Brighter Than The Moon
9 Planos
Notas iniciais
Capitulo IX – Planos
— Não. – murmurou Hinata se afastando do loiro e apoiando-se na balaústra ainda abalada pelo beijo. – me desculpe. Eu não deveria ter... eu preciso ir.
— Espere. Não vá – impediu Naruto, confuso com separação repentina, segurando com firmeza a mão da dama. Com os olhos entrecerrados indagou suspeito – qual é o seu jogo afinal?
Hinata voltou-se para aquele belo homem, visivelmente dúbia.
— Não compreendo do que sua Graça está falando?!
— Eu é que não consigo entendê-la milady. Em uma hora age de maneira intransigente, grossa e inacessível, tão rígida como uma matrona e, em outro é, tão doce, gentil e cheia de paixão. O que você quer afinal das contas? Burlar-se de mim?
— Eu não quero nada milorde. – respondeu Hinata corada diante de tais acusações.
Naruto estreitou os olhos perscrutando a pequena mulher sem acreditar em sequer uma palavra dita por ela.
Tensa sobre o seu olhar avaliador Hinata mordeu o lábio inchado provocando ainda mais desejo no lorde. Aquela mulher era perigosa e estava à procura de algo, isso Naruto tinha certeza e para piorar as coisas ela tinha o poder de lhe despertar sentimentos e sensações que há muito não sentia e se não fosse mais cauteloso provavelmente sairia muito ferido ao final de tudo.
Não iria permitir perder o controle da situação. Nunca mais se deixaria apaixonar-se novamente, pensou decidido.
— Não é isso que parece Milady. – finalmente falou o loiro muito sério. – não sou idiota para deixar alguém me manipular. É melhor tirar suas esperanças se pensa que irá conseguir com esses joguinhos sórdidos o posto de Duquesa. Não é por que me sinto atraído por você que a levarei para o altar. Não cairei nos seus jogos amorosos para ser apanhado em uma situação comprometedora.
Hinata arqueou as sobrancelhas, completamente surpresa e constrangida com as palavras do Duque. Ele se sentia atraído por ela?! A face tomou uma coloração mais intensa.
— Não almejo o posto de Duquesa, Sua Graça. – comentou com toda a dignidade e coragem que possuía, com as costas ereta e a cabeça erguida. – perdoe-me se minhas atitudes lhe deram a errônea impressão de ser, eu, uma mulher ambiciosa e interesseira. Mas lhe asseguro que nunca desejei e muito menos algum dia desejarei esse posto. Então, por favor, perdoe-me minha atitude de hoje. Não foi apropriado o que fiz.
Terminou sua sentença de queixo erguido contrariando Naruto ainda mais.
— O que você quer afinal? – retorquiu Naruto profundamente dúbio com a resposta da dama. Ela havia deixado claro que não o queria e não desejava e nunca desejaria o posto de duquesa, posto esse que todas as damas de Londres desejavam. – por acaso quer brincar?
Hinata olhou para aqueles lindos orbes azuis. Aquela situação era absurda, estava falando de um assunto inapropriado em uma saca de um casarão em pleno baile sozinha com um cavalheiro que havia acabado de beijar. Estavam discutindo em serem amantes. A face voltou a se ruborizar, ela sabia disso por que seu corpo inteiro estava quente. Só de pensar em passar mais tempo naqueles braços fortes já a fazia perder o ar.
Sua cabeça começou a latejar.
Tinha que se decidir, ou prosseguia com aquele plano maluco ou esquecia tudo e voltava para sua vida enfadonha.
Mordeu o lábio inferior outra vez, deixando-os mais vermelho do que antes. E diante daquele olhar avaliador e sério na espera de sua resposta, soube que não adiantaria voltar à trás, lhe restavam pouco mais de quatro meses de vida, depois daqueles meses não estaria viva e ninguém a acusaria por suas escolhas. E aquele homem diante dela tão bonito, irritado e forte era a promessa de amor de toda a sua vida.
— Depende de sua Graça. – murmurou baixo em um tom sedutor — meu lorde quer brincar?
Naruto estreitou mais os olhos, avaliador. Havia perguntado num sentido de troça, pois Hinata agia de um modo totalmente contraditório, em um momento se comportava como uma dama recatada e cheia de decência e em outros lhe mostrava uma paixão e um espírito sedutor que lhe tirava o fôlego. Com certeza havia algo por de trás de todo aquelas atitudes.
Não foi a resposta que esperava.
Hinata estava o desafiando e ele, como um Namikaze, onde corria o sangue dos Uzumakis, guerreiros que protegeram e lideraram varias guerras em favor da Inglaterra, não fugiria como um covarde àquela batalha. Enganada estava Hinata em achar que sairia vitoriosa em seu jogo, seja lá qual for, pensou Naruto com um sorriso sedutor e desafiador ao mesmo tempo.
A Hyuuga tremeu diante àquela expressão. Seu interior lhe dizia que o homem diante de seus olhos não encararia suas palavras como um tolo blefe.
— Ótimo, milady. – sorriu ainda mais – eu adoro brincadeiras.
Enrijecendo a coluna numa postura digna, Hinata respondeu da maneira mais fria e educada que pode.
