Breathe

2 Cap. 2 -Uma música, um filme, memórias vêm à tona.


Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários nos capítulos anteriores! Fiquem com mais um capítulo que escrevi agora à pouco. ^^ OLÁ! Capítulo REESCRITO em 02/08/2016. Espero que gostem da atualização. A música é HIDE AND SEEK, versão feita pelo AMBER RUN.

Kagome? É a Sango.

— Algo de errado, Sango? –A morena perguntara enquanto abria a porta do guarda-roupa com a mão disponível.

U-hun. Mas será que você poderia ir à casa do Inuyasha, assim... Hoje? —A outra garota parecia bem ansiosa.

—... Por quê? –A Higurashi arqueou uma sobrancelha.

Para nós acertarmos os horários em que iremos ensaiar e os dias... Então, você pode ir hoje? —Sango repetira a pergunta após a explicação.

— Hm... Sim, tudo bem, posso ver com meu pai se ele me leva. –Reprimiu um suspiro naquele momento. –Qual o horário?

— Às duas e dez está bom para você?

— Sim, nós nos vemos lá.

— Certo! Irei avisar aos outros, então. Tchau, Kagome! –Ela pudera ouvir claramente a animação de sua colega ao outro lado da linha.

— Tchau... –Murmurara para si mesma, pois afinal, Sango já havia desligado.

Ao encerrar a chamada telefônica ela suspirara profundamente. Tudo bem, agora teria que sair de casa à tarde por vários dias até o tal do festival.

Kagome suspirou e finalmente se pôs a procurar alguma roupa no armário após jogar o celular em cima da cama. Rapidamente pegara a típica calça jeans azul escura, o comum all star, junto de uma blusa vermelha com os ombros caídos e uma jaqueta de frio.

Colocou as peças de roupa em cima da cama e caminhou em direção ao banheiro do quarto.

Debaixo do chuveiro ela encarava o próprio reflexo no espelho –borrado por conta do vapor quente.

Tudo bem, ela sabia sobre coragem e medo. Só se é corajoso quando se tem medo, afinal de contas. Mas...

Ela era uma covarde, não alguém valente. Só sabia correr, fugir, apelar para a auto-piedade. E se sentia fraca, terrivelmente fraca e quebrada por dentro. Porque não conseguia erguer a cabeça e olhar para seu pequeno irmão sem querer chorar.

Fora um banho de água morna para quente, justamente para que seus músculos relaxassem –o que era difícil, pois logo voltavam a doer em decorrência do acidente de pouco tempo atrás.

Sentia-se culpada por tudo. Pelo declínio no casamento dos pais, por ter perdido seus amigos, pelo acidente, pelo coma. E era óbvio para si o quanto ela se sobrecarregava com tais pensamentos pesados, até mesmo parecia-lhe exagero. Mas algo em seu interior continuava a fazê-la se martirizar.

Debaixo d'água e após lavar o cabelo a garota pôs-se a fitar o próprio corpo no espelho que estava à sua frente. Pele pálida, magra, olheiras, expressão apática, olhos cansados os lábios no rosa-natural... Só que apagados.

Encheu os pulmões com ar e expirou o quanto pôde, para então voltar a respirar normalmente. Lembrara-se do momento do acidente. Outra vez.

Lavou-se outra vez para afastar as más lembranças e logo se enxaguou, desligando o chuveiro em seguida. Andou até pegar a toalha no suporte e começou a tirar o excesso de água de sua pele ali mesmo, para depois enrolar o tecido ao redor de seu fino corpo. Foi a pia e escovou os dentes; um hábito que tinha sempre depois que pensava em determinados assuntos.

Então, após limpar seu corpo três vezes, desligara o chuveiro enquanto sentia as últimas gotas de água quente escorrer por sua nuca. Esticara a mão esquerda para pegar a tolha e enxugara-se em silêncio. Retornou ao quarto e rapidamente se vestiu, sem cerimônias.

Ela precisava manter-se atenta. Precisava ficar esperta mesmo que tudo parecesse bem. Para a segurança de sua família. Para sua própria segurança.

Trocara-se rapidamente: calcinha, sutiã, calça jeans, blusa, tênis. Seu “look fantástico” de todos os dias.

Seus olhos castanhos observaram o aparelho em cima da cama, a mão direita logo o pegara para ver o horário.

“Tudo bem, ainda é uma hora da tarde”, pensou e calçara o tênis.

Precisava almoçar, ou no mínimo comer algo. Mal tomara o café da manhã naquele dia. Lentamente ela enfiou o bilhete de Inuyasha num dos bolsos.

Arrumou o cabelo de uma forma simples, saindo do quarto e indo em direção às escadas. Desceu os degraus rapidamente, notando que o pai estava na sala.

“Papai já está aqui, mas mamãe não. Então... Sem almoço”, revirou os olhos.

