Bring Me Back To Reality.
9 Capítulo 9: Alguém Está De Volta.
Notas iniciais
Oi! Adivinhem quem voltou? Eeeuuu! hahaha Demorei um pouco, eu sei, mas quem é vivo sempre aparece, não é mesmo?
Confesso que estou ficando decepcionada. Nenhum comentário gente! Como posso saber se tem gente lendo ou não? Bem, espero que alguém dê sinal de vida hoje. (alguém na história deu, pelo menos.)
Último capítulo postado: http://fanfiction.com.br/historia/519261/Bring_Me_Back_To_Reality/capitulo/9/
Página do facebook: https://www.facebook.com/pages/Saga-Bring-Me-Back/344084172461245
Prendi a respiração por alguns segundos que creio que foram muitos, pois logo senti uma dor atrás dos olhos e minha vista enegreceu. Soltei o ar pesadamente e olhei para Oliver que havia ficado branco como um fantasma.
– O que foi? – Aaron perguntou-nos.– Meu colar. – eu disse.– Seu colar sumiu?– Sim. Era uma safira azul em uma corrente de ouro amarelo.Aaron pegou o rádio.– Robert, como é a safira enrolada na boca da garota?Robert descreveu pelo rádio o meu colar de safira com todos os detalhes.O policial me olhou.– Nós iremos devolver a sua joia. Não deram conta de mais nenhum furto?Balancei a cabeça negando. – Acho melhor vocês acharem um lugar para passar a noite. A casa de um parente, talvez?– Podemos ir pra casa da Helena. – Oliver disse.– Sim, acho que sim.– Peguem suas coisas então. O que não estiver quebrado, pelo menos. – Aaron disse. – Desculpe-nos pelo transtorno.– Tudo bem, a culpa não é de vocês. Nós vamos arrumar nossas coisas.Oliver me puxou pela mão até o quarto e me ajudou a fazer as malas. Eu estava em estado de choque.Demos um breve “Tchau” aos policiais e quando mencionei ligar para Helena para avisar, Oliver me disse que já havia avisado-a.– Quando você disse á ela? – Quando fui lá pra te buscar.– Você disse á ela antes de me dizer?– Sim. Tem algum problema?– Não. Tem mais alguma coisa que você não saiba e que tenha contado á Helena primeiro?– Não. Vem cá, você está com ciúmes da sua prima?– Não.– Sarah, sério, pare com isso. Até porque ela está namorando.– Está?!– Sim, com a Laila. Você ainda não percebeu?– Não! Por que ninguém me contou?!– Não sei bella raggazza.Oliver estacionou em frente ao prédio. Saímos e pegamos as malas, tendo um pouco de dificuldade para subir pelas escadas. Oliver deu três batidas na porta e logo fomos recebidos por Laila, que nos guiou até o segundo quarto do apartamento, onde Helena dormia antes, mas que agora havia virado um quarto de hóspedes.Observei o papel de parede preto cheio de arabescos que fora colocado em uma única parede onde uma cama de casal bem grande com arabescos de ferro na cabeceira havia sido encostada. O resto das paredes era cinza claro. Havia um guarda-roupa grande com espelhos em todas as portas e um banheiro.Guardamos nossas coisas no armário e segurei Oliver pelo braço antes que ele saísse do quarto.– O que foi? – perguntou.– Me desculpa de novo por ter sido tão chata.– Tudo bem. Só não sei o motivo de ter se estressado tanto com aquilo.– Como assim não sabe?! Ele franziu o cenho e cruzou os braços.– O que?! – perguntei. – Não aja como se não tivesse feito merda!– Não vou discutir de novo com você. – ele disse e por fim saiu do quarto.Suspirei irritada e resolvi tomar um banho. Peguei a toalha e tudo que precisava e me tranquei no banheiro. Despi-me e abri a ducha, esperando a água esquentar. Entrei embaixo da água fervente e sentei no chão, colocando a cabeça entre os joelhos. Tentei controlar a respiração, pois estava arfando e logo percebi que estava chorando. Levantei e lavei o cabelo, mas eu mal conseguia parar de pé. Apoiei-me no Box de vidro que já estava embaçado pelo vapor. Tomei fôlego umas três vezes e quando fui me endireitar acabei escorregando e caindo. Ouvi um zunido e o grito abafado de Oliver me chamando e então eram apenas trevas. Acordei um tempo depois com a cabeça doendo e o ouvido zunindo. Eu estava nua, porém enrolada num cobertor e no colo de Oliver. – O que aconteceu amore mio? – Oliver me perguntou.