Brincando Com o Inimigo
25 Capítulo Vinte e Cinco.
Capítulo 25
– Acho que vou colocar um elevador aqui, e te proibir de usar as escadas.
Poseidon tirou a mão da deusa do corrimão, a segurando firme entre a sua.
Atena olhou nos olhos dele, desentendida.
– Por quê?
– Porque se você continuar a descer a escada desse jeito, eu vou acabar sendo o primeiro deus a morrer de infarto.
– OWNT! – gritou a deusa do amor, do alto da escada. Ela desceu as escadas correndo, parando ao lado dos deuses quando chegou ao final – DUPLO, TRIPLO, MULTIPLICADO POR UM BILHÃO DE OWNTS!
(N/A: respondendo a pergunta da Bookworm, foi mais ao menos assim que eu fiquei na biblioteca no seu ultimo capítulo. — aos outros leitores que não estão entendendo isso aqui, leiam a fanfic dela. É muito boa. — E todos me olharam mais ou menos com a cara que você deve ter feito quando leu isto).
Poseidon fuzilou Afrodite com o olhar, ao que esta apenas deu de ombros, com um sorriso no rosto que ia do oriente ao ocidente.
– O.K., vou tentar parar de cortar o clima de vocês.
Os dois coraram e abaixaram a cabeça. Sinceramente, Afrodite seria mais discreta se colocasse um saco de papel na cabeça, uma melancia no pescoço, e saísse nua dançando a conga no meio da rua.
– Oh, não fiquem assim. Hoje à tarde, quando estiverem organizando as coisas para a festa, vocês vão poder fazer um monte de coisas românicas.
– Afrodite, vamos sair para organizar um casamento, não a um encontro – disse Poseidon, embora a ideia de um encontro rodasse em sua cabeça, e ele não a achasse ruim.
– Me engane que eu gosto...
– Dite, diga logo o que temos de fazer. Já são quase quatro da tarde — disse Atena.
A deusa do amor suspirou e tirou uma lista da bolça, à entregando para Atena.
– Sei lá o que vocês vão fazer hoje. Só tenham tudo nessa lista pensado, comprado ou encomendado em até duas semanas. O casamento de vocês será no inicio do próximo mês, mais especificamente no dia primeiro.
– Só isso? É tudo o que você vai dizer? “Tenham todos os itens dessa lista comprados, pensados ou encomendados em até duas semanas?”
– Ah! Bem lembrado Poseidon! Se tiverem alguma duvida é só falar comigo, e as coisas que não estão na lista são porque eu e Hera já resolvemos. Pronto, agora sim eu terminei.
E com essas ultimas palavras, a deusa desapareceu, deixando um clima tenso entre os dois outros deuses.
– Então... – começou Poseidon – Aonde nós vamos primeiro?
– Eu estava pensando – disse Atena, olhando a lista – em irmos ver os convites hoje.
– Só os convites?
– São quase quatro da tarde e eu não estou a fim de ficar vendo decoração e bufe, sem contar que essas coisas demoram.
– Está bem então.
(...)
Poseidon e Atena andavam lado a lado.
Por diversas vezes o deus pensara em segurar a mão dela, ou abraçar sua cintura, mas ele se conteve. Não queria arriscar perder o que quer eles tivessem, ou levar um golpe de judô no meio da rua.
Atena andava calmamente ao seu lado, com a expressão mais calma do mundo. Como se tivesse acabado de acordar de uma ótima noite de sono.
O deus havia pensado em alugar um carro, mas ele não queria que o que aconteceu da primeira vez se repetisse.
Eles chegaram a uma gráfica e, embora meio hesitantes, entraram.
O lugar era aconchegante. As paredes e o sofá eram pretos, o piso e o teto brancos. No teto, fio de cores amarelas e vermelhas ligavam uma lâmpada às outras, sendo a única cor do lugar.