— Com licença, pai. –Chamara a atenção do mais velho que lia um livro. Ele esperara para que ela continuasse. –Você pode me levar neste endereço, às duas da tarde?

Entregara-lhe o pedaço de papel com o endereço escrito.

— Trabalho escolar logo no primeiro dia de aula? –Vira-o curvar os lábios, como se fosse rir.

Mas eles não estavam no clima de brincadeiras havia meses.

— Não. Simplesmente a professora de biologia formou uma banda com os alunos da minha classe, visto que o festival cultural será daqui dois meses. Estou no grupo. –Resumira a história.

Seiko estava em silêncio, provavelmente pensando em algo da empresa. Ele sempre fazia isso.

— Eu conheço esse lugar. –o mais velho murmurou. –É a casa de um antigo amigo meu... Inu.

Imediatamente a mais nova virara-se para o pai, erguendo ambas as sobrancelhas. Mas como diabos...? Ah, não. Não, não, não, não, não. Alguém que ele conhecia?

A garota que havia ido até a cozinha pegar algum lanche na geladeira, arqueara uma sobrancelha ao ouvir aquilo.

Parou para pensar; buscou em suas memórias aquela pessoa.

— Taishouu? –Perguntara ao pai.

— Esse mesmo. –A voz dele estava um pouco abafada pela distância. –O filho mais novo dele deve ter a sua idade... Vocês dois estão nesse grupo?

— Inuyasha? Sim. –Kagome suspirou pesadamente.

Bem que tivera a impressão de aquele nome não ser estranho em suas memórias, pois de fato agora se lembrava de um homem com aquele nome... E com os cabelos brancos e longos... E com os olhos âmbares.

Ah. Aquele era o primeiro adulto de que se tornara "amiga" quando criança. Mas fazia muito tempo que não o via, e nunca havia conhecido Inuyasha antes. Não que se lembrasse, ao menos.

"Não, eu me lembraria dele", pensara.

— O Tai—san. -Concluiu ao pai.

— Ele mesmo. Então você está estudando com o filho do meu melhor amigo da época do colegial... -Vira Seiko abrir um pequeno sorriso, mas que logo desaparecera (na certa por se lembrar de algo que o deixava triste).

— Já conversaram?

— Uhum, breve discussão, inclusive. –Ela falava sem se importar muito, ao mesmo tempo em que montava um lanche natural.

O Higurashi ficara em silêncio, o que fez a filha agradecer mentalmente por não ter que prolongar aquela conversa desinteressante. Fizera dois lanches, um para si e outro para o pai.

Retornou à sala após coloca-los numa bandeja, entregando um ao mais velho logo em seguida e depositando o outro sobre a mesa de centro.

Ainda voltou à cozinha para pegar suco e copos para ambos.

Apesar do clima tenso que estava sobre eles há meses, ela ainda sabia o quão péssimo o pai era na cozinha.

Comeram e beberam num praticamente absoluto silêncio –se não fosse pelos sons de copos sendo colocados na mesa ou os lanches sendo mordidos.

Após terminarem Kagome levou a bandeja, a jarra e os copos até a cozinha, colocando-os na pia. Lavou a louça e voltou para a sala, encontrando o pai respondendo mensagens no celular.

Fitou a face cansada por algum tempo –que não soube dizer quanto –e se pôs a pensar.

Sabia o quanto estava sendo egoísta desde aquele acidente, mas o que podia fazer? Ao mesmo tempo em que queria desesperadamente consertar as merdas que havia feito, tinha a mesma vontade sufocante de se trancar no quarto e nunca mais sair de lá – enquanto Souta não acordasse.

Ela mesma não compreendia o porquê de se torturar tanto. Só sabia que tudo o que mais odiava, era si mesma.

Decidira sentar-se e também mexer no celular, começando a checar suas mensagens. Ouvira uma risada em sua mente ao constatar apenas cinco e-mails, sendo que quatro deles eram propagandas e mensagens da operadora.

Eles realmente não estavam nem aí para ela.

Aquela risada debochada e cruel ecoava em sua mente, divertindo-se. Sentia-se realmente tola por pensar que seus antigos amigos iriam ao menos lhe mandar mensagens, e isso apenas dera mais munição a aquela voz que a atormentava, machucava, torturava.

Antes que percebesse, aquela sensação de vazio parecia transbordar de dentro de sua alma, derramando-se e espalhando-se ao seu redor, causando-lhe um mal-estar.

— Kagome?

A voz de seu pai a trouxera de volta para a realidade, e a adolescente finalmente viu que devia estar encarando seu celular há muito tempo já que ele até tirara os olhos do próprio aparelho.

— Quer café? –Rapidamente ela fizera uma pergunta.

— Não, não é isso. –O homem arqueara uma sobrancelha. –Você estava aérea, fiquei preocupado...

— Oh, lhe garanto que você não tem tempo para isso. Aliás, creio que seu celular vai apitar em 3, 2, 1. –A jovem que sorria de uma forma tão inocente que chegava a ser sarcástica, ouvira o aparelho do mais velho tocar avisando o recebimento de uma mensagem.

