Bree Tanner - looking eternity

13 Nem todo medo traz infelicidade.


Notas iniciais
Oiii gente linda!!! que saudade de vocês!! Muito obrigada por todos os comentários no capitulo anterior, sejam muito bem vindas leitoras novas!! galera, eu sei... demorei de novo... mas é que vou me casar em breve, e a correria esta me deixando louca... fora que quando o stress chega a inspiração faz as malas e vai embora... quero dedicar esse cap a todos vocês que leem... ao meu lindo noivo que é meu maior e mais sincero critico e a Gaia, minha Coautora divosa, sem quem esse cap nunca teria saído... em fim... bora parar de papo e vamos ao que interessa... #partiu #cap13.. Beijokas, nos vemos nas notas finais... leiam ... vai ter noticias importantes!! hehe

POV Alice

Saímos da escola às 15h, e Diego ainda não estava lá, onde diabos esse garoto se meteu?

– Ally, fala logo! O que você tem? – Bree segurou o meu braço e me forçou a olha-la nos olhos

– Eu já disse Bree, problemas no relacionamento, e se fosse você faria o Diego ter um grande problema também, acho que ele é o primeiro vampiro da historia da humanidade que se atrasa de Porsche.

Eu fechei a cara e encostei-me à mureta, ela achou que eu estava brava e não puxou assunto mais, melhor assim, pelo menos não preciso mentir muito pra ela.

Uns 15 minutos depois ele chegou, eu abri a porta violentamente e me arrependi imediatamente, droga era o meu carro, entrei e sentei no banco de traz.

– onde você se meteu?

– estava resolvendo umas coisas...- ele se calou, eu ia questiona-lo mas a bree me cortou.

– Alice, deixa o Diego em paz, ele só se atrasou, aposto que teve um bom motivo – Diego estava diferente de quando nos deixou na escola, eu não previ que ele se atrasaria, mas bom, deixa isso pra lá...

Chegamos em casa muito rápido, antes de passar pela porta eu senti um cheiro muito conhecido, era Tânia.

Bree e Diego entraram de mãos dadas e Tânia veio ao nosso encontro.

­- A meus queridos, como é bom velos! – Ela abraçou a Bree, cumprimentou o Diego e veio me abraçar, eu gostava dela, só me irritava o fato de ela virar uma vadia quando Edward estava por perto.

– Olá Tânia, é muito bom te ver também... Desculpa não poder conversar mais, mas tenho que ir à casa da Bella resolver umas coisas... — Achei estranho ela não se oferecer pra ir junto, tinha algo diferente, mas eu tinha coisas maiores pra me preocupar — mas somos vizinhas agora, em breve te farei uma visita- eu falava tudo em disparada pra não deixa-la me prender em um dialogo, dei um beijo nela e corri para o meu quarto.

Senti os olhos de todos em minhas costas. Menos de vinte segundos depois Esme estava no meu quarto.

– Mary Alice Brandon, o que houve? E não ouse mentir pra mim! Seu pai já esta a mais de meia hora no Edward, Jasper, Rose e Emmett nem apareceram aqui hoje.

– Mãe – eu a abracei e sussurrei em seu ouvido- temos problemas de novo, não quero alarmar a Bree e os meninos, finja estar tudo bem, e fica de olho no Diego, ele está estranho — falei tudo isso tão baixo e rápido que nem um vampiro poderia entender direito.

Esme suspirou, me deu um beijo e desceu as escadas, pude ouvir ela entrar na sala e conversar animadamente com Tânia e Fred, e aparentemente Bree e o Diego estavam na cozinha.

Troquei de roupa rapidamente, e desci, passei pela sala e estavam Esme, Tânia e Fred.

– Mãe, se precisar de mim estou no Edward- eu ia saindo, quando Tânia me chamou.

– Alice, posso ir com você? Eu gostaria de ver a Nessie — agora sim, parecia Tânia que eu conheço.

– Isso querida, vá com ela e traga a Nessie pra cá – Esme piscou pra mim, sabia que era melhor não assustar a Nessie.

– Ok, vamos!

Saímos da casa e percebi que ela queria me dizer algo.

– Tânia, o que houve? Qual o problema?

