Brincando com sentimentos
57 Capítulo 57
Notas iniciais
Pov Finn
Eu estava completamente arrasado, destruído, eu não existia mais, ou existia e não vivia. Era absurda o tamanho da minha dor. Havia deixado Rachel no hospital, contado ao Sr. Berry toda a história, e voltei para a casa. Não iria olhar para a minha irmã, com o coração batendo por ela de outra maneira. Eu não podia acreditar. Suspirei sentindo meu coração apertado.
– E aí cara, está tudo bem? –Sam apareceu na porta
– Está tudo mal –respondi baixo, sem olhá-lo.
– Eu não sei o que dizer..
– Não diga nada. Me deixe sozinho por favor.
Ele saiu puxando a porta, todos estavam abalados pela nossa situação. Liguei para Shel, que provavelmente também estava sofrendo muito.
.Ligação mode on.
– Alô, Finn? –a voz da menina já demonstrava sua tristeza
– Olá princesa, como você está?
– A verdade é que eu não estou.
– Ela continua sendo a sua irmã.
– Mas ela não continua sendo a Rachel Berry.
– Como assim?
– Desde que eu voltamos do hospital, ela não para de chorar. Está doendo em mim vê-la assim Finn..
– E está doendo em mim saber disso. Muito. –não consegui segurar as lágrimas e comecei a chorar como um bebê.
– Venha pra cá Finn..
– Eu não posso.
– Ela se trancou no quarto, vou até vê como ela está. –ouvi ela bater na porta e dizer “Rachel, você está aí?” o silêncio tomou conta e ela começou a socar a porta– Finn, eu estou sozinha em casa, meu pai foi buscar Emma pra conversar com Rachel, a porta ta trancada e pela fechadura estou vendo a Rachel caída no chão. Finn minha irmã –ela chorava em desespero
.Ligação mode off.
(Leiam escutando a música: I Won’t Let You Go – James Morrison)
Saí em disparada para a casa de Rachel, em menos de dez minutos eu estava lá, sendo que aquele trajeto me custaria uns quinze minutos normalmente. Entrei e já encontrei Leroy chorando na sala, meu coração parou naquele momento.
Subi para o quarto ouvindo a gritaria de Shel, que dizia “Eu quero a minha irmã” passei em frente ao seu quarto e avistei Emma acalmando a pequena, ela também chorava.
Sem pensar duas vezes segui para o quarto de Rachel e me deparei com a seguinte cena: Rachel caída no chão, com uma caixa de remédios ao seu lado. Puxei-a para meu colo, ela estava fria, pálida, os lábios roxos.
– Rachel fala comigo –segurei em seu pulso, mas não havia pulsação nenhuma, comecei a chorar desesperadamente– RACHEL O QUE VOCÊ FEZ? PORQUE FEZ ISSO COMIGO? VOLTA PRA MIM, RACHEL.. A GENTE PROMETEU QUE SERIA PRA SEMPRE.. VOLTA PRA MIM MEU AMOR, POR FAVOR. EU VOU TE AJUDAR, VOCÊ VAI FICAR BEM –peguei-a no colo e sai carregando-a pela casa, descia as escadas e vi bombeiros entrarem na casa retirando-a de meu colo.
Foi algo realmente muito rápido, eles levaram Rachel para dentro da ambulância e ali mesmo começaram o atendimento, eu não sai de perto. Pude vê eles rasgarem a blusa de Rachel e lhe darem o primeiro choque, seu corpo estremeceu, mas nenhuma resposta foi dada. Novamente tentaram, e nada, e outra vez, e outra. Deixei-me cair no chão, chorando. Vi Quinn aparecer, ela chorava em desespero e gritava por Rachel. Pude ouvir o socorrista dizer:
– Eu sinto muito.
Fechei os olhos me sentindo cair em um buraco sem fim. Eu precisava estar com Rachel. A gente havia feito uma promessa. Me levantei e me aproximei dela, depositando meu último beijo em sua boca roxa e gélida. Acariciei seu rosto, minhas lágrimas caiam sobre o mesmo.
Segui em disparada para o meu carro, estava doendo, estava sufocante, eu estava perdido, eu estava morto. Dirigir na maior velocidade possível, enquanto isso, vários flashbacks vieram a minha cabeça.
.Flashback mode on.
Rachel e Finn com oito anos de idade:
– Eu não quero mais brigar com você, eu exagerei –ele disse e ela sorriu
– Eu sabia que você voltaria atrás.
– Porque a certeza?
– Porque como eu, você não vive sem mim.
– É –ele coçou a cabeça– Você tem razão.
– Promete que estaremos juntos para sempre, haja o que houver?
– Sempre –ele sorriu, ela também. Ambos que estavam frente a frente entrelaçaram suas duas mãos.
– Eu amo você –disseram em uníssono.
.Flashback mode off.
Eu chorava em desespero, eu a queria de volta, eu a queria comigo.. logo a frente havia um precipício e eu acelerei ainda mais o carro, derrubando os cones, algumas barragens e caindo sobre ele.
Eu não poderia viver em um mundo que não existisse Rachel Berry, eu não poderia seguir sem ela. A dor, a saudade, isso me mataria aos poucos, e porque não adiantar este encontro? Eu havia prometido, e eu cumpri.. eu cumpri.
Narração:
Uma amizade, que se tornou um amor, uma promessa que se foi cumprida, porém duas pessoas que se foram perdidas. Porque o para sempre, deve ser realmente para sempre. Talvez esta fora mais uma história típica de Romeu e Julieta, ou talvez, apenas mais uma história de um GRANDE AMOR PROIBIDO.
FIM!
Fale com o autor