Seiko observou a filha de uma forma que ela soube identificar o que era (embora preferisse fingir que não) e voltou sua atenção para a pequena tela.

Era culpa.

Ignorando a breve conversa com seu progenitor, Kagome aproveitara o momento para levantar e seguir novamente à cozinha, resolvendo realmente preparar um café. Aquilo era na verdade uma desculpa para não ficar próxima do pai por muito tempo.

Inevitavelmente suas mãos tremeram quando ela pegou o recipiente de vidro que usavam para esquentar a água, e o item quase fora ao chão, mas ela conseguira pegá-lo e tudo o que houve foi um barulho de vidro chocando-se contra o mármore da pia.

— Está tudo bem aí?

— Sim.

Soltou um suspiro baixinho e logo em seguida mordera rapidamente o lábio inferior.

“Pense no café, apenas no café. Ele tem um cheiro maravilhoso, é bom, você gosta tanto dele suavemente doce quanto amargo. Pense em como você adora toma-lo enquanto come biscoitos de amido de milho. Pense apenas no café...”, repetia mentalmente para si mesma enquanto cantarolava uma música ,bem baixinho, mas de repente seus pensamentos começavam a acelerar e a deixar zonza de uma forma horrível. “E não numa série de coisas que fazem com que você se sinta mal, como, por exemplo, as brigas, seus antigos amigos, o fato de que eles te abandonaram, como o primeiro garoto que você realmente gostava te trocou e agora você é uma garota depressiva sem motivos o suficiente para odiar tanto a vida”, ah, sério... Seus olhos já estavam ardendo e seu corpo todo tremendo. Da ponta dos dedos dos pés até sua cabeça. “Não pense em como você sente uma dor desgraçada e no jeito que você se sente e vai dormir todos os dias, e como quando você chora todas as noites até pegar no sono, e como você só quer gritar para o mundo inteiro saber o quanto dói tão fodidamente...”.

Deixou o pote com o café sobre a pia, levando a mão esquerda aos lábios. Sentia-se enjoada, queria vomitar. E queria chorar, e gritar, e sumir. A imagem de Houjou sorrindo em sua mente quase a fez cair de joelhos, mas apoiara-se no mármore.

Tudo o que ela não queria era ter uma crise de choro naquele momento. Não com seu pai no cômodo ao lado, não durante o dia.

Respirando fundo e devagar, a má sensação passava. Prosseguiu com o preparo do café, tentando parecer bem novamente. Porque, afinal, ela só não se dava ao direito de chorar enquanto estava claro; seus demônios apenas podiam aparecer à noite.

Após a água ter fervido, posicionou o coador de papel – já com a quantidade certa de café por dentro– na garrafa e despejou o líquido quente, vendo o pó misturar-se.

Quando terminara, despejara o café pronto numa xícara para logo depois leva-la aos lábios, assoprar por algum tempo, e finalmente beber.

— Pensando bem, vou querer café. –Seiko aparecera subitamente entre o batente da porta da cozinha, com um sorriso pequeno nos próprios lábios.

A Higurashi mais nova virara-se com espanto para ele; desde quando estava ali?

— Falei com o Dr. Hamada. –Ele comentara após a filha entregar-lhe uma xícara. Bebeu um gole, fazendo uma careta por ter queimado a língua.

Kagome prosseguia com seu café, fitando a nova rua em que morava através do vidro da janela.

— Ele diz que você pode ir a casa dele logo na sexta-feira, por volta das cinco da tarde. Então não marque de ensaiar nesse horário, certo? –o mais velho alertara o compromisso.

— U-hun. –Murmurou, fitando líquido marrom que restava no objeto de porcelana em suas mãos.

Notando que a filha não falaria mais consigo, ele resolvera não insistir numa conversa que não levaria a lugar algum. Aliás, uma “conversa” que sequer teria início do que dependesse dela.

Na verdade, o homem deveria ter insistido. Ele e sua esposa sempre deveriam ter insistido, tentado conversar melhor, e era por isso que sentiam culpa. Mas pensavam que já era tarde.

Kagome não iria mudar.

— Vamos então? –O Higurashi mais velho se levantara.

Ela apenas concordara num meneio positivo com a cabeça, tal como uma boneca.

A jovem encarregou-se de deixar as xícaras sobre a pia da cozinha e logo seguira para a porta da sala, saindo por ela após trancá-la.

Seu pai já a aguardava dentro do carro preto, então não enrolou para entrar. Queria sair dali e se afastar da presença do mais velho o mais depressa possível.

Não conversaram durante o trajeto. Cerca de quase dez minutos depois chegaram a um belo bairro, o veículo parara em frente a uma grande casa –ou seria aquilo realmente uma mansão?

— É um lugar pacífico. –Fora o único comentário da morena enquanto observava o céu pela janela.