Do hall de entrada era possível ver as salas — cada uma apenas com uma mesa, computador e cadeiras – uma vez que as paredes que levavam a esses cômodos eram de vidro.
– Posso ajuda-los? – Um rapaz magro e alto, de blusa social azul bebe de manga curta e calça jeans, com luzes no cabelo castanho e topete, olhos azuis hiperativos e um sorriso brincalhão no rosto, perguntou.
– Sim – respondeu Atena – Queremos fazer convites para o nosso casamento.
– Oh esplêndido! Quase tanto quanto o seu vestido, claro! – O rapaz era eufórico, e falava praticamente pulando.
Poseidon abraçou a cintura de Atena por trás e colocou o cabelo dela para o lado, apoiando o queixo em seu ombro. O deus sentiu ela se contrair com o contato de seus corpos, percebendo o nervosismo dela. Ele sorriu com isso.
– Realmente, o vestido dela é lindo. Quase tanto quanto ela – A voz do deus estava seca e fria. Não era exatamente raiva, era parecido, mas definitivamente não era raiva. O deus não fazia ideia do que poderia ser.
Quem aquele cara pensa que é para ficar olhando para ela desse jeito?
– Acalme-se tigrão! – disse o atendente, e Poseidon levantou uma sobrancelha – Não estou de olho na sua tigresa!
– Realmente Poseidon, você não precisa ficar com ciúmes. – disse Atena, divertida.
– Eu não estou com ciúmes!
– Imagine...! Mas não há com o que se preocupar, eu tenho o meu bofe lá atrás.
Ele olhou para trás e deu um sorriso pervertido para um cara tatuado que olhava a cena por detrás da ultima sala. Quando ele viu o gesto do colega de trabalho, ele revirou os olhos e voltou a olhar para o computador.
– Claro que ele ainda não sabe que é o meu bofe, mas é tudo uma questão de tempo.
– Ai Syde, um dia você me mata! – disse Atena.
– Eu que o diga Teninha...
– Espere, vocês se conhecem?
– Eu o conheci quando Afrodite me arrastou para uma loja de lingeries. Na época o Syde trabalhava lá para pagar a faculdade de administração. Quando eu cheguei à loja Afrodite ficou andando para lá para cá comprando um mundo de coisa, e eu fiquei sentada tomando café e conversando com Syde. Desde então nós dois somos muito amigos.
– E nós dois somos tão amigos que você nem me contou que iria se casar, né? Sua safada nem para me contar que estava namorando!
– Desculpe Syde. É que foi tudo tão rápido!
– Eu imagino querida. Ou você acha que me enganava? Eu sei muito bem que você pegou esse pedaço de mau caminho ai em Las Vegas, Baby.
– É querida, ele descobriu o nosso segredo. Syde, só não conte à minha família o passado sombrio de Atena nas ruas de Vegas, eles poderiam deixar de apoiar o nosso casamento – disse Poseidon.
– Eu não tenho nenhum passado sombrio nas ruas de Las Vegas!
– Ah, eu jamais contaria! Imagine, fazer Atena perder um pretendente como você. Sabia que nos dois anos em que eu a conheço, você é o primeiro namorado com quem eu a vejo?
– Sério? – Poseidon olhou para Atena, que estava corada até a alma.
– Poseidon! Pare de me olhar assim! Você sempre soube disso!
– Calma ai – disse Syde. – Afrodite, Atena, Poseidon... Daqui a pouco eu vou ter de mudar o meu nome para Apolo. Só assim para entrar no Olimpo de vocês.
Os três riram e uma porta ao lado deles foi aberta, uma mulher saindo de dentro da sala.
– Oh, venham comigo. A sala da Isabelle está disponível.
Syde abriu a porta, deixando os dois entrarem. Depois ele saiu da sala e fechou a porta, os deixando sozinhos com uma moça de cabelos lisos e morenos, com olhos cor de mel, e vestindo um terninho preto.
