Brincando Com o Inimigo
32 Capítulo Trinta e Dois.
Notas iniciais
Capítulo 32
Artemis, mais uma vez, fugia do deus.
E, novamente, ele corria atrás dela.
– Artemis, espere!
Mas ela não o escutou, continuando a se distanciar.
O deus apertou o passo, não poderia perde-la mais uma vez.
Ao alcança-la, segurou o seu braço, fazendo-a se virar, parar e olha-lo.
Diferentes tipos de confusões passavam pelos olhos dos deuses e, na vã tentativa de desvenda-las, ambos tinham os olhares compenetrados.
– Apolo, por favor, me solte — pediu Artemis.
– Só quando você me explicar o porque está fugindo de mim.
– Você sabe o porque, Apolo.
– Artemis, foi só um beijo e você estava bêbada! Não estou te culpando por isso.
– Foi só isso para você então? Um simples beijo?
– Você queria que tivesse sido algo mais?
Ele se aproximou dela, tirando uma mecha de cabelo da frente de seu rosto.
– Eu... não — ela gaguejou.
– Mas então...! — Apolo suspirou. — Desculpe. É só que... não tem problema, Artemis. Você é a pessoa que mais gosto no mundo, não quero que a minha maninha fuja de mim.
Ele a abraçou e sentiu Artemis, fujona como sempre, se desvincilhar de seus braços.
– Eu já disse que sou mais velha! Pare de me chamar de maninha! E não me abrace. Sabe que eu renego a companhia dos homens.
Apolo revirou os olhos, a puxando para abraça-la novamente.
Dessa vez, Artemis não se desvincilhou, deixando-se ser abraçada. Deixando-se ser amada ao menos uma vez.
– Apolo?
– Sim?
– Eu te amo.
– Eu também te amo, Art.
Ela o abraçou mais forte, sentindo o corpo masculino contra si.
Ela sabia, sabia que ele não havia entendido o que ela quis dizer. Sabia que, apesar do que ela sentia, ele jamais sentiria o mesmo que ela. Ao menos não na mesma intensidade.
Lágrimas vieram aos olhos da deusa, mas ela as conteve rapidamente. Não daria a ele mais motivo para se preocupar. Evitaria outro momento como esse.
Apolo se separou dela, deixando um leve beijo na bochecha dela.
– Você vai ficar bem? — ele perguntou.
– Eu sempre fiquei.
O deus abriu um singelo e doce sorriso para a deusa e, com aquele simples gesto, a deusa sentiu as chamadas "borboletas" no estomago.
– É, você sempre ficou. Sempre foi a mais forte e mais decidida.
– Eu sei.
– E a mais convencida também.
– Apolo, esse posto nem eu conseguiria tomar de você.
Apolo sorriu mais uma vez, acariciando a bochecha da deusa com o polegar.
– Promete que não vai mais fugir de mim? Ao menos não mais do que o normal.
Artemis revirou os olhos, sorrindo.
– Prometo.
Apolo assentiu, agora sério, olhando nos olhos da deusa.
– Eu... acho que vou indo — disse o deus.
Ela concordou, se soltando dos braços do deus.
– Até amanhã — disse ela.
– Até.
Ambos se viraram, indo em direções opostas no corredor.
Artemis, após dar três passos, parou, sorrindo.
O que eu estou fazendo da minha vida?
Ela se virou e começou a correr na direção do irmão.
– Apolo, espere!
Ele se virou, mal tendo tempo de respirar uma última vez antes de ter os braços de Artemis ao seu redor, e os lábios da deusa colados ao seus.
Apolo aprofundou o beijo, fazendo Artemis desfalecer sobre si.
Quando eles se separam Apolo a olhou, confuso.
– Mas Artemis, você... O seu juramento...
– Ah, dane-se. Eu já cansei de me importar.
E, quando ela o beijou de novo, pode sentir o sorriso nos lábios dele.
– Já na era sem tempo.
Fale com o autor