Breakfast
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Brian's Pov
Fui acordado com o meu despertador tocando, eram 6h30. Zacky apenas murmurou algo e se virou para o outro lado da cama, apenas dei um sorriso de canto e me levantei, tratando de cuidar da minha higiene matinal. Logo fui à cozinha, e meu pai já havia preparado o café da manhã. Tomei rapidamente e sem delongas fui ao escritório, antes deixando um bilhete para Zacky:
Fui ao trabalho, precisar de qualquer coisa me liga. O café está pronto e espero que fique bem.
Eu te amo.
Brian.
Resolvi ir andando, já que tinha tempo e bom, eu gostaria de pensar um pouco na vida enquanto o vento gelado da manhã batia violentamente sobre meu rosto.
Pensei em como minha vida havia mudado em uma semana, em como havia me envolvido com Zachary e o quanto eu o amava.
Lembrei de quando ele me disse que costumava ser mal humorado... E ontem a noite ele demonstrou esse lado. Tudo bem que meus sentimentos foram feridos, sou muito sentimental ok? Mas não consigo o culpar de qualquer coisa, imagino o quão afetado seu psicológico estava.
Logo estava na empresa, papeladas me aguardavam. Era ruim saber que Zacky não estava na sua sala, mas só de saber que provavelmente ele estaria deitado em minha cama, um sorriso brotava em meus lábios.
Já se passavam das 14h quando uma mulher loira, com uma roupa de grife e um sapato de salto parou em minha frente.
-Posso ajudá-la? – a olhei desinteressado.
-Você é o Brian, certo? – ela me encarava.
-Sim, e você, quem é? – Passei a desconfiar de quem seria, mas não quis arriscar.
-Logo você saberá... Pode me acompanhar até a sala de Zachary?
-Mas ele não está lá. – respondi seco.
-Eu sei... – ela revirou os olhos. – Mas eu tenho a permissão de ir até a sala dele e quero que você me acompanhe Brian.
Assenti com a cabeça, desconfiado e me levantei indo em direção a sala de Zacky.
Assim que eu e a tal adentramos a sala, ela trancou a porta.
-Deixemos a formalidade de lado... eu sou Gena e você sabe quem sou, a namorada de Zachary.
-Aquela que o expulsou da própria casa.
-Eu tive meus motivos. – ela disse pausadamente. – E acho que você sabe quais foram, uma vez que todos se resumem a você.
-Olha Gena...
-Shiu... Ainda estou falando. – ela me olhava com desdém. – Escute Brian, eu não quero brigar e não quero bancar a escandalosa, uma vez que Zacky já deve ter falado desse meu lado. – ela riu, mas eu a olhava com certa raiva. – Eu estou grávida.
A olhei espantado, minha voz havia sumido. Gravida? Como assim? Isso não estava nos meus planos, e muito menos nos de Zacky.
-Zacky ainda não sabe, já que eu recebi o resultado depois que ele foi embora. Mas acredito que você sabe onde ele está, e eu só queria que dissesse a ele que eu queria muito conversar. Que estou plenamente arrependida de expulsa-lo da nossa casa. – ela dizia num tom baixo. – Por favor, fale com ele. E não faça isso por mim, mas por essa criança que está no meu ventre. – ela sorriu. – Obrigada pela compreensão, e você é uma gracinha, Zachary como sempre tendo bom gosto. – E se retirou da sala, me deixando com uma cara de espantado + choro.
Vaca. Puta. Desgraçada. Por que essa piranha tinha que ficar prenha logo agora? Então tudo mudaria na minha vida e na vida de Zachary, ainda mais pelo fato dela se dizer “arrependida” e blábláblá. No mínimo ele vai voltar, eles vão se casar e vão ser felizes para sempre e o trouxa aqui se fode mais uma vez. Obrigado vida.
Respirei fundo e finalizei o meu serviço o mais rápido que pude, pegando o primeiro transporte público que passou, indo o mais depressa para casa. Eu tinha que falar com Zacky, e não era por causa daquela loira aguada e sim por mim e por ele, para decidir o que seria do nosso futuro juntos. Dizem que a esperança é a última que morre, mas no meu caso foi a primeira. Se o sonho de Zacky era de ser pai, é óbvio que ele ficaria com ela. O máximo que eu poderia dar a ele, era algum filhotinho da Pinkly, além do fato da adoção é claro.
Cheguei à minha casa. Zachary estava deitado no sofá assistindo TV. Trocamos olhares.
