Brilhante Victoria – O Tempo Passou!!!
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Casa dos Vegas — Harris
Ponto de vista de Tori.
Acordei de madrugada e percebi uma falta no colchão, André não estava do meu lado, desci as escada e o encontrei falando ao telefone, ele parecia muito preocupado e abalado. Me aproximei e ele desligou o telefone e eu vi que ele estava realmente triste.
— Aconteceu algo, amor? – Eu perguntei preocupada, André não parece nada bem.
— Nem percebi que você estava ai, infelizmente sim. Ligaram do lar de idosos, parece que minha avó não está nada bem de saúde, eles precisavam da autorização para transferi-la para um Hospital. – Ele já estava começando a chorar, eu consigo entender sua dor, a avó do André foi por tanto tempo sua única família, ele sempre foi atencioso e cuidou dela, assim como ela sempre cuidou dele.
— Eu sinto muito amor, sei que sua dor é enorme, mas vamos fazer todo o possível por ela, e vamos ficar na torcida para que tudo fique bem. Eu vou fazer um chocolate quente para você, depois você descansa e amanhã a gente vai lá para ter notícias sobre ela. – Eu disse mesmo sabendo que no memento nada o reconfortaria até ele poder ver e está junto com sua avó; ele concordou comigo, e eu fui preparar seu chocolate, a gente sempre prepara chocolate um para o outro deste da nossa adolescência quando éramos melhores amigos. Depois de bebemos o chocolate subimos para o quarto para descansamos e esperar para poder ter notícias da Charlotte.
De Manhã
Não dormi nada, estava muito preocupada com o André e com sua avó, assim que amanheceu percebi que meu marido estava dormindo; acho que ele conseguiu dormir tem menos de meia hora e já são 7:20 da manhã. Levantei e foi até o quarto das meninas para arrumar elas para a escola, elas entra na escola as 8:30 e ficam lá até as 15:30, enquanto elas estiveram na escola vou com André no lar de idosos para sabemos notícias e para a gente entender exatamente o que está realmente acontecendo, e claro eu quero dar todo o apoio que meu marido possa precisar.
Ponto de Vista de André
Acordei e percebi que a Tori já tinha levantando, na verdade eu apenas cochilei agora de manhã, passei a madrugada toda acordado e preocupado com a minha avó. Mas hoje eu saberia como ela está e também poderia vista-la.
Minha avó Charlotte tem medo de tudo, os médicos e psiquiatras dizem que ela é panofóbica, ela começou com suas crises quando eu tinha 10 anos ela ficou 6 anos sem sair de dentro de casa, pois tinha medo de qualquer coisa e o único motivo dela ter saído de casa quando eu tinha 16 anos foi para me ver nas apresentações da escola, sei que por mim ela era capaz de superar seus medos e temores. Além disso tudo, a mais ou menos uns 8 anos atrás ela começou a ter os primeiros sintomas de Alzheimer, hoje em dia está mais atacado, já teve algumas vezes que fui visita-la e ela nem chegou a me reconhecer, teve uma vez que ela disse que seu neto é adolescente não adulto.
Eu tendo ao máximo fazer o melhor para ela, o lar de idosos foi a melhor opção para cuidar dela, os profissionais do lar são muitos atenciosos, para muitas pessoas de fora pode até parecer que colocamos elas lá para não cuidar, ou que a abandonamos, mas a verdade é, que como a gente tem um estilo de vida agitada, e sempre estamos viajando a trabalhos e não poderíamos deixa-la sozinha, e ela não ai viajar com a gente pois ela tem medo de avião. Então o lar de idosos foi a melhor escolha pensando no bem estar dela.
Eu fiz minha higiene e desci para a cozinha onde encontrei a Tori e as meninas que já estão prontas para a escola, tomando café da manhã me aproximei e deu um beijo na testa de cada uma das três.
— Bom dia amor! Como você está? – falou Tori toda carinhosa, tenho sorte em tê-la do meu lado sempre.
— Preocupado, mas logo mais vou no lar de idosos, e saberei notícias da minha avó, espero que eu consiga vê-la. — Respondi com um pouco de esperança. A enfermeira que me ligou na madrugada, disse ou telefono que a situação da minha avó é bem delicada, e que iria me explicar tudo hoje, e que se a família achasse necessário ela ai ser transferida para um hospital, os profissionais do lar, me adiantaram que eles realmente acham que o melhor é ela ir para o hospital.
Minha vó foi por muito tempo, minha única família, ela me criou e fez eu me formar e me tornar o que sou hoje, apesar de seus problemas mentais e psicológicos, ela conseguiu fazer o melhor por mim. Eu fui morar com ela quando tinha 6 anos, depois que minha mãe foi embora e eu nunca soube para onde ela foi, ou como encontra-la, também não busquei procurará, já meu pai não chegou nem a me registrar por isso eu carrego o sobrenome Harris que vem da família da minha mãe e da minha vó, porem quando eu tinha por volta de 14 anos ele apareceu na casa da minha vó se apresentando, conversamos bastante e eu decidi dar uma chance e conhecê-lo, então depois disso a gente tinha contato, eu ai em jatar de ação de graças na casa dele e em outras datas, hoje em dia não nos falamos com frequência.
