Notas iniciais
Oi genteeee o/ Eeeeeto... Bem vou começar por pedir muita desculpa pela demora em postar o capítulo, a todos vocês que acompanham esta história e (por ventura) aos que acompanham também a Apprentice. Acontece que já comecei o meu estágio profissional na minha universidade, e o tempo para escrever é tão reduzido... A Sahh (que escreve a Apprentice comigo) também anda à procura de emprego, por isso esta demora :s mas escrevemos sempre que possível, prometemos a pés juntos. Quero também agradecer às meninas que comentaram o capítulo anterior, SahhChan e Yin Haru :) muito obrigada pelas palavras meninas :). Também um obrigado especial às meninas que favoritaram a fic (Sayori Uchiha e Saah Chan) o/ muito obrigaaaaaaada ^-^. E um obrigado enorme também às pessoas que estão a acompanhar a fic, qualquer comentário que queiram fazer é mais que bem vindo ;). Ora bem, e sem mais, aqui trago mais um capítulo o/ espero que gostem

– Sinceramente, Sakura, eu também acho que não o estás a deixar trabalhar com os factos todos, nem o deixaste defender-se na altura…

– Ino, por favor, eu tenho mais do que fazer de manhã do que fazer sobre Sasuke. Não gostei assim tanto do meu pequeno-almoço para o querer ver de novo.

– Mas eu não estou a falar especificamente sobre ele, estou assim a dar… Umas nuances, vá. Já que não percebes o bom pedaço de mau caminho que estás a desperdiçar…

– Ahh eu convivi muito com o “pedaço de mau caminho”, sei bem o que estou “a perder”. A começar pela minha sanidade. E também sei o que estou a ganhar, não tarda.

– Rugas de expressão de engelhares a testa?

– Claro que na… Bem, também. Mas estava a falar de dores de cabeça. E dado que acabei de entrar ao serviço, preciso dela bem desocupada por isso… Recolhe-te à tua insignificância e vai lá para o teu gabinetezinho, falar com os chalados.

– Meu deus, que amiga tão querida que eu havia de reencontrar, no percurso da minha vida…

– Menos resmungos. Andor, vá vá vá, circula. – Disse enxotando-a com a mão, mas sorrindo levemente. – Vem-me chamar quando for horas de trincar alguma coisa.

– Eu chamo-te se o Sasuke aparecer, então.

– Olha que tu…!

– Ahahaha!

– Eu não mereço isto, sinceramente não mereço. – Suspirei, afundando-me na minha cadeira, passando as mãos pela cabeça. Nem ali no trabalho me deixavam ver livre daquele assunto. Bem, a Ino ainda eu permitia alguma boquinha lançada de vez em quando, dado que fora ela que nos apresentara, antes de ir acabar de fazer a universidade nos Estados Unidos. Pensando bem… Ela até devia ser aquela a quem eu devia ter menos tolerância, dado que conhecer aquele mastim dos infernos não tinha sido lá grande contribuição para a minha vida. Pelo menos a longo prazo… Sim, porque a curto nós até nos dávamos bem… Tirando a convivência.

Suspirei, passando de novo as mãos pelo rosto.

Com que então ele andava a levar mulheres lá a casa, agora? E ainda tinha a lata de dizer que não me tinha traído e que me amava, tal como antes? Mas era ser muito falso mesmo! Ainda por cima com a nossa filha lá em casa, a ver tudo e a conviver com esta e com aquela!! Dava vontade de o marcar todo com as unhas naquela carinha bonita, para ver se ele ganhava vergonha nela. O pior era que aquele maldito gostava de ser arranhado…

Para mim, todo o assunto se resumia à Yume. Mas claro, assim que eu tentava defender o lado da menina, vinham sempre as velhas críticas… Que por serem verdade ainda me magoavam mais: eu pura e simplesmente não tinha condições nem tempo para ficar com a menina… Ele, mal ou bem, ainda tratava dela. E ela adorava-o, dava para ver naqueles olhinhos verdes de cada vez que se falava no pai, dava para ver o entusiasmo com que ela falava às educadoras sobre ele, dizendo muito contente que “o pai tinha combinado com a mãe, de ela a vir trazer hoje”, como se fosse a maior vitória no pequeno mundo dela.

Às vezes sentia-me mal por estar assim tanto tempo longe dela mas… Se eu passasse mais tempo com ela, teria de o fazer também com ele e isso equivalia a cometer todos os mesmo erros de novo. E eu vacinava-me bastante contra erros, tentando não cair principalmente no da reincidência.

