Brincando Com o Inimigo
33 Capítulo Trinta e Três.
Notas iniciais
Capítulo 33
Atena viu a postura do deus enrijecer e suspirou, inquieta, passando a mão pelos fios loiros. Como dizer isso a ele?
– Poseidon, eu pensei muito e, embora eu tenha uma decisão, não sei como eu posso explica-la a você.
– Atena, é uma resposta muito simples. É só dizer "sim" — ele abaixou o olhar — ou "não". Não tem segredo.
– Não é tão simples assim.
– Isso é um "não", não é? É só falar.
– Não! Isso não é um não!
Ele levantou a cabeça, os olhos esmeralda brilhando.
– Então isso é um "sim"?
– Está colocando palavras na minha boca.
– Então o que você quer?! Uma amizade colorida? — um sorriso se estampava no rosto do deus, mas seus olhos transmitiam tristeza.
– Poseidon, você vai me deixar falar ou não?
O deus suspirou, cruzando os braços e se recostando na cadeira.
– Fale.
A deusa sorriu.
– Obrigada. E não me interrompa.
Atena fez uma breve pausa, escolhendo as palavras.
– Não faço ideia de como dizer isso... — ela sorriu — Poseidon, eu te odeio. Odeio fato de não conseguir mais ver a minha vida sem você do meu lado.
"Eu passei muito tempo da minha eternidade tentando te odiar, te odiar de verdade, e acho que cheguei a um ponto em que quase consegui. Quase."
"A verdade é que, por mais que eu queira muito estar do seu lado, não sei se consigo. Eu nunca passei por isso, não sei como é. Não sei se posso fazer isso.
Atena abaixou o olhar, vendo as próprias mãos entrelaçadas no colo.
– Atena, olhe para mim. Por favor.
Ela levantou o olhar, encontrando Poseidon sentado ao seu lado. As iris verdes a procura dos olhos da deusa. Ao encontra-los, Poseidon sorriu.
– Precisava mesmo de tudo isso?
– Eu...
Poseidon chegou mais perto, segurando suas mãos.
– Alguma vez eu já mencionei o como os livros te deixaram dramática?
– Não...
– Essa foi um pergunta retórica — disse ele.
– Eu sei — ela respondeu.
Poseidon sorriu, avançando e selando seus lábios.
Atena, não dando nem tempo de deixa-lo aprofundar o beijo, os separou milimetricamente.
– Poseidon, aceita namorar comigo?
Ele sorriu.
– Vou pensar.
– Poseidon!
– Já pensei.
– E o que me diz?
– Aceito a sua proposta.
E, dessa vez, ele a beijou de verdade.
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