— Pois bem, milorde, estamos acertados então. Até mais ver – maneou a cabeça e fez uma reverencia rígida saindo do local sem ao menos deixar o homem responder.
Hinata precisava sair daquele lugar, da frente de Naruto, antes que as penas não conseguissem mais sustentá-la e vergonhosamente desabasse no chão. Mais tarde quando estivesse sozinha se arrependeria do que havia dito e procuraria um desculpa ou um modo de fugir.
Naruto não se esforçou para que ela ficasse ainda estava confuso, surpreso, intrigado e furioso com a Hyuuga. Voltou para uma das salas do grande casarão, muito pensativo. Era uma verdade inegável que Hinata era a primeira mulher que o intrigara tanto, não compreendia suas atitudes, era tão contraditória e misteriosa quanto bela.
Afundou em umas das confortáveis poltronas observando distraído o crepitar das chamas.
— Vejo que não se encontra muito animado, meu amigo. Veio aqui para fugir das debutantes? – indagou sarcástico Sasuke sentado em uma poltrona ao lado.
Naruto olhou de um modo estranho para o amigo. Não havia notado sua presença até este falar.
— Não o vi chegar.
— Percebi, está muito pensativo ou aborrecido.
O loiro encostou a cabeça no apoio da cadeira e fechou os olhos por um instante.
— Poderíamos dizer que as duas coisas.
Sasuke ergueu uma sobrancelha parando o copo de blandy no meio do caminho à boca.
— Algo está acontecendo? Sabe que pode confiar em mim.
— Claro, confiar em você para contar para todo mundo. Conheço você Sasuke, é um fofoqueiro pior que o Sai.
— Engraçadinho. – resmungou o Uchiha crispado os lábios.
Naruto sorriu bagunçando os cabelos loiros que sempre insistiram em não se comportar, dando ao loiro um aspecto de desleixado, coisa que sempre atormentou o seu valete.
— É sobre aquela dama chamada Hyuuga?
O loiro olhou surpreso para o amigo.
— Por que você está falado da milady Hyuuga?
— Bom, não precisa ser muito inteligente para notar que você andou correndo atrás dela pelo salão todo. — Sasuke parou observando o amigo virar o rosto um tanto quando constrangido.
— Eu não corro atrás de mulheres Sasuke. – comentou amargamente.
— Vamos amigo, você já conhecia aquela mulher não é? É sua amante?
Naruto fechou os olhos sentindo uma estranha fúria se apoderar dele. Mas o que era aquilo? Estava com raiva por seu amigo se referir a Hinata como uma mulher qualquer?
— Não. Ela não é minha amante Sasuke. E você poderia ter mais respeito quando falar dela.
O moreno franziu cenho.
— Está bem. Mas me diga, você já a conhecia?
— Sim, eu já a tinha visto antes. – respondeu o Duque num suspiro pesaroso. – eu não consigo entender aquela mulher.
— Não?
Naruto olhou nas íris negras do amigo e soube, como sempre, que poderia contar com o amigo. Sasuke há muito tempo atrás havia confessado a Naruto que amava Sakura e respeitando seus sentimentos lhe perguntou se poderia amá-la. Naruto não pode dizer-lhe que não, Sasuke era seu amigo, irmão e seu companheiro e de todos os homens da face da terra ele seria o único a quem deixaria Sakura se casar. Confiava no amigo apesar das brincadeiras.
— Eu encontrei Hinata por acaso no Palácio de cristal e posso lhe dizer que não foi um encontro muito agradável.
— Não agradável?
— Sim, resumindo de forma simples tivemos uma pequena discussão, mas agora está tudo bem, porém ainda não consigo entendê-la.
— Por que não consegue?
Naruto ergueu uma sobrancelha enquanto olhava de uma forma estranha o colega dos tempos do colégio.
— Sasuke você está parecendo um desses tais de psicanalistas.
— Claro que não! – bufou Sasuke indignado – seu idiota, se não quer falar então não diga nada. – resmungou olhando para o lado um tanto corado.
— Aff! Sasuke você anda muito estressado, calma! Logo nasce seu filho ai você pode mimar ele. – brincou Naruto se levantado e pegando um copo de blandy enquanto o amigo se mexia na poltrona incomodado. Não havia inverdade nas palavras de Naruto, o Uchiha estava tão ansioso e apreensivo quanto Sakura para o nascimento de seu filho. Ficava preocupado com o estado de saudade da mulher, não suportaria perdê-la, mesmo que não demonstrasse com frequência isso, – a questão é que a senhorita Hyuuga se comporta de uma maneira muito estranha.
— Estanha? Não achei isso, ela me pareceu alguém muito educada e instruída apesar de tímida. – comentou o moreno enquanto Naruto retornava a seu acento e esticava as pensas saboreando o blandy pensativo.
— Isso não há duvidas. Mas é que às vezes... é difícil de explicar. – Naruto balançou a cabeça se sentindo impotente. Havia alguma coisa que não sabia e isso o deixava preocupado por que não conseguia controlar a atração que sentia pela morena. – Sasuke, as vezes ela age como uma dama, tímida, mas as vezes ela parece...
— Uma meretriz?
Naruto encarou o amigo surpreso.