– Ally, não sei direito... De onde esse namorado da Bree surgiu? Ele não estava morto?

– Era o que nos achávamos, mas ele só soube de nos quando Aro o encontrou. E ai ele veio atrás da Bree...

– E Aro os liberou? Fácil assim? Como um estalar de dedos?

– É... Eu acho – eu não estava entendendo bem onde ela queria chegar – eles não tinham crimes...

– Fred estava me falando sobre o exercito dos recém-criados, eles fizeram parte de tudo, isso é um puta crime você não acha? E Aro sabe disso, aliás, Aro sabe de tudo...

– Bom... Aro os atiçou contra nós, talvez ele se chateie com o fato de não ter funcionado...

– Ally, estamos falando dos Volturi, eles não dão ponto se nó! E nunca, nunca mesmo dão uma segunda chance, lembra-se de Irina? – pude sentir a dor que essa lembrança causava nela — O crime era bem menor... Não sei, é estranho.

Quando eu ia responder Bella abriu a porta.

– Ally – Bella me abraçou – Tânia – seu tom ilustrava o “mal vindo”

– Olá Bella, vim visitar Esme, e vê-los – Tânia não parecia uma normal, o natural seria ela dizer “olá, Edward esta?”, mas não, ela sorriu para a Bella. Nessie veio correndo, gritando e tropeçando “herança genética da Bella”.

– Tia Alice, tia Tânia! – ela pulou no meu colo, eu lhe dei um beijo.

– Oi monstrinha, a tia Tânia vai te levar pra casa da vovó! – Nessie olhou para Bella, pedindo autorização.

– Pode ir querida, depois a tia Alice te conta sobre o incrível primeiro dia de aula dela – Bella se virou para mim – ela falou sobre isso a manhã inteira, falou até para o Jacob pelo Skype. Vamos entrem, vem Tânia...

– Não Bella, obrigada! Vou indo com a Nessie, farei uma visita oficial em breve. – e de súbito Tânia a abraçou, eu pude ouvi-la falar em seu ouvido: “estou cansada dessa competição unilateral, eu definitivamente aceito a derrota, amo vocês como minha família e quero ser sua amiga” deu um beijo na bochecha de Bella, que ficou com uma cara estarrecida, misto de confusão e incredulidade, pegou Nessie e foi pra casa de Esme.

Bella olhou pra mim procurando respostas

– Nem adianta, eu não faço a menor ideia do que aconteceu.

Entrei na casa, estavam todos na sala, eu me joguei em um sofá junto com Jasper.

– filha, conta tudo q você viu... Precisamos impedir essa visão de acontecer.

Então eu contei, quando terminei todos olhavam feio pra Rose. Ela levantava as mãos em rendição.

– Gente, nem sabemos o que aconteceu ou vai acontecer, parem de achar que a culpa é da Rose e vamos usar a logica ok?

Bells, mesmo depois de transformada continuava sendo a suíça nas nossas vidas. Edward tomou a palavra.

– Bom, considerando que eu, Bella e Nessie estávamos presos na Itália, temos que evitar a cilada q nos levaria até lá! E seja quem for que foi sequestrado ainda não esta conosco... e quanto ao traidor... É vital descobrir quem é...

– Ah Edward vai à merda, é tudo simples assim né? – Rose era a criatura mais explosiva da terra – descobrir como Edward? Teoricamente você não consegue captar nada nos pensamentos desse “tal” e ele ou ela usa os buracos das visões da Alice. Edward, não seja ridículo!

Edward a fuzilou com o olhar, ela bufou e se jogou no sofá, todos nos olhávamos buscando resposta uns nos outros, quando de repente Emmett que até então estava calado, levantou e começou a andar pela sala.

– Vamos usar o cérebro galera. Quais são as criaturas que Alice não pode prever?

– Emmett, para com essa implicância com os lobos, por que eles se misturariam com os Volturi? – Bella sempre defendia os Quileutes, mas dessa vez ela tinha razão.

– Não irmãzinha, Alice não consegue ver os híbridos também não é? – uma lâmpada se acendeu no rosto de todos – e se o Nahuel não for o único? E se os Volturi tiverem alguém que tem esse tipo de habilidade pé no saco?