O pai nada respondeu (embora tenha concordado com um aceno) e saiu do carro, seguido pela filha. Bateram na porta e ouviram um “Espere!”. Logo depois, apareceu a garota Sango.

— Olá, Kagome—chan! –A castanha realmente parecia empolgada com toda aquela história de formar uma banda.

— Oi. Este aqui é meu pai, Higurashi Seiko. Papai, esta é Sango-chan.–Apresentou-os de forma rápida.

Ambos trocaram apertos de mãos.

— Sango! –O berro de Miroku pôde ser ouvido mesmo que ele estivesse no topo da escada. A garota chamada apenas revirara os olhos, suspirando e olhando para os dois à sua frente como se pedisse desculpas. Logo o dito cujo aparecera à porta, ostentando um sorriso animado. –Ah, oi Kagome e Senhor-que-eu-não-faço-ideia-de-quem-seja!

— Seu sem educação. –Sango balançara a cabeça negativamente, cansada da situação. –Esse é o pai da Kagome—chan, por favor, tenha modos!

O rapaz riu. –Desculpe-me, senhor.

Seiko e Kagome fizeram um gesto com as mãos, como se dissessem que estava tudo bem.

Em seguida outra pessoa surgira à porta da grande casa; era um homem de cabelos longos e brancos só que presos numa trança baixa e lateral, os típicos olhos dourados faziam-se presentes e a jovem Higurashi soube quem era:

Taishou no Inu, empresário bem-sucedido conhecido não só nacionalmente, pai de Inuyasha e antigo melhor amigo de seu próprio pai.

— Vocês estavam demorando, Inuyasha está impaciente como sempre... –Ele aparecera com o cenho franzido e estranhara aquelas duas pessoas desconhecidas ali. Ou não tão desconhecidas assim... – Eu não acredito em que, ou no caso quem, estou vendo! –A face tornando-se surpresa, e um sorriso um tanto sarcástico brotando nos lábios. –Higurashi Seiko.

— Taishou no Inu. –O outro homem também sorrira de uma forma até que sarcástica.

Porém Kagome notara, pelo brilho nos olhos de ambos, que eles não tinham qualquer coisa um contra o outro –ou que tampouco se odiavam. Era mais como se... Bem, aquela realmente fosse uma amizade cheia de sarcasmo. Uma amizade real e divertida.

E ela estranhou quando o albino praticamente puxara seu progenitor para um abraço amigável.

— Vejo que você não perde seu hábito de estrangeiro... –Seiko soltou uma risada fraca ao se afastar do outro, tal como ela fazia. –Creio que se lembre de minha filha, Kagome. –Apresentou-a.

Oh, sinceramente. Ela estava ali desde o início! Sentira vontade de rolar os olhos, mas manteve-se quieta.

— Claro que eu me lembraria. –Inu revirou os olhos, sorrindo zombeteiro. Voltou sua atenção para a jovem de cabelos longos e negros. –Não esperava que você estudasse com meu filho. É bom vê-la novamente, Kagome!

— Fui transferida hoje. –Ela curvara os lábios, sorrindo. Aquele não fora um sorriso de todo falso, mas também não era como se ela estivesse alegre. –Também fico contente em vê-lo, Tai—san. Com a sua licença, papai, mas o senhor não tem uma reunião dentro de alguns minutos? –Fitou-o.

O homem concordou num movimento com a cabeça e sua filha segurou o comentário “Típico” para si mesma.

— Eu tenho que ir agora. –Ele disse indo para o carro. – Nos falamos novamente outra hora, Taishou! –Entrara no veículo.

— Até, meu velho amigo.

— Tchau. –Kagome disse simplesmente.

Assim que o carro negro já não era mais visto após virar a rua, ela sentiu vontade de suspirar, porém segurara-se.

— Vamos? –fora a única pergunta que escapara por seus lábios.

— Sim, claro. Rin e Inuyasha estão lá em cima, arrumando algumas coisas. –Sango estava empolgada, dava para se notar através não somente de seu tom de voz, mas também por conta do brilho em seus olhos.

— Só vim aqui para não ter que ajudar mesmo. –Miroku sorria divertidamente, como o bom preguiçoso que era.

Logo um barulho alto fora ouvido. Fora o soco que Sango dera na cabeça dele.

— Idiota. Não tem educação mesmo.

— Com licença senhor Taishou. –Kagome entrou na mansão seguindo os dois jovens e o mais velho. –Aqui é um belo lugar, senhor. –Dissera de forma gentil.

— Agradeço, querida. –O homem sorrira de forma amigável.

Antes que se falasse mais alguma coisa, uma voz foi ouvida do alto da escada num tom entediado.

— Quem era?

— Era a Kagome, Inuyasha! –Miroku disse de volta.

— Feh! A desastrada é? –Inuyasha falara em deboche.