— Não, não, isso não. Eu diria ousada.
— Oras amigo, Não sabemos nada sobre essa dama, ela pode ser muito bem a amante de alguém ou talvez viúva.
Naruto afundou-se ainda mais na cadeira, pensativo, o amigo poderia ter razão, Hinata podia ser uma amante qualquer ou até uma viúva, não usava uma aliança mais isso não significava nada. Poderia ser muito bem uma meretriz tão experiente no jogo da sedução que conseguiria enganar até mesmo um libertino como ele. Sim, poderia ser, pois se realmente fosse uma dama inocente jamais teria feito aquela proposta. Um sorriu amarelo surgiu no rosto belo de linhas fortes contraindo as finas cicatrizes que atravessava a face, as que lhe atribuía o apelido de raposa, mesmo com um estranho aperto no coração.
— Você pode ter razão Sasuke. Hinata é uma mulher misteriosa e esconde algo, isso eu tenho certeza.
— Pode haver a probabilidade de que esteja fugindo do protetor? – inquiriu Sasuke calmo como sempre.
— Sim. Você acha perigoso mantê-la tão próximo de nossos queridos?
O homem moreno contraiu os lábios, pensativo. Havia muitas possibilidades, a Hyuuga era realmente um mistério, não sabia exatamente de onde vinha e muito menos quais eram os seus objetivos na cidade e em contraponto era uma mulher educada e gentil que passava uma imagem de fragilidade e delicadeza. Mas todos os seus trintas anos de vida lhe ensinaram a ter cuidado em relação a essas pessoas aparentemente frágeis. Ele e ao Naruto.
— Sabe o que penso não é Naruto. – o amigo maneou a cabeça afirmativamente – acho mais plausível sermos cautelosos em relação a essa dama.
— Compartilho de seus pensamentos. – sorriu Naruto tentando ignorar aquela estranha sensação que tinha no peito e a incontrolável vontade de correr atrás da mulher de lindos olhos perolados.
....
— Eu não acredito!!! – sentenciou Haru desabando desajeitada no sofá acolchoado, os olhos de um tom de azul muito vivo completamente abertos olhando a figura abalada e frágil do outro lado da sala – você está brincado não é Hinata?
A morena balançou o rosto, muito corada, negativamente, fazendo os longos fios negos dançarem graciosos no ar para uma chocada dama de companhia.
— Deixe-me ver se eu entendi. Você beijou o Duque Uzumaki para que seu primo não a vise. – parou um momento sob o assentimento da Hyuuga – depois propôs ao Duque Uzumaki em ser a... – o rosto pálido da jovem tomou uma cor mais intensa e a palavra não saiu.
Hinata mordeu o lábio inferior mais constrangida do que nunca, não sabia se poderia ficar mais vermelha do que já estava. Não precisava ouvir uma palavra sequer de reprovação da amiga, sabia muito bem que sua atitude fora demasiada irresponsável e desonrosa, onde havia visto uma inocente dama propor algo tão indecoroso como aquele? Estava tremendamente envergonhada enquanto ainda sentia o gosto dos lábios do lorde nos seus.
— Você está ficando maluca Hinata? Imagina se alguém te reconhece? Acabaria com sua reputação.
— Não importa minha reputação Haru, a única coisa que importa e que meu primo não me encontre se não tudo estará perdido.
— Como não importa sua reputação? – se exaltou Haru levantando-se do sofá visivelmente irritada. – não vou permitir que faça algo que se arrependa pelo resto da vida Hinata, se envolver com aquele homem é loucura. Ele não vai querer se casar com você. Esse tipo de homem só brinca com as mulheres. Ele vai dizer coisas bonitas e depois que usa-la vai te jogar na sarjeta sem nenhum futuro. Não vou deixar se autodestruir. – olhou determinada para Hinata que sorriu gentilmente.
— Fico muito tocada por sua preocupação Haru, mas eu estou bem.
— Como não me preocupar se tudo o que está fazendo vai prejudicá-la no futuro. – rebateu Haru cansada da teimosia da amiga, será que não enxergava o perigo.
Hinata suspirou pesarosa. Contornou o sofá e pegou as delicadas mãos da amiga. Haru era uma mulher leal e companheira, agradecia sinceramente por tê-la conhecido antes de morrer. Desejava mais do que ninguém que encontrasse alguém que a protegesse como ela protegia seus amigos.
— Haru, eu quero que compreenda que eu escolhi o Duque por isso mesmo.
— Como assim?
— Sei perfeitamente que nunca um homem dessa classe social me proporia casamento e muito menos se apaixonaria por alguém como eu. O máximo que ele me tem é de apenas um brinquedo para seus dias entediados. Na verdade, não desejo nada mais que isso.
— Juro que não consigo entendê-la. Se ele acabar com sua reputação não terá...
— Futuro? – Hinata completou a fase com um sorriso no rosto. – está é a questão Haru, eu não terei um futuro, apenas o presente é o que me resta.
— Hinata você ainda tem tempo de se casar e ter filho, não é por que tem vinte e seis anos que não possa encontrar alguém que queria casar com você.
Hinata balançou a cabeça com um nó na garganta.
—Não é isso Haru, quando digo que não tenho futuro é por que eu estou morrendo. Restam-me pouco tempo de vida, alguns meses.
