Brincando com sentimentos
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov Rachel
O celular de Quinn tocou e ela se afastou para atender. Pude ouvi algo como "Arran, já estou indo" provavelmente era a minha tia enchendo o saco. Estávamos conversando sobre um seriado da TV quando Quinn se reaproximou.
– Vamos embora, Rachel.
– Eu não vou, vai você –soltei a fumaça do cigarro com a maior serenidade do mundo.
– Seu pai ligou para a minha mãe, ele estava nervoso e a sua procura. Ouvi vários sermões da velha no celular.. então nem quero imaginar o seu pai quando você chegar em casa. E não se esqueça, você saiu do castigo dele faz dois dias, tem certeza que quer voltar a ficar sem sair?
O.k, Quinn era ótima em fazer chantagem.. mas ela estava certa, eu não queria voltar a aquele castigo estúpido.
– Oh, a bebêzinha da Rachel ainda fica de castigo? –Noah fez biquinho, e todos riram de mim, mostrei o dedo para ele, apaguei o toquinho de cigarro que sobrará e joguei minha bolsa de novo nas costas.
– Melhor todos irmos –Finn disse, se levantando também.
– Espera por mim, Rachel –Brittany correu ao meu alcance e me abraçou de lado.
– Lesbianismo? Isso pode Noah? –Finn brincou
– Não meu filho, isso não pode não –ele balançava o dedo negando a ideia.
A minha casa não ficava muito longe da escola, e nem a de Quinn que ficava afastada da minha apenas por três casas. Na mesma rua, porém um pouco mais distante morava Brittany e Santana, que são irmãs de consideração, o pai de Britt tinha pego Santana para criar quando sua família não tinha condições para faze-lo. Fomos às quatros conversando coisas idiotas, que era o que fazíamos sempre. Me despedi delas e entrei em casa.
– Aonde você estava? –Meu pai me esperava sentado na sala, sua feição não era muito amigável.
– Estava com meus amigos.
– E isto é hora de chegar em casa? Porra menina o que você tem na cabeça? –ele berrava enquanto eu subia as escadas para o segundo andar da casa.
– Ah pai, vai se ferrar –eu falei espontaneamente.
– O que você disse mocinha?
– Ah pai, não esquenta –repeti contradizendo a primeira resposta, e subi rapidamente os degraus antes que ouvisse algo do tipo "Você esta de castigo", porque aí né eu estaria ferrada.
Minha irmã Shelby assistia um desenho qualquer e ria como uma retardada sobre a minha cama. Ela tem apenas dez anos e olhando assim você a imagina como uma garota fútil e sem mentalidade.. mas muito pelo contrário, minha irmã é inteligente, o que lhe torna detestável.
– Sai da minha cama agora Shelby Berry..
– Boa tarde para você também –ela me mostrou a língua e continuou no mesmo lugar
– Você é surda garota?
– Eu não.. mas você pelo visto é.
– E porque eu seria?
– Lembra do que o papai sempre fala? "Nada de drogas, cigarros ou bebidas alcoólicas".. –ela imitou meu pai bizarramente e se levantou indo até a porta
– E como você sabe que eu..
– Dá pra sentir o cheiro de longe.. E se o papai sentir, você esta mais que encrencada Rachel Berry –ela disse antes de sair batendo a porta
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Pov Finn
Cheguei com os meninos na balada e logo avistamos Rach, Quinn, Sant e Britt numa mesa bebendo.
– Boa noite madames –eu disse sarcástico.
– A noite só será boa quando eu vê você quebrando a cara naquela aposta –Rachel ergueu as duas sobrancelhas e sorriu para mim– Que aliás é o único motivo de eu estar aqui, preciso ri um pouco –ela levou um copo com alguma bebida até a boca
– O que vocês querem que eu traga dessa vez?
– Ah velho, com a Marley Rose? Você deveria é gravar –Brody falou antes de se servir com um conhaque barato.
– Eu não trouxe a câmera.. e nem vem querendo dificultar as coisas.
– Então você admite que vai ser difícil? –Quinn me perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas.
– Eu não disse nada disto..
– Se você trazer a calcinha dela já te idolatro mano –Sam disse tocando meu ombro esquerdo
– É, calcinha é uma boa –Brittany disse
– Como eu vou deixar ela sem calcinha depois?
– Dá seu jeito! –Quinn disse
– É, da seu jeito e traga a calcinha. Não é você que é o garanhão? –Rachel disse desafiado-o.
– Então ta. Já vou, porque a minha vítima chegou –eu disse antes de me afastar aos olhares deles.
Cheguei perto de Marley, um pouco nervoso para dizer a verdade, mas eu ganharia esta, com certeza.
– Oi Marleyzinha, tudo bem? –tentei ser simpático.
– O que você quer comigo, Hudson? –ela disse seca e sem nenhum interesse pelo cumprimento.. me virei olhando para meus amigos e eles nos olhavam rindo.
– É que eu comprei um carro para mim, e tipo, tava procurando uma garota legal para dar uma volta. Sempre te achei legal e..
– Carro novo? –ela sorriu e se mostrou mais interessada.
BINGO!
– Sim, uma Ferrari preta.
– Então aquela Ferrari lá fora é sua? –ela perguntou indignada
– Sim, sim.
– Nossa Finn, não sabia que você vinha de uma família nobre.
– Pois venho, querida Marley.
– Você queria mesmo o que comigo? –ela se aproximou
– Uma volta no meu carro.. mas acho melhor deixarmos para outro dia e darmos uma volta pela suíte.. o que acha?
– Uma ótima ideia –ela disse com malícia, antes de me puxar para um beijo.
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