Brincadeiras Na Neve

1 Brincadeiras Na Neve


Notas iniciais
Yo minna-san, olha o Happy trazendo algo novo =^.^=

Como dito antes, como música de fundo, sugiro que escutem "No Matter What - Papa Roach"

http://www.youtube.com/watch?v=NPgIpixhM7s

Boa leitura =^.^=

Era inverno na cidade de Magnólia, a neve cobria ruas e construções com sua brancura infinita, pessoas e seus casacos desfilavam pelas ruas, casais aqueciam-se em calorosos abraços, e em seu apartamento, Lucy dormia...

-TOC... TOC... TOC...

A loira abriu seus olhos e olhou para o local do qual vinha o barulho. Pedrinhas acertavam sua janela, no começo pensou em ignorar, estava frio e não queria sair do quentinho que estava debaixo de suas cobertas, porem à insistência das pedrinhas a fez mudar de ideia.

Enrolada em um cobertor, a maga se dirigiu a apedrejada janela, e abrindo-a, viu o apedrejador de janelas alheias.

-Ohayo Luce! – Um sorriso se destacava.

-N-Natsu... – Ela observava o rosado, como ele podia estar com a roupa de sempre, ele não sentia frio?

Em um único movimento Natsu se empoleirou na janela, seu rosto se encontrava a centímetros do de Lucy, seus olhos mirando nos dela, suas bocas semiabertas, o rosto dela totalmente vermelho, seu cobertor largado ao chão, um silencio...

O gélido vento que cortava as ruas da cidade adentrou pela escancarada janela, fazendo o corpo da maga loira estremecer.

Instintivamente Natsu a abraçou, fechando a janela e apertando a loira contra seu peito, o calor de seu corpo iria aquecê-la facilmente.

-N-Nat... – Ele repousou um dedo sobre os lábios da loira, não seriam necessárias palavras, seus gestos demonstrariam suas intenções...

O rosado se sentou no chão, apoiando-se na parede, e trouxe Lucy para si, deitando-a em seu peito. A um certo tempo... Digo, muito tempo, havia percebido que algo em relação à Lucy era estranho para si, seu perfume o desnorteava, o olhar o hipnotizava, sua voz o encantava, tinha uma incontrolável vontade de tocar sua pele e de... Beija-la. Nunca sentirá antes tais coisas, por mais que em sua infância Igneel tivesse explicado-lhe, não entenderá, mas agora tudo lhe fazia sentido, estava apaixonado por Lucy, mas não sabia como poderia mostrar-lhe como sentia-se, mas teve então uma brilhante ideia, pediu vários livros à Levy, sem que deixasse notar-se, sempre os lia em momentos livres. Também à vários romances, uma lista recomendada por Mirajane, e após semanas de estudos e preparações, estava pronto.

-Luce, em vez de irmos para a guilda e pegar um trabalho como sempre fazemos, o que você acha de irmos fazer um passeio, aceita? – Sua voz soava calma, gentil, por dentro estava nervoso, sua timidez aparecia em suas palavras.

Com o rosto corado escondido no peito do rosado, Lucy respondeu-lhe – Eu aceito! – O garoto abriu um lindo sorriso – Só espere um pouco enquanto eu vou tomar um banho.

Enquanto estava na banheira, Lucy não pode deixar de pensar, Natsu estava diferente ultimamente, sempre a elogiava e dizia como estava linda, reparava em tudo que tivesse alguma relação à ela, sempre o pegava olhando-a, andava sumido e quando falou com Levy, a mesma lhe disse que havia emprestado alguns livros de romance para o garoto.

Mas ele não era o único estranho, sempre que o via sentia um aperto no peito, não por tristeza, mas sim de alegria, e seu coração, que de tão rápido, aparentava querer fugir, o toque de seu corpo a arrepiava e os sorrisos a deixavam nervosa, sorrindo abobada, demorou algum tempo para perceber, estava apaixonada.

Algumas batidas na porta a chamaram para a realidade – Luce, você tá bem?

-Sim, eu estou Natsu! – Um sorriso que não pode ser contido apareceu no seu rosto.

Lentamente ela saiu da banheira, secou seu corpo e o perfumou, vestiu-se e abriu a porta, dando de cara com Natsu.

Com o susto seus pés deixaram de responder aos seus comandos e se enroscaram, caindo sobre o mago e levando-o consigo para o chão. Ela caiu sobre o peito do rosado, que tentando protege-la, a envolveu em seus braços, seus rostos novamente estavam muito próximos, os olhos fixados no olhar do outro, seus corações descompassados.