Falando em reincidência…

– Naruto, quando puderes procura-me todos os homens que já tenham estado presos ou que tenham alguma queixa por andarem a rondar locais com crianças ou jovens.

– Tivemos alguma denúncia? – Perguntou-me logo o louro, abrindo logo o seu portátil, teclando furiosamente. Eu ouvia o ritmo frenético da música a sair dos fones que ele tinha pendurado ao pescoço.

– Não… Apenas algo que a minha filha disse e que eu hoje perguntei lá na creche. Parece que nunca apanharam lá ninguém estranho, mas já várias crianças se queixaram do mesmo…

– Mas a Yume está bem, certo? – Os olhos azuis dele viraram-se logo aflitos para mim.

– Sim, sim, está óptima, com um sorriso no rosto sempre que os pesadelos a deixam. Só quero resolver isto o mais possível.

– Já falaste sobre isso com o teu marido?

– Mas qual marido, estás louco? Aquilo ali já não é meu marido, é só… Uma criatura anómala… Estás a mostrar-me os dentes para quê?

– É que tu sorris sempre quando tentas corrigir alguém que diga que…

– Procura mas é o que te pedi e cala-te. Credo, toda a gente sempre “Sasuke, Sasuke, Sasuke”. Casem-se com ele para verem se não se fartam logo da espécie! – Resmunguei para o meu canto, organizando os papéis dos processos que eu teria de despachar hoje, durante aquela entrevista.

Apesar de tudo o que eu pensara, o dia até passou rápido. O Naruto teve umas quantas correspondências, que eu o pus de imediato a pesquisar detalhadamente. A entrevista fora longa, mas todas as sementes que eu plantara começavam a dar frutos, tanto que encontrava cada vez mais contradições. Não que eu pensasse que o casal estava a mentir… Apenas não sabiam a dimensão do problema em que se tinham metido, com aquela adopção. Sem dúvida que sabiam que esta tinha sido ilegal, pois ambos tinham admitido que tinham pago a um homem para “acelerar o processo da burocracia”. Mas a minha suspeita ia muito para além de adopções ilegais.

Era uma realidade assustadora e que ninguém queria enfrentar, mas eu sabia bem os números dela. Na verdade, o primeiro caso com que me tinha confrontado havia sido no dia em que a Yume nascera, e um menino havia sido levado da mesma ala do hospital onde ela estava, exactamente no berçário em frente. Esse dia ainda me arrepiava de cada vez que me lembrava dele, só de pensar que podia ter sido eu a ficar sem a minha menina. Tinha por vezes a noção que ela gostava bem mais do pai que de mim, por me ver tão poucas vezes num período em que é tão importante as crianças estarem com ambos os pais mas… Eu moveria mundos e fundos por ela, se algo lhe acontecesse. E, curiosamente, uma das coisas que mais me descansava, pelo menos nesse aspecto, era saber que o Sasuke estava sempre com ela e não deixaria que nada de mal lhe acontecesse.

Mas na creche nenhum de nós podia controlar o que quer que fosse.

Foi essa preocupação que me fez conduzir de novo na direcção do edifício, à hora a que sabia que a Yume saía. Claro que o carro dele foi logo das primeiras coisas em que reparei. Claro que assim que ele reparou no meu, veio logo ter comigo. Claro que eu lhe tranquei a porta quando ele a tentou abrir.

– A sério?!?

– Se tens alguma coisa para falar, podes falar mesmo daí.

– Está frio aqui fora, Sah, porque achas que estava no carro?

– Volta para lá então.

– Estás impossível, hoje.

– Dizes isso sempre que me vês.

– Bem tu tornas-te impossível ao pé de mim!

– Porque será?

Ouvi-o suspirar, a respiração a elevar-se numa nuvem condensada ascendente, que logo perdi de vista. Desde quando o tempo estava assim tão frio? E desde quando ele me parecia assim tão cansado e sem energias? Ele, que parecia sempre uma pilha altamente carregada, com um sorriso impecável de me fazer dores nas bochechas só de olhar para ele?

– Só queria saber se sempre chegaste a perguntar alguma coisa relacionada com o pesadelo da Yume…

– Sim, cheguei.

– E?

– E sabes bem que não te posso dar informações confidenciais de investigações em decurso.

– Então quer dizer que anda mesmo aqui alguém em roda da creche?!? – Batatas… Tinha-me esquecido que ele não era tão burro quanto parecia.