– Eu escorreguei. Minha cabeça tá doendo... – Você deve ter batido. É melhor eu te levar pro médico. – Nua?Ele sorriu torto. – Você acha que vou deixar um cara te ver nua sem motivo nenhum? Não. Consegue se levantar e se vestir? Tentei me levantar e minha vista ficou turva. – Não. – disse.– Lena, Laila, vocês poderiam nos dar licença por um instante? – Oliver pediu.– Você vai vestir ela? – Helena perguntou.– Não vejo problemas nisso. Vai, saiam. – disse.Elas saíram e fecharam a porta. Oliver me sentou na cama e se levantou.– Então, o que quer vestir?– Qualquer coisa. – respondi.– Você vai realmente me designar a tarefa de escolher suas roupas?– Qual o problema?– Da última vez que fiz isso você reclamou que estava parecendo uma stripper.– Porque fiquei.– Eu te achei sexy. Enfim... – ele abriu minha mala e tirou algumas roupas, mostrando-as para que eu escolhesse.Depois que disse não para todas as roupas que ele havia me mostrado, já que minha visão estava turva e eu não conseguia distinguir direito quais roupas eram aquelas, Oliver se cansou e pegou uma calça jeans e o que parecia ser uma camiseta preta com alguma estampa rosa e branca.– Que camiseta é essa? – perguntei.– “Ladies and Gentlemen The Fabulous Stains”. – Meu Deus, eu tenho essa camiseta!– Sim, você tem. – disse ele, passando-a pela minha cabeça. – Não, você não entende! Você não sabe quanto tempo eu venho procurado essa camiseta lá em casa!
– Por “lá em casa” você quer dizer...?– Lá em casa, ué. Nosso apartamento.Ele sorriu.– Só checando. – me deu um selinho e calçou um par de all stars vermelho de cano médio com tachas em meus pés. – Não vai pegar uma blusa pra mim? – fiz um biquinho.Ele sorriu e pegou uma jaqueta de couro preta com spikes nos ombros e me ajudou á vestir.– Anos oitenta reinando. – eu disse.– Só faltam as luvinhas de couro. Pegou-me no colo e abriu a porta. Helena e Laila estavam no sofá, Helena com a cabeça recostada no ombro de Laila. Oliver pigarreou e elas se viraram para nos olhar.– Que isso? Os Ramones e os Sex Pistols invadiram minha imaculada casa suavemente gótica e alternativa? – perguntou Helena.– Não viu o furacão punk passando e entrando no quarto com peças de couro e tachas? – Oliver perguntou sorrindo torto.– Não, perdi essa. Vai levar a dama para o hospital numa Harley-Davidson, Hell Angel? – Engraçadinha. Vocês vêm com a gente? – Não, vamos ficar aqui. Você fica bem, Sarah? Fiz um sinal de positivo para ela, que sorriu. Oliver me carregou até a porta, acenou brevemente para as duas mulheres e depois saiu.– Quero ver como vou te carregar pelo lance de escadas. – É melhor não me derrubar, viu? – Não se preocupe, só fique quietinha.– Não vou me mexer.Ele desceu um pouco devagar, tentando não bater minha cabeça na parede e não bater meus pés nos corrimões. Quando chegamos á portaria o porteiro arqueou as sobrancelhas e os policiais da escolta nos olharam.– Por que ela não está andando? – um deles perguntou.– Ela caiu e bateu com a cabeça, agora está com tontura. – Oliver disse.O policial limitou-se a concordar com a cabeça. Invejei-o por um instante. Se eu fizesse aquilo eu sentiria uma dor de cabeça terrível.Oliver colocou-me na picape e afilou o meu cinto, depois entrou pelo outro lado. Era a terceira vez que eu estava entrando naquele carro só nas últimas três horas. Uma briga, um arrombamento na minha casa e agora eu estava indo para o hospital com a cabeça latejando. Eu não devia ter saído da cama. Não devia mesmo.– Quer que eu ligue o rádio? – Ollie perguntou depois de um tempo.– Não, por favor. Minha cabeça está explodindo. – eu disse tentando me encolher no banco. – Já estamos chegando, amore mio. Fechei os olhos. Eu estava sentindo muito, muito sono. O cheiro de cigarros do carro estava me incomodando muito também. Abri a janela, mas o vento cortante de inverno me fez estremecer. Sem pensar muito bem peguei o cinzeiro portátil e joguei as cinzas pela janela e depois a fechei. Oliver só me observou por alguns momentos pelo retrovisor.