-L-Luce... – Sua mão pegou uma das mechas loiras e colocou-a para trás da orelha, fazendo o rosto de Lucy corar.

Com seus rostos totalmente vermelhos, se levantaram, o rubor de suas faces atrapalhava as palavras que queriam ser ditas, embaralhava seus pensamentos. Procurando um possível assunto, Lucy reparou que Natsu vestia um fino casaco preto – Mas quando ele pulou pela janela estava sem casaco – Pensou.

-Natsu, você não estava sem casaco?

-Eu trouxe ele na mochila!

-Então até mesmo o grande Salamander sente frio – Ela sorriu ao concluir a frase. A loira colocou um casaco grosso, um cachecol e luvas e virou-se para o rosado – Vamos!

Saíram, Lucy trancou a porta de seu apartamento e desceu as escadas com o mago, chegando à rua. Ficarão por algum tempo parados, a mão de Natsu se estendeu em direção a garota, convidando-a a dar a mão. Andaram pelas ruas de mãos nevadas, Lucy levemente corada, Natsu com um sorriso enorme, suas mãos dadas, conversavam sobre um assunto qualquer. Passarão pelo parque de Magnólia, os olhos do rosado se iluminarão, a maga já sabia que uma ideia tinha vindo à sua mente.

-Luce, vamos fazer bonecos de neve – O mago correu arrastando a loira pela mão, suas mãos começaram a pegar neve e a modelar, Lucy se abaixou e começou a ajuda-lo, o boneco começava a ganhar sua forma arredondada.

Suas mãos continuaram criando, tocaram se enquanto amassavam a neve, ficaram levemente vermelhos, mas não puxaram suas mãos.

-V-Vamos continuar... – A maga levantou e começou a procurar com o garoto por coisas que completassem o ser de neve. Lucy achou duas pedras pretas que viraram olhos, uma vermelha que se tornou nariz e uma folha de gravata, Natsu achou dois galhos para os braços e dois que serviram de chifres: Era uma rena de neve.

Os braços do rosado puxaram o corpo da loira contra o seu, sua desculpa – Está frio! – Lucy sorriu com as bochechas avermelhadas, o mago sorria.

-Vem Natsu, vamos tirar uma foto – Ela segurou a mão do garoto, pediu para um senhor que por ali passava que batesse a fotografia. Se abraçaram ao lado do boneco. O senhor devolveu a câmera com a foto e elogiou-os – É bom ver jovens tão apaixonados, vocês formam um lindo casal!

Lucy tentou esclarecer o fato de que não eram um casal, seu rosto era vermelho.

-E... Nós... N-Não...

-Obrigado senhor! – Natsu sorria, segurando a mão da loira, que por fim sorriu e agradeceu ao senhor.

Voltaram a andar pela cidade, suas mãos juntas, uma timidez que procurava-se disfarçar em uma conversa, o nariz de Natsu que funcionava...

-Luce, vamos tomar chocolate quente! – Ela aceitou, foram até a lojinha que vendia, compraram dois e sentaram-se em um banco, suas mãos não se soltavam, trocavam sorrisos entre a conversa. Terminaram a bebida e voltaram a passear, chegando à um lugar alto.

-Luce, vamos descer a ladeira deslizando em uma prancha! – A loira se assustou.

-Mas não tem nenhuma prancha – Essa era sua salvação.

-Aqui, uma prancha por apenas 200 Jewels – Um homem as vendia.

Natsu colocou a prancha na ponta da descida, sentou-se e sentou a assustada Lucy em sua frente, abraçando-a. Começaram a descer, o medo da maga foi sumindo, agora dava risadas junto ao rosado. O brinquedo passou por uma pedra, a qual serviu de rampa, lançando-os ao ar, sumindo em seguida, deixando dois corpos voando.

O mago passou os braços em torno do corpo da loira e caiu de costas na fofa neve.

-Natsu, você está bem?

-Sim, e você?

-Estou! – Os braços continuaram abraçando-a, o rosto da maga estava em seu peito, as mãos que a protegiam se deram às suas mãos, os dedos entrelaçados.

-Luce, porque o dragão sempre é o vilão?

-Huh?

-Porque o dragão e a princesa não podem se apaixonar, porque um príncipe sempre o mata pelo fato de ele querer protege-la?

Lucy entendeu o que Natsu queria dizer, ele tinha medo de se apaixonar e de perde-la para alguém.

-Natsu, a princesa transformou o sapo em príncipe com um beijo – Seus rostos se tornaram tão próximos – E se a princesa beijasse o dragão...