– Que tal então nos sapearmos por ai, ver se tem algo fedendo... Onde tem fumaça, sempre tem fogo. – Rose olhou pra todos os rostos – eu e Emmett vamos ao Brasil, procuramos Nahuel e vemos se ele sabe de algo... O que acham?

– pode ser uma boa tentativa querida – todos sabiam que a Rose queria mesmo era fugir do caos, então Carlisle concordou – Bom, vou pra casa conversar com Esme e com a Bree, talvez seja melhor deixar Fred e Diego no escuro por enquanto.

Todos assentiram em concordância, talvez fosse melhor descobrir direito o que estava acontecendo antes de alarma-los.

– vamos Emm, fazer as malas, vamos partir hoje mesmo.

Rose e Emmett saíram em direção a casa deles, Carlisle saiu em seguida em direção a nossa casa. Permanecemos imóveis olhando para o nada, após uns 5 minutos Edward quebrou o silencio.

– Tânia estava pensando umas coisas estranhas quando estava aqui na porta – ele virou pra Bella – não amor, eu não estava espionando o cérebro dela, é só que parecia que ela queria que eu ouvisse.

– como assim Edward? – Jasper o questionou, me virei para Edward e Bella apertou forte a sua mão.

– ela vinha repassando toda a conversa que teve com o Fred, e ela estava cismada com o fato de os Volturi terem liberado eles tão fácil, ele disse a ela sobre um momento em que levaram ele pra longe do Diego, e ele achou que seria morto, mas Alec o “sedou” e ele ficou incapaz de ouvir e ver... Vocês sabem como o dom dele funciona... E Aro ficou com Diego, e depois disso Aro os deixou ir. Vocês não acham tudo isso estranho? Olhando desse ângulo?

– mas amor, Aro os liberou para vir atrás de nós... Não foi?

– eu me lembro do Diego dizer que Aro disse isso a ele, e lembram que Fred não tinha certeza quando chegaram? –É claro que esse era o estrategista Jasper.

Fomos interrompidos com umas batinhas na porta.

– entra Bree, esta destrancada. – Bella falou.

– Carlisle pediu pra eu vir aqui, havia algo que eu precisava saber... Esta tudo bem? É sobre a visão que a Alice teve na escola não é? – ela se virou pra mim – não estou brava, mas você podia ter me dito “conversamos em casa”, eu já estava aflita pensando que motivos você e Jasper teriam para brigar – ela falava tudo isso sem pausa, dava pra ver a sua ansiedade de longe – estamos em perigo? Precisamos nos mudar? É com a Nessie? Com a escola? Gente fala logo... eu...

– Bree, assim que você parar de falar como uma matraca eu conto tudo – Edward disse serio.

Ela se sentou tentando conter o nervosismo, eu pensei “Edward, não fale nada sobre Diego, ela só vai ficar mais atordoada”, ele confirmou discretamente. Bree se sentou e começamos a contar tudo, ou quase tudo, a ela. O pânico se instalou sobre ela, seus instintos adolescentes eram muito fortes ainda, levamos toda tarde para acalma-la. Ela concordou em não contar nada para os meninos ainda.

Acho que passavam das 20h quando nós decidimos ir pra casa principal, fingir tranquilidade era o segredo.

Quando entramos, Tânia já não estava mais lá.

– alguém viu o Diego? –Bree perguntou.

– Esta lá fora querida...

– vou ficar com ele, quase não o vi hoje.

Ela saiu pela varanda, eu chamei Jasper para subirmos para o meu quarto, nas escadas ouvi Bella perguntar do Fred, já que ele não estava na sala.

– foi caçar com a Tânia – Carlisle respondeu

Parei na porta do quarto e sussurrei no ouvido de Jasper:

– jazz, vamos caçar?

– amor, nos caçamos ontem...

Eu o abracei bem apertado, e repeti:

– jazz, vamos caçar? –dei uma piscadinha sexy. Ele me apertou ainda mais em seu corpo, entendendo o que eu queria fazer.

– agora!- saímos da casa como um raio, sem nem olhar pra traz, só ele para me fazer esquecer, mesmo que por algumas horas, os pensamentos perturbadores que tem me assombrado.