– Talvez…

– Pára de me enrolar que eu não sou nenhum atrasado, Sakura. Dizes-me o que sabes ou vou ter de investigar por contra própria?

Olhei-o, no mínimo surpreendida. Ele nunca me tinha falado assim, tão seco e tão directo, sem uma única palavra de persuasão. Os olhos dele encaravam-me seriamente, mais duros do que eu alguma vez me lembrava de ter visto. Para minha confusão, isso só me fez sentir ainda mais segura em relação à protecção da Yume.

– As educadoras disseram-me que nunca viram nenhuma pessoa desconhecida por aqui, mas… Já outros pais se queixaram, dizendo que os filhos tinham o mesmo tipo de pesadelos e que choravam que não queriam vir para a cá.

– E encontraste alguém, algum suspeito? Normalmente esses tipos ou têm já cadastro ou…

– Ou têm algum tipo de queixa formal, sim eu sei, eu trabalho nisto, lembraste? – Viu-o acenar, algo relutante, passando a mão pelo queixo. Uma sombra escura começava a dominar aquele local. – Encontrei uns quantos nomes, que estão a ser examinados neste preciso momento. Se estiver alguém a importunar estas crianças, podes ficar descansado que eu apanho-o.

– Vais pelo menos pedir mais segurança para aqui?

– Não só para aqui, mas para todas as escolas com crianças até aos dezoito. Mais um agente à porta não faz mal para ninguém. – Olhei para o portão, vendo-o a abrir para deixar as crianças da sala dos quatro anos sair. A Yume vinha lá no meio, sorrindo com os outros colegas, um sorriso que redobrou ao ver-nos ali os dois. O Sasuke agachou-se, permitindo que ela se atirasse praticamente num voo livre para os seus braços.

– Seja bem-vinda, minha princesa.

– Shim, de volta ao castelo. – Ela sorriu, escondendo o rosto no peito dele. Eu sabia bem que, com castelo, ela não se estava a referir a casa. O castelo dela eram os braços do pai.

– A mãe da princesa também tem direito a abraço, ou…?

– Shiiiiim! – Ela esticou-se pela janela do meu carro, lançando os braços ao meu pescoço, repousando o rosto gelado no meu ombro, enquanto o pai a segurava do lado de fora.

– Estás tão fria bebé…

– Mas nhão tenho f’io mamã, eu shou uma ba’za como o papá.

Revirei os olhos para ele, vendo-o levantar inocentemente os braços.

– A sério que a estás a ensinar a dizer isso?

– Não tenho culpa, ela apanha todas as minhas deixas…

–Posso ser ‘nita como o papá, mas shou inte’igente como a mamã. – Riu a Yume, escolhendo-se logo quando o pai lhe começou a fazer cócegas.

– Estás a chamar-me burrinho, é?

– Fazes bem amor, ele merece isso e pior. – Permiti-me rir-me também, puxando-a melhor para o meu colo, beijando-a pela face até as maças do rosto estarem bem vermelhinhas e quentinha. – Hmm minha menina…

– Gosto dos teus ca’inhos axim mamã… — Suspirou ela, levantando depois muito a cabeça para me olhar. – Anda jantae lá a chasa… Vá lá, vá lá, vá lá…

– Aa… Eu não sei, bebé. – Olhei o Sasuke, nem sabendo bem porquê. Já sabia que ele ia estar com aquela expressão e com aquele mesmo sorriso, bem como sabia as palavras que ele iria dizer.

– É só tu quereres. Já sabes que és sempre bem-vinda…

– Eu vou… Desde que faças a barba, porque não quero ter de fazer um cartaz a dizer “procura-se assassino”, porque é exactamente o que tu pareces com esses pelinhos juvenis.

Notas finais
Este foi um grande desafio para mim, dado que só tenho compatibilidade para escrever segundo a visão do Sasuke, e a Sakura pensa tão diferente dele... É verdade, apesar de ser menina tenho mais mente de rapaz (e sim foi provado cientificamente com testes e tudo, tenho mais de 75% ahahahah xD) daí me ser difícil pensar e expor aquilo que as mulheres pensam. Mas espero que tenham gostado desta visão mais diferente da história, bem como um acompanhar mais detalhado do dia-a-dia da Sakura :) Leiam, comentem, partilhem ^-^ é tudo bem vindo. Vemos-nos no próximo capítulo e se demorar muito... Gomenne :
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.