Haru exclamou um “Oh” antes de cobrir a boca carnuda com a mão enluvada, os olhos grandes e azuis se arregalaram marejados de lagrimas. Ficou inerte por algum tempo para logo em seguida balançar a cabeça com força.
Hinata apertou os lábios em uma única linha tentando conter o choro que começava a se formar, era doloroso ver o estado da amiga, preferia morrer longe de todos sem que ninguém soubesse, só para não presenciar eles sofrerem por sua causa.
— Não pode ser. Isso não pode ser verdade. Para de fazer brincadeiras de mau gosto Hinata.
— Eu não estou brincando Haru – murmurou Hinata chorosa
— Mas por quê? – indagou Haru aos prantos – você parece tão bem, tão saudável, não pode....
A voz da garota foi abafada pelo soluço. Hinata a estreitou fortemente em seus braços enquanto Haru chorava. Permaneceram ali abraçadas no meio da escuridão de um quarto de hotel por um longo tempo como se nada mais importasse. Quando os soluços da loira cessara Hinata lhe entregou um lenço e a moça secou as lagrimas que restaram.
Com o rosto inchado Haru encarou a patroa novamente.
— Quanto tempo de vida?
Haru limitou-se a perguntar determinada.
— Agora me restam quatro meses.
— O que você tem?
— Um tumor no cérebro.
— Já recebeu diagnósticos de outros médicos?
Indagou séria.
— Não. Não quero saber disso.
— Por quê? Talvez o médico se equivocou no diagnóstico. – alarmou-se Haru com uma pontada de esperança o coração.
Hinata suspirou e com calma sentou em uma poltrona próxima.
— Não vou gastar o resto do tempo que tenho atrás de médicos e remédios.
— Por que não?
— Por que minha vida sempre foi enfadonha, não fiz nada de emocionante Haru. Passei todos esses anos me esforçando para não ser considerada um estorvo, um peso na casa dos meus tios. – respirou fundado engolindo as lagrimas que teimosamente insistiam em se formar. Haru sentou-se a seu lado rodeando as mãos da morena com as suas em um sinal de conforto – meus pais morreram quando era pequena, eu e minha irmã fomos morar com meus tios.
— Eles eram pessoas más? – indagou Haru já sentindo ódio profundo contra o primo da Hinata e seus tios.
A morena balançou a cabeça negativamente como um leve sorriso no rosto.
— Não, eles eram boas pessoas, mas nunca é fácil viver de favor na casa dos outros. Eu sei que minha presença e a da minha irmã incomodavam os criados e os amigos dos meus tios. Duas órfãs com quase nenhum dinheiro. Não tinha um dote decente então me esforcei em ser uma preceptora e isso foi à única coisa que fiz. Não sou bonita, nem espirituosa e no final percebi que ninguém desejaria casar comigo.
— Como assim Hinata, você é linda, todos os homens hoje estava encantados por você.
— Encantados pelo mistério Haru. Eu frequentei algumas festas na casa do meu tio, como não era muito bonita e social acabei me tornando uma sombra, servindo de vaso de parede tão insignificante que ninguém notava minha presença. Ninguém reparava em mim. Eu era a órfã sem graça e sem dote da família Hyuuga.
A morena sorriu enquanto olhava algum ponto além do vazio e escuro quarto de hotel. Haru estreitou ainda mais suas mãos nas da Hyuuga com o coração apertado no peito.
— Você não é sem graça. — protestou.
— Quando se é um vaso de festa Haru, se ouve muitas coisas. – Hinata olhou a loira com as íris peroladas opacas, sem brilho – e na maioria das vezes não muito agradáveis.
Hinata se lembrava de certa ocasião quando voltara da escola para moças e sua irmã se encontrava noiva do jovem Konohamaru. Em uma tarde encostada em uma das paredes de papel azul uma velha dama do outro lado da coluna comentou:
— Quem é aquela adorável jovem?
A morena pensou em se mover e sair dali mais parou quando a outro mulher indagou:
— Está se referindo a senhorita Hyuuga?
— Sim, ela é muito bonita e vivaz.
A outra mulher sorriu.
— Sim, é uma beleza, se tivesse fortuna poderia debutar em Londres e com certeza conseguiria arranjar um bom partido, ao contrario da irmã mais velha.
— Ela tem uma irmã? – se surpreendeu a outra mulher.
— Sim, é mais velha e posso dizer-lhe que a criatura mais insípida que já vi. – a outra exclamou um “Oh” enquanto Hinata sentia um aperto no coração, mas a mulher não parou por ali continuou desferindo o seu veneno – sim, enfadonha, feia, sem graça, a criatura mal consegue falar direito. Só sei que esta criatura desgarrada é da família por causa dos olhos. Sem dote e feia como é provavelmente vai ficar para titia vivendo nas costas do pobre senhor Hizashi. É uma lastima. – lamentou a mulher sobre os murmúrios de compreensão da outra.
Após aquele dia Hinata decidiu que nunca dependeria de seus tios e saiu de casa para trabalhar fora.
