxina? Tenho poesias para escrever, amore mio!

– Ah que bonito, não é? E quem arruma a casa?

– Você não pode arrumar?

Dei um tapa no seu braço. Ficou vermelho, com a marca da minha mão, mas ele nem ligou.

– O que foi bella raggazza? – perguntou desentendido.

– Se você me chamou para morar aqui só para eu dormir com você e arrumar a casa eu vou te matar!

– Ei! Eu estou só brincando! Não quero que você arrume nada! Eu só não fiz uma faxina ainda porque eu não estava me sentindo bem. E eu sei arrumar as coisas muito bem, ouviu? A única coisa bagunçada lá em casa era meu quarto!

– Hum, tá bom. Então por que você me chamou pra morar aqui?

– Eu seria um idiota se deixasse você voltar e ir direto pra casa dos seus pais se eu tenho um lugar só meu. Não querendo ofender meus sogros nem nada disso.

Eu ri.

– Você fala como se eles ligassem pra você.

Ele me olhou com a sobrancelha arqueada.

– Desculpa Oli, eu não quis dizer isso. Não é que eles não ligam, é que...

– Eu entendi Sarinha. Não se preocupe. – sorriu.

– Que bom. Porque, é claro que eles ligam, não é? Eles deviam ligar com quem a única filha deles sai, namora e dorme não é?

Ele apenas confirmou com a cabeça.

– Oliver!

– O que?! Eles deviam, é claro que deviam! Mas você sabe da situação melhor do que eu.

– Eu sei? Faz tanto tempo que eu não sei de mais nada.

Ele me olhou por um momento e beijou minha testa.

– Estou aqui com você, tudo bem? Você não precisa mais deles.

Suspirei.

– Eu sei.

– Então por que você está tão nervosa?

Balancei negativamente a cabeça. Eu não fazia ideia.

– Apenas não pense nisso, amore mio.

– Não consigo não pensar.

– Consegue sim.

Suspirei.

– Você tem um cigarro?

– Como é?

– Eu preciso de alguma coisa.

– Não, eu não tenho um cigarro. Joguei todos os meus cigarros fora. E mesmo que eu tivesse não te deixaria tragar.

– Por quê?

– Você já tem problemas o suficiente.

– Tá bom. Posso ao menos beber?

Ele negou com a cabeça.

– Então o que vou fazer?!

– O que você fazia antes?

– Escrevia músicas, dormia, me cor... – parei no meio da fala.

– Apenas escreva. – ele disse sério.

– Estou sem ideias agora.

– Amor, por favor...

– Eu não disse que vou fazer alguma coisa, amor.

– Mesmo assim.

O beijei.

– Estou bem, ok?

– Tem certeza?

– Tenho.

A pia estava vazia então o puxei para a sala e nos sentamos no sofá. Zapeei pelos canais, mas aparentemente não havia nada de bom passando até que achei um show antigo do Bring Me The Horizon no Wembley Festival e decidi deixar lá.

Oliver pegou meu braço e olhou as cicatrizes brancas em meus pulsos.

– Oliver assim você me deixa nervosa.

– Desculpa. Eu estava pensando... Por que você não cobre isso?

– Com o que?

– Tatuagem é claro.

– Hum, até que é uma boa ideia. Mas que tatuagem?

– Alguma frase, qualquer coisa que você realmente goste.

– Teria de ser algo grande... – encarei meus pulsos. As cicatrizes estavam por todo o braço.

– Uma letra de música?

– Pode ser... Mas vou precisar guardar dinheiro.

– Vai.

– Mas, é uma boa ideia. De verdade. Estou cansada de ver isso.

Ele beijou meu pulso. Sorri fraco.

– Conheço um tatuador, ele havia feito uma tatuagem no meu colega. Lembra do Jack, que tinha a coruja incorporada com a caveira mexicana no braço?

– Sim! Sempre achei aquela tatuagem demais.

– Então.

– É, vou pensar no desenho.

Focamo-nos no show que estava passando na TV, tentando cantar Chelsea Smile no screamo, mas dando muito errado.

...

