Breathe
12 Capítulo 12 - Sweet Memories. S.M.I.L.E.S
Notas iniciais
Minhas sinceras desculpas, minna. Já comecei o ano enrolada de problemas e quando menos percebia... O tempo já estava passando. Pois é... Abril de 2013.
Bom, não sei se saiu o que vocês queriam, mas espero que gostem. =)
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Seiko descia as escadas e andara até a cozinha. Parara no batente da porta, observando a esposa cozinhar. Certamente Nodoka era uma mulher atraente. Seu amor por ela havia iniciado nos tempos do ensino médio, mas só havia tomado no último ano dele no colégio por que ele era um tolo que tinha medo de se confessar.
Lembrava-se de quando havia visto a castanha pela primeira vez.
Fora no início da primavera, as árvores sakuras desabrochavam. Dezenas de estudantes se reuniam nos colégios para saberem se haviam passado. E ela era um deles. Um dos calouros.
Ele chegava ao seu segundo ano, naquele colégio. Quando Nodoka caíra em cima dele, por conta da animação de suas amigas.
— Memories 1 — Flash Back ON
“-Sumimasen! –A morena exclamara, corando.
Ele a observou durante alguns instantes, analisando as feições da jovem. Isso durou alguns instantes, até que Seiko saíra de um transe momentâneo.
-Não foi nada. –Ele dissera baixo.
Ela sorrira e se levantara, estendendo-lhe a mão em seguida. Ele aceitara e se levantou com a ajuda dela.
— Novamente, desculpe-me. –Ela sorriu amarelo. –Sou Nodoka Higurashi.
— Ah, a garota nova do Templo... –Ele disse mais pra si mesmo. –Sou Seiko Higurashi.
- Você mora no Templo Higurashi? –Ela perguntara surpresa.
Ele assentiu.
- Bem, até mais, Nodoka. –Ele acenou, já saindo de perto.”
-Memories 1 — Flash Back OFF
E fora a partir daquela queda, que suas vidas teriam os caminhos ligados.
A partir daquele simples encontros, ele fora mudando.
De um garoto quieto preguiçoso, ele passou a ser mais atento. Visto que Nodoka era desastrada. Extremamente desastrada.
-Memories 2 – Flash Back ON
“Os alunos desciam e subiam as escadas, e corriam pelos corredores, apressados. As turmas do primeiro ano eram as encarregadas da ‘publicidade’, e de algumas apresentações, do Festival que iria acontecer em pouco menos de uma semana. Todos os alunos haviam sido dispensados para seus afazeres da organização do festival.
Nodoka carregava várias caixas enquanto passava por um corredor, indo em direção à escada. A garota não podia ver o que estava a sua frente, devido as várias caixas impossibilitando a sua visão do caminho. Aquele corredor já estava vazio e às que a garota colocou um pé em falso no primeiro degrau, escorregou.
Ela fechou os olhos, esperando pelo impacto. Mas isso não aconteceu. Não pelo menos como ela esperava...
Nodoka havia caído em cima de alguém. E esse alguém era ninguém menos que Seiko.
- Itte... –Ela murmurou antes de perceber ‘onde’ se encontrava.
- Hm... –‘Alguém murmurou dolorido. –Você está bem?
- Hai... –Ela sorriu. –E-Espera... Seiko-kun?! –Exclamou assustada.
- Hai hai... –Ele suspirou. –Impressionante...
- O que? –Ela perguntou.
- Você é mais leve do que eu poderia imaginar. –Ele disse com os braços enlaçados na cintura dela, mesmo que não percebesse.
Nodoka corara furiosamente.”
-Memories 2 – Flash Back OFF
Seiko sorriu ao se lembrar de tais momentos. Antigamente ele era um garoto preguiçoso que preferia ficar quieto em seu canto e poupar energia. Porém, quando conheceu Nodoka, sua rotina mudou. Estava sempre “salvando” a garota de se machucar por a mesma ser tão impressionantemente desastrada e nada cuidadosa. Certamente, eles se aproximavam cada vez mais, devido a essa personalidade dela. Um o oposto do outro. Ambos diferentes.