— Eu observava de longe os salões, as festas e as visitas das famílias das outras meninas quando estava na escola com a espera que um dia eu encontrasse um homem que me olhasse nos olho e enxergasse em mim algo que ninguém conseguia ver, nem eu mesma. Que me achasse bonita, uma princesa escondida por detrás daquelas roupas horríveis. Que me amasse. – esboçando um triste sorriso. Limpou uma lagrima – mas ele nunca apareceu e quando dei por mim estava sozinha e morrendo sem nunca ter me apaixonado. É por isso que estou fazendo esses absurdos, quero pelo menos viver esses últimos dias sem arrependimentos. – murmurou Hinata cheia de esperanças – quero saber que os últimos dias de minha vida valeram a pena e que eu fui tudo aquilo que sempre sonhei.
Haru encarou a amiga com os olhos nublados de lagrimas. Com o coração condoído e em uma postura confiante se decidiu.
— Eu não concordo com nada disso e não acho certo o que está fazendo, mas se isso fará você feliz, eu como sua amiga te apoiarei em tudo.
....
Havia se passado quatro dias após aquele épico baile. A sociedade não falava de outra coisa a não ser da misteriosa dama que havia acompanhado a Condessa Namikaze e ainda mais, do Duque Uzumaki ter mantido sua total atenção, ao longo do baile, à enigmática mulher. E a fofoca se intensificou ainda mais pelo repentino sumiço da moça. Alguns a apelidaram de cinderela por ter desaparecido antes do ressonar das doze badaladas do relógio.
Hinata se recusou a sair da habitação nos dias decorridos após o baile, mesmo com a insistência de Haru. Estava profundamente envergonhada por sua atitude com o Duque e a presença insistente de alguns cavaleiros desejosos em vê-la e a presença do seu primo na cidade, não a deixava muito disposta. E para sua total consternação Ele não havia a procurado.
Do outro lado da cidade a bela Condessa Namikaze andava de um lado para o outro murmurando algo inteligível e gesticulando as mãos de modo aleatório, deixando a jovem Viscondessa Uchiha confusa.
— Assim não dá. – voltou-se repentinamente para a jovem rosada que tomava seu chá calmamente – aquela jovem não ajuda em nada e muito menos meu teimoso filho. – bufou irritada sentando em uma poltrona.
— Ela sumiu depois do baile. Será que se passou algo entre ela e Naruto?
A pergunta da jovem fez a Condessa franzir o cenho, pensativa.
— Acredito que sim minha querida. Eu vi meu filho seguir na direção que a senhorita Hinata foi e depois disso ela partiu sem nem ao menos despedir de mim. – murmurou Kushina passando a mão pelo queixo. – será que eles brigaram, pois depois ele também desapareceu.
— Não comentou nada sobre o ocorrido?
— Claro que não. Aquele garoto ingrato nunca me diz nada.
— E a senhorita Hyuuga?
— Muito menos ela. A convidei para vim aqui, mas recusou alegando não passar bem. Ela evita qualquer contado.
A jovem suspirou pousando delicadamente a xicara na mesinha ao seu lado.
— Acredito que ela quer evitar o Naruto.
— Creio que sim minha jovem. E não sei como fazê-los se aproximarem. Estava indo tão bem. – murmurou desanimada. – A baronesa Yakito esta tão insistente quanto antes.
— Bem.. – começou a viscondessa pensativa – se a Hinata esta tentando evitar Naruto, poderia convida-la para uma visita longe de Londres?
Um sorriu perverso nasceu no belo rosto da condessa.
— Uma visita longe de Londres? – repetiu Kushina pensativa – e como isso ajudaria nessa situação minha cara?
— Se ela tiver certeza que não encontrará Naruto, provavelmente aceitará. – continuou Sakura começando a se animar. Era divertido bancar o cupido. – minha gravidez logo vai avançar e precisarei me retirar para o campo. Acho que uma estadia em Wilton House seria muito agradável, não acha minha senhora? — Sakura sorriu para condessa que retribuiu com um brilho intenso no olhar.
— Mas é claro, assim não seria culpa nossa que por alguma razão tivéssemos umas visitas masculinas logo em seguida. – concluiu a Condessa com um amplo sorriso.
— Isso é verdade, senhora. Além de termos um lugar reservado e amplo, com varias paisagem calmas e românticas para se passar o tempo. Acredito que seja um bom lugar para uma romance. – os olhos verdes brilharam
— Com certeza. Mas precisaremos de ajuda nesse intento. – comentou mulher colocando sua massa cinzenta para trabalhar. Se os pombinhos não queriam se arranjar sozinhos ela daria um empurrãozinho na história.
....
Hinata encostou-se ao respaldar alto da poltrona de estofado rosa ainda com a missiva da Viscondessa Uchiha na mão.
— Não sei Haru. O que eu faço?
— Como você se recusa a encontrar o Duque acho que seria muito proveitoso ir a essa encontro. – respondeu Haru enquanto lia um livro de poesia.
— Mas ela é amiga de sua Excelência. Ele pode aparecer por lá.
Haru voltou seus lindos olhos azuis para aquela pequena figura assustada e envergonhada em um belo vestido verde-água. Hinata conseguia ser ao mesmo tempo determinada e insegura.
Abaixou os olhos para o livro, pensativa, recordando do encontro do dia anterior.