POV Rose

A conversa na casa de Edward havia sido intensa, quando Alice contou a visão todos me olharam torto, porque eu a acusava... Isso só poderia significar que eu “egoísta” que sou, decidi culpa-la por seja lá o que for que aconteceu.

Então como um ato de reparação e para fugir do caos, sugeri que eu e Emmett fossemos para o Brasil, dar uma olhada por lá, ver se encontrávamos Zafrina e suas irmãs... Ver se tinha algo estranho acontecendo.

Já no avião, eu me recosto no peito do meu jovem marido, mesmo com quase 50 anos de casado, ainda parecíamos querer estar juntos como recém casados.

– Ursinha, o que nós vamos procurar no Brasil mesmo?

– Amor, vamos encontrar Zafrina, se precisarmos de ajuda é melhor que nossos laços estejam firmes, e outra, eu adoraria ver o Nahuel, ele nunca me inspirou confiança.

Ele assentiu, quando pousamos em Manaus 16h00min o sol ainda estava alto, mesmo sendo inverno, fui “obrigada” a fazer compras até escurecer. Saímos do aeroporto por volta das 19h00min.

Fomos direto para o hotel, ele era lindo.

Entramos na recepção, Emm havia feito as reservas com o sobrenome dele, para que se estivermos sendo vigiados, é um Cullen a menos pra ligar os “alarmes”.

– Boa noite senhores. Em que posso ajuda-los?

– Temos uma reserva em nome de Emmett e Rosalie McCarthy – o português de Emmett era muito melhor que o meu então ele estava resolvendo as reservas.

– Sim senhor, é suíte presidencial. Vou pedir que alguém os acompanhem.

Quando eu ouvi a palavra “presidencial”, meu humor se iluminou, já comecei a imaginar mil perversões para realizar.

Chegamos ao quarto, Emmet deu uma gorjeta ao funcionário, que saiu e fechou a porta atrás de si.

– Ursinha — ele tinha um sorriso muito malicioso no rosto — que tal aproveitar a centena de dólares que vale esse quarto?

Eu sorri e não senti mais meus pés no chão...

*

*

*

Passamos toda a noite e o dia seguinte no quarto, quando anoiteceu novamente, nós saímos para procurar Zafrina, era como se ela não existisse, não havia cheiro ou rastro. Depois de cerca de uma hora percorrendo a área indicada pela Alice, nós decidimos sentar e esperar, inconscientemente acabo me lembrando de quando eu era criança, minha mãe sempre dizia que se nós perdêssemos dela, o melhor era ficar parado, por que ela nos encontraria.

Sentamo-nos em uma rocha no meio da escuridão, me aconcheguei nos braços de Emmet e ficamos lá em silencio. Era nesses momentos que eu mais sentia falta de ser humana, sentir o frio na minha pele, poder sentir meu coração acelerar e ouvir o de Emmet bater. Todas essas coisas da visão da Alice estavam mexendo muito comigo, será que todos tinham razão sobre mim, que no fim das contas eu era só um monstro egoísta? E sem perceber um cai num choro sem lagrimas, sentia falta das lagrimas também... Chorar sem solta-las nunca aliviava a dor, só a fazia aumentar, e formar um nó cada vez maior na garganta.

Emmet me deixou chorar, depois do que eu imagino ter sido uma hora ou menos, ele levantou meu rosto e o cariciou.

– já esta pronta pra me dizer o motivo que te levou as lagrimas? – Quando eu chorava, era como se ele virasse adulto em um minuto, transformava o seu lado palhaço em alguém preocupado.

– Bem... De repente eu percebi que todos eles têm razão, no fim das contas eu não passo de um monstro egoísta – Me rompo novamente em lagrimas, achei estranho porque não senti seus braços ao meu redor, olhei para o lado e ele estava de cabeça baixa, derrotado – Amor, o que foi?