Podiam sentir a respiração um do outro, seus corações disparados, os olhares se fechavam, os lábios tornavam-se tão próximos... Algo gelado atingiu o rosto de Natsu...

-M-Me desculpe Natsu-san... – Uma criança amedrontada se desculpava por uma bola de neve, conhecia a fama de explode tudo do Salamander.

Natsu se sentou, olhou para o garoto e deu um sorriso – Sem problema!

O garoto sorriu e voltou para sua guerra de bola de neve. Natsu não queria arrumar brigas ou confusões, queria apenas permanecer ao lado de Lucy.

Já estava anoitecendo, a neve começava a cair mais fortemente, decidiram voltar para casa, no caminho não disseram uma única palavra, as mãos dadas, olhares tímidos.

Já na casa da loira, uma nevasca caia, na janela Natsu talvez esperasse, olhando para fora, que a neve desse uma pausa para que pudesse retornar para sua casa, mas ela não dava sinal de que cederia tão cedo.

-Natsu, já que a nevasca não parece que vai acabar tão cedo – Seu rosto corou – Porque não passa a noite aqui?

O garoto encarou a maga, dando um sorriso em seguida, seus passos o levaram em direção a loira, seus braços a envolveram em um carinhoso abraço, deixando-a totalmente corada. Sua voz saiu como um sussurro – Obrigado, Luce! – Ela não sabia o que fazer, e percebendo a situação, Natsu a abraçou mais forte e começou a girar com ela em seus braços.

Sentaram-se no chão, contra uma das paredes, as costas de Lucy apoiadas no peito de Natsu, os braços do rosado envolviam a cintura dela, o mago sentia o doce perfume que vinha de seu corpo, a maciez de sua pele, a sua respiração, o bater de seu coração. A loira sentia o calor que vinha dele, seus braços segurando-a em um gostoso abraço, o ritmo de seu coração, estava perfeito, mas uma ideia iluminou-se em sua mente, percebeu a situação, o rosto fervia em rubor, e com um salto a frente, se separou do Dragon Slayer – Você q-quer ch-chocolate q-q-quente?

O garoto olhou confuso para a vermelha face da maga, mas por fim aceitou, exibindo um sorriso.

Enquanto Lucy procurava por ingredientes na cozinha, Natsu pensava, sentado em uma das poltronas e com as luzes apagadas – Eu, ela, um dos dois sempre está fugindo, porque temos tanto medo de demonstrar o que sentimos?

-Natsu, está pronto! – A loira entrou no quarto e olhou para o mago com uma bandeja em mãos – Porque as luzes estão apagadas? – Ela foi acende-las, mas uma voz a impediu.

-Luce, você poderia manter as luzes desligadas?

-Ok... – A maga o olhava confusa.

O rosado se levantou da poltrona, foi em direção a loira, pegando a bandeja de suas mãos, soltou-a no criado-mudo e sentou-se sob as cobertas da cama, e com um tímido sorriso e face rosada, as quais eram protegidos pela falta de luz, convidou-a para ficar consigo.

-Luce... Você pode... Deitar... Comigo?

Ela ficou surpresa, suas mãos juntas frente ao peito, no rosto um pequeno e tímido sorriso, o coração acelerado, andou em direção a cama, sentou-se ao lado do mago, na pequena cama, ficaram próximos. Beberam a quente bebida, a negra noite continuava aprofundando-se em frias horas...

Passou-se algum tempo, estavam deitados, um de frente para o outro, seus olhos se encaravam, seus corpos próximos, nenhuma palavra dita. A fria e branca neve continuava a cair, a mão de Natsu segurou a de Lucy, o coração da maga disparou, ele levou a mão dela à seu peito, os olhos da loira arregalaram-se, o coração do mago batia rapidamente, como se quisesse fugir-lhe do peito, do quente peito.

-Ele sempre fica assim quando estou com você, quando vejo seu sorriso, ouço sua voz, sinto seu perfume, sinto seu toque...

A mão de Lucy tocou o rosto de Natsu, acariciando-o, seus olhos se fecharam, seus lábios se aproximavam, tornavam-se mais próximos, os olhos do rosado também fecharam-se, em um misto de sentimentos, seus lábios tocaram-se...

...Seus sonhos jamais poderão recriar a realidade dos expostos sentimentos desta fria noite de inverno.

Notas finais
Espero que tenham gostado =^.^=

Também espero que comentem

E caso queiram ler outras fics minhas, só clicar em Happy (Em eu aqui ^^)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!