A Higurashi revirou os olhos e sua língua coçou para responder, antes que pudesse se segurar –o que normalmente faria– e se pôs a falar.

— Não culpe os outros pelo próprio erro. Inuyasha, isso é muito, muito feio. –Devolveu o deboche, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha.

Inu soltou uma sonora gargalhada ao ver o filho se embasbacar com as palavras da morena. Miroku e Sango também não puderam segurar as risadas quando o amigo se emburrou e fechou a cara como uma criança.

Inuyasha murmurou alguma coisa para si mesmo que não deu para ouvir.

A filha de Seiko sorriu vitoriosa.

Até que em sua mente algo se nublou. Piscou contrariada, não sabia por que havia devolvido as palavras à Inuyasha. Não fazia tal tipo de provocação há tempos.

— Então vamos Kagome-chan? –Sango a chamara, despertando-a de pensamentos.

— Com licença, Tai-san. –A Higurashi se curvou levemente em sinal de respeito ao mais velho.

O homem lhe sorriu. –Até outra hora, Kagome.

Já no andar de cima, após passar por várias portas do corredor o grupo, que possuía um sorridente Miroku e uma risonha Sango, além de uma Kagome inexpressiva e um Inuyasha ainda emburrado, chegou à última das portas de mogno.

— Este é o lugar onde vamos ensaiar as músicas! –A outra garota dissera animada enquanto abria a porta.

— Oi, Kagome-chan! –Rin estava sentada num confortável sofá, com um caderno em mãos e cumprimentara sorrindo.

— Olá, Rin. –Cumprimentou-a de volta.

— A intenção deste lugar é criarmos as músicas e relaxarmos. –A mais baixa apresentou o espaçoso cômodo.

Kagome deu um pequeno sorriso no canto dos lábios ao reparar que os móveis estavam organizados praticamente como em sua casa. Ao mesmo tempo se lembrou há quantos meses não tocava em nenhum dos instrumentos que tinha e que sequer cantava. Depois do acidente ela abandonou tudo relacionado à música, e, agora, estava de volta.

Não podia negar que aquilo a fazia querer tremer e sair correndo dali, mas tinha um compromisso a cumprir a partir de agora.

Então Sango sentou na poltrona disponível, Miroku e Rin no sofá, Inuyasha em uma cadeira giratória confortável. A Higurashi procurou um lugar com os olhos, e acabou optando por se sentar em algumas almofadas que ficavam na parede.

— Quais vão ser nossos horários? –A jovem indagou olhando através da janela.

— Em que horário está bom para você Rin? –Sango perguntou.

— Ah, qualquer um. É só eu avisar minha irmã. –Ela sorriu.

Inuyasha e Miroku sentiram um arrepio.

— Eu também posso. Caso seja de noite eu tenho que avisar meus pais. –A Taijiya fitou o teto.

— O Miroku fica mais aqui em casa do que na casa dele. –Inuyasha deu de ombros. – Mas temos treino do time de basquete ao final das tardes.

— O avô dele não se importa? –Kagome perguntou olhando o jardim da casa dos Taishou.

— Não, eu e o Inuyasha somos amigos de infância, então ele está acostumado... –Miroku parou de falar e se assustou um pouco. –Como você sabe que eu moro com o meu avô?

— Intuição. –Ela respondeu dando de ombros.

— E você Kagome-chan? Qual horário está bom? –Sango perguntou.

— Até às duas e meia da tarde eu geralmente não posso. –Ela respondeu serenamente.

— Por quê? –Perguntou Miroku interessado.

— Tenho alguns compromissos nesse horário. –Ela respondeu olhando o lado de fora.

Todos ficaram em silêncio encarando Kagome, que percebeu em pouquíssimos instantes.

— Quem tem experiência em criar letras de músicas? –Perguntou Rin.

Ninguém respondeu. Kagome estava com o pensamento longe. Mais precisamente em saber por que diabos sua professora de biologia parecera tão suspeita a si.

— Ótimo! –Inuyasha se encontrava visivelmente irritado. – Não dá pra eu escrever tudo sozinho!

— Ah Inuyasha! Para de mau-humor! – Sango revirou os olhos brava com o amigo. – É sempre assim, você se frustra e começa a descontar nos outros. Nem comece!

— Ninguém mais sabe escrever músicas! Como vamos tocar sem uma letra decente!? Preciso de ajuda. –Ele dissera já ficando nervoso.

— Inuyasha! Para! – Rin se levantou num pulo, tentando não perder a paciência.

— Não enche! –O albino revirou os olhos.

Sango e Miroku levantaram e os quatro começaram a discutir. Kagome escrevia alguma coisa no caderno enquanto estava com o pensamento longe. Assim que terminou de escrever, bateu as mãos o que fez com que os quatro que antes discutiam virarem-se para ela.

— Achei que iriam continuar a discutir até o próximo ano. –Ela fora irônica.

— O que foi Kagome-chan? –Rin perguntou suspirando.

