Breathless
7 Seven
Notas iniciais
Caminhavamos pelos corredores vazios, eu tentava evitar contato visual com Matt, para ser sincero... eu estava um pouco envergonhado, afinal... nunca uma garota havia feito eu me sentir da mesma forma que Matt fez. E Matt não era uma garota, ele era um cara. Um cara de dezessete anos que estava no primeiro ano, aquilo era tão embaraçoso.
— Está tudo bem? — ele perguntou sorrindo.
— E-eu... eu não sei o que aconteceu... — eu disse fitando o chão. Ele simplesmente me colocou contra a parede e me beijou.
— Isso... foi o que aconteceu. — ele disse.
— Está maluco? — eu o empurrei com força e me certifiquei de que não havia ninguém por perto. — Não podemos fazer esse tipo de coisa! — sussurrei.
— Você é tão inocente. — sorriu ele.
— Pare com isso.
— Mas... por que não podemos fazer isso? — Matt perguntou enquanto pegava em minha mão.
— Porque somos dois homens! — eu disse e larguei sua mão.
— Lucas... — ele disse.
— O que foi? — perguntei irritado.
— Você fica uma gracinha quando está com raiva. — ele passou a mão pelas pontas dos meus cabelos e sorriu. Eu abaixei minha cabeça e logo pude sentir minhas bochechas queimarem como de costume.
— Pare com isso...
— Lucas, você não gosta de mim? — Matt perguntou enquanto direcionava meu olhar ao dele.
— E-eu... nós somos homens!
— Edai?
— Isso não é normal.
— Então... você está dizendo que não é normal gostar de alguém, que não é normal ficar com a pessoa que você gosta, que você tem que reprimir certos sentimentos só porque tem medo do que a sociedade fútil e ignorante vai pensar?
Droga, eu estava me sentindo um idiota. Talvez ele estivesse certo, eu estava me importando tanto com o que as pessoas iriam pensar sobre aquilo, que acabei não me importando com o que eu realmente sentia e pensava sobre tudo oque estava acontecendo.
— Bom... você falando dessa maneira... me faz sentir um idiota... — eu disse.
— Você não precisa se sentir um idiota, eu não acho que você seja um.
— Por que? — indaguei.
— Por que oque? — ele perguntou.
— Por que você sempre me faz sentir coisas estranhas e logo depois me faz sentir como se eu fosse arrogante e mimado?
— Eu não sei... eu gosto de ficar com você, Lucas. E quando estou com você... eu me sinto na obrigação de te fazer feliz... é estranho para mim também... mas eu encaro isso com mais facilidade.
— Você é um idiota... — sorri e o deixei para trás.
*No pátio*
Me sentei embaixo de uma grande árvore com uma ótima sombra e comecei a ler um livro. Embora o livro fosse ótimo, minha mente não conseguia esquecer do que havia acontecido no banheiro, quero dizer, como eu pude fazer aquilo? Como eu pude ter deixado ele me tocar daquela forma? Era tão frustrante ter tantas perguntas, mas não ter as respostas...
*flashback on*
— Por que você sempre me faz sentir coisas estranhas e logo depois me faz sentir como se eu fosse arrogante e mimado?
— Eu não sei... eu gosto de ficar com você, Lucas. E quando estou com você... eu me sinto na obrigação de te fazer feliz... é estranho para mim também... mas eu encaro isso com mais facilidade.
*flashback of*
Então... era estranho para ele também se sentir daquela forma? Eu tenho que admitir que quando ele disse que se sentia na obrigação de me fazer feliz... meu coração acelerou e eu achei que fosse vomita-lo ali mesmo, nunca alguém disse aquilo para mim... foi uma grande surpresa escuta-lo dizer aquelas coisas... e agora eu estava mais confuso que nunca. Que droga, aquele garoto estava me deixando louco.
*Algum tempo depois*
Infelizmente não conseguiram concertar o problema técnico que houve na escola, então nos dispensaram mais cedo. O que por um lado, foi ótimo. Mas por outro... foi chato, já que não havia ninguém com quem eu pudesse conversar, já que a Mayumi estava um pouco irritada comigo por que eu recusei ir com ela na festa e bom... a Mayumi era minha única amiga, ou seja, não teria nada para fazer até o fim da tarde.
Resolvi ir caminhando de volta para casa naquela manhã. Então lá fui eu, andando, andando e andando ... Minha mente ainda estava concentrada em Matt, eu já estava me irritando em sempre te-lo na minha cabeça, ele estava se tornando um tipo de vício, se é que isso era a palavra certa.
— Isso é loucura, eu não posso deixa-lo tomar conta da minha mente! — eu disse a mim mesmo. — Droga, agora estou começando a falar sozinho.
Resolvi deixar para pensar sobre isso quando chegasse em casa, onde eu poderia falar sozinho sem que pensassem que eu sou louco. Mas... eu estava fazendo isso denovo... pensando mais na opinião das pessoas do que na minha. Que droga, isso tudo é tão confuso... eu já nem sei mais o que fazer...
Notas finais
sinceramente... hoje me senti inspirada para escrever esse cap. E o cap oito ta chegando ai u.u
Ah, quero agradecer a todos que mandaram reviews *-* Estou muito feliz que estão gostando da fic, meus amores.
Beijos ;*
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