-Oi. – sorri fracamente, jogando minha mochila num canto e tirando meu casaco.
-Trouxe algo para comer? – ele me olhava.
-Além de mim? Não. – ri sem vontade, sentando-me no outro sofá.
-Ah... – ele voltara sua atenção para a TV até que pigarreei
-Zacky, a gente precisa conversar. – olhei para ele sério.
-Discutir relação já? – agora foi a vez dele de rir sem vontade. – Tá, o que é?
-Gena esteve lá no escritório hoje e...
-O QUÊ? – ele me olhou espantado enquanto desligava a TV e se sentava ao meu lado.
-Foi isso que você ouviu... – suspirei. – ela foi lá e me chamou para conversar.
-E?
-Bom, foi uma conversa rápida...
-E o que ela queria?
-Posso falar ou você vai ficar me interrompendo?
-Desculpe... – ele olhou para o chão. – Mas o que ela queria?
-Ela disse que queria conversar com você e está arrependida...
-Não acredito que ela foi te encher o saco no escritório pra dizer isso...
-CALA A BOCA, PORQUE EU TÔ FALANDO, CACETE. – berrei, irritado com tudo.
Ele nada disse, apenas olhou para mim, indicando para que eu continuasse.
-E ela disse que tá grávida.
-Ela disse o quê?
-Ela engravidou.
-Fala mais devagar Brian.
-PORRA, ELA TA PRENHA, ELA ENGRAVIDOU DE VOCÊ, ELA TÁ COM BARRIGA, TEM UM PORPETINHA NO VENTRE DELA. – gritei, escondendo meu rosto em minhas mãos, segurando a vontade de chorar.
-Grá... grá...grávida?
-Você é surdo ou tem problema com interpretação de texto? – disse, com a voz abafada pelas minhas mãos.
Zachary me olhava pasmo, acredito que sua voz havia sumido assim como a minha havia sumido quando Gena me contou.
-Não pode ser. – ele se levantou. Ok, sua voz não havia sumido. –Não. Isso não pode ser verdade.
-Ela disse que recebeu o resultado um tempo depois que você tinha ido embora...
-Que ela me expulsou. – ele me olhou irritado.
-Que seja. Então, é por isso que ela quer que você volte para conversarem, se resolverem e tudo mais. Agora tem uma criança em jogo, Zacky.
-Mas e você?
-Eu... Isso não vem ao caso. Vivi vinte e poucos anos da minha vida sem você. – Ok, acho que o chateei pelo seu olhar lançado a mim. – Não que eu não te ame, Zacky, pois eu te amo e muito. Mas o problema é que tem uma criança, ela não pode ficar sem pai. E não pode crescer com uma mãe como a Gena. Imagine a mentalidade dessa criança.
Zachary riu.
-Mas e quanto a nós? – ele disse, se ajoelhando em minha frente.
-Acho que isso é um adeus. – disse cabisbaixo.
-É isso que você quer? – ele perguntou, me encarando.
-Não é questão de querer, Zacky.
-E tudo que nós vivemos vai acabar assim, com um mero adeus?
-Acho que tem uma forma de esse adeus não ser tão doloroso, nem ser um mero adeus, e ser prazeroso para nós dois. – sorri malicioso e divertido.
Zachary entendeu.
Caminhamos até o quarto e assim que fechei e tranquei a porta dele, Zacky me jogou contra a parede e puxou forte, os meus cabelos negros, para trás, me forçando a ceder espaço, e assim que o fiz ele começou a chupar e maçar o meu pescoço.
- Za-Zacky... Ah... –Gemi em plena aprovação e dor, mas uma dor prazerosa.
- Shhh! Eu não vou embora sem te marcar como meu para que todos saibam que você só pode ser tocado por mim, só pode ser rasgado por mim... – Ao ouvi-lo tive a certeza de que ele havia perdido o juízo.
Mas o fato era que se ele havia enlouquecido, eu também havia...
E a essência que corre pelos nossos corpos é extremamente sexual, ele manteve meu corpo imprensado na parede e logo abriu minhas pernas e as envolveu pela cintura, eu me deliciava com seus lábios em meu pescoço até que senti as mãos grossas e firmes apertarem minhas coxas, gemi alto.
- AAH Brian, eu te desejo tanto...