– Boa tarde, eu sou Isabelle. A minha especialidade são convites para casamento e formaturas. E então, o que vai ser?
O tom da moça era neutro e profissional, assim como ela aparentava ser. Ela foi direto ao ponto, o que deixou aos dois deuses satisfeitos, pois eles queriam terminar aquilo logo.
– Casamento – eles responderam em uníssono.
– O.K... – ela mexeu em alguma coisa em seu computador – Nomes?
– Poseidon e Atena – o deus respondeu.
– Muito bem, quando será o casamento?
– Primeiro de dezembro.
– Uhm... Daqui a três semanas... – Isabelle murmurou para si mesma. Ela se virou para os dois, a expressão profissional sendo tomada levemente por uma de surpresa – Algum motivo especial para esta data?
– Não, por quê? – perguntou a deusa.
Isabelle deu de ombros e apoiou os cotovelos na mesa.
– Nada. Só é meio incomum. Normalmente fazem casamentos em janeiro ou nas férias de meio de ano, porque é mais fácil para as pessoas que precisam viajar.
– Todos os nossos parentes moram perto, ou então podem chegar aqui em um estalar de dedos – respondeu Poseidon.
– Então tá – ela se virou para a gaveta da escrivaninha para pegar alguma coisa – eu tenho aqui alguns modelos de convites – ela estava puxando um portfólio bem grosso de lá de dentro – São quantos convidados?
– Por volta de cinco mil – disse Poseidon.
A mulher deixou o portfólio cair, causando um barulho enorme. Ela os olhava chocados Os olhos arregalados, a boca formando um perfeito O.
– Me desculpem a pergunta, mas... Há quanto tempo estão noivos?
– Ah mais ou menos uma semana – respondeu Atena, envergonhada.
– Mas... Há quanto tempo namoram?
– Acho que faz mais ou menos umas três horas... – respondeu Poseidon.
– Espere, nós estávamos namorando? – perguntou Atena.
– Eu sei lá! Acho que sim. Eu só não dei em cima de ninguém na rua porque achava que estávamos namorando.
– Mas... – A vendedora estava quase tendo um infarto – Há quanto tempo se conhece?!
– Desde que eu nasci – disse a deusa.
– Como assim? – Isabelle estava cada vez mais confusa. O que eles falavam não fazia sentido.
– Bem, — começou Poseidon – eu a vi nascer, e nós nos conhecemos desde então.
– Mas como? Vocês não tem a mesma idade?
– Não – eles responderam em uníssono.
– Então quantos anos cada um têm?
– Você não vai querer saber – eles falaram juntos novamente.
– Mas...
– Pare de fazer perguntas. – recomendou o deus.
Isabelle assentiu.
– Poseidon, seja gentil com a moça. Você sabe que a história é confusa.
O deus bufou e se recostou na cadeira, cruzando os braços.
– É o seguinte – começou Atena – nós somos parentes e a nossa família é muito rica e grande, então conhecemos muita gente. Eu nasci de parto normal, em casa, e Poseidon estava lá, então ele viu o parto.
Atena se virou para ver o rosto de Poseidon, e viu que ele estava de cabeça baixa e tentando conter as gargalhadas. Provavelmente se lembrando da dor do irmão.
– Nossa família sempre foi, em sua maior parte, muito unida, embora brigássemos muito. Mas, quem mais brigava éramos nós dois. Então, há mais ou menos uma semana atrás, nossa família decidiu que nós iriamos nos casar, para que não acabemos com a fortuna da nossa família por causa das nossas brigas.
Isabelle assentia com a cabeça, tentando assimilar a “pequena” mentirinha (N/A: mentirinha essa que, se me permitem dizer, daria uma ótima fic. Alguém ai topa ser meu coo autor?) que Atena contara.
– Que confuso...
– É. Nós sabemos – concordou Poseidon.
– Ahn... Temos esses modelos de convites, mas se não gostarem de nenhum deles, podemos fazer outro.
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