Notas iniciais
oie galera, nao tenho muito oque falar, to cansada e cheguei 17 da escola sendo q eu acordei 6 p ir p aula, realmente muito bom... mas enfim, aproveitem... Ah e o artie nao anda de cadeiras de rodas nessa historia

Pov Rachel

O sinal acabara de tocar me acordando mais uma vez de uma aula chata, vi que todos se aglomeravam na saída e só então percebi que era o intervalo. Me levantei e saí com Britt e o Sam que faziam a mesma aula que eu, História.

– Preocupada com a sua aposta, Rach? –Sam perguntou

– Nem um pouco, Artie é sozinho e vai adorar uma companhia.

– O chato é que você vai ter que humilhar ele né? –Britt disse entortando os lábios

– Que isso Brttany? Você contra nossos más comportamentos? –Sam se indignou

– Claro que não.. é que acho ele um carinha legal. É meio zoeira. Covardia, sei lá.

– Tomara é que a Rachel o faça virar homem, porque nenhum em sã consciência vive assim. Desolado do mundo, das mulheres. Eu hein, isso pra mim é uma bichona.

Gargalhamos com o comentário de Sam. Encontramos Noah, Quinn, Finn, Santana e Brody já na nossa mesa de costume. Peguei uma bandeja e me servi, fui até eles.

– Olha lá a sua vítima, Rachel. Ele está tão desolado –Finn disse fazendo todos olharem para Artie.

– Se eu fosse você eu ia lá agora.. Uma ótima chance para se colocar a aposta em dia –Sant opinou e eu concordei, me levantei simplesmente e fui até o garoto que se sentava em uma mesa sozinho.

– Olá Artie, posso me sentar aqui? –me sentei sem ele responder

– Já sentou né –ele sorriu amarelo

– Está tão tristinho, o que houve?

–Jura que está preocupada comigo?

– Sim, não posso?

– Ah é que você e aquele seu grupinho é meio da pesada né –ele ajeitou seu óculos fundo de garrafa

– Nem somos, apenas curtimos a vida adoidados.

– BEM adoidados.

– Ah coé, você mal me conhece e já está me julgando?

– Eu não estou te julgando..

– Eu levei isso como um pré-julgamento –arqueei uma sobrancelha e ele sorriu sem graça.

– Tudo bem, me desculpe. Você se chama Rachel, não é mesmo?

– Sim, sim.

– Só gravei por ser um nome tão bonito.

– Obrigada, é de família –eu coloquei uma colher de salada de frutas na boca–Nós tem os nomes mais belos.

– Ah, explicado –ele sorriu– Você tem quantos irmãos mesmo?

Ficamos conversando por um bom tempo. Eu passei meu número para ele, e ele me passou o dele. Combinaríamos de sair mais tarde e ele parecia feliz com o convite. Assim que o sinal bateu fomos juntos para a sala, já que tínhamos a mesma aula naquele horário, Matemática, eca.

Pov Finn

Eu estava sem nada para fazer, a aula de matemática estava um porre.. então resolvi atentar nada mais, nada menos que Rachel Berry. Arranquei uma bolinha de papel do meu caderno que estava quase inteiramente com folhas brancas.. formei uma bolinha de papel e quando o professor se virou eu taquei na direção de Rachel acertando em sua cabeça. Soltei uma risada baixa e ela me fuzilou com o olhar. Vi que ela arrancou umas cinco folhas fazendo uma bola maior e tacou em mim de volta acertando no meu ombro, comecei a ri alto e ela também, chamando a atenção de todos para nós.

– Tenho cara de palhaço senhorita Berry? –o professor se virou perguntando para ela

– Só falta o narizinho vermelho –ela disse com ironia apontando para o próprio nariz e a turma inteira riu.

– Senhorita Berry, para a diretoria.

– A aula tava uma merda mesmo –ela deu de ombros e saiu

– Senhor Hudson, o que acha sobre isso?

– Sobre o senhor parecer um palhaço? Bom.. eu discordo, talvez um jegue se assemelhe mais –de novo a turma riu e ele me fuzilou com o olhar apontando para a porta e eu me levantei indo para a diretoria, me apressei para encontrar Rachel e fomos juntos até a sala da formosa –nem tanto– diretora, Sue.

– Berry e Hudson? Novamente por aqui?

– Claro diretora somos educados, precisamos fazer uma visitinha sempre. Aliás, e aqueles biscoitinhos gostosos, não tem hoje? –procurei pelo pote mas não o encontrei.

– Muito engraçadinho senhor Hudson.

– É o que dizem né –eu simplesmente falei e Rachel gargalhou

– E você senhorita Berry?

– Não, eu deixo a parte do picadeiro para ele –disse séria.

– Vocês sempre tão irônicos e mal educados..

– A maior ironia disso tudo é que somos educados em sua escola –Rachel disse e eu super concordei, a diretora pareceu ficar nervosa, com certeza fumaria uns dez cigarros assim que saíssemos dali, já que ela é fumante ativa.

– Já não sei o que devo fazer em relação a vocês.

– Nunca vai dar certo mesmo –Rachel disse dando de ombros

– Será mesmo senhorita Berry? –ela disse irritada– Os dois ficarão um dia suspenso.

– Só um dia? É muito pouco –eu disse e ela me fuzilou com o olhar.

– Quer que eu os expulse logo da escola?

– Seria uma boa –Rachel disse em tom de deboche

– Mas a verdade é que não vou fazer isso porque querem.. prefiro torturá-los deixando-os aqui.

– Ainda bem que você admite que sua escola é uma tortura –Rachel sorriu sem mostrar os dentes

– CHEGA! Saiam da minha sala agora!

– E qual foi a atitude tomada mesmo? –eu perguntei

– Vocês ficarão uma semana aqui, duas horas a mais que o normal, estudando na biblioteca. Entendido?

– A gente estudando juntos? Na biblioteca? Por uma semana? –Rachel perguntou

– Acho que quem precisa entender que não dará certo é você –arqueei minhas sobrancelhas e fiz uma careta

– É esta a minha decisão. Saiam da minha sala agora, irei comunicar aos pais de vocês.

Agora sim ferrou tudo. Meu pai sabendo disso? Tipo, é o fim do mundo. Para quem ainda não sabe meu pai é muito carrasco, me ajuda financeiramente e MUITO, mas espera que em troca eu seja um filho estudado, educado, coisa que eu nunca serei. Não porque não quero, mas porque não tenho paciência. Somos ricos, ou melhor, ele é e me dá tudo de bom e do mais caro. A casa em que vivo com os meninos foi ele que me deu e eu acabei fazendo dela uma república.. e se meu pai soubesse arrancaria meu pescoço fora. Ele mora em uma cidade próxima mas nunca vem me visitar, é ocupado demais para dar atenção aos filhos. E bom, nem me importo com isso, acho até bom.. ta, talvez incomode um pouco a ausência dele, mas nada demais. Minha mãe mora na Califórnia também, mas nunca vem me visitar, até porque ela não sabe aonde é minha casa, fiz questão de não lhe contar.. mas sempre que posso eu vou visitá-la, ela sim não faz esforços para me aceitar do jeito que sou, apesar de não ser o filho perfeito que ela sempre sonhou. Ela se casou com Burt, meu padrasto, depois de muito anos de sofrimento ao lado do meu pai ela merecia ser feliz. Ela que tem a guarda do meu irmão Kurt, de onze anos, que é mais tranqüilo e mais humano do que eu.

Notas finais
E ai? tadinho do artie... E a rachel e o finn juntos na biblioteca, será que vai dar certo?