— Eu cuido da parte de te ajudar a escrever a letra das músicas, além do mais podemos fazer covers... –Ela respondera dando de ombros.

Inuyasha arqueou uma sobrancelha assim como Miroku. Sango e Rin, fizeram uma cara confusa. Kagome reprimiu um suspiro.

— É, você está certa. –Os quatro concordaram.

— Vocês podem tocar alguma música que vocês saibam em seus instrumentos? –A Higurashi perguntou calmamente.

— Vocês ainda sabem tocar “Hide and Seek”, não é? –O Taishou fitara os amigos.

Kagome se paralisou ao ouvir o nome da música. Lembrava-se de imediato de brincar com seu irmão de esconde-esconde. Porém se segurou para não deixar transparecer seu incômodo. Aquilo lhe petrificava por dentro, e isso a machucava, mas ninguém precisava saber.

— Nossa, fazia tempo que a gente não falava sobre essa música! –Sango soava animada.

— Eu lembro como tocar! – Rin também aparentava felicidade.

— Então... Fechou! Vamos ensaiar essa música por enquanto! –Miroku sorriu. –Quem vai cantar dessa vez?

— Eu canto. –Inuyasha se oferecera, dando de ombros.

Ela viu o quanto seus colegas estavam animados para tocar a música, resolver não atrapalhar nesse momento de alegria deles... Não queria que algo como aquilo,acontecesse com eles.

— Vamos tocar para a Kagome-chan? –Sango perguntou já caminhando até à outra parte do cômodo que era à prova de som.

Todos foram para a outra parte da sala e deixaram a porta entreaberta. Acomodaram-se com seus respectivos instrumentos e alguns segundos após testes de som uma melodia teve início.

Onde nós estamos? O que está acontecendo?

A poeira acabou de começar a baixar. Amontoada em circulos no tapede, afundando, sentindo.

Gira-me mais uma vez e esfrega meus olhos.

Isso não pode estar acontecendo

Nas ruas lotadas, uma bagunça com pessoas que param pra segurar suas cabeças pesadas

Ela percebeu que seus novos amigos eram bem talentosos com seus instrumentos. E isso a alegrava um pouco. Saber que eles gostavam de tocar.

Esconde-esconde

Trens e máquinas de costurar?

Todos aqueles anos... eles estiveram aqui antes

Inuyasha começou a tocar sua guitarra e cantar olhando para Kagome, que respondia o olhar a de forma curiosa.

Marcas de óleo aparecem nas paredes

Onde momentos felizes foram, antes, enforcados

A retirada, a varredura insensata de tudo isso

Ainda viva

Kagome dessa vez, cantava juntamente com o rapaz. Fora fácil acompanhar a letra da música.

Esconde-esconde

Trens e máquinas de costurar?

(oh, você não vai me encontrar aqui)

Sangue e lágrimas... estiveram aqui antes

Inuyasha cantava e tocava olhando para a garota, surpreso por ela já ter se adaptado à melodia e ao ritmo da canção.

Mm O que você diz

Oh, que você só pretendia o bem, bem é claro que sim

Mm O que você diz

Mm que tudo isso é para o bem, é claro que é.

Mm O que você diz

Que é disso de que nós precisamos, você decidiu assim.

Mm O que você diz

O que foi que ela disse?

Ela o acompanhava, pelo menos até a próxima estrofe.

Notas de dinheiro continuam caindo na sua boca

Uma conversa quase doce, palavras recortadas de jornal

Falando sem sentimentos, não acredito em você

Você não dá a mínima, você não dá a mínima

Até que fora fácil deduzir a última parte e Kagome voltou a cantar junto do albino.

Você não dá a mínima

Você não dá a mínima

Você não dá a mínima

Você não dá a mínima

Você não dá a mínima

A melodia da música chegou ao seu fim. O Taishou soltou um suspiro de alívio enquanto estralava os dedos. Sango, Rin e Miroku sorriram.

— Nossa Kagome-chan! Você conseguiu acompanhar a letra da música tão rápido! –Disse Sango abraçando a amiga com seu contra-baixo nas costas.

— Eu estou louca para te ouvir cantar sozinha, Kagome-chan! –Dissera uma Rin animada também abraçando a Higurashi.

— Eu também estou. –Miroku soltou uma risada alegre.

— Até mesmo eu estou. –Inuyasha a encarava sorrindo de forma intensa.

Kagome abriu um pequeno sorriso de canto com aquelas palavras e o sorriso que lhe era direcionado, mas logo voltou à sua expressão de sempre.

— Vocês também sabem tocar muito bem. Você é maravilhosa no contra-baixo Sango, só tente segurar mais em baixo para ficar mais prático. Você também é maravilhosa no teclado Rin, só acho que você poderia afastar um pouco suas pernas para poder tocar melhor ainda. Você, Miroku, acho melhor você subir o banquinho da bateria uns 3 centímetros e segurar as baquetas um pouco mais embaixo, ficará mais fácil de tocar dessa maneira. –Ela deu outro pequeno sorriso para os amigos. –E você Inuyasha... Apenas cuide das cordas da sua guitarra, de levá-la para fazer uma manutenção a cada algum tempo e dê uma leve apertada nas cordas dela.