O homem alto de cabelos incrivelmente vermelhos e olhos verde-água iguais ao vestido da Hyuuga se aproximou de Haru determinado. A jovem nunca gostou de ruivos, mas de algum modo acabou se acostumando com aquele em especial, apesar de ser um lorde e arrogante, em alguns momentos conseguia ser simpático. Ignorou a voz que lhe dizia que não era sua simpatia, mas sim o rosto bonito, o sorrio sério e sua presença forte e imponente que a encantava.
— Bom dia Milady Akima. – cumprimentou Gaara com um sorriso cordial.
— Bom dia Lorde Sabako. Como está?
Sorriu Haru um pouco corada.
— Estou bem. É para você – estendeu desajeitadamente um lindo buquê de tulipas azuis. – espero que goste.
— Muito obrigada — sorriu a jovem encantada cheirando as flores – elas são lindas.
— Onde deseja ir milady?
A loira olhou para o imponente homem a sua frente e mesmo com o rosto corado não conseguiu conter o riso, era visível o constrangimento do lorde, afinal não era todos os dias que se pedia em uma partida de xadrez contra uma dama, principalmente na frente de tantos cavaleiros.
— Está mesmo disposto a pagar a divida milorde?
Gaara a encarou indignado e com a voz contida e profunda respondeu:
— Um cavalheiro sempre honra suas dividas milady.
Apostou que se a jovem ganhasse poderia pedir-lhe qualquer coisa e estava ali para saudar sua divida.
— Pois bem, gostaria que me levasse à exposição de arte do William Blake, soube que só com convite pode-se entrar lá. Você conseguirá? – desafiou ignorando o constrangimento do homem.
— Mas é claro que sim. – respondeu indignado.
Pousando a mão enluvada no antebraço do lorde Haru seguiu a caminho da exposição tentando não dar muita atenção ao formigamento em seus dedos e a sensação de borboletas no estomago. Na expressão impassível de Gaara a jovem loira jamais imaginaria que ele também sentia o mesmo.
Durante o passeio Gaara voltou-se para Haru e indagou:
— Como está milady Hyuuga? Não a vi mais.
— Lhe passa bem, mas está um pouco assustada com todo esse assedio da sociedade.
— Compreendo. – murmurou pensativo, tentando encontrar um meio de conseguir chegar ao ponto em que desejava, mas não precisou Haru lhe facilitou as cosias.
— Hinata está fugindo de Sua Excelência.
— Está?! – indagou voltando-se para sua companhia, se arrependendo logo em seguida, aqueles lindos olhos azuis tinha o poder de deixa-lo nervoso, fazia desejar algo que era impróprio quando se tratava de uma dama.
— Sim. Acredito que sendo amigo de Sua Graça deve saber do que se passa entre eles.
— Mais ou menos. Mas sei que Naruto anda com um humor horrível esses dias.
— Principalmente por que ela teve alguns cavalheiros a sua procura.
O homem riu divertido. A senhorita Akima era realmente diferente das outras damas, perspicaz, inteligente e muito bonita.
Balançou a cabeça levemente abandonando tais pensamentos. Não era hora e nem apropriado pensar aquilo.
— Isso é verdade, como também é orgulhoso demais.
— Compreendo – murmurou Haru abanando o leque para espantar o calor.
— Não sei se sabes, mas a Condessa Namikaze gosta muito da milady Hyuuga.
— Eu sei, e ela é favorável aos dois.
— Precisamente. Por isso ontem veio ter comigo algumas palavras.
A loira o olhou de esguelha e um sorriso se formou em seus lábios. O Sabaku não precisou dizer mais nada, ela sabia exatamente o que a senhoria Condessa queria.
— Quais são os planos da Condessa.
— A Viscondessa Uchiha, Sakura irá convidar a milady Hyuuga para uns dias no campo.
— Hinata dificilmente irá concordar.
— Sim, por isso Kushina me perguntou se eu poderia pedir para que intercedesse por ela.
— E supostamente vossa Excelência aparecerá inesperadamente nesse refugio do campo.
— Creio que essa é a intenção. – sorriu Gaara cumplice admirando aquela beleza loira.
Haru voltou-se a olhar para amiga que parecia perdida em seus pensamentos. Havia prometido que iria ajuda-la em seus objetivos, mesmo que esta se demonstrasse avessa.
— Pense Hinata. – voltou a falar chamando a atenção da amiga. – a fofoca da alta sociedade londrina é você. E não vai demorar até que seu primo descubra de quem se trada a dama misteriosa, afinal foi apresentada a algumas pessoas importantes. E ainda tem o Duque, não quer o ver. Esse seria a oportunidade perfeita para fugir de todo esse barulho e deixar as coisas se acalmarem. Além de que duvido que um homem como ele iria para um lugar tão aborrecido como uma casa de campo.
Hinata ponderou por um momento considerando as palavras da amiga. Uma das razões de não ter saído do hotel após o baile foi seu primo, ir à casa de campo da Viscondessa talvez afastasse seu maior temor, ser descoberta por Neji.
— Talvez você tenha razão. Mas se Naruto aparecer lá?