— Vamos André – Chamou Tori, eu estava com os pensamentos longe e nem percebi que já estava na hora de levar as meninas e depois ir para o lar de idosos para poder saber sobre minha vó.
— O papai parece triste – Disse a Hannah, minhas meninas já tinham percebido que eu estou diferente hoje.
— Eu vou ficar bem, amorzinho, é apenas preocupações de adulto – Respondi, com carinho tentando não preocupar minhas meninas.
Depois de tudo, arrumado, saímos de casa, primeiro deixei as meninas na escola e depois foi diretamente para o lar de idosos onde minha avó Charlotte está.
Ponto de vista de Tori.
Assim que chegamos ao lar de idosos, o André foi direto falar com os responsáveis do local, para poder ter notícias de sua avó. A gente foi para a sala do diretor do asilo para conversamos em particular.
— Olá, senhor Harris, eu sou o Joseph Evans não sei se você está lembrando de minha pessoa, eu sou o diretor responsável pelo lar de idosos, a gente sempre conversa, eu geralmente gosto de fazer as ligações para as famílias de meus pacientes pessoalmente, é sempre importante essa parceria instituição e família. – ele falou enquanto a gente estava em sua sala; a gente até se lembrava dele, ele sempre está em contado com o André, e quando procuramos um lugar para a Charlotte, ele mesmo nos apresentou o lar.
— Oi, senhor Evans, sim eu estou lembrando do senhor, e sou muito agradecido por tudo que vocês fazem pela minha avó, agora eu gostaria de ter notícias dela e se possível ver ela também. – Respondeu o André já bem ansioso por notícias de sua avó.
— Claro, eu vou chamar uma enfermeira que cuida e está diretamente com a dona Charlotte, para pode explicar tudo para vocês. – Assim que o senhor Evans acabou de falar ele telefonou para uma enfermeira e em poucos minutos a mesma estava na sala com a gente.
— Senhor e senhora Harris, essa é a enfermeira Wendy Smith umas das responsável pela dona Charlotte, ela vai explicar a situação para vocês.
— André certo? foi comigo que o senhor falou no telefone na noite passada. A situação da dona Charlotte não é nada boa, como profissional de saúde eu acredito que o melhor é o senhor como tutor responsável permitir que ela possa ser transferida para o hospital, os custo vai ser por conta do que vocês já pagam ao lar, isso depois o senhor Evans explica direito, o importante é ela ir para o hospital ainda hoje. – A tal enfermeira disse nos preocupando mais ainda, e ainda por cima não explicou nada do que a vó do André tem.
— Se for o melhor para ela meu marido vai permitir sim que ela vá para o hospital, porem agora gostaríamos de saber como está a saúde dela, e também vê ela se possível logico. – Eu falei para ver se eles parava de enrolação e falava logo o que está acontecendo o André está cada vez ficando mais preocupado e ansioso para ver a vó.
— Vou explicar – disse a enfermeira, e começou a explicar. – A dona Charlotte como sabemos, tem sofrido muito nos últimos anos com doenças da mente, ela começou a ter confusões mentais por causa do Alzheimer, com isso ela começou a perder os sentidos da audição e a visão dela está mais fraca que o normal nem os óculos dela mais ela enxerca com tanta clareza, além disso os órgãos internos estão fraquejando, nos últimos exames perecemos que a diabetes e a pressão dela não está controlada, aos poucos os pulmões e os rins dela estão parando também. Por isso a melhor opção no momento para ela é o hospital, lá eles tem aparelhos para ajudar os pulmões dela e se precisar os rins também e se ela necessitar também de respirador no hospital tem, temos que fazer de tudo antes que ela tenha um ataque cárdico que possa ser fatal.
Depois que a enfermeira disse isso tudo, a gente ficou tentando entender exatamente, todas essas informações.
— Claro eu vou assinar a transferência dela para o hospital, eu gostaria mesmo de ver ela hoje. – Pediu André, a enfermeira o levou até sua avó, ele ficou um bom tempo lá com ela, depois voltou para a sala onde estávamos, assinou todos os documentos necessários e juntos com a equipe do lar a gente foi até o hospital no qual ela ai ficar.
Ao chegamos no hospital, a enfermeira do lar a Wendy conversou na recepção, depois o André assinou mais alguns papeis, depois, sua avó fui internada e logo depois um médico veio conversar com a gente. O médico disse os dias que a Charlotte poderia receber visita e horário também, e como ela já tem uma certa idade se algum da família quiser ficar de acompanhante. O pessoal do lar até ofereceu funcionários, cuidadores e enfermeiros para ficar, porém o André fez questão de ficar. Ele ai me levar para buscar as meninas na escola, depois passar em casa para pegar roupas e ai ficar no hospital com a avó.
