Brincadeira de gato e rato.
3 Do susto à promessa
Notas iniciais
Em questão de segundos minha boca foi preenchida pela dele e isso me enlouqueceu. Agarrei seu cabelo com força e tentada de alguma forma trazê-lo para mais perto. Meu corpo queria mais!
Ambos nos calamos para dar continuidade ao beijo que nenhum de nós queríamos que cessasse. Minha cabeça começou a girar e eu apertei meus olhos quando comecei a gemer de leve. As carícias que Adrian me dava me estavam deixando louca. Ele me deixa louca.
—Adri.. ah... –Fui cortada ao sentir seus dedos passeando entre minhas pernas.
—Cuidado com o que deseja. –Ele disse entre beijos possessivos.
Eu já não queria retrucar ou lhe dar respostas provocativas. Eu só queria que ele continuasse e me desse mais! Mais! Mais!
Minhas mãos passaram de seus cabelos para suas costas. Finquei minhas unhas nelas e ele gemeu. Seus dedos estavam me estimulando por baixo e eu não conseguia fazer nada além de tombar a cabeça para trás e gemer.
—Ah.. Ah.. Adrian. Nnnn Chega... Chega de dedos…
Ele encarou meus olhos e parou os movimentos frenéticos que fazia com a mãos. Ele fechou os olhos e sorriu balançando a cabeça negativamente.
—O que eu faço com você? –Ele puxou minha calcinha pelas minhas pernas.
Eu não abri minha boca para dizer mais nada. Meus olhos eram puro pedido de mais e ele entendeu perfeitamente.
Ele levou sua boca até a minha e me beijou. Entre beijos, senti algo roçando minha entrada. Agora não adiantaria gritar, correr, se esconder ou tentar impedi-lo. Mas pensando bem, quem quer impedi-lo? Eu o quero agora. Quero dentro de mim. Quero que me possua em cima desta mesa.
Ele de repente entrou em mim e meu gemido alto foi abafado por sua língua que passeava em minha boca. Ele beija tão maravilhosamente bem. Aos poucos ele aumentou o ritmo e eu estava ardendo por dentro. Não era o suficiente. Movi meus quadris e ele sorriu.
—Mais?
Assenti e ele segurou minhas pernas. Ele entrava e saída rapidamente e a cada vez eu gemia. Tantos gemidos que eu mal podia contar quantos... A sensação estava tão boa que eu me esqueci de onde estava... Apesar de estar sendo devorada por Adrian numa mesa da biblioteca minha excitação foi às alturas.
Eu estava chegando ao limite e ele parecia conseguir aumentar o ritmo a cada momento. Minhas mãos seguraram seus braços e meu corpo se contorcia de prazer. Meus quadris se moviam institivamente e isso fazia Adrian sorrir. Ele tinha uma expressão de satisfação...
—Adrian... ah ahnnn eu e-eu vou...
—Sim... eu também vou...
As nossas últimas palavras foram as palavrinhas mágicas que deram passagem para o ápice do prazer. Minhas mãos caíram na mesa e Adrian caiu sobre mim. Ambos respirávamos fortemente e meus olhos começaram a pesar. A energia gasta me deixou exausta e Adrian parecia sorrir.
—Você realmente...
Ainda de olhos fechados eu sorri. –Sim... não vou mentir, eu queria faz tempo... mas tinha vergonha.
—De que?
—De tudo. Na verdade, eu estou com vergonha, mas estou totalmente feliz e satisfeita.
Adrian me abraçou. –Satisfazer my Lady é uma honra. –Ele sorriu.
—Realmente... sinta-se honrado, gato.
Adrian ergueu a cabeça e tocou sua boca na minha, terno. –Me sinto honrado apenas por estar ao seu lado.
Descansei minhas mãos em seu cabelo. Sorri. –Que romântico.
Ouvi um ronronado.
—Não faça isso...
—Por quê? –Sorri. –Você ronronou... tem vergonha?
Suas mãos alcançaram as minhas e ele fitou meus olhos. –Não... eu me sinto estranho quando me acaricia assim.
Arqueei uma sobrancelha. –Estranho?
Adrian se aproximou de meu rosto, ficando a centímetros de um doce, longo e tentador beijo. –Excitado.
Encarei-o. –Que peculiar.
Adrian se afastou e logo ouvi seu zíper fechando. –Muito... vista-se, antes que minha peculiaridade me faça te atacar de novo.
Eu poderia pensar nessa possibilidade... mas decidi que realmente era melhor me vestir. Me levantei devagar e me sentei na ponta da mesa. Avistei minha camiseta e fui busca-la.
Senti os olhos do loiro me acompanharem e segurei meu sorriso.
—Só para sua informação: Isso não vai acontecer de novo. –Provoquei.
Adrian fechou a cara e me mostrou um semblante de intriga.
—O que?!
—Você escutou. Não vai acontecer de novo. –Vesti minha camiseta e procurei por minhas calças.
Adrian se aproximou. –Por que? Você disse que estava feliz e satisfeita...!
Adrian parecia aquelas crianças discutindo com os pais sobre o passeio no parque. Eu estava rindo por dentro.
—O fato de você ter me satisfeito e muito bem... lhe dou os parabéns, não significa que vá voltar a me satisfazer...
—Mas...
Adrian estava procurando votos a favor de sua ideia de repetirmos o que acabamos de fazer. Eu não me aguentei. Sorri e fui em sua direção.
—Não chore, gato. Estou brincando.
Adrian me encarou. –Não me assuste assim...
—Te assusta pensar que não voltaríamos a fazer isso de novo?
—Bastante.
—Por Deus... –Beijei Adrian. Não aguentei essa bomba de fofura e desejo.
Fui buscar minha calça e Adrian ficou me fitando feito tonto.
—Eu realmente amo você.
Vesti minhas calças, finalmente. –Sim... eu sei...
Ele me mostrou um sorrisinho malicioso. –Eu vou voltar a caçá-la amanhã.
Voltei minha atenção a ele rapidamente. –Amanhã?
—Você sabe que gatos se alimentam todos os dias, não é?
Não respondi e ele continuou. –Além do mais, me assustou hoje dizendo que nunca mais faríamos. Prepare-se para fazer exatamente o contrário.
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