Eles a encararam num misto de surpresa e empolgação.

— Nossa Kagome-chan... Você sabe como deixar uma música perfeita! –a Taijiya deu pulos de alegria.

— Concordo com a Sango-chan! –Disse Rin abraçando-a.

— Como você sabe disso tudo? –Inuyasha indagou com o cenho franzido conforme se aproximava com sua guitarra.

— Tive alguns motivos... –Ela simplesmente dera de ombros levemente.

Kagome começou a se lembrar o porquê sabia tanto sobre música e instrumentos.

Após aquilo Miroku fez uma sugestão.

— Quem aí quer assistir à filme?

— Eu! –Todos levantaram as mãos, menos a filha dos Higurashi que estava perdida em seus pensamentos.

— Kagome-chan? –Sango colocou uma mão sobre o ombro da já considerada amiga, fazendo-a sair de seus pensamentos.

— Desculpem-me... O que você falava Miroku? –a morena forçou um sorriso à surgir em seus lábios.

— Eu perguntei se alguém queria ver um filme. Você topa? –Ele perguntou animado.

— Claro. Não vejo o porquê de não aceitar. –Ela deu outro sorriso forçado.

Kagome dava sorrisos que não refletiam a realidade se seus sentimentos. Não conseguia mais sorrir verdadeiramente, aquele era agora um gesto meramente convencional, mas como ela tinha tamanha habilidade para fazer algo deste tipo?

Ninguém percebera o quão falso era aquele sorriso, pois ele era tão perfeito que eles não iriam perceber. Não conseguiriam notar a diferença de seu antes e depois do acidente.

— Vamos lá pra sala então! –Inuyasha dissera colocando sua guitarra no apoio.

Sango fez o mesmo com seu baixo, Miroku colocou as baquetas em cima de um dos tambores da bateria, e Rin desligou os equipamentos.

Ela saiu por último da sala, se deparou com Inuyasha escorado na parede do corredor.

— Algum problema? –Ela arqueou uma sobrancelha.

— Não, nenhum. Algum para você? –Ele perguntou.

— Não. –Respondeu calmamente.

Kagome voltou a andar quando escorregou em uma pequena poça de água. Inuyasha pegou-a pela cintura antes que ela caísse.

— Tudo bem? –Ele se pronunciara preocupado, fitando seus olhos.

— Sim, obrigada. –Respondeu um pouco desconcertada.

Ao pegá-la, Inuyasha tinha sentido um choque elétrico passando por seu corpo. Levantou-a com calma.

— Que bom. –Ele disse sorrindo.

Ela também sorriu. Mas por que ele achava que aquele sorriso não era completo?

A jovem desceu as escadas com certo... Vazio. O albino foi atrás e, aos pés da escada, ele avistara Miroku com um copo de água.

— Miroku... –Inuyasha sentia uma veia saltando em sua testa. Chamou o melhor amigo num tom aparentemente calmo.

— O que foi? –Ele respondeu calmamente e com um sorriso inocente.

— Você... Por acaso teria derramado água lá no corredor? – O filho de Inu sorriu falsamente, segurando o amigo pelos ombros.

— É eu derrubei. –O moreno afirmara.

Inuyasha abriu sorriso forçado e pegou-o pela gola da blusa.

— Maldito. A Kagome escorregou por sua causa! –Falara bravo enquanto espancava Miroku.

— AI! DESCULPA, DESCULPA! –o outro rapaz implorou enquanto recebia socos na cabeça.

Revirando os olhos e ignorando o espancamento que acontecia no meio da sala, Sango passou a fitar a prateleira de DVDs.

— Qual filme vai ser? –Perguntara.

Cessando os tapas, o albino revirou os olhos. –Desde que não seja romance, qualquer um está ótimo.

— Bobo! –Exclamou Rin.

— Que tal deixarmos a Kagome-chan escolher o filme de hoje? – Sango falara chamando a atenção dos amigos, e é claro, de Kagome.

— É! Assim não rola briga. –Rin concordara.

— Também acho melhor assim. –Miroku apoiou a decisão enquanto se sentava no sofá, recuperando-se da agressão que sofrera do amigo.

— Pode ser. Vá e escolha o filme, desastradinha. – Inuyasha provocara.

— Claro, senhor cara-de-pau-quebrada. –Ela o alfinetou como resposta e caminhou até a estante.

