Brick By Boring Brick
1 Prólogo
Notas iniciais
- xx Fourtris.
Oi oi oi oi oi nossa quanto oi ta parecendo aquela música que eu não sei pronunciar enfim. Sejam Bem-Vindos a nossa fanfic, e eu não implorarei por comentarios muito pelo contr´rio eu irei até a sua casa com uma metralhadora se acompanhar sem comentar, XOXO, Caroles
Antes de qualquer coisa, gostaria de declarar aqui que:
Eu odeio, odeio com todas as minhas forças, odeio com tudo o que eu sinto estudar no St. Agnes. E odeio mais ainda o fato de ter caído nessa droga de armadilha. E odeio muito mais o fato de ter começado isso de modo tão confuso que agora você deve estar pensando que esse vai ser mais um drama clichê sobre uma adolescente megera com gênio forte que odeia a tudo e todos e não está nem aí pra nada e se acha uma puta drogada quando na verdade tosse com farelo de bolo. Se era o que você estava esperando, adeus. Pode dar meia volta, porque eu procuro ser o máximo normal e menos revoltada possível. Acho que, sei lá, o mundo tem uma cisma interminável comigo, porque por mais que eu tente fazer as coisas certas, elas sempre dão errado. Sabe o significado de sempre? Eu sei o significado de sempre. Então pode confiar em mim. As coisas sempre dão errado.
Do sexto ano pra cá, recebi pelo menos sete chamadas até a direção. Considero um bom número, já que estou no terceiro ano. Não que receber chamadas seja bom. Quero dizer, são tantos anos e foram só sete… Ah, droga. Que lindo, eu me perdi. De qualquer forma. Eu estou em um índice bom.
Ah, não me olhe com essa cara. Sei que esperava que eu fosse uma delinquente juvenil ou sei lá o quê.
Mas como disse antes, ao invés de ir pra direção e responder aos professores e pichar meu nome nos muros por aí, eu prefiro, sei lá, comer pão.
Nossa. Como isso foi broxante. Sério que você continua lendo isso aqui? Essa do pão foi suicídio.
Bom, eu estou aqui falando sobre pão porque já fiz o meu dever de casa e não tem nada realmente interessante passando na TV e eu já li todos os meus livros. Então falemos sobre a escola. Falemos do St. Agnes. Falemos de pão.
Por favor, peço que ignore a parte do pão. O ódio começou a tomar meu sistema nervoso central e eu perdi o controle das minhas atitudes. Essa não sou eu. Pessoalmente, eu garanto que sou muito mais retardada.
A realidade sobre a escola: não tem nada a ver com os filmes e livros que você lê por aí. Meninas com corpo e dinheiro andam juntas, enquanto as pessoas que tem cérebro são consideradas marcianas. Posso ficar verde quando ando de barco, mas puxa, marciana? E eu não me encaixo em lugar nenhum. Quer dizer, eu tenho amigos. E eles não tem títulos e nem editoras, eu tenho amigos de verdade. Não falo com garotas. Eu tentei puxar assunto algumas vezes, mas simplesmente não conseguia medir o diâmetro da bunda do professor de história, então acabei me perdendo e desisti. Aí me joguei nos garotos, e agora estou aqui, com a cabeça deitada em um travesseiro com o meu nome bordado e torcendo pra que minha tia Consuela não entre e me veja de calcinha. Qual é, sou a única garota que não tira a roupa só pra exibir seus enormes peitões e usa a velha desculpa do "todos temos uma vagina"? Se a coisa continuar assim, eu tomo um veículo direto pra Marte e volto lá pra encontrar meus parentes perdidos.
Bem, agora é a vez do St. Agnes, e eu espero arranjar assunto pra não ter que tocar no dilema do pão.
O St. Agnes não é um lugar religioso. Não, aquelas pessoas não são religiosas. Elas respiram e cagam religião. E esse é o meu doce lar durante a semana. Se bem que passar o fim de semana ali não faria diferença. Em ambos os casos, Lauren não teria nada pra fazer. Porque Lauren nunca tem nada pra fazer.
Pelo bem da minha auto-estima, a gente para por aí. Até porque tia Consuela Acaba de entrar no quarto e me flagrar de calcinha, e tanto eu como ela estamos vermelhas. Ela trouxe panquecas em forma de sol. Por que as pessoas acham que panquecas de sol animam os outros? Me venda uma dose de Ecstasy, aí sim eu vou ficar bem animada. Lauren Knight incentivando as pessoas a venderem drogas. Parabéns Lauren, você tem um futuro promissor.
Eu até tentei escapar do St. Agnes. Mas o que eu poderia fazer? Escrever uma carta pra eles dizendo que era macumbeira e ia cair fora?
Eu tentei, mas não colou. Até hoje as freiras dão uma olhada ocasional no meu quarto pra ver sem encontram vestígios de macumba. De vez em quando eu espalho uns papéis rasgados pelo chão. Sabe como é, pra não perder a pose. Santa merda, o tio Gregory está subindo. Eu realmente preciso vestir as minhas calças. Visto qualquer coisa que não me deixe seminua em potencial, e espero sentada. Tio Gregory entra, e começa a perguntas coisas que ele acha que devem ser perguntadas todos os dias para sua sobrinha, que no caso sou eu. Ah, disse que quando não estou no internato, moro com meus tios? Meu pai morreu de overdose e minha mãe é esquizofrênica. Esquizofrenia é genética, e para minha sorte eu sou filha única. Isso é que eu chamo de vida.
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