Era o começo da noite de Valentine’s Day. Passar a data com Oliver, pelo menos pela parte do dia havia sido como um dia comum. Demos início às redações de literatura com Oliver constantemente levantando-se e indo beber um copo de água estupidamente gelada. À tarde Oliver havia me mandado para a casa de Helena e Laila, ele disse que iria fazer alguma surpresa. As duas me receberam de braços abertos. Elas ficaram me contando histórias engraçadas de quando estavam no sanatório, como da vez que elas haviam conseguido abrir a porta de seu quarto de madrugada e foram para a cozinha para simplesmente comer a comida dos funcionários – que era infinitamente melhor que a dos pacientes. Laila contou sobre sua primeira vez lá e Helena contou a sua também, com Derek. Ambas exibiram um semblante inexpressivo pela simples menção de Derek então vasculhei logo algo em minha mente para mudar de assunto.

Meu celular vibrou em meu bolso, Oliver estava me ligando.

– Quer que eu vá te buscar? – perguntou.

– Sim! – que pergunta era aquela?! Eu estava louca para passar o Dia dos Namorados com meu namorado.

– Estou indo então, tchau.

– Tchau. – desliguei.

– E aí? O gato já está vindo? – Laila perguntou.

– Sim, está. – respondi nervosa.

– Não se esqueça de pararem na farmácia para comprar camisinhas.

– Sim, mãe.

– Quer que eu te dê uma lingerie?

– Não! Vamos parar de falar sobre isso. E outra, seus seios são enormes, a lingerie não caberia em mim.

– Tudo bem. Só relaxe.

– Olha, eu não sei se você sabe mas eu já dormi com ele antes.

– É Dia dos Namorados, as pessoas enlouquecem nesse dia.

– Ah Helena, cale a boca!

Ela riu.

– Você está tão ansiosa que está até suando!

– Shh!

Esperei por mais alguns minutos enquanto eu tentava mudar o assunto.

Ouviu-se batidas na porta.

Laila atendeu e meu namorado esta escorado no batente com sua velha jaqueta de couro por cima de um moletom vermelho.

– Oi Laila, tudo bem?

– Sim e você?

– Ótimo.

Laila deu espaço para Oliver entrar. Ele cumprimentou Helena e depois me ofereceu a mão para levantar.

– Vamos amore mio?

– Vamos. – entrelacei nossas mãos. – Tchau meninas.

– Tchau. – elas responderam. Fomos embora.

Oliver abriu a porta para que eu entrasse na picape como em nosso primeiro encontro.

– E então, o que ficaram fazendo?

– Conversando, comendo pipoca. Elas me contaram o que faziam no sanatório.

– É? Então você já comeu?

– Tecnicamente já.

– Acha que pode ficar sem os remédios só por essa noite?

– Acho que sim... Por que amor?

Ele não respondeu.

Chegamos ao prédio. Oliver acenou com a cabeça para os policiais de escolta e para o porteiro.

– Quer subir de elevador? – perguntei.

Ele me olhou.

– Tem certeza?

– Tenho.

Ele chamou o elevador. Entramos e começamos á subir. Aproveitei o momento para encurralá-lo contra a parede e subir na ponta dos pés para beijá-lo. O elevador parou e ele me empurrou para, com os lábios ainda selados aos meus. Deixei que ele abrisse a porta do apartamento. Estava tudo escuro. Acendi a luz. Havia um buquê com rosas azuis no sofá, junto com um vinil do álbum Going To Hell da The Pretty Reckless e uma garrafa de vinho escarlate sobre a mesa.

Senti suas mãos retirando meu casaco e beijando cada centímetro de pele nua que era exposto. Virei-me para ficar de frente para ele e arranquei suas roupas uma a uma. Ele passou um braço pela minha cintura e me levantou, me levando até o quarto. Encurralou-me na parede e tirou minha camiseta. O empurrei até que ele caísse com as costas na cama e abri o fecho do sutiã, jogando-o em qualquer canto do quarto. Ele me puxou pelo cós da calça me fazendo cair por cima dele.

Fomos dormir tarde naquela noite.

Acordei com a cabeça em seu peito. Ele ainda dormia num sono profundo. Enrolei-me nos lençóis e fui até a sala. Havia algo em cima do balcão da cozinha. Uma rosa, mergulhada em tinta vermelha.

Engoli em seco quando percebi que não era tinta. Havia um bilhete também. Quatro palavras. Um calafrio.

Feliz Dia dos Namorados.

Notas finais
E então, gostaram? Esse foi um pouco mais "quente", mas nada explícito porque isso não é 50 Shades e eu nem consigo escrever cenas assim. Enfim, tcha, beijão. Page da história: https://www.facebook.com/pages/Saga-Bring-Me-Back/344084172461245