Kagome passou os olhos por vários filmes, vários gêneros, mas nenhum que chamasse a atenção definitivamente. Ao olhar mais alguns, seus olhos pararam ao ler o nome do filme. “Sempre ao seu Lado”. Ela ficou paralisada ao ler o nome daquelefilme. De todos os filmes que tinha, por que ela colocou os dedos, justo sobre aquele? A reação de seu corpo foi involuntária. Ela apenas pegou o filme e o olhou de perto. Aquele filme lhe lembrava á ele... Kagome olhou o filme por mais alguns segundos e colocou-o no DVD.

— Que filme vai ser? –Perguntou Miroku aparecendo com uma tigela gigante de pipoca.

Kagome não respondeu nada, estava ocupada demais perdida em seus pensamentos enquanto seu corpo apenas colocava o filme para rodar.

— Kagome-chan? –Sango a chamou..

A filha de Seiko não respondeu. Rin, Miroku, Sango e Inuyasha se encararam. O que estava acontecendo com ela?

— Kagome? –o jovem filho de Inu colocara suas mãos sobre os ombros da garota.

Ela saiu de seus pensamentos e virou para olhá-lo.

— Sim? –perguntou com mais um sorriso forçado.

— Que filme escolheu? –Indagara Inuyasha colocando as mãos atrás da cabeça.

— Sempre ao seu lado. –Disse ela se lembrando de seu irmão.

— Sempre ao seu lado? Nunca vi. –O albino dissera com uma sobrancelha arqueada.

— Eu também não. –Disse Miroku levantando.

— Muito menos eu. –Disse Rin.

— Que filme é esse Kagome-chan? –Perguntou Sango.

— É uma história verdadeira... –Ela disse se levantando.

— Sério? –Perguntou Inuyasha.

Kagome assentiu com a cabeça, e logo o filme começou. Sango estava deitada no colchão, ao lado de Rin. Miroku e Inuyasha estavam enfiados de baixo do cobertor e Kagome sentada no sofá com um edredom do lado.

Ela encarava as cenas do filme, imóvel. Desde que o filme começou, ela se deitou no sofá e ficou encarando a TV. Kagome vendo as cenas, apenas se lembrava de quantas vezes já havia visto o filme com seu irmãozinho Souta. Todas as lembranças desse filme lhe vinham à mente. Ela ficava presa em seus pensamentos e aproximando-se da parte final do filme, olhou a TV. Na parte em que o professor morreu, e que Hachi ainda ficou esperando-o durante nove anos vendo todas as estações passarem, ela se lembrou de quanto ela e seu irmão choravam ao ver tal filme. As lágrimas saíram e ela percebeu que todos os seus amigos também choravam.

O filme acabou e ela permaneceu parada, apenas observando a tela. Suas lágrimas rapidamente secaram e ela se levantou, fazendo com que Rin, Sango, Miroku e Inuyasha, virassem-se para ela.

— Kagome-chan? –Sango chamou-a.

Kagome não respondeu. Apenas dobrou o edredom e colocou sua jaqueta novamente.

— Kagome-chan? O que foi? –Perguntou Rin enquanto sentava.

A morena de cabelos cacheados levantou e fechou o zíper da jaqueta, arrumou a touca para usá-la.

— Kagome? –Inuyasha chamou-a pegando em seu punho enquanto a mesma dava alguns passos em frente.

Ela virou-se lentamente para encará-lo.

— Eu vou embora agora. –a Higurashi dissera dando mais alguns passos, mas foi impedida pela mão de Inuyasha que ainda segurava sua mão.

— Você ficou doida? Olhe o tempo que está lá fora! –O albino apontava para a janela.

O tempo estava cinza. Provavelmente cairia uma tempestade naquela noite.

— Não me importo. Eu apenas quero ir embora. –Puxara seu pulso com força.

— Mas Kagome-chan! O tempo está bem feio! –Rin falara de forma preocupada.

— Você não pode sair num tempo desses! –Sango levantou em um pulo.

— Ligue para o seu pai e peça para ele vir buscá-la ao menos. –Miroku sugeriu tentando fazê-la mudar de ideia.

Ela desviou os olhos para outra direção e pegou sua agenda e caminhou até a porta.

— Kagome-chan! Você vai mesmo ir embora a pé?! –Perguntou Sango preocupada.

A garota abriu a porta e o vento gelado entrou na sala, fazendo com que todos ficassem com frio. Ela acenou para eles e saiu, assim que fechou a porta saiu correndo.

— Kagome-chan! –Gritou Rin, indo até a porta.

— O que deu nela? –Perguntou Miroku confuso.

— Não sei... Mas vamos atrás dela! –Inuyasha não sentia algo certo vindo da garota. De imediato pegara um casaco e saíra seguido por seus amigos.

Kagome corria depressa, até que ela colocou a touca e seus colegas perderam-na de vista.

Notas finais
Espero que tenham gostado! ^^ Agradeço à Dhy Taisho e à prisla, por terem sido as primeiras a lerem a fic. Ja nee minna-san! Logo, logo eu posto! ^^ ~~CAPÍTULO RESCRITO EM 02 DE AGOSTO DE 2016.~~