Notas iniciais
Hey! Olha eu aqui com minhas ones! Enfim, eu amo esse casal por isso já escrevi algumas shorts com esse shipper, porém essa é a minha primeira one deles! Ficou um pouco menor do que eu esperava, mas espero que gostem e deixem reviews!

Brighter

A neve caía intensamente do céu. E além de frio, era noite. Qualquer normal ou com um com algum senso não sairia de casa naquele tempo. Mas ela não era normal. E o tempo não parecia importar para ela naquele momento. Afrodite estava parada na frente de uma janela debaixo de neve de inverno, sentindo seu coração dor e se apertar.

A janela que observava era da casa de Esperanza Valdez. Dentro da casa estavam a mulher, seu filho, Leo, e o pai da criança, Hefesto. Leo ainda era um bebê que se remexia sorridente no berço, mostrando a gengiva em forma de sorriso. Seus pequenos cachos morenos envolviam seu rosto fofo fazendo Hefesto e Esperanza sorrirem para o bebê. E fazendo o coração da deusa do amor apertar-se e uma louca vontade de chorar.

Ela não sabia porque exatamente estava lá. Observar aquela cena doía mais nela do que gostaria de admitir. Ver seu marido abraçar a mortal, sorrir para outra mulher para seu filho, beijar o topo de sua cabeça e parecer mais feliz ali com aqueles mortais do que em qualquer momento de seu casamento. Aquilo a machucava. Se a perguntassem, ela zombaria e diria que estava se sentindo menosprezada. Mas no fundo ela sabia que não era isso. No fundo ela sabia que o que queria mesmo era ser Esperanza e fazer o deus dos ferreiros sorrir e dar-lhe um filho que ambos amavam.

Mas isso seria difícil de acontecer. Nunca conseguira falar direito com Hefesto. Mesmo que o amasse, ainda prezava sua imagem muito, afinal era deusa da beleza. Mesmo que na sua mente ela e o deus do fogo ficassem perfeitos juntos, os outros poderiam não ver assim. Porque para os outros não importava o amor presente no casal, mas como eles ficavam juntos. Afrodite se sentia ridícula por pensar assim. Ela sentia-se fútil, mas o que podia fazer? Era a sua natureza.

Ela passara anos negando tudo que sentia por Hefesto, anos vivendo uma relação que não gostava com Ares, anos sofrendo sozinha, anos reprimindo tudo, anos vivendo uma farsa. E se odiava por isso. E sabia que ele não merecia isso. Ele merecia mais. Ele merecia uma mulher como a Valdez, uma mulher que não era apenas bonita, mas era inteligente, talentosa, sincera e um monte de outras coisas que a mortal era, porém a deusa não. Afinal, a mortal o fazia feliz, o fazia bem, o fazia sorrir. E isso era o que importava. Sua felicidade e seus sorrisos.

Talvez fosse esse o real motivo de estar ali. Ver Hefesto sorrir. Porque para ela, os sorrisos dele sempre foram os mais brilhantes. Sempre foram o motivo de sua alegria e sempre foram o seu objetivo. Vê-lo sorrir, era tudo que pedia. Sempre tentava fazê-lo sem chamar muita atenção, mas quase nunca conseguia. E ver uma simples mortal consegui-lo acabava com ela e a fazia questionar o amor dele por si. Será que ele realmente a amava?

Era provável que não. E Afrodite compreendia isso. Afinal, quem amaria uma pessoa que lhe traía constantemente, o tratava mal e o desprezava? Bem, ninguém que ela já ouvira falar. Talvez no inicio de seu casamento, ele realmente o fizesse, mas esse amor devia ter se deteriorado com o tempo. Pelo menos era isso que ela acreditara que acontecera. No inicio do casamento, ele sempre sorria para ela, lhe dava presentes e tentava agradá-la, e isso sempre a fizera confusa. Afinal tal tratamento a fazia mais feliz do que deveria e isso não deveria acontecer, porque como deusa do amor ela sabia como uma pessoa se sentia quando estava apaixonada e aquelas sensações sem encaixavam na lista. E ela simplesmente não conseguia aceitar aquilo. Afinal, como ela, a deusa da beleza, poderia ter se apaixonado pelo homem horrendo que era Hefesto. E então ela começara a traí-lo com Ares. Hoje, se ela pudesse mudar algo em seu passado, acabar com seu maior arrependimento, a coisa que mudaria seria nunca ter se envolvido com Ares. Esse era seu maior arrependimento, porque sabia que se nunca tivesse se envolvido com o deus da guerra, seu marido não teria se abalado tanto.

Abaixou os olhos triste e logo depois levantou-os novamente. Percebeu que Esperanza havia deixado o quarto, deixando Hefesto e Leo sozinhos. Com a ponta dos dedos, tocou o vidro da janela, contornando o rosto do amado enquanto ele dava um beijo na testa do filho carinhosamente. Por um segundo deixou-se fantasiar. Imaginou-se sentada numa cadeira de balanço com um bebê em seus braços e Hefesto agachado ao seu lado acariciando a cabeça do bebê, que no caso seria seu filho, e beijando sua testa. Essa imagem a fez sorrir bobamente. Então voltou a si e o viu levantar os olhos e olhar para a janela. Num movimento rápido, a deusa transportou-se de volta para o Olimpo.

Ela não sabia porque, mas não queria que ele soubesse que ela estivera ali. Não queria irritá-lo com sua mudança de sentimentos e ações. Se ele estava feliz com Esperanza ela estava feliz por ele, por mais que isso a machucasse por dentro.

Andou tristemente pelas ruelas da cidade dos deuses até chegar a seu castelo. Aqueceu-se rapidamente e deitou em sua cama, sentindo se extremamente sozinha. E então chorou baixinho. Deixando todas aquelas coisas que estavam presas dentro de si por tanto tempo e depois acabou adormecendo.

Mal ela sabia que Hefesto havia visto tudo. E depois daquele dia ela passou a lhe dar muitos sorrisos para ela. O que lhe fez muito feliz, afinal não importava o que os outros diziam, para ela, os sorrisos dele eram os mais brilhantes e sempre seriam.

FIM

Notas finais
E ai? Gostaram? Mereço reviewszinhos lindos?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!