Brincando Com o Inimigo

24 Capítulo Vinte e Quatro.


Notas iniciais
Hey peeople! (eu nunca sei como começar as notas) Eu estava DOIDA para postar. Na verdade, eu estava doida para escrever. Eu nem devia estar aqui, tenho prova de geometria e ética amanhã. Mas, eu não conseguia me concentrar na diferença entre individualidade e individualismo com essa ideia na minha cabeça.

Capítulo 24

Poseidon separou os lábios dos de Atena, mas a deusa não deixou que ele se afastasse, segurando sua nuca e deixando suas testas coladas.

Os deuses se encaravam fixamente. Ambos com os olhos escuros e as respirações entrecortadas.

Uma confusão se passava pelos olhos cinzentos, agora quase da cor do céu noturno, da deusa. Os de Poseidon, embora confusos, estavam felizes.

Apesar de a felicidade dos dois serem quase palpáveis, o mesmo pensamento rodeava a mente dos dois deuses:

E daqui para frente?

Atena sabia o que precisava fazer. Sabia que tinha de contar, mas como ela o faria? A deusa não sabia se conseguiria mais ficar longe dele. Já estava sendo difícil desde que chegara, mas agora seria quase impossível. Mas ela também sabia que não ficaria em paz perto dele enquanto não contasse.

Poseidon também não se abstinha de culpa. Ele tinha seus segredos, isso era um fato, mas ele sempre esteve disposto a tudo por Atena. Ele carregaria aquele fardo por toda a eternidade para não faze-la sofrer, se assim fosse necessário.

A única diferença entre o segredo dos dois, é que o de Poseidon não atingia diretamente a vida da deusa. Já o segredo de Atena... Bem, o deus poderia sofrer bastante se soubesse de uma parte da história.

Eles tinham medo de magoar um ao outro, isso era um fato, mas nenhum deles tinha ciência do passado do outro.

– Poseidon, eu preciso te contar uma coisa...

O barulho da porta impediu a deusa de continuar.

Atena poderia ter começado a chorar naquele momento e expulsado o ser que ousara interrompe-la no que poderia ser o momento mais importante e significativo da sua eternidade até aquele momento. Mas então ela vira quem adentrara no quarto.

– Ownt! Seus fofoletes! Marrie me disse que vocês estavam trancados no quarto, mas ela também disse que vocês estão assim desde ontem e nada aconteceu. Acho que ela estava errada! – Afrodite quase pulava tamanha era sua alegria.

Atena e Poseidon encaravam a deusa do amor incrédulos. Ela, justo ela, realmente os atrapalhara em um momento daqueles apenas para dizer que eles eram fofos juntos?! Qual o problema dessa guria?!

– Ah! Já entendi! Estão se perguntando o porquê de eu estar aqui, certo?

Não, estamos nos perguntando qual o seu problema, ambos responderam mentalmente.

– Bem, Poseidon teve um pequeno conflito interno e teve de sair mais cedo da última reunião sobre os preparativos do casamento – Conflito interno? Pode dizer Afrodite, ele estava puto da vida comigo. Atena falou mentalmente – eu e Marrie organizamos algumas coisas, mas há detalhes que vocês vão ter de tratar pessoalmente.

A única coisa que poderia ter deixado mais clara a confusão que se passava na mente dos dois deuses, seria se ambos estivessem com pontos de interrogação tatuados na testa.

Afrodite suspirou. Ela levava a mão aos cabelos, mas parou no meio do caminho, percebendo que talvez pudesse bagunçar seus perfeitos cabelos com o gesto.

– Pessoas lindas do meu coração, vocês vão ao mundo mortal para separar algumas coisas do casamento de vocês, uma vez que eu duvido muito que os dois queiram que eu organize tudo.

A deusa da sabedoria arregalou os olhos, e o deus dos mares negou com a cabeça.

– É, foi o que eu pensei. Agora, Poseidon, já para o seu quarto! Vá se aprontar e me deixe aqui com a Teninha.

O deus assentiu e, sem nenhuma palavra ou olhar direcionado para trás, ele saiu.

As lágrimas que Atena tanto segurara finalmente começaram a rolar, borrando a visão da deusa.

