Brincando Com o Inimigo

15 Capítulo Quinze.


Eu já havia me esquecido o quão esperto Poseidon poderia ser. E depois de todos esses anos, achando que ele era um completo idiota, descobrir o quão inteligente ele era, e o quão rápido ele pensava, me chocou. E eu sabia que teria de me adaptar a isso.

– E o que te dá o direito de reclamar da roupa que eu estou usando? — perguntei.

– Talvez o fato de você ser a minha noiva me de esse direito.

– E qual o problema de eu vestir essas roupas? Não gostou?

– Não, não gostei!

– Então só as putas com quem você sai podem usar esse tipo de roupas? — as coisas não estavam saindo como eu planejara.

– É exatamente isso Atena, só putas usam esses tipo de roupas! Seu eu quisesse estar casado com uma puta, não teria me divorciado. — dessa vez, o que ele disse me acertou em cheio. — Você não é assim, nunca quis atrair o olhar de todos esses idiotas.

– Você olharia — murmurei.

– E não é você que vive dizendo que eu sou um idiota? — suas palavras fizeram-me sorrir, mesmo porque eu sempre o chamara de idiota Aqui, pegue o meu casaco.

Argumento valido, e convincente. — falei por fim, e peguei o casaco. — Mas eu acho que você estava era com ciumes.

– E se eu estivesse? Você nunca iria saber. Sem contar, que você não poderia fazer nada, tem seu juramento que "só pode ser quebrado com um dos três grandes".

– Poseidon, meu caro, você não esta lendo nas entrelinhas. — falei.

Nós andávamos lado a lado. Minhas mãos nos bolsos do casaco verde escuro que ele me emprestara. O casaco estava fechado, para esconder o top que eu usava, o tecido macio em contado direto com a minha pele. agradeci mentalmente por isso, enquanto corria, eu não tinha percebido o quão frio estava, e quão cortante o efeito do vento tinha sobre minha pele.

– Como assim não estou lendo nas entrelinhas? Eu sempre leio nas entrelinhas! Percebo os pequenos detalhes que sempre passam despercebidos pelas outras pessoas.

Girei os olhos com o comentário dele.

– Não é por que você adora Sherlock Rolmes, que você seja ele.

– Então me explique o seu juramento, Atena.

Poseidon sentou e se apoiou na arvore atrás de si, segui os seus movimentos como olhar, e logo depois me deitei na grama, apoiando a cabeça nas suas pernas.

– É mais simples do que parece. A principio, eu só poderia quebrar o juramento casada com um dos três grandes.

– Mas e o nosso... – a voz dele morreu, e eu percebi sobre o que ele falava.

– Ah, entendi. É, aquilo fazia parte do juramento, não deveria telo feito... Quebrei uma parte do voto. — dei de ombros.

– Mas você não tem que...

– Sofrer as consequências, ou algo do tipo? — ele assentiu — Teria, mas quando eu fiz o voto, Afrodite me disse que caso eu tivesse feito uma clausula de objeção, eu poderia “ficar” com ela e o voto não impediria. Na época eu pensei que teria de estar casada pra isso. – dei de ombros – parece que não.

– Entendi...

– Que horas são? Acho que já está na hora de ir. — fakei me sentando — Ainda temos de devolver o carro e...

– Não. – Poseidon me interrompeu. – Já devolvi o carro, ainda temos um tempo.

– E nós vamos gasta-lo sentados aqui?

– Não mesmo. – Ele sorriu e se levantou. Mais uma vez, estendo a mão para me ajudar.

Sorri e aceitei a ajuda, me levantando, soltando a sua mão e me afastando logo em seguida.

– Sem beijo dessa vez? – Poseidon perguntou, me fazendo rolar os olhos.

– Por quê? Por acaso quer me beijar?

Poseidon e eu andávamos ao lado do lago, observando a paisagem, ouvindo o leve farfalhar dos galhos das arvores, e o piar agradável do canto dos pássaros.

– Talvez. – ele respondeu.

– Então me de um bom motivo para isso.

– Uhm... Se não me beijar, eu molhos todos os seus livros.

– Você não faria isso, gosta deles tanto quanto eu.

– Tem razão, não vale a pena o sacrifício.

– Ei! – falei, empurrando seu ombro de leve. O vento soprava, passando por entre o meu cabelo, e batendo suavemente em meu rosto, estabelecendo um sentimento de paz em meu peito. Um sentimento de paz que a tempos eu não sentia.

– Atena. – Poseidon chamou.

– Sim.

– Se eu te desse um bom motivo, você realmente me beijaria? – eu notara que ele falava serio, mas mesmo assim eu sorria enquanto respondia.

– Dependendo do motivo, sim. Eu te beijaria sim. Por quê?

– Achei que estivesse blefando.

– Acredite, se fosse qualquer outra pessoa, eu nem insinuaria uma coisa dessas. – Poseidon me olhou incrédulo pela resposta.

– E por que justamente comigo seria diferente? – ele perguntou com uma voz calma e baixa, quase um sussurro. Apoiei minha cabeça no ombro dele e fechei os olhos, sentindo o cheiro de maresia que ele emanava, e o tecido de seu casaco roçando em minha pele.

– Tenho os meus motivos.

– Que seria o do voto, e de que você só poderia beijar Hades que é casado e Zeus ser seu pai.

– Também, mas tenho outros.

– E quais motivos seriam esses?

– Quem sabe um dia eu não te conte.

– Atena?

– Sim.

– Se você não me beijar, eu te jogo dentro daquele lago.

– Você não faria isso.

– E por que não?

– Porque molharia o seu casaco.

– Não seja por isso. – dito isso, ele me empurrou dentro do lago, percebi que o casaco não havia se molhado, embora eu não pudesse dizer o mesmo do resto do meu corpo.

Poseidon entrou logo em seguida, segurou a minha cintura, o meu casaco instantaneamente se encharcou, e logo em seguida ele sussurrou ao meu ouvido.

– Eu não ligo a mínima para o casaco.

Dito isso, ele tomou meus lábios nos dele.

Foi um beijo calmo, seus lábios deslizavam docemente sobre os meus, sua língua explorava a minha boca como se tentasse decorar cada parte dela.

Seus dois braços abraçavam a minha cintura, enquanto suas mãos passeavam pelas minhas costas. Minhas mãos não tardaram em rodear seu pescoço enquanto minhas mãos brincavam com os seus cabelos, o trazendo para ainda mais perto.

Notas finais
Adoro teorias sobre a atitude dos personagens e seus passados. Alguém tem uma?