Nada respondi, apenas desci do colo de Zacky o fitando como se fosse um animal, o empurrei com força na cama e sentei no colo dele, rebolei varias vezes sentindo o seu membro duro roçar perigosamente em mim, levei minhas mãos até a camisa dele e a desabotoei, joguei-a em algum lugar bem distante, me abaixei e prendi um dos mamilos dele com meus lábios e os suguei com fervor ouvindo um gemido delicioso.
Mas o meu azar sempre é maior, Zacky rolou na cama me deixando por baixo, ele me olhou com os olhos cheios de desejo, e, pela primeira vez, eu senti medo do homem que estava prestes a me possuir.
— Ahhh Brian, você é um menino muito levado, e merece ser punido. – Disse com a voz rouca de desejo.
Ele não teve a paciência que eu tive de desabotoar a camisa, ele simplesmente a rasgou me fazendo tremer de medo e aflição, meu membro já latejava dentro da calça apertada e ele pareceu ter reparado isso quando se abaixou e com a boca, desabotoou minha calma e a tirou com os lábios, apertou gostosamente o meu membro me fazendo gritar de prazer.
— Za-Zacky... Vá com c-calma... me-meu está em casa... – Falei já tremendo.
— Eu estou fodendo você, não ele. – E ponto para ele, me chateando novamente.
Não disse nada, afinal eu era sentimental demais e eu precisava dele, imensamente mais. Logo ele se despiu sozinho jogando as roupas pra qualquer lugar, suas mãos se encontraram com meus cabelos e os puxaram, de forma a me forçar a ficar de quatro para ele, senti meu rosto arder já indicando que eu estava vermelho de vergonha, eu ainda estava de boxer e não sabia o que ele ia fazer.
— Zacky...
— Shhh!
Ele se encaixou entre as minhas pernas, suas mãos foram levadas até as minhas nádegas as apertando com vigor me arrancando um gemido sofrido e alto, seu membro foi levado até o meio de minhas coxas e começou a estocá-las, AAAAH porra, aquele filho da puta estava me deixando tão excitado que eu poderia gozar arco íris só em sentir ele dentro de mim. Ri comigo mesmo do pensamento insano que tive, comecei a rebolar e ele já teve um piripaque digno de cinema, tirou minha boxer tão rápido que me assustou.
Zacky suspirou mais uma vez, e com as duas mãos afastou minhas nádegas e... CARALHO o que esse puto vai faz...
— AAAAAH! – Gemi arrastadamente ao sentir a língua dele na minha entrada, a degustando.
Ele nada disse, mas logo se manteve ereto de novo e me penetrou de uma só vez, gritei alto de dor sentindo minha garganta vibrar com o som alto, minhas pernas estavam bambas, e senti algo quente escorrer por entre minhas pernas, levei uma das mãos até ali e logo fitei a mesma... Vermelha. Sangue. Ele havia me machucado e do jeito que ele arfava e gemia duvido que se importava, mas era a nossa ultima noite...
Ultima noite...
Logo comecei a rebolar no membro dele, deixei com que suas mãos fossem levadas até a minha cintura a apertando, deixando uma marca roxa na mesma, ele investiu tão forte para dentro de mim que acabou acertando um lugar sensível, muito sensível. Gritei o nome dele, o que o fez arremeter mais ainda para dentro de mim, eu gritava e gemia o seu nome, sussurrava que o amava, aquela noite estava sendo única.
Brian's Pov Off
Zacky's Pov
Em todas as noites em que fiz sexo com alguém, nunca havia sido tão especial como essa noite, às vezes só o bom e velho sexo. Mas, transar com Brian estava sendo único, está sendo mágico, o moreno realmente havia me conquistado, ele era quente, apertado... Macio. De um sabor inigualável. Eu estava tão entretido nele que nem vi quando ele começou a sangrar, mas de fato, me preocupei com ele, o problema, era que eu estava enlouquecendo. Perdendo meus sentidos pouco a pouco, fazendo com que eu me perdesse a cada estocada no corpo delicado dele, ele já estava todo roxo, com os lábios cortados de tanto segurar os gemidos.
Qualquer um que olhasse, acharia que eu bati nele, mas nós estávamos queimando, queimando esse fogo que surgiu assim que nos vimos, queimando todo o amor que surgiu de repente, e quando se fez presente, tomou a minha cabeça e a dele...
Eu não estava agüentando, nem ele... Acabamos por nos desfazer em uma única estocada, senti ele se contrair me apertando fogosamente, cai por cima dele, tendo de encontro os braços gostosos do meu moreno, me aconcheguei ali.
- Eu te amo....
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