– Rose, você entende o quanto eu te amo? – Eu não estava entendendo, mas concordei com a cabeça – Então você sabe o quanto me dói te ver assim? Se sentindo um monstro? Rose cresça! Todos nós somos monstros, e a transição para nossa espécie só aumentou o melhor e o pior de nós... Sim você é egoísta, talvez a pessoa mais egoísta que eu já vi em todos os meus anos de vida, mas não pelos motivos que você pensa ser... Você é egoísta Rosalie Hale, por não perceber, ou pior, nem sequer olhar ao seu redor e enxergar cada um de nós, sua família que faz absolutamente tudo pra te satisfazer, a cada capricho, a cada chilique e a cada crise sua... Sabe Rose, eu estou cansado de tentar ser tudo pra você... Isso nunca será o suficiente, sabe por quê? – Eu estava paralisada, em choque – RESPONDA ROSE, VOCÊ SABE POR QUE NUNCA VOU SER O SUFICIENTE? – Eu balanço a cabeça negativamente, naquele momento ele já estava gritando – Por que eu nunca vou poder voltar no seu passado e impedir o Royce de te matar e Carlisle de te transformar, eu nunca vou ser capaz de te dar um filho... ACEITE ISSO ROSE.

Eu estava horrorizada, que ele tivesse mesmo dito tudo isso pra mim que nem corri atrás dele quando ele saiu em disparado pela mata. Eu fiquei ali, ele tinha razão sobre tudo... Mas por que isso agora? Depois de tantos anos

Emmett corria descontroladamente pela mata, eu já estava o perdendo de vista, não queria que a noite terminasse assim, talvez se conversássemos melhor ele poderia me entender.

Droga! Eu sabia que ele tinha razão, minha mania de falar sem pensar nas consequências. Meu marido era alguém muito melhor do que eu, mesmo não tendo um coração vivo dentro dele, era a melhor pessoa que eu já conheci por toda a minha vida, se não fosse Emmett eu seria algo pior do que sou hoje.

Finalmente ele para de correr, e para numa arvore, eu podia enxergar nele sua tristeza e decepção, a única coisa que não queria era o fazer sofrer, custe o que custar iria me redimir com ele.

– Emmett... – Aproximo-me mais dele tentando fazer me olhar. – Por favor, me perdoa meu amor... Eu...

– Você o que Rosalie? – Ele me olha me fazendo desviar o olhar do seu, nunca pensei que discutiríamos desse jeito. – Está arrependida?

– Sim, me perdoe, eu não quero que você se afaste de mim... Nunca.

Ela solta um riso incrédulo cruzando seus braços.

– A coisa mais improvável de se acontecer é eu me afastar de você... Só queria que fosse diferente também a nossa historia, queria ter a chance de te salvar.

– Não vamos mais falar sobre isso... – Me aproximo dele o abraçando novamente. – Vamos acabar logo com isso e voltar para casa... – Peço suplicante, ele me abraça concordando comigo.

Ouvimos um barulho estranho na mata e pelo cheiro que emanou no local eram vampiros, sim, por mais que o cheiro se confundisse eu sentia o cheiro deles.

– Zafrina... – Emmett falou alto o suficiente para que o barulho cessasse. – Não precisa nos atacar, somos nós, Emmett e Rose.

Uma grande movimentação se fez entre as arvores, segundos depois Zafrina , Senna e outras duas vampiras, que supus serem suas outras duas irmãs estavam a nossa frente.

– Ora... Ora, que prazer em vê-los novamente... – Ela estava a centímetros de nós, com certeza desconfiando de alguma coisa. – Coisas boas não vieram fazer aqui, eu sinto isso.

– Eu estou à procura de Nahuel e preciso conversar com você Zafrina... – Emmett me juntou mais a si como para me proteger.

– Olha, é muito bom ver vocês, porem parecem muito preocupados... depois do dia na terra de vocês nunca mais tive noticias do hibrido, nem parece que partilhamos o território — Nos rimos, Zafrina era a líder do grupo, e isso ficava muito claro devido ao silencio das demais – mas vocês não viram aqui somente pra bisbilhotar a floresta não é? Vamos logo, nos conte tudo...

Ela era absolutamente perceptiva, então eu tomei a frente e comecei a contar a visão da Alice.

*

*

*

– Bom, isso é o que ela viu... – elas assentiram e pareciam preocupadas – Aí decidimos vir pra cá, ver se estava tudo bem e se vocês sabiam de algo estranho...