Alguns dias depois
Ponto de Vista de André.
Já faz alguns dias que minha avó está internada, e ela não teve nem uma melhora significativa, eu estou ficando no hospital com ela, os médicos estão sendo bem atenciosos, eu fico aqui direto, foi em casa apenas para pegar roupas e para ficar um pouco com as minhas filhas, não quero que elas se sinta abandonadas pelo pai, eu sei bem a dor de uma criança que se sente abandonada, e estou aqui com a minha vó pois sei que sou o parente e responsável mais próximo que pode cuidar dela desse momento difícil. Eu tenho dois tios, que são filhos da minha avó e irmãos da minha mãe, um é corretor de imóvel, e por causa dele que conseguir dar a festa na casa do Kenan Thompson quando adolescente, e o outro a Tori diz que é “assustador”, mas a verdade é que ele é um meio barra pesada, porque se envolveu com pessoas erradas e com gangues de rua e tudo mais, e tem minha mãe que também sumiu no mundo, então dos três filhos da dona Charlotte apenas um deu certo, acho que isso foi um dos motivos dela ter pirado e ter desenvolvido suas fobias, mas só os especialistas para saber mesmo. Eu também tenho primos próximos que são filhos do meu tio corretor de imóvel, minha prima Kendra, ela me ajudou em um lance com Dale Squires; e meu primo Jay Jay, que sempre que possível me levava na escola antes de eu começar a dirigir. Mesmo assim eu sou o único da família totalmente responsável pela minha vó, por isso é minha obrigação ficar com ela aqui no hospital.
Eu foi em casa buscar umas roupas, e ficar um pouquinho com as meninas já que hoje é sábado. Eu estava arrumando as coisas para voltar ao hospital quando a Tori entra no quarto com um expressão nada boa.
— Oi, o que foi? – perguntei já temendo a reposta.
— Ligaram do hospital é melhor você ir para lá o mais rápido, eu vou ficar aqui com as meninas, vou ver se o Beck e a Jade pode ficar com elas ou minha mãe e depois te encontro lá no hospital – Pelo jeito que ela falou, tinha acontecido algo, e no fundo eu já até sabia o que era.
Concordei com ela e foi diretamente para o hospital, chegando lá o médico já veio falar comigo e me deu a pior notícia de todas, minha vó não aguentou, seu corpo e seus órgãos já não estava aguentando ela deve para parada respiratória e não resistiu, ela faleceu no hospital depois de 15 dias internada.
Eu cai sentado na cadeira e comecei a chorar, minha vó, minha mãe de criação, a primeira referência de mulher que tive em minha vida. Ela foi embora para sempre. Eu lembrei da noite passada que ainda fraquinha com a voz baixinha ela me pediu para cantar antes de dormir, hoje de manhã assim que acordei deu um beijo em sua teste e foi para casa, essa foi a nossa despedida.
Tori chegou logo, junto com Beck e Robbie, as meninas ficaram com a Cat e a Jade, depois a Holly mãe da Tori ai ficar com elas, meus amigos estavam aqui me dando todo o apoio necessário e minha esposa também.
Minha esposa me ajudou arrumar tudo que fosse necessário, para o velório e o enterro, eu liguei para o meu tio, o único que ainda se importa com a mãe. Ele avisou os meus primos também. Foi difícil e dolorido, mas apesar de não estamos preparados para a morte a vida é apenas uma passagem, e eu agradeço por Charlotte Harris ter feito essa passagem do meu lado, por ter sido minha avó.
1 semana depois
Ponto de vista de Tori.
Já faz uma semana que a Charlotte veio a falecer, está sendo um momento muito difícil para o André, ele chora quando está sozinho, eu dou todo o apoio para ele, o que o mantem forte é as meninas, ele faz de tudo pelas filhas, Hannah e Hazel estão sempre com ele e ele fica melhor na companhia delas, ele conversou com o tio e com os primos e com um advogado, a casa que sua avó tinha foi deixada no nome do André, mas como a gente já tem casa própria, ele decidiu vender a casa e com o dinheiro ajudar em instituições que cuida de crianças, e ele também deu um bom dinheiro ao lar onde sua avó ficava.
Ele tem certeza que sua avó queria que ele fosse um bom homem e ajudasse as pessoas e é isso que ele está fazendo, apesar da dor. A família dele sempre foi complicada, não sabe quase nada sobre a mãe, tem pouco contado com o pai; pai esse que ele só conheceu com 14 anos, tem um tio na cadeia; que é assustador. Mas tem um outro tio corretor de imóveis que sempre o ajuda, e dois primos que também sempre o apoia.
Eu estou tendendo dar muito apoio nesse momento ainda de luto, e nossos amigos estão fazendo o mesmo, e essa fase difícil logo vai passar, e vamos sempre lembrar dos bons momentos da Charlotte.
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