E por serem diferentes, se completavam. Mas nenhum dos dois ousava se declarar.
Lembrava-se de seu último ano no colégio. Aquele era o segundo ano de Nodoka. E na formatura, a garota chorara por ele, chamando-o de idiota por o mesmo ter sido tão incompetente ao ponto de não repetir e deixá-la sozinha num centro de “pervertidos”.
Memories 3 – Flash Back ON
“ Eles estavam sentados debaixo de uma árvore sakura, no inverno. Era o último dia de aula do garoto ali, e o início das férias da garota. Nodoka não se conformava por ter sido ‘abandonada’.
–Baka! –ela dissera, novamente.
Ele suspirou.
-Você queria mesmo que eu repetisse o ano? –Ele arqueou uma sobrancelha, indignado.
- Sim! Você vai me deixar sozinha nesse centro de pervertidos! Seiko-baka! –Ela virara-se de costas para ele.
O garoto suspirou. Colocou o diploma no chão e se aproximou-se silenciosamente da garota.
- Ei... Nodoka-chan... –Ele a chamou.
Assim que a garota se virou para olhá-lo, foi surpreendida por lábios quentes e macios sendo tocados nos seus.”
Memories 3 – Flash Back OFF
- ... Cheiro e gosto de cereja. –O homem murmurou para si mesmo, sorrindo bobamente.
- O que é que tem a cereja? –Nodoka brotou ao seu lado.
Seiko deu um pulo de susto. A esposa riu.
- Ficou medroso com o passar do tempo? –Ela perguntou zoando.
- Humph. Olha só quem está falando. –Ele devolveu. –A baixinha de sempre. –Alfinetou.
A mulher rosnou e bufou. Ele sempre conseguia o que queria quando a chamava de baixinha. Murmurou algum xingamento e voltou a cozinhar.
Seiko sorriu vitorioso e ficou observando a mulher. Alguns minutos se passaram sem que palavras fossem trocadas. Sorriu com uma ideia e aproximou-se dela.
Nodoka estava focada na sopa que estava fazendo, por isso, não notara a aproximação do marido por trás de si. Ele a abraçou por trás, pela cintura, assustando-a.
- M-M-Mas o quê? –Ela exclamou virando-se assustada.
Antes que pudesse dizer algo, os lábios quentes do marido tomaram os seus, surpreendendo-a. Apenas um roçar de lábios, que foi o suficiente para ela corar furiosamente.
- Desculpa. –Ele disse baixo, sorrindo chateado.
Nodoka ainda estava desnorteada. Depois de tanto tempo, eles haviam realmente se beijado?
É... Talvez a família Higurashi não estivesse incapaz de voltar a ser o que era.
[. . .]
Inuyasha estava deitado em sua cama fitando o teto, pensativo, quando a porta de seu quarto é aberta por um rapaz de cabelos prateados que nem o dele.
- E aí, baka? –O rapaz disse se jogando no sofá.
- Ah... É só você, Sesshomaru. –Inuyasha suspirou. –Achei que você só voltasse daqui a um mês... Ou por aí.
- Resolvi voltar mais cedo por conta de algumas mudanças na investigação. –O mais velho deu de ombros. –Por que está com essa cara?
- Por uma garota. –Inuyasha dissera quase num sussurro.
Mas, por milagre –como se fosse –Sesshomaru havia escutado. Ele não pôde evitar gargalhar.
- Como é que é?! –Ele perguntou gargalhando que nem louco. –Você está tentando zoar com a minha cara?!
Inuyasha suspirou.
- Parece tão impossível eu estar gostando de alguém? –Ele perguntou, abraçando o travesseiro.
Sesshomaru encarou o irmão mais novo, enquanto parava de rir. Arregalou os olhos, surpreso.
- Isso é sério, Inuyasha? –O mais velho perguntou, e apenas viu o outro assentir com a cabeça. –Eu não esperava que você fosse gostar de alguém novamente... Bem, pelo menos não tão rápido.
Inuyasha se sentou na cama naquele mesmo instante, irritado. Fitou o irmão mais velho.