– Rose querida – Senna veio à frente segurando a minha mão – Nós não soubemos de nada por aqui... Mas temos os contatos de vocês... Se soubermos de algo iremos procura-los...

– Mas agora nos preferimos que vocês vão embora – Zafrina tomou a palavra — vocês são como família para nós, porem não gostamos de ter tantos vampiros por perto, chama a atenção demais.. Fiquem tranquilos, em breve iremos ate vocês, antes da próxima lua cheia.

Emmet se manteve calado todo o tempo. Não sei se ainda era reflexo da nossa briga ou se ele percebeu que eu tinha o controle da situação. Elas nos abraçam rapidamente e apontaram um caminho diferente para sair da floresta, alegando que ia disfarçar nosso rastro.

– Adeus amigos, nos vemos em breve, mande lembranças nossas a todos

Despedimo-nos delas, e ela saíram correndo em outra direção, eu me virei para o meu marido e o abracei.

– Vamos embora daqui, por favor.

– Claro ursinha, vamos para o hotel... – Ele me aperta em seus braços.

– Não Emm, eu quero ir para nossa casa, nossa família.

Ele apenas concorda com a cabeça e começamos a caminhar pela mata, não sei explicar o porquê, mas por incrível que parece estávamos caminhando, sem correr, não perguntei isso ao Emmett, talvez fosse para ele pensar ou porque estava preocupado comigo.

– Emm? – O chamo para que ele parasse de andar. – Emmett.

– O que foi ursinha? – Ele me olho completamente alheio.

Apuro meus sentidos e sinto um cheiro de humano, estranho, já que aquela mata era perigosa de mais para ter humanos, onde eles estavam com a cabeça? Escuto um soluço bem baixinho, quase imperceptível.

– Está sentindo e ouvindo isso Emmett? – Falo ao meu marido e ele começa a farejar.

– Sim... Tem um humano aqui nesta mata, posso sentir seu cheiro... – Ele então me olha. – Vamos Rose, quanto antes sairmos daqui é melhor, elas nos pediram para ir embora... – Me puxa, mas eu não saio do lugar.

– Temos que ajudar aquele humano, ele pode estar em perigo aqui nesta mata... – O olho suplicante para concordar comigo.

Poderia ser alguém machucado e perdido na mata, Emmett tinha que me ajudar a fazer algo senão aquele humano poderia ser uma presa fácil para qualquer um.

– Tudo bem, vamos tira-lo daqui e ir para casa. – Emmett concorda e vamos à busca do humano.

A cada centímetro que nós aproximávamos ouvíamos mais alto o choro, não era um adulto e sim uma criança, ela chorava apavorada, quando chegamos ao local a vimos. Totalmente suja e deitada no chão.

Eu e Emmett nos entreolhamos sem saber o que fazer naquele momento, ele tinha pena da criança como eu também tinha me lembrei de Nessie automaticamente, se fosse ela ali naquele lugar não saberia o que fazer.

Emmett foi o mais corajoso e se aproximou dela, se agachou e tocou em sua pele, a criança deu um pulo de onde estava e olhou para meu marido assustada. Era uma indiazinha, cabelos lisos até a cintura, seus olhos eram negros e seu rosto estava manchado, com certeza era uma pintura, mas que com o tempo manchou todo o rosto. Parecia que ela estava nessa floresta há dias.

– Fique calma, estou aqui para te ajudar, qual seu nome? – Ele se aproximou mais, mas ela tremeu querendo ele longe.

Ela não respondeu, olhou para os lados querendo de alguma forma fugir, seus olhos se cruzaram com o meu e ficamos nos olhando por algum tempo.

– Nós não vamos te machucar, vamos te entregar para seus pais... – Emmett sussurra para a garota, mas ela nega com a cabeça.

– Eu... Eu não tenho mais meus pais... Eles se foram – Ela chora mais alto me deixando assustada, a que tenha acontecido com esta garota, não foi nada bom.

– Então o que você faz aqui? Está perdida? – Emmett pergunta e ela nega com a cabeça.

– Eu fugi de lá, estava procurando um lugar para fica... – Dizia tremula, eu entendia um pouco do que ela dizia, mas seu português também não era dos melhores.

