Brincando com sentimentos
55 Capítulo 55
Notas iniciais
Pov Finn
Voltei para o quarto de Rachel com dois pratos de sopa, a cara dela foi hilária ao perceber o que era.
– Porque sopa? –ela fez careta
– Porque é o melhor pra você.
– Ah, jura?
– É amor, tem verdurinha olha, cenoura, beterraba, faz bem pra saúde.
– Mas amor.. eu prefiro uma pizza, um salgado..
– Mas nada, é isso mesmo e acabou.
– Imagina uma pizza suculenta de frango, só imagina –ela lambia os beiços
– Prometo que amanhã te levo em uma lanchonete. Está certo?
– Ta né.. fazer o que –ela revirou os olhos
– Isso, boa garota. Agora abra a boquinha.
Ela abriu e tomou uma colherada fazendo careta.
– Que coisa mais sem sal.
– É assim mesmo a comida de hospital.
– Ta, agora me dê meu prato e vá tomar a sua sopa.
– Você consegue sozinha?
– Eu acabei de transar com você sendo eu a ativa, e você me pergunta se eu aguento tomar sopa sozinha? –ela gargalhou
– Ata, desculpa aí.
– Me desculpa amor, mas esta você mereceu.
– Ah é, e eu mereço um beijo por tamanha burrice?
– Talvez –ela fez charminho mas logo me puxou para um beijo – Como você ficou sabendo que eu estava no hospital?
– Shel me ligou.
– Mas.. os meninos te ligavam e você não atendia –ela levou uma colher de sopa na boca
– Mas a Shel é diferente, ela é minha namorada, e não um marmanjo que vai ficar me dando sermões.
– Então mesmo me namorando.. você continua namorando a minha irmã? –ela me olhou incrédula
– Claro, as Berrys me encantam.
– Então o jeitinho despojado de Kitty realmente lhe fez apaixonar por ela?
– Obviamente! E convenhamos que a Tina também é linda.
– Dêsha de ser Berrymaníaco.
– Nunca. Jamais. Em hipótese alguma –fiz uma careta e lhe dei um selinho
– E o Mike e o Blaine?
– Ah, aqueles lá são feios.
– Pô, amor, admite que acha os meus irmãos lindos também.
– E eu sou lá boiola?
– Nunca se sabe né?
– Arran, nem vem que essa não cola.
Ela gargalhou. Jantamos e assim que terminamos ela me chamou novamente para a maca, deitei ao seu lado e a fiz dormir em meios a cafuné. Logo eu peguei no sono também, por ali mesmo.
Pov Rachel
– Juro que da próxima vez vou marcar um hora antes pra vê se você ficar pronta na hora certa –Finn disse entediado a minha espera.
– Ai amor, para de reclamar, logo eu estou pronta.
Eu já havia me maquiado e feito baby liss no cabelo.. ta, a parte do cabelo foi a Shel quem fez e tinha ficado lindo. Só faltava vestir o vestido e o sapato.
– Fecha aqui pra mim? –me virei de costas para ele que estava sentado em minha cama. Ele se levantou e fechou lentamente o fecho do vestido, depositando um beijo em meu ombro depois.
– Você está linda –ele disse me virando de frente
– Você também, senhor Hudson.
– Minha, minha, minha.
– Meu, meu, meu –sorri
– Me dá um beijinho aqui –ele apontou para a própria boca
Eu me aproximei, mas como se lembrasse de algo me afastei.
– Não, vai tirar o meu batom e estamos atrasados.
– Ama mais uma maquiagem do que a mim? –ele parecia ofendido
– Não, apenas estou a preservando –mostrei-lhe a língua e ele se sentou frustrado
Calcei meus sapatos e me olhei no espelho.
– Wow, você está linda –meu pai que estava na porta do quarto disse
– Obrigada pai –fui até ele e lhe abracei
– Só vim dizer para tomarem cuidado. Qualquer coisa me liga, viu? –nós consentimos– Se divirtam.
Ele saiu do quarto e eu olhei com uma carinha fofa para Finn.
– Não sou o único que fica preocupado com você, está vendo?
– É, eu sei. Eu amo meu pai, amo meus irmãos, amo meus amigos, amo você.
– Fiquei por último nessa declaração hein –ele arqueou uma sobrancelha
– Seu bobo –sentei-me no seu colo e sussurrei– Eu te amo, ta?
Ele consentiu e eu lhe dei um selinho demorado.
– Yes! –ele comemorou
– O que foi? –olhei-o confusa
– Eu tirei um pouco do seu batom.
– Idiota! –estapeei seu braço e me levantei, indo até a cômoda e pegando minha bolsa– Vamos?
– Vamos.
Seguimos para a lanchonete, e comemos uma pizza matando toda a minha vontade em comer massa. Depois seguimos para uma praça, estava meio frio e Finn tirou sua jaqueta de couro, colocando-a em mim.
– É tão bom estar aqui.. com você –ele segurava minha cintura enquanto caminhávamos lado a lado.
– Nem me diga, eu senti falta disso.
– Eu me senti vazio sem você –ele me beijou a testa
– Eu também –me virei olhando-o– Eu sei que você já deve estar cansado de saber disso, mas eu te amo, muito.
– Eu nunca me canso de ouvir, de saber, de pensar, de cogitar a hipótese de que você me ama. Eu amo você, minha princesa.
– Juro que eu só não te bato por me chamar de princesa, só pelo mero fato de eu estar muito apaixonada –fiz careta e ele gargalhou
– É MINHA PRINCESA SIM –ele me beijou e eu sorri entre o beijo.
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