- Rápido? –Perguntou irônico. – Já se passaram meses desde que Kikyo sumiu da minha vida. Meses em que eu fiquei mal por causa daquela garota, por que eu gostava dela. e ela simplesmente me descartou e foi embora sabe-se lá para que fim de mundo.
- Eu sei, eu sei da história toda. –Sesshomaru suspirou. –Eu só quis dizer que normalmente, dura um tempo mais longo para você esquecer uma mulher e começar a gostar de outra. Mas, enfim, tem quanto tempo que você está gostando dela.
Inuyasha desviou o olhar e murmurou algo inaudível para o outro.
- Como é? Não ouvi Inuyasha. Fala com a boca, baka. –O mais velho reclamou.
- Três dias. –O mais novo respondeu baixo.
Silêncio total no cômodo.
- ... Como é? ... Três dias e essa garota já conquistou você? –Sesshomaru perguntou surpreso. –Há quanto tempo você conhece ela?
- Faz três dias desde que ela entrou para o colégio. –Inuyasha sorriu levemente.
- Que garota incrível é essa? –O outro perguntou surpreso.
- Você já disse tudo. Ela é incrível. –O mais novo disse, sorrindo.
[. . .]
Kagome ON
Minha cabeça está doendo insuportavelmente... Meu corpo está tremendo.
Sinto-me tonta. Tudo ao meu redor parece que gira...
Olho para a minha direita e vejo meu irmão. Tento abraçá-lo, mas não consigo. Por quê?!
Souta sorri pra mim, com os braços abertos, e, mesmo assim... Eu não consigo abraça-lo. Por quê? Por que na única chance que eu tenho de vê-lo sorrindo, eu não posso sequer abraçá-lo?
Alguém começa a aparecer atrás de mim, e eu me viro. Deparo-me com Inuyasha sorrindo e me estendendo uma mão. E, atrás dele... Estão Sango, Miroku, Rin, Ayame e Kouga. Meus amigos.
“Estamos com você, Kagome.” –Ouço nitidamente a voz de Inuyasha, mas a boca dele não se mexe, permanece com aquele sorriso.
Tento tocar a mão de Inuyasha, e também não consigo. Arregalo meus olhos.
Por que eu não posso tocar Souta e Inuyasha?
Eu terei de escolher apenas um deles?!
Por quê?!
Isso não é justo!
Eu passo seis dolorosos meses sem meu irmãozinho, culpando-me pelo acidente, e quando finalmente alguém consegue me fazer sorrir e me faz ficar apaixonada...
Eu tenho que escolher apenas um?
Não... Isso não pode ser real. Tem que ser brincadeira. Por favor...
Eu não posso escolher apenas um deles. Eu não posso.
Percebo que algo começa a pingar no chão, aos meus pés. E não é chuva. São minhas lágrimas de desespero entre ter de escolher um deles.
Caio de joelhos no chão, aonde quer que eu deva estar. E então, meus amigos, Inuyasha e Souta... Não estão mais ao meu lado. Eles simplesmente... Desapareceram.
É assim que tudo vai terminar?
Comigo sozinha?
Sem Souta, sem Inuyasha, sem Sango, Rin, Miroku, Kouga e Ayame?
É isso?
. . .
Eu realmente devo ser muito odiada por alguém. Nada está dando certo pra mim. Quando acho que poderei voltar a ser como antes...
Sinto uma dor no coração e aperto minha blusa. Uma dor insuportável. Minha cabeça martela e minha vista fica embaçada. Não enxergo mais nada ao meu redor.
... Por favor...
Eu não quero ficar sozinha! Não de novo!
EU NÃO QUERO!
Kagome OFF
A garota acordou, assustada. Estava suando, nervosa. Seu coração estava acelerado, seus olhos castanhos arregalados e sua respiração ofegante.
- Filha? –Ouviu a voz de sua mãe, ao seu lado.
Kagome pareceu acordar de um transe ao ouvir a voz de Nodoka. Assustou-se quando viu a mãe sentada ao seu lado, na cama, enquanto seu pai segurava uma bandeja.