— Isso não ocorrerá Hinata. Ele não a procurou desde então e foi visto na opera na presença de uma cantora famosa. Duvido que deixe a animação de Londres em plena temporada para ir ao campo.
Hinata concordou com a cabeça com um aperto no coração. Não deveria se sentir assim, afinal era isso que deveria ser para ele, só uma brincadeira passageira, mas doía saber que não era nada mais que isso.
Decidiu que não deveria chorar ou se martirizar, precisava terminar os itens de sua lista. Dois já haviam sido riscados “Beijar um cavaleiro, Ir a um baile” necessitava continuar com suas atividades. Tão logo fosse possível.
— Eu aceito o convite. – respondeu determinada.
Haru sorriu triunfante.
...
A Hyuuga desceu da luxuosa carruagem com uma expressão maravilhada no rosto. Os olhos perolados avaliavam atentamente cada detalhe da fachada da mansão da Viscondessa Uchiha, um belo exemplar vitoriano, desde ao longe viu a imponente casa. Ela era enorme de três andares tinhas janelas amplas e um estilo sofisticado, mas ao mesmo tempo elegante. De paredes claras cheias de ornamentos ela erguia sozinha em um morro rodeada por belas árvores centenárias e um lindo lago. Ao final valia apena todo o desconforto da viagem, e as ruas esburacadas de Londres. Aquele local parecia um recanto escondido no paraíso. A grande mansão era rodeada por um belo e impecável jardim. Hinata não via a hora de poder passear naquele local e descobrir seus encantos.
— É lindo não é? – indagou Kushina com um sorriso.
— Sim, maravilhoso – retribuiu Hinata muito encantada.
A jovem Sakura sorriu cheia de orgulho enquanto subias as escadarias. Os empregados esperavam impecavelmente em uma fileira as damas recém-chegadas.
— Oh! Hinata, isso não é nada comparado à casa de campo da Condensa. Por favor, entrem.
Hinata, Kushina e Haru adentraram a linda residência da jovem Uchiha. Empregados pegaram seus casacos e a anfitriã guiou as damas a uma sala pequena, porém muito confortável. De papel de parede rosa e sofás forrados com tecido branco com flores rosa, o lugar era perfeito para se passar um tarde com conversas agradáveis entre amigas.
— Não diga besteiras Sakura, minha casa não é tão grande assim. – contrapôs Kushina sentando em um sofá enquanto tirava o chapéu de fitas vermelhas – a sua é adorável, mas grande mesmo é a Uzumaki’s House.
— Isso é verdade. – concordou Sakura – quando suas coisas estiverem instaladas em seus aposentos lhe avisarei. – informou a dama.
— Obrigada querida.
— Uzumaki’s House é a casa de sua Graça? – indagou Haru cheia de curiosidade deixando Hinata incomodada. Até então a morena não se pronunciara.
A condessa notou a estranha reação da morena confirmando suas suspeitas.
— Sim minha jovem, Uzumaki’s House é uma mansão muito antiga data do tempo da rainha Elizabeth, a família Uzumaki sempre serviu a família real. Até temos algum parentesco com eles.
— Sério?! – exclamou Haru fascinada arrancando risos das nobres damas.
— Sim, Kushina-sama é prima distante da rainha Victoria. – esclareceu Sakura contagiada pela animação da jovem loira. – Está confortável senhorita Hinata? Não falou nada até agora.
— Oh! Eu estou bem confortável. Sua casa é adorável milady Uchiha. – sorriu Hinata sem jeito.
.....
Tocou sem muita atenção a estátua de mármore de uma bela deusa Grega em um sublime momento de sedução. Encontrava-se com o humor dos diabos aqueles dias e as noticias que ouvia não ajudavam muito a melhorá-lo.
Uma dúzia de idiotas haviam procurado à senhorita Hyuuga que resolveu fazer uma bela brincadeira de caça e rato. Não a procuraria se era isso que pretendia. Não iria se sujeitar a seus joguinhos, se queria brincar ele ditarias as regras, pensou decidido, se afastando da estatua.
— Vejo que não melhorou nada Naruto? Por que não deixa o orgulho de lado e vai atrás dela?
— Cala boca Sasuke. Não quero procura-la, por que ia querer? – se fez de desentendido enquanto pegava um copo de whisky.
— Mas é claro. Por quê?. – murmurou o visconde com um tom de deboche.
— E você, por que não vai cuidar de seus afazeres e me deixa em paz. Sou um Duque e tenho muita coisa para fazer. – replicou como um garoto mimando e incomodado.
Sasuke arqueou uma sobrancelha, visivelmente divertido.
— Se estivesse tão ocupado assim, não estaria andado de um lado para o outro como um leão enjaulado. – Naruto o encarou indignado inflando os pulmões cheios de raiva na intenção de responder com algumas palavras de baixo calão, no entanto o Uchiha não permitiu. – qual foi o desfecho daquele encontro com a cantora de opera Naruto? Voltou cedo para casa não é? – brincou.
— Vá para o inferno. – xingou constrangido e furioso.
O amigo não precisava lembrar a Naruto o seu péssimo desempenho naquela noite. Por Kami, o que estava acontecendo com ele? Nem sequer conseguiu prestar atenção à peça e o motivo para sua distração não foi a acompanhante bem dotada ao lado, mas sim uma criatura minúscula de olhos iguais a lua cheia no céu. Aquilo tinha que parar.