– Desculpa. – eu disse acanhada.– Tudo bem, está fedendo mesmo. Dei um sorriso fraco. Seguimos em silêncio.Oliver estacionou no PA e saiu. Abriu a porta e depois me pegou, me levando para dentro. – O que aconteceu? – uma enfermeira nos abordou.– Ela caiu e bateu com a cabeça. Está com tontura.– Qual é a sua relação com ela?– Sou o namorado dela.– Uhum. Bem, me acompanhe e vá me respondendo para que eu possa fazer a sua ficha, ok mocinha?– Ok.Ela saiu andando e fomos logo atrás.– Nome completo e data de nascimento, por favor?– Sarah Jackman. 12 de julho de 1996.– Uso de remédio diário?– Sim. Paroxitina. – Uhum. Aonde você bateu com a cabeça?– Não sei. Acho que no chão do banheiro.– Ok. Como você está se sentindo, além da tontura? – Com muito sono. – Chegou a vomitar após a batida?– Não. Só desmaiei.Ela continuou com uma série de perguntas e eu me esforçava para conseguir me lembrar e me concentrar nas perguntas. – Ok. Nós vamos te deixar no quarto por um instante e depois te pegaremos para fazer uma tomografia. Podem entrar. – ela abriu a porta de vidro e Oliver entrou e me deitou na cama, depois se sentou na cadeira ao lado. – Tem wi-fi aqui? – perguntei.Oliver riu.– Da última vez que você veio tinha?– O que? Eu vim aqui? – No ano passado, amore mio. Lembra? Você quase morreu e eu te trouxe pra cá. – Não consigo me lembrar.Oliver franziu a testa, estranhando. Dei de ombros. Senti um enjoo muito forte me subindo e só tive tempo de virar a cara para vomitar no chão e poupar meu colo.– Ok, isso não é normal. – eu disse.– Não, não é. – Oliver disse preocupado.A médica chegou e viu o vomito no chão. – É melhor irmos fazer a ressonância logo. Só mais uma coisa, há alguma possibilidade de você estar grávida?– Não. – eu e Oliver respondemos juntos.– Bem, então as enfermeiras irão colocar a camisola em você e depois te levarão à tomografia. Você tem algum piercing, algum pino em algum lugar?– Não, não tenho.– Tudo bem. As enfermeiras já chegarão. Ela saiu de novo e um funcionário da limpeza entrou e limpou o chão. Eu estava morrendo de sono e sentia minhas pálpebras pesarem. Algum tempo depois duas enfermeiras chegaram e fecharam a cortina envolta da minha cama para me colarem uma camisola. Elas colocaram minhas roupas dentro de uma gaveta ao lado da cama e depois abriram a cortina de novo. Oliver estava de pé me fitando. Outro médico entrou. Ele era ruivo e tinha os olhos castanho-esverdeados. Ele também era bastante alto – um pouco maior que Oliver – e parecia ter entorno de trinta e três anos.– Olá, sou o Dr. Gregory. Vou te acompanhar no exame, tudo bem? – Sim.– Vamos então. – ele olhou para Oliver. – O senhor terá que ficar esperando.Oliver apenas concordou com a cabeça.Eles me transferiram para uma maca e foram comigo até uma sala enorme. Colocaram-me deitada no aparelho e eu entrei. Antes de ligarem Dr. Gregory falou:– Ok, Sarah, vou pedir para que você não se mexa agora. Você vai ouvir uma batida contínua, que indica que o aparelho está funcionando e sua cabeça pode doer por causa disso já que você a bateu. – Tudo bem. O que vocês estão procurando? – Traumas pelo crânio, algum deslocamento do cérebro ou traumas pelo cérebro. Não se preocupe, são procedimentos padrões para o seu caso.Fiquei quieta e tentei não me mexer. Ouvi a batida curta e contínua. E mais uma coisa...– Sarah?– Oi?– O que foi Sarah? – ouvi o médico dizer.– O senhor não havia falado comigo?– Não.Ouvi uma risada maquiavélica.– Estou de volta, vadia. – a alucinação disse maliciosamente.
Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim, pois me matei escrevendo isso! Por favor, comentem, se puderem. Podem criticar alguma coisa, se acharem que vai me ajudar, juro que vou ler.
P.S.: Estou pensando em fazer um capítulo extra com um conto sobre a vida do Oliver antes dos pais deles o emanciparem. O que acham?
P.S.1: Alguém aí faz trailers para fics? Queria fazer um para a saga.
Tchau, Beijão.
Fale com o autor