Olhou ao seu redor e percebeu que se encontrava em seu quarto. Respirou fundo e suspirou um pouco aliviada. Aquilo não havia passado de um sonho, e ela esperava que não fosse realmente verdade.
Após alguns segundos tocou-se de algo. Seus pais estavam ali? Virou-se para eles, espantada.
- Pode ficar aí deitada, moça. –Seu pai disse, aproximando-se com a bandeja.
- Francamente, filha. Achei que tivesse aprendido desde pequena que você não pode ficar na chuva. –Sua mãe suspirou.
A garota não disse nada, apenas desviou o olhar.
Seria possível que eles estivessem preocupados com ela? Mesmo depois do que disseram sobre desligar os aparelhos de Souta?
- ... O que... Fazem aqui? –Sua voz saiu baixa.
- Estamos cuidando de você. –Seiko respondeu. –Aqui, sua mãe fez. –Entregou a bandeja com um prato de sopa que cheirava deliciosamente bem.
- Percebi que você não anda se alimentando direito... –Nodoka suspirou. –Está querendo ir parar no hospital de vez? –Ela arqueou uma sobrancelha. –Bem... Apenas coma direito.
- ... O que... Deu em vocês? –Kagome perguntou, novamente com uma voz baixa.
- Vergonha na cara. –Seiko dissera, sem graça. –Realmente, não temos sido ‘pais’ nesses últimos tempos, sentimos muito por isso. Principalmente pela ideia maluca de desligar os aparelhos de Souta.
- Fomos tolos ao dar ouvidos a um certo alguém. –Nodoka bufou, irritada consigo mesma.
Kagome olhou-os, confusa. Mas do que estavam falando? Então não havia sido ideia deles de desligar os aparelhos de seu irmãozinho?
- ... Então vocês... Desistiram de... Fazer isso com Souta? –A garota perguntou, olhando-os com um brilho nos olhos.
Nodoka e Seiko olharam para a filha e se olharam em seguida. Há quanto tempo não viam aquele tipo de brilho nos olhos de Kagome?
Sorriram um para o outro, virando-se para a filha mais velha em seguida.
- Seríamos monstros se tivéssemos coragem para fazer isso com seu irmão. –Nodoka disse, olhando Kagome no fundo dos olhos.
- Esperamos que você nos perdoe por termos sugerido tal crueldade. –Seiko sorriu, com vergonha.
Um sorriso brotou ali, nos lábios da morena. Mesmo que fosse um sorriso pequeno, era um sorriso verdadeiro. Um sorriso de alívio e alegria.
Como era bom ouvir aquelas palavras vindas de seus pais. Como era bom saber que eles não pareciam mais dois cegos para a família. Experimentou a sopa e arregalou os olhos, surpresa.
Era a mesma sopa que sua mãe costumava fazer quando ela ficava de cama quando pequena.
A época de sua infância fora marcada por várias semanas de cama e várias visitas ao hospital, por causa de sua saúde frágil. Mas, Nodoka cozinhava para ela, e fazia aquela sopa deliciosa. Comida de mãe.
Nodoka estava apreensiva, no momento. Queria saber qual a reação da filha, se ela tinha gostado ou não. Se lembrava quando Nodoka cozinhava aquela sopa para ela.
- ... Está bom... –A voz baixa da garota fora ouvida.
A mais velha sorriu, aliviada. Seiko também sorriu.
Eles poderiam estar voltando a ser uma verdadeira família. Só faltava mais alguém.
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[. . .]
“Naquele dia... Eu não sabia nada sobre você. Me arrependo de não ter insistido mais.
Hoje... Você poderia estar aqui com a gente, nesse palco.
O palco que você ajudou a construir...
Kagome..."
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Notas finais
Já era para ter saído quarta feira (03/04/13), mas comecei a ficar doente por causa das malditas mudanças do clima.
Fala sério, São Pedro. Decida-se, Santo bipolar. Ou faz calor no outono, ou faz frio. Assim você me deixa gripada. T~T
-Ah é. Estou começando a ficar rouca. =P
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