– Oh, minha linda – Afrodite foi na direção da amiga, sentando na cama e enxugando as gotas salgadas que manchavam a face da amiga e avermelhavam seus olhos.

Atena caiu para o lado, deitando-se na cama. Ela sentiu o cheiro de maresia do deus, que ficara impregnando nas fronhas de seu travesseiro. Ela chorou ainda mais por isso, os soluços já tomando conta da deusa.

– Atena, querida, não chore. Essas lágrimas destroem a sua beleza. O que aconteceu? Quando eu cheguei, vocês pareciam tão bem, tão felizes.

– Você estava certa Afrodite. Eu devia ter contado antes. Agora eu tenho medo de contar e ele não me aceitar de volta, eu não vou conseguir ficar longe dele. Mas, ao mesmo tempo, eu não vou conseguir ficar perto dele carregando o fardo de esconder uma coisa que afeta a vida dele.

– Você ia contar, não ia? Quando eu entrei no quarto?

– Eu ia tentar.

Afrodite assentiu, pensativa.

– Atena, espere um pouco para contar.

– Mas Afrodite, você tinha dito que...

– Eu sei o que eu disse Atena, mas isso foi naquele momento. Na época, vocês não estavam tão apaixonados, seria mais viável contar. Ele não se magoaria tanto, e você não sofreria se perdesse algo que nem mesmo fora seu.

“Mas agora? Vocês estão completamente apaixonados...”

– Nós não estamos...

– Silêncio. Que é a deusa do amor aqui?! Continuando: vocês estão completamente apaixonados, mas ainda não estabeleceram nada na relação de vocês. Espere até vocês se firmarem, até terem confiança um no outro. Assim, por mais que vocês sofram, a chance do amor de vocês prevalecer é bem maior.

Atena assentiu, seu olhar perdido pelo quarto.

– Agora venha. Vamos te aprontar. Ou você esqueceu que vai sair com Poseidon?

– Nós vamos sozinhos? – Atena perguntou, os olhinhos brilhando na direção da deusa do amor.

Afrodite deu um risinho para a outra deusa, a ajudando a se levantar da cama.

– E depois tem coragem de dizer que não está apaixonada...

– Afrodite!

– De todo modo, respondendo à sua pergunta, eu não vou com vocês. Eu ia, mas depois da cena que eu presenciei a pouco... Não, acho que vocês se viram sozinhos.

Atena deu risinho, entrando no banheiro para tomar um banho.

(...)

Poseidon esperava ansioso no salão principal.

Por que as mulheres demoram tanto para se aprontar?

“Se acostume, se tudo der certo, você terá de esperar bastante até que ela fique pronta”

Com tanto que eu possa vê-la se arrumando, eu não terei problema algum.

Um barulho de passos vindos da escada chamou a atenção do deus, fazendo-o olhar naquela direção.

Atena descia, linda como sempre.

Seu cabelo caia em uma trança pelo seu ombro direito, o vestido azul contrastava perfeitamente com a pele dourada dela e com seus belos olhos cinzas tempestuosos.

O vestido tinha um caimento perfeito nela. Ele delineava perfeitamente a silhueta da deusa. A cintura fina, o quadril arredondado, os seios de tamanho perfeito.

Ela não usava um decote, a gola quadrada do vestido estava acima dos seios, e ele também não era curto, terminava logo acima do joelho.

Maravilhosa, mas sem ser vulgar.

Notas finais
Sabe, ontem eu estava dando uma olhada nos primeiros capítulos, e fiquei meio: "WHAT? Como eu tive coragem de postar isso assim?!" Eu já tinha revisado os dois primeiros capítulos há algum tempo, mudei algumas coisas e não ficou de todo ruim. Até o quinto capítulo, estava meio bobo, mas suportável. Dei uma melhorada neles também. Tem mais concordância agora. Mas entre o CESTO E O OITAVO? Eu quase tive um troço! Como vocês, leitores, me suportavam? Eu não consegui melhorar muita coisa neles... Depois disso eu só olhei e dei uma ajeitada até o decimo segundo... Enfim, estou revisando TODOS os capítulos anteriores e dando uma boa repaginada neles, se tiverem alguma recomendação em relação a eles, me avisem, e se tiverem uma ideia para melhorar entre o sesto e oitavo cap, por favor, me contem.