Breaking Laws
1 Prólogo
Notas iniciais
Tanya
O corpo dela sendo queimado em minha frente, sendo devorado pelo fogo um pouco mais azulado, o fogo roxo. Ainda podia ver ela e Laurent sendo felizes e caçando em direção ao sul, sua pele completamente mais brilhante exposta ao sol, a sua força, a sua beleza. Sua personalidade vingativa, seu rancor pelos Volturi, pela morte de nossa amada mãe e nosso irmãozinho, sendo eles jogados à fogueira, ela com um arrependimento estampado em seu angelical rosto, as bochechas e os queixo dele sujos de sangue humano.
Irina era feliz, mas a morte de Laurent causada pela alcateia, que estavam sempre ligados com os Cullen — por causa de Bella Cullen, que tinha uma forte ligação com os Lobos —, a deixou deprimida e indisposta, ela só queria vingança, matar alguns fedorentos, ser mais forte, ter poder. Ela queira se vingar dos Volturi, mas também queria se aliar a eles. Mas ela não está mais entre nós.
Olhei para baixo, deixando uma lágrima cair na neve.
Kate chegou por trás de mim.
— Vamos caçar, Tanya. Meus olhos já estão negros, não achamos nada desde o começo da semana passada — Ela me disse, suavemente preocupada.
— Kate — me virei para ela —, não consigo caçar, estou...
— Sei como se sente — exclamou ela — mas você tem que caçar, Tanya! Você está sedenta!
— Não estou — menti.
Ela se virou para o leste, à caminho da floresta que havia aqui perto, Garret saiu logo após, acompanhado de Eleazar. Carmem parou em minha frente.
— Trarei algo para você! — ela disse
— Não é pre... — antes de completar a frase, ela se foi.
Fiquei sozinha por alguns minutos, mas ouvi um barulho de carro, vindo em direção à minha casa.
Merda, pensei, humanos.
Um homem com uma camisa preta e calça jeans chegou em minha direção.
— Você — seu cheiro invadiu minhas narinas — sabe o caminho do Distrito ?
Prendi minha respiração, se seu cheiro visse de encontro com minhas narinas, ele poderia morrer em instantes, considerando minha sede.
— É ao sul — falei
— É, desculpe senhora, eu não tenho uma bússola — ele disse se aproximando de mim um pouco mais.
— Considerando onde você está, o sul fica à sua esquerda — disse
Ele deu um sorriso de agradecimento.
— Você poderia me dar um copo com água, senhora ? — ele se aproximava mais, o cheiro dele era inevitável de não senti-lo. E seu pescoço completamente a mostra.
Eu não tinha água, a não ser a água quente da ducha, o que poderia falar?
— É... senhor, se quiser alguma água, vai ter que esperar a neve derreter em algum recipiente — falei enfim.
— Eu espero!
— Tem algum fósforo? — perguntei
— Isqueiro, serve ? — ele disse e eu assenti.
Peguei o isqueiro com a mão direita, e com a esquerda tampava minhas narinas.
Eu o deixei esperando lá fora, enquanto pegava um velho recipiente de metal, onde colocávamos nosso veneno para caso alguma coisa acontecesse. Enchi este recipiente com um bocado de neve e coloquei o isqueiro por baixo.
A neve derreteu depois de alguns minutos. Saí da casa e fui entregar o recipiente com água para ele, ele colocou em uma garrafa, mas quando ele devolveu o recipiente, o casaco se estendeu e vi um machucado cicatrizado com sangue seco.
Antes do recipiente cair no chão, lá estava eu pendurada em seu pescoço, sugando quase todo seu sangue.
Ele gritava, mas mais ao fundo eu ouvi um grito feminino. Me distanciei dele imediatamente, era uma mulher segurando uma criança, que estava dentro do carro, ela o dirigiu freneticamente para o leste.
Ele gritava. Merda, é o veneno, pensei.
O veneno estava se espalhando lentamente pelo seu corpo, o fazendo se contorcer de dor.
— Calma, calma, vai passar! — berrei completamente arrependida — o que foi que eu fiz? O que foi que eu fiz? Eu sabia me controlar — sussurrava para mim mesma.
— Tanya! — gritou minha irmã, correndo rapidamente em direção a mim — O que você... você era vegetariana ! — gritou Kate.
— Eu fiz algo horrível — corri para seus braços, nosso contato provocou um pequeno estampido.
— Ela viu... ela viu — eu sussurrava.
— Ela quem? — gritou Carmem
— A humana.
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