Levantou-se rapidamente e voltou-se para a janela escondendo o rosto corado. Seu corpo inteiro estava tenso. Sentia uma fúria descontrolada por todos os homens que haviam visitado aquela diabinha de olhos bonitos.
— Olá, qual é a festa? – indagou Gaara adentrando o recinto.
— Nada Gaara, apenas o Sasuke sendo irritante como sempre. – rosnou Naruto entre os dentes.
— Eu?! – perguntou o moreno surpreso. – que me recordo bem, você era a individuo irritante no nosso grupo em Cambridge.
— Verdade. – concordou Gaara impassível sentando em uma poltrona próxima. Pôs a bengala com incrustações de pedras sobre a mesa ao lado e se encostou ao espaldar da cadeira sobre o olhar assassino do Duque Uzumaki. – por que me olha assim? Sabes que é a mais pura verdade.
— Nosso amigo Naruto anda muito irritadiço essa semana Gaara.
— Ah! compreendo. – murmurou o ruivo pensativo enfurecendo ainda mais Naruto.
— Se querem ficar zombando da minha cara os deixarei à-vontade. – comentou dramático virando-se para a porta.
Gaara ignorando completamente a cena de Naruto voltou-se para Sasuke calmamente e lhe perguntou:
— Onde se encontra a senhora Uchiha?
— Se dirigiu para a nossa casa de campo com a Condessa Namikaze — Sasuke sorriu por detrás do copo de Wisky antes de completar. – e a senhorita Hyuuga.
Naruto parou no batente da porta e voltou à cabeça para os companheiros.
— O que disse? – perguntou não contendo a curiosidade, aquela não era um atitude de um Duque, mas não conseguiu reprimi-la.
— Oras! Minha esposa logo dará a luz e acreditamos ser mais apropriado ir para o campo. – comentou inocentemente Sasuke fingindo não ter entendido a real pergunta de Naruto.
— Compreendo. – respondeu Naruto impaciente. – mas você disse que a Senhorita..
— Hinata foi junto? – interrompeu Gaara se compadecendo do amigo. – sim, parece que essa semana foi aborrecida para a senhorita Hyuuga, pelo menos foi o que me contou a milady Akima. Por isso Sakura a convidou para ir ao campo por um tempo.
Sasuke e Gaara trocaram olhares enquanto Naruto parecia inerte em seus pensamentos e sentimentos tumultuados.
— Pretendo ir para lá amanha. – diz Sasuke, dando um fim ao silencio repentino chamando atenção de Naruto, suas palavras estavam carregada de sentidos.
O Uzumaki encarou o amigo por um longo tempo em silencio, ponderando o que fazer.
...
— Gostou de suas acomodações Hinata — perguntou Sakura amigável.
— Mas é claro, sua casa é linda. Parece um castelo. Senti-me como uma princesa.
— Imagina. Ele é humilde – sorriu a rosada olhando para o relógio enquanto bebericava o chá.
Hinata estreitou os olhos e observou ao seu redor, as damas agiam de uma modo estranho, como se esperassem algo. Desde que chegou Hinata pressentia que algo estava errado naquela historia. Seus pressentimentos lhe diziam que um detalhe havia sido esquecido de ser mencionado a ela. Mas antes de haver a oportunidade descobrir se suas suspeitas eram fundadas o barulho de uma carruagem irrompeu no terreno próximo a casa, os olhares nervosos de Sakura e Haru se dirigiram para a janela e a tensão aumentou na sala.
Sim, definitivamente tinha alguma coisa errada e seu coração começou a bater forte. Seria o Duque?! Não poderia ser. Como conseguiria fugir daquele homem em uma casa no meio do campo. Não conseguiria resistir a ele. Com o coração acelerado esperou, e os minutos que se arrastaram foram piores que uma sentença de morte. Desejava que fosse o Uzumaki ao mesmo tempo em que não. E minutos depois um criado muito bem vestido surgiu à soleira da porta, após uma reverencia impecável anunciou, provocando desapontamento a Hyuuga e todas as damas presentes na sala.
— A senhora Barosena Yamanaka e a Baronesa Yakito e sua filha, a senhorita Shion.
Notas finais
Não os culpo depois de tanto tempo. Já que não tem ninguém ai vou confessar que sinceramente não gostei, realmente não sei escrever TT-TT, e vejo que tenho uma tendência a aumentar o capitulo, era para ter mais coisas, mas ia ficar muito grande e eu demoraria mais tempo para posta e não achei justo deixar alguém que tiver ai, esperando mais tempo.
São sei se sou má ou boazinha, mas eu tentei XD
Agora fica a grade questão, nosso galego loirudo, sexy e nobre vai atrás da nossa diabinha de olhos perolados??????
Não saber... [ eu saber, mas não vou dizer kkkkkk]
Obrigado pelos reiews, com sabem, a facul me impediu
Espero sinceramente eu tenham gostado, nem que seja só um poquinho... aceito criticas >
mas garanto que na historia de agora por diante as coisas vão esquentar lkkkkk [ sorriso pervo]
Inté mais o/
Voltarei paras as sombras
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