– Aqui é perigoso para você ficar, pode morrer de fome e aqui tem muitos animais selvagens... – Nesse momento Emmett me olhou buscando uma resposta para sua pergunta silenciosa, eu apenas confirmei. – Vamos comigo e com a Rose, você precisa descansar e comer alguma coisa...

A menina o olhou por alguns segundos até que por fim aceitou seu pedido, Emmett a levantou pegando-a no colo, eu apenas acompanhei seus passos sem mesmo até respirar.

Quando chegamos ao hotel já estava perto do amanhecer, a nossa sorte foi que na entrada do hall não tinha ninguém, Emmett também foi bem rápido para o nosso quarto, eu também não senti ninguém no local.

A garotinha estava calada nos olhando, eu decidi deixar eles sozinhos e ir para meu quarto tomar um banho, não estava conseguindo lidar com a situação e vê-la daquele jeito com tanto medo e magra me preocupava ao extremo.

Fiquei na banheira por horas, nem havia percebido o tempo passar, quando saio do quarto e volto para a cozinha não o encontro, não conseguia sentir mais seu cheiro, só o do Emm.

Vou atrás dele e o encontro em uma das salas da suíte, ele estava com a garotinha embalada em seu colo, ela dormindo profundamente.

– Emm... – O chamo e ele me olha, agora sabia o porquê não sentia mais o cheiro dela.

– Peguei uma de suas blusas para vesti-la, espero que você não se importe – Ele lançou um olhar preocupado — estava esperando você terminar o banho para colocar ela na cama.

Ele se levanta e a leva para o quarto, volta em uma fração de segundo e se senta na mesinha de centro, segura minhas mãos e me olha,

– O que vamos fazer Emm? Ela é só uma criança.

– Eu não sei ainda Rose, ela me disse que não quer voltar para a tribo. – O olho ainda sem entender.

– A família dela deve estar procurando-a... Ela precisa ir.

– Ela não tem família – Ele suspirou pesadamente, como se estivesse exausto e olhou nos meus olhos – Seus pais e seu irmão mais velho morreram a cinco dias num ataque em sua tribo, ela foi a única sobrevivente da sua familia , quando os outros índios descobriram os corpos ela fugiu, ela acha que deveria ter morrido também Rose — Ele me olha incrédulo — Disse que as “criaturas dos olhos vermelhos”- eles fez aspas com as mãos — a olharam bem nos olhos e se foram... – Ele me olhou e eu apenas confirmo que sabia do que se tratava aquele ataque. – Ela está sozinha Rose e você sabe onde ela vai parar.

– Orfanato... – Falo e ele apenas confirma, ficamos em silêncio andamos ate o quarto e ficamos observando ela dormir, era como um anjo incapaz de fazer mal a alguém, se aquela criança sofresse mais eu não me perdoaria, iria protegê-la.

Custe o que custar.

– Vou ligar para Carlisle, ele vai saber o que fazer – Eu disse e olho para ele, esperando sua aprovação, só que nesse momento ela abriu seus olhinhos despertando e fica nos olhando, como se estudasse cada um de nossos movimentos.

– Vocês se parecem com eles, só que diferente...

Eu caminhei ate a beirada da cama, e me sentei bem devagar, para mostrar a ela que eu não era perigosa, ela engatinhou na cama e se aninhou em mim.

– Nossos olhos são diferentes dos deles querida...

– Não... Vocês tem bondade...

Notas finais
Galerinha... E ai, amaram... odiaram???? Espero as opiniões de vcs nos Rws... Fantasminhas se revelem... nem q seja com um "ok" "legal" " ta uma bosta"... iam alegrar muito o nosso coração... recomendaçoes e favoritações??? ia amar... de vdd!!! se merecermos deixem, se não, nos digam o que fazer pra merecer... NOTAS IMPORTANTES: FALTAM APENAS 3 CAPS PARA O FIM DA TEMPORADA... ENTÃO, SE VOCÊS QUISEREM CONTINUAÇÃO DA FIC, NOS DIGAM NOS REVIEWS OU EM MD... OBRIGADA, AMAMOS VCS!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.