Breakfast
13 Capítulo 13
Matt's Pov
Assim que terminei meu banho, resolvi voltar para o quarto onde Brian estava, e ele já havia dormido.
Bati em seu rosto para desperta-lo e assim que o fez, ele me olhou assustado.
–Não farei nada com você. Pelo menos não agora. Então faça o favor de desmanchar essa cara de pânico. — Brian murmurou algo que eu não conseguia compreender, então tirei a faixa que estava sobre seus lábios, pousando minha mão em seguida. – Sem gritos, nem ruídos, por favor. – Brian apenas assentiu e eu retirei minha mão de seus lábios.
–Por favor, me deixe ir embora daqui. – ele murmurou, soluçando.
Um riso escapou entre meus lábios.
–Tudo menos isso. – acariciei seu rosto. – Você é meu agora. Eu te comprei.
Ele engoliu em seco. Mas agora ele não recuava sobre meu toque. E isso estava começando a me agradar.
Matt's Pov Off
Brian's Pov
Medo... Dor... Ódio. Eu não estava entendendo absolutamente nada sobre o que estava acontecendo comigo.
Aquele homem, se dizendo meu dono. Isso não fazia sentido. Que eu saiba, todos somos livres e bem, escravidão, foi abolida há muito tempo atrás segundo as poucas aulas de historia em que assisti na vida.
–Então... – disse fracamente. – Você é meu dono.
–Exato. – aquele homem sorriu. – Paguei muito caro por você, mas valeu a pena. – ele mexia em meus cabelos.
–Você poderia soltar meus braços, está doendo. – disse, o encarando, tentando manter minha voz calma.
Ele ficou me encarando.
–Não me atacará, certo?
–Olhe meu estado homem... Mal consigo me mover. – então um tapa foi desferido contra meu rosto.
–Olha só como você fala com o seu dono. – ele disse irritado.
–Me... Me desculpe. – Uma lagrima rolou pelos meus olhos.
–Te desculpo, mas é só dessa vez. – assenti com a cabeça.
–Obrigado... Senhor. – ele acenou com a cabeça, parecendo satisfeito. E então, ele desamarrou meus braços. Fechei os olhos, suspirando aliviado. – Obrigado mais uma vez senhor.
Ele pegou uma camiseta e uma cueca boxer e me entregou.
–Veste-as.
As peguei e com um pouco de dor, vesti aquelas peças de roupas.
–Antes de tudo, estabelecerei umas regras para você. – ele me encarava.
–E quais são? – perguntei baixo. Minha garganta queimava.
–A primeira: deixarei você sair de casa, mas você não poderá ir muito longe e nem demorar mais de duas horas. E fique sabendo, terá pessoas te vigiando, então não tente nada que irá prejudicar você ou aquelas pessoas que você ama.
–Za... – talvez ele tivesse noticias de Zachary, porém fui interrompido com outro tapa em meu rosto.
–Não me interrompa pequeno Brian. – ele acariciou a área onde havia acabado de bater. — Segunda regra: toda vez que formos transar você só poderá gemer o meu nome. E o de mais ninguém. – ele sorriu convencido. – Se você se cansar daqui e quiser se libertar, deverá me pagar só dois milhões de dólares. Sua liberdade vale tão pouco. – disse ironicamente, enquanto pousava sua mão em minha coxa. Eu fechei meus olhos. – E por ultimo, cada vez que você se entregar a mim por vontade própria, sem reclamar, sem se debater, sem choramingar, você ganhará 500 dólares. Essas são minhas regras e você viverá muito bem se as respeitá-las.
–Sim senhor... – apenas encarei seus olhos. Eu teria que aprender a jogar seu jogo para me libertar desse inferno o mais rápido possível. Zachary, onde você está?
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