Brigas

1 Capitulo Unico.


5 Anos depois que a mãe de Cameron, Jesse, tinha morrido na guerra, ela ainda as vezes pegava o pai, Leo Valdez, se lamentando escondido ou até olhando fotos antigas. Ela achava que tudo isso ela melancolia do pai, até que um dia, quando ele saiu, e deixou a porta do seu quarto aberta, que quase sempre ficava trancada. Cameron andou lentamente até lá e quando entrou, quase não percebeu nada de diferente. Quase.

Na parede ao lado esquedo da cama, escondido por alguns casacos, uma jaqueta e um bone militar, havia um painel de recados. Como aqueles em que se prega fotos ou avisos rapidos e importantes. Nele havia a foto de uma mulher, uma foto de seu pai com essa mesma mulher em um parque de diversões, e a foto de uma garotinha de mais ou menos um ano. Embaixo da foto havia uma caligrafia bonita nada parecida com a letra de garrancho de seu pai. Ela dizia "Cameron" . Cameron sorriu e olhou novamente para a foto daquela mulher, que reconheçeu ser sua mãe. Bonita, feliz, e os olhos identicos aos dela. Mas infelizmente seu sorriso durou pouco. Junto as fotos, havia duas cartas. Uma escrita a mão, e outra digitada. Cameron pegou as duas cartas com cuidado não se esquecendo de pegar a jaqueta militar e se jogou na cama, lendo a primeira carta escrita a mão.

"Querido leo,

Eu sinto sua falta, serio.

Ei, A Cameron está bem, certo? Por favor não destrua a casa.

Não se preocupe, eu vou voltar pro Natal.

Eu te amo.

Jesse".

No canto da carta havia uma data, 10/12. Alguns dias antes do Natal. Até ali tudo parecia bem, até ela começar a ler a outra carta, que tinha um embleba do exercito, e era digitada como se alguem estivesse com pressa.

"Lamentamos em informar que a esta noite, as 2h34am, a Soldado JESSE VALDEZ faleceu em combate com uma milicia inimiga. O corpo será enviado em cerca de 5 (cinco) dias. Nós lamentamos... "

Não aguentando ter que ler o resto Cameron pulou da cama e correu para seu quarto levando somente a jaqueta e batendo a porta no exato momento em que Leo entrou na casa.

Leo ouviu a batida da porta e foi direto no quarto da filha.

- Cam? Ei... O que houve filha? -- Ele podia ouvir o barulho dos soluços de Cameron vindo do interior do quarto.

- VAI EMBORA! -- ela berrou. Leo estava prestes argumentar quando percebeu que a porta do seu quarto estava aberto.

- Merda... -- ele correu até lá e encontrou tudo em seu exato lugar, exceto o mural com as coisas de Jesse. As cartas estavam em cima da cama e a Jaqueta tinha sumido. Ele pegou a carta que informava a morte de Jesse e viu que nela, havia manchas novas de lagrimas, sobrepondo as antigas dele proprio. Ele respirou fundo e se concentrou em não entrar em estado de nostalgia agora. Pelo menos não agora. Ele saiu do quarto e foi até o quarto de Cameron novamente, abrindo a porta devagar.

- Ei... -- Ela estava no canto escuro do quarto, encolhida que nem uma bola, e aos prantos. -- Cam...

- Por que não ajudou ela? Você podia... Podia ter impedido ela de ir. -- sua voz estava tremula de tanto chorar

- Não é tão simples assim Cam...

- É SIM! -- Gritou ela explodindo. Leo recuou até estar a um passo pra fora do quarto e Cameron ficou na sua frente, o encarando com grandes olhos azuis que estavam vermelhos e inchados. -- VOCÊ PODERIA TER FEITO ISSO, MAS DEIXOU A MINHA MÃE MORRER. CLARO.

- Cameron...

— QUER SABER? MINHA MÃE NÃO DEVERIA TER MORRIDO, VOCÊ DEVERIA, POR QUE EU TENHO CERTEZA QUE ELA ERA MIL VEZES MELHOR QUE VOCÊ, PAI. -- E Cameron fechou a porta com força na cara de seu pai. Deixando um Leo Valdez sem reação, coisa que quase nunca acontecia.

Notas finais
M
y
